Yu Yu Hakusho - A Nova Era

1 Capítulo 1: O retorno de Yusuke Urameshi


*som de transmissão de TV* – Apresentadora: ...E com temperaturas na casa dos 40 graus, este já é considerado o verão mais quente de todos os tempos no Japão. Policiais da região metropolitana se mostram preocupados com o aumento nas taxas de criminalidade em Tóquio...

— Voz masculina: Porcaria de jornal, não passa nada que presta... Ah, eu tenho que me apressar, se eu chegar atrasado outra vez... – O homem diz desligando a televisão e saindo de sua casa.

O homem que aparentava ter entre 30 e 40 anos trancava a porta da sua residência, uma casa comum do subúrbio, logo se preparando para subir em sua bicicleta, quando ouve uma voz lhe chamando:

— Senhor Yukimura: Ei Yusuke! Você já está indo buscar o Yoshimitsu? – O senhor pergunta, tentando equilibrar várias caixas de comida.

— Yusuke: Hã? Ainda não. A senhora Chie me pediu pra olhar a torneira dela que estava vazando então eu vou dar uma passada lá primeiro.

— Senhor Yukimura: Eu queria que você fizesse essas entregas pra mim no caminho, se não for te atrapalhar.

— Yusuke: Claro que não tio! Afinal esse é o meu trabalho também. Pode ficar tranquilo que antes das três horas eu já entreguei tudo. – Yusuke diz enquanto pega as várias caixas da mão do senhor e as coloca no compartimento de cargas de sua bicicleta.

— Senhor Yukimura: Muito obrigado filho! Tome cuidado com essa bicicleta, o trânsito por aqui tem estado cada dia pior...

—Yusuke: Tá tudo bem tio, até mais tarde! O homem responde subindo em sua bicicleta e começando a pedalar.

Yusuke Urameshi, 38 anos. Atualmente trabalha como um "faz tudo". Neste exato momento, está fazendo entregas de comida para seu sogro, dono do restaurante Yukimura, o senhor Yukimura. Urameshi confere as horas em seu relógio que marcava meio dia e meia e decide se apressar.

— Yusuke: Merda, eu vou ter que correr ainda mais agora... Vamos nessa! – O homem diz animado e começa a pedalar freneticamente.

Yusuke entra em um pequeno beco onde havia um casal namorando escondido. Assim que os avista, ele tem tempo apenas de desviar alguns centímetros dos dois, fazendo com que a saia da moça levantasse e o rapaz que estava com ela se assustasse.

— Moça: Por favor... Eu não acho que devemos...

— Rapaz: Ah, fica tranquila. Ninguém vai aparecer por aqui... Nós podemos ficar a vontade...

*som de derrapagem*

— Yusuke: Foi mal aí... – Yusuke diz ao passar na bicicleta.

— Moça: Kya! O... O que foi isso?! – A moça se assusta e tenta segurar sua saia no lugar.

— Rapaz: Seu maluco! Isso aqui não é lugar pra se andar de moto! – O rapaz berra ao ver Yusuke passar numa velocidade incrível.

— Rapaz: E... Espera... Aquilo ali não é uma bicicleta?!

— Moça: I... Impossível! Como uma bicicleta poderia andar naquela velocidade toda?! – A moça questiona o namorado, enquanto os dois se olham com uma expressão de espanto.

Yusuke sai numa rua próxima da principal, onde para e realiza a primeira entrega programada. Ele pega uma parte das caixas de comida e as deixa com um homem que parecia ser o responsável por uma grande construção.

— Encarregado da obra: E aí Yusuke. Na hora como sempre hein... Os rapazes já estavam quase comendo os seus capacetes.

— Yusuke: Ha, ha, ha! Você me conhece né? Eu não quero levar a culpa pelo atraso de vocês na obra depois... Aqui. Desculpa não poder conversar mais, eu ainda tenho um monte dessas pra fazer. Até mais! – Yusuke responde apressado, passando as caixas de comida para a mão do encarregado e logo subindo em sua bicicleta outra vez.

— Encarregado da obra: Tudo bem, obrigado pela comida... – O homem responde enquanto vê Yusuke desaparecer no horizonte, pedalando sua bicicleta como se fosse um corredor profissional.

Enquanto Yusuke se esforçava para realizar seu trabalho ordinário de forma rápida na tranquilidade do subúrbio onde vivia, no centro da cidade, um fato inquietante ocorria chamando a atenção das pessoas que passavam. Bandidos praticavam um assalto ao principal banco da cidade. Lá dentro, os assaltantes ameaçavam os clientes, enquanto os outros limpavam o cofre.

— Bandido 1: Tudo bem, o primeiro engraçadinho que tentar dar uma de herói aqui vai ver os próprios miolos! Entenderam?! – O meliante ameaçava a todos enquanto apontava um rifle para um dos funcionários do banco.

— Funcionário do banco: P... Por favor... S... Se acalme! Eu tenho família...

— Bandido 1: Cala a boca seu merda! – O bandido responde de forma truculenta e acerta uma coronhada no funcionário do banco.

— Mulher: Kya! Ahhh! – Uma mulher se assusta com a agressão ao homem e começa a berrar.

— Bandido 1: Cala a boca vadia! Tá afim de apanhar também?!

— Bandido 2: E... Ei Kojiro! Você sabe que o chefe nos proibiu de matar os reféns! – O outro bandido que presenciava a cena alerta o comparsa.

— Bandido 1: S... Seu idiota! Não fale o meu nome em voz alta! Agora todos eles sabem da minha identidade! Eu vou ter que atirar em todos agora... – O bandido apontava seu rifle na direção dos reféns, quando é interrompido por um dos mesmos que foi na direção da mulher que chorava, tentando ampará-la.

— Homem: Isso não é necessário! Ninguém aqui ouviu nada! Perdoe à senhorita, ela só está um pouco nervosa, mas vai colaborar com vocês... Ei... Se acalme senhorita... Tudo vai ficar bem.

— Bandido 1: E quem diabos você pensa que é, seu inútil! – O bandido fala muito nervoso, apontando sua arma para o homem que tentava tranquilizar a mulher histérica.

— Bandido 2: Já chega disso Koj... Quero dizer, parceiro! O chefão não vai gostar nada disso! Além do mais, eles disseram que não ouviram nada... Vamos seguir o plano e tentar fazer um trabalho limpo aqui... – O meliante tenta persuadir seu companheiro a agir com mais tranquilidade.

— Bandido 1: C... Certo. Mas se eu desconfiar que esse otário está tentando nos impedir, eu vou acabar com a raça dele!

Enquanto as pessoas eram ameaçadas pelo homem armado, outros dois bandidos que tinham o gerente do banco sob custódia recolhiam o dinheiro do cofre. Depois de pegar várias sacolas recheadas de dinheiro, eles finalmente se juntam aos outros comparsas e se preparam para a fuga.

— Gerente do banco: Vocês já tem tudo o que queriam... Agora me deixem ir!

— Bandido 3: Negativo bro, ocê é nossu refém! Si us cana vier pra cima di nóis, nóis vai ti usá di iscudo pra iscapá...

— Bandido 2: P... Por que a gente tinha que vir pra cá com esse caipira, hein? Ele é uma vergonha pra nossa classe...

— Bandido 1: Meus ouvidos doem de ter que ouvir ele falando... – Os dois bandidos cochichavam, quando são duramente repreendidos pelo outro comparsa.

— Bandido 4: O que vocês estão esperando?! Peguem outro refém só por garantia e vamos dar o fora daqui! – O bandido fala se esforçando para carregar os imensos sacos de dinheiro que tinha.

— Bandido 1: Ei, você vem com a gente! – O bandido fala puxando a mulher que gritava antes, a puxando pelo braço.

— Mulher: Ai! P... Por que justo eu? Socorro, me ajudem!

Apesar dos pedidos de socorro, ninguém ousava ajudá-la. O banco estava cheio de pessoas, mas todos estavam muito assustados com toda a situação para tentar uma reação. Em meio ao estardalhaço que foi causado pela tentativa de pegar a mulher pelo bandido inapto, o homem que tentou acalmá-la anteriormente tenta convencer os bandidos a levarem ele no lugar da mulher amedrontada.

— Homem: P... Por favor! Me levem no lugar dela! Ela não tem nada com isso...

— Bandido 1: Eu te avisei, não foi? Já que você quer tanto assim bancar o herói, então é melhor você morrer como um! – O delinquente fala apontando sua arma para o homem.

— Bandido 4: Para com isso seu idiota! Quer que os tiras entrem aqui e nos matem? Pega logo a senhorita e vamos dar o fora daqui! – O bandido ordena seu comparsa.

— Homem: O... O que?! Vocês não podem fazer isso...

— Bandido 1: Cala a boca! *som de golpe* Hoje é seu dia de sorte otário... – O bandido acerta uma coronhada no homem que cai desacordado.

O grupo de criminosos se dirigia para a saída do banco, levando a mulher e o gerente como reféns. Chegando na porta, eles foram surpreendidos por um grande número de viaturas policiais que trocavam tiros com os outros integrantes da quadrilha que guardavam os carros de fuga. Um dos bandidos que guardavam os carros já havia sido baleado e estava caído no chão, um dos carros de fuga estava com os pneus furados por causa da troca de tiros, o que os impediria de agirem como o planejado.

— Bandido 4: Merda... É isso que dá trabalhar com amadores... Caipira, Kojiro... Vão até lá dar cobertura aos otários. Eu e o pouca telha vamos descolar um transporte pra gente fugir!

— Bandido 1: Q... Que merda é essa de dar cobertura pra eles?! Eu tô fora!

— Bandido 3: É issu aí chefim. Si é pra murrê eu queru pelu menus ficá cuma paute da gaita.

— Bandido 4: O que é isso agora, um motim? Vocês que chamaram aqueles idiotas para o golpe! O grande chefe não vai gostar nada de saber que vocês deixaram aqueles lixos mancharem o nome da nossa organização!

— Bandido 1: N... Não precisa apelar desse jeito. Tá certo, nós vamos cuidar disso. Só não demorem muito, eu quero sair dessa com vida! Vamos caipirão. – O bandido diz partindo para onde seus comparsas estavam.

— Bandido 3: Eu já falei qui num sô caipira... Eu só tenhu um pobrema na lingua...

Enquanto os dois bandidos se juntavam aos que trocavam tiros com a polícia, o líder deles se esgueirou até a esquina da rua, acompanhado do outro homem e levando os reféns. Os quatro foram até o quarteirão seguinte, onde havia uma fila de carros estacionados. Ele quebrou o vidro de um dos carros, se apressando em jogar os sacos de dinheiro dentro.

— Bandido 2: E agora chefe, o que vamos fazer?

— Bandido 4: Vocês dois, fora daqui! – O bandido dispensa os reféns enquanto entra no carro.

— Bandido 2: V... Você tem certeza disso? Eles eram a nossa única garantia de que os tiras não iam atirar em nós. Como nós vamos pegar os outros agora? – O delinquente pergunta ao seu chefe, enquanto eles saíam em disparada no carro.

— Bandido 4: Não seja idiota! Nós já temos a grana, vamos dar o fora daqui! Enquanto os tiras estiverem ocupados procurando os reféns e trocando tiros com os palhaços nós vamos desaparecer.

— Bandido 2: N... Nossa Daisuke, você se tornou mesmo um cara frio... Abandonando os companheiros dessa maneira...

— Bandido 4: Se você quiser pode ficar e ir preso com eles...

— Bandido 2: D... Deixa pra lá...

O carro ocupado pelos criminosos seguia em alta velocidade até entrar numa via expressa. Eles já davam como certo o sucesso de sua fuga, mas não contavam com o que aconteceria lá trás.

— Gerente do banco: ...Isso, exatamente senhor oficial. O carro era um sedã prata modelo 2012, eles seguiram na direção norte... – O gerente do banco ao ser libertado correu na direção dos policiais que ainda tentavam deter os ladrões que foram deixados para trás, lhes dando detalhes precisos do carro usado na fuga dos outros.

— Oficial da polícia: O senhor tem certeza que todos estes dados estão corretos?

— Gerente do banco: Sim. Eu possuo memória fotográfica. Eu espero que vocês consigam pegar aqueles bandidos.

— Oficial da polícia: Eu agradeço a sua cooperação... Atenção! Este é um alerta para todas as unidades! Ladrões de banco perigosos em fuga num automóvel sedã, de cor prata, placa... – O oficial que ouvia o relato do gerente não perdeu tempo e logo deu o aviso pelo rádio em sua viatura para todos os carros de plantão.

*som de radio da polícia* ...Todas as unidades próximas, tentem detê-los, mas sem expor civis ao risco, câmbio desligo!

— Policial: Ah, bem na hora do nosso intervalo! Vamos nessa, Yukimura?

— Keiko: Claro que sim! Esse é mesmo o nosso trabalho, não é? – Keiko responde enquanto liga a viatura onde estava com seu parceiro, saindo em disparada atrás dos bandidos.

Keiko Yukimura, 38 anos. Atualmente trabalhando como uma policial em uma viatura de patrulha. Keiko entra na rodovia e acelera seu carro ao máximo, fato este que assusta o seu parceiro.

— Policial: V... Vai com calma Yukimura! Nós não vamos poder prender aqueles bandidos se morrermos antes!

— Keiko: Hã? Fica tranquilo, eu só não quero dar a chance deles fugirem.

— Policial: {É exatamente isso que me dá medo...}

Yusuke já havia terminado de fazer as entregas e terminava de consertar a torneira da senhora Chie. Como não possuía um emprego fixo, muitas vezes ele era contratado para fazer reparos nas casas das outras pessoas. Apesar de não ter tido nenhum tipo de instrução oficial para realizar este tipo de serviço, ele mostrava-se realmente hábil com essas coisas, sendo que ele fazia isto desde que terminou a escola, aos 18 anos.

— Yusuke: Ei vovó Chie, e terminei de arrumar a torneira. Tente usá-la agora. – Yusuke fala para a senhora, enquanto guardava suas ferramentas.

— Senhora Chie: Ah, ela está ótima agora. Você é realmente uma criança habilidosa Yusuke... Deixe eu lhe servir um chá como gratidão por você ter vindo tão rápido... – A senhora ia em direção a uma chaleira, mas logo é interrompida pelo homem.

— Yusuke: Ah! Eu agradeço por isso, mas eu vou ter que recusar. Eu tenho que me apressar para buscar o meu filho na escola... Além disso eu estava passando por aqui mesmo, isso não foi nada demais.

— Senhora Chie: *encara* Hm... E pensar que você já é pai... He, he, he... Eu ainda me lembro do dia em que você veio aqui pela primeira vez consertar coisas na minha casa. Você era um moleque que mal tinha saído das fraldas... Nossa, eu acho que estou realmente velha... Tudo bem então meu filho... Quanto eu te devo pelo conserto? – A senhora pergunta apanhando uma carteira.

— Yusuke: Hã? Isso não foi nada! Essa foi por conta da casa vovó! – Yusuke tenta recusar o pagamento pelo serviço, mas logo é repreendido pela idosa.

— Senhora Chie: O que foi isso agora, hein? Você não pode ganhar a vida fazendo favores para os seus clientes! Aqui, este é o pagamento habitual, eu coloquei uma gorjeta por você ter sido tão prestativo comigo.

— Yusuke: Ah, mas vovó... Eu... – Yusuke ainda se sentia constrangido por ter de cobrar o serviço da senhora, que lhe responde sem cerimônias.

— Senhora Chie: Deixa disso garoto! Você disse que tem um filho não é mesmo?

— Yusuke: ...Sim, é verdade.

— Senhora Chie: Então aproveite essa gorjeta e leve ele para tomar um sorvete. As crianças dessa época ainda gostam disso, não é?

— Yusuke: Eu acho que sim. Obrigado por isso vovó... Sempre que a senhora precisar, pode contar comigo!

— Senhora Chie: Eu sei disso, você está sempre disposto a ajudar... Agora se apresse e vá buscar o seu filho!

— Yusuke: *choque* Ah, é verdade, eu quase me esqueci! Obrigado por isso vovó, até mais! – Yusuke se despede, subindo em sua bicicleta e saindo em disparada.

— Yusuke: {A senhora Chie é uma velhinha tão boazinha... Ela até me lembra um pouco a Genkai... Ah, mestra Genkai, quanta saudade...}

Yusuke lembrava-se de sua antiga mestra, que morrera pouco tempo depois que ele retornou do Mundo das Trevas. Apesar da saudade e do forte sentimento de afinidade que possuía por sua antiga professora, ele logo recorda dos acontecimentos do passado, percebendo o engano que estava cometendo.

— Yusuke: Espera... A mestra Genkai não era uma velhinha doce como à senhora Chie... {– Genkai: Yusuke! Seu inútil! Se cair dessa altura você vai morrer! ...Vamos continuar com esse treinamento por 12 horas! ...Se eu soubesse que você era tão fraco eu teria escolhido o Kuwabara como o meu sucessor!...} – Yusuke se lembra de como sofreu nas mãos da mestra.

— Yusuke: Ha, ha, ha... Aquela velha maluca tentou me matar um monte de vezes... Mesmo assim eu gostava muito dela. Eu me pergunto se algum dia eu serei capaz de vê-la outra vez... – Yusuke falava consigo mesmo, relembrando o seu passado, quando ao passar próximo da rodovia principal, ele vê uma viatura da polícia em alta velocidade numa perseguição. Sem pensar muito, ele logo diz o nome da pessoa que dirigia o carro:

— Yusuke: Keiko!

A viatura de Keiko quase voava pelo asfalto, não demorou muito e ela logo encontrou o carro dos bandidos em fuga. Após dar o alarme para as outras viaturas, ela e seu parceiro seguiam na tentativa de fazer os bandidos pararem.

— Bandido 2: C... Chefinho! Tem uma viatura da polícia atrás da gente, o que nós vamos fazer?!

— Bandido 4: Como assim o que? Manda bala neles! – O bandido chefe que dirigia o carro, ordena que seu comparsa atire no carro de polícia.

*som de disparos de arma de fogo*

— Policial: D... Droga! Estão atirando em nós! Temos que dar o fora daqui Yukimura! – O policial exclama para a parceira, enquanto tentava se proteger dos disparos dos meliantes.

— Keiko: Eu vou dar um jeito nisso!

Keiko desacelera um pouco e coloca a viatura atrás de um imenso caminhão betoneira que andava na rodovia. Ela confere as placas de sinalização da via e prepara-se para tentar uma manobra que frustrasse os planos dos delinquentes.

— Policial: E... Ei, Yukimura! O chefe nos proibiu de colocar civis em risco! Temos que agir com calma aqui...

— Keiko: Eu tenho um plano! Nós vamos deter esses ladrões de banco de uma vez por todas!

Ao ver uma placa de sinalização que indicava uma saída da rodovia, Keiko tira sua viatura de trás do caminhão e vai com tudo para cima do carro dos bandidos, batendo com força na lateral do carro os forçando a pegar a pista de saída.

— Bandido 2: Ah! M... Merda! Eu não consigo atirar neles daqui! – O bandido grita desesperado enquanto o carro que ele ocupava era arrastado.

— Bandido 4: Maldita... Que vadia mais insistente... Ei, se segura aí que nós vamos bater!

— Bandido 2: O... O que?!

O carro dos bandidos que vinha andando de lado na saída da rodovia sofre um grande impacto quando parte de sua lateral traseira atinge o canteiro do final da rodovia, o fazendo girar no ar várias vezes.

— Policial: N... Nossa! Você viu aquilo?! O que houve com o papo de não machucar ninguém Yukimura? – O policial indaga a parceira ao testemunhar a incrível cena da capotagem dos meliantes.

— Keiko: Antes eles do que nós... Vamos, não podemos deixar que eles fujam! – Keiko afirma enquanto sai da viatura e corre na direção dos bandidos.

O carro dos marginais estava de cabeça para baixo, mas apesar da gravidade do acidente, o bandido que liderava a quadrilha não tardou em sair das ferragens e empreender fuga entre o complexo de apartamentos na beira da via. Keiko que viu tudo, olhou para dentro do carro e conferiu que o outro bandido estava desacordado, logo dizendo para seu parceiro:

— Keiko: Esse aqui está desmaiado. Cuide dele que eu vou perseguir o outro! – A mulher diz, correndo no encalço do bandido fugitivo.

— Policial: O... O que?! Não faça isso Yukimura! É perigoso! Vamos chamar reforços... Droga, ela fez de novo... O pior é que eu vou levar bronca junto com ela sem ter feito nada. – O homem reclama enquanto tentava tirar o bandido do automóvel.

*som de corrida*

— Bandido 4: *ofega* Merda... Por que essa desgraçada não desiste? – O homem tentava a todo custo despistar a policial, contudo sem obter sucesso.

— Keiko: Você não vai fugir de mim! – Keiko continuava a perseguição de maneira vigorosa.

Depois de muito tempo, o bandido comete um erro e vai parar dentro de um beco sem saída. Muito cansado depois da perseguição, a última saída do homem é tentar um ataque direto contra Keiko, que naquela altura, já empunhava sua pistola.

— Keiko: Você não tem pra onde ir... Renda-se de uma vez! – A policial diz apontando sua arma na direção do marginal.

— Bandido 4: *ofega* Ah, Você é realmente uma mulher determinada... Ah... Eu odeio isso mais do que tudo! – O homem que estava curvado e esforçava-se para tentar respirar diz, a princípio tranquilamente, mas no final aos berros, apontando um revolver na direção de Keiko.

— Keiko: Abaixe isso! Você só está piorando a sua situação! – Keiko tenta persuadir o delinquente, que se mostra irredutível.

— Bandido 4: Ha, ha, ha... Dá um tempo, nós temos um impasse mexicano aqui, aquele que atirar primeiro vence... O meu plano era perfeito, até você aparecer e arruinar tudo! Agora você vai ter que me compensar por isso. – O homem diz puxando o cão do seu revólver, se preparando para atirar.

— Keiko: Pare com isso já! Abaixe sua arma e se renda de uma vez! – Keiko berra num último esforço de deter o meliante em seu plano.

A policial já desistia de tentar convencer o bandido, preparando-se para atirar nele antes que o contrário acontecesse. Poucos segundos antes dela atirar, porém, ela vê um feixe de luz se aproximando na direção do homem, o atingindo em cheio na nuca.

*barulho de energia se aproximando*

— Bandido 4: Ah!

O homem cai desmaiado após ser atingido pela energia. Keiko aproveita o momento e recolhe a arma do bandido, o algemando logo em seguida. Após se certificar que o perigo representado pelo homem havia sido neutralizado, a mulher olha na direção de onde a energia tinha vindo, acusando em sua mente o culpado da ação:

— Keiko: {...Yusuke!}

— Policial: Yukimura! Você está bem? N... Nossa, você conseguiu mesmo prender outro bandido perigoso sozinha! Desse jeito não vai demorar muito até você ser promovida, hein... Vamos, o chefe está nos esperando. – O policial diz a sua parceira levantando o bandido desacordado e o arrastando na direção da viatura.

Keiko permanecia olhando para o horizonte, meio que perdida em pensamentos. Yusuke que naquela altura já estava outra vez em sua bicicleta, pedalava o mais rápido possível, na tentativa de não se atrasar.

— Yusuke: Mas que droga! Se eu chegar atrasado de novo... Muita calma nessa hora… É só pensar positivo, eu vou conseguir, eu vou conseguir!

Apesar do esforço, Yusuke falha e chega novamente atrasado para buscar seu filho na escola. Sua meta era chegar as 15:00 horas em ponto, mas graças aos contratempos, ele chega somente as 16:30. Na frente da escola, seu filho era o único que permanecia esperando junto de uma professora. Yusuke desce da bicicleta apressado, correndo para cumprimentar a professora e seu filho.

— Yusuke: *ofega* Ah, desculpem pelo atraso, eu tive uns probleminhas no caminho pra cá...

— Professora: ...É, eu sei, eu sei. O senhor perdeu o bonde, a torneira da vizinha estava com problemas de novo... Toda vez que o senhor vem buscar o Yoshimitsu é a mesma coisa... – A professora aponta algumas das desculpas dadas por Yusuke para justificar seus atrasos.

— Yusuke: Ha, ha... Eu sinto muito por isso, eu vou tentar chegar na hora da próxima vez... E aí campeão... Pronto pra partir? – Yusuke pergunta de maneira acalorada para seu filho, que lhe responde friamente enquanto mexe num vídeo game portátil.

— Yoshimitsu: Que seja... Vamos logo pra casa.

— Professora: Até amanhã Yoshimitsu! Não esqueça de fazer a lição de casa!

— Yoshimitsu: Sim! Até amanhã sensei! – O garoto e a professora se despedem de forma animada.

— Yusuke: S... Sim! Até a próxima vez, sensei!

— Professora: *olhar de desprezo* ...Eu mal posso esperar... – A professora dá um olhar gélido para Yusuke, logo se virando e entrando novamente na escola.

— Yusuke: N... Nossa! Esquentadinha essa sua professora hein... Qual o problema, você andou se metendo em briga, foi? – Yusuke questiona seu filho enquanto os dois começam a andar a caminho de casa.

— Yoshimitsu: Eu não faço esse tipo de coisa...

— Yusuke: Mesmo? Quando eu tinha a sua idade...

— Yoshimitsu: É, eu sei que você gostava de coisas assim... Mas nós somos diferentes.

— Yusuke: Não é como se eu gostasse de brigar... Naquela época era uma escolha que os garotos tinham que fazer; bater nos outros ou apanhar...

— Yoshimitsu: Papai, não me leve a mal, mas eu não estou interessado na decadência do sistema educacional japonês durante os anos 90... Será que nós podemos andar mais rápido e chegar em casa logo? Eu estou cansado de ficar esperando.

— Yusuke: {...Esse moleque...} Tá certo, vamos nos apressar...

Algum tempo depois de chegarem em casa, Yoshimitsu terminava sua lição de casa, enquanto Yusuke se esforçava para terminar o jantar. Já era quase noite, quando finalmente Keiko chega em sua residência. Logo assim que abre a porta ela é recebida de forma acalorada por seu filho, que corre para abraçá-la.

— Keiko: *abre a porta* Ah, eu estou em casa.

— Yoshimitsu: *abraça* Mamãe! Você demorou bastante!

— Keiko: Tudo bem com você meu querido? Você se comportou bem hoje?

— Yoshimitsu: É claro que sim! Eu já até terminei de fazer a minha lição sozinho!

— Keiko: Mesmo?! Você é mesmo um menino bastante inteligente! Deve ter puxado a sua mãe...

*risadas*

Keiko e seu filho pareciam se divertir bastante, e somente após bastante tempo eles finalmente se preparam para o jantar. Yusuke que preparava tudo, se surpreende ao fechar a porta da geladeira e ver Keiko lhe encarando com uma expressão séria no rosto.

— Keiko: *encara*

— Yusuke: ...E aí... C... Como foi o seu dia querida? S... Só mais um dia comum né... – Yusuke tentava agir como se nada tivesse acontecido, querendo evitar uma discussão.

— Keiko: Não vem com essa de dia comum pra cima de mim! Você achou mesmo que eu não ia notar o que você fez?! – Keiko sussurra para Yusuke.

— Yusuke: E... Eu não sei do que você está falando... Eu acho que vou preparar uma salada também...

— Keiko: Yusuke! Eu já disse pra você não interferir no meu emprego! O que eu vou dizer se alguém te pegar atrapalhando o trabalho da polícia?!

— Yusuke: Como é?! Eu só estava passando por lá naquela hora... Até que de repente eu vi aquele bandido te apontando uma arma, como eu poderia não fazer nada?

— Keiko: ...Eu tinha toda a situação sob controle! Você não tem o direito de querer interferir na minha vida desse jeito! – Keiko fala aborrecida, encerrando a conversa.

— Yusuke: Hã? Quer dizer que a culpa é minha agora é? {Ah... O que eu fiz pra merecer isso?}

Algum tempo depois, Yusuke e sua família jantavam em paz, sem falarem uma palavra sequer. O homem pensava em tentar iniciar uma conversa para descontrair o clima, mas ao olhar para sua esposa e seu filho e ver que eles estavam com caras de poucos amigos, ele desiste da ideia.

Já passava das 22:45, Yoshimitsu já estava dormindo, Keiko lia atentamente um livro, enquanto Yusuke continuava a olhando. Finalmente Keiko fecha e guarda o livro, apagando a luz do abajur em seu lado da cama. Ela se vira para o canto e fecha os olhos tentando dormir, quando é chamada por Yusuke que murmura em seu ouvido:

— Yusuke: Ei... Keiko... Já faz um tempo... Que tal se a gente...

— Keiko: Eu não estou no clima pra isso... O meu dia foi terrível hoje... E eu acho que vai ser pior ainda amanhã. Vamos deixar pra outro dia, tudo bem?

— Yusuke: ...Você é quem manda... Boa noite então.

— Keiko: *boceja* Boa noite...

O relógio marcava 23:20 e Keiko já dormia profundamente, Yusuke por outro lado, sentia-se inquieto e decide sair para tomar um pouco de ar fresco. Ele estava sentado na calçada em frente a sua casa, olhando para a escuridão do céu que encontrava-se estrelado. Enquanto pensava na vida, o homem é surpreendido por seu sogro que coloca a mão em seu ombro e inicia uma conversa:

— Senhor Yukimura: O que foi filho? Você está sem sono?

— Yusuke: Ah, é você tio... Eu só estou pensando um pouco...

— Senhor Yukimura: Bem, se é esse o caso, então você não se importaria de me fazer companhia e tomar um chá comigo... Que tal?

— Yusuke: E... Eu não quero atrapalhar tio...

— Senhor Yukimura: Hã? Deixa disso! A minha esposa já está dormindo também. Vamos tomar um bom chá e falarmos da vida, venha!

O sogro de Yusuke o convence e os dois vão para a casa dele, que era logo ao lado. Na parte de baixo daquela casa funcionava o Restaurante Yukimura, um estabelecimento que era bem famoso por sua culinária caseira maravilhosa. Na mesma cozinha onde habitualmente eram preparados os pratos dos clientes, o senhor Yukimura prepara o chá que tomaria junto com Yusuke. Não demorou muito e ele logo trouxe duas canecas, uma para ele próprio e outra para Yusuke, que estava sentado num dos assentos para os clientes do restaurante.

— Senhor Yukimura: Aqui está filho... Eu não costumo preparar muito este, então pode estar um pouco amargo. – O homem diz passando uma das canecas para as mãos de Yusuke.

— Yusuke: Não... Ele está mesmo bom... Obrigado tio. – Yusuke responde um pouco desanimado.

— Senhor Yukimura: Então filho... Você não quer conversar sobre o que está te aborrecendo?

— Yusuke: Ah... Não é nada demais... Eu estou bem! – Yusuke tenta convencer o sogro.

— Senhor Yukimura: Não precisa mentir pra mim Yusuke. Eu te conheço há muito tempo e por isso eu sei que tem algo errado. Pode me contar o que aconteceu, afinal é pra isso que serve a família, não é?

Ouvindo as palavras do homem, Yusuke reflete sobre tudo que estava acontecendo, e decide desabafar com ele a respeito do que o afligia:

— Yusuke: ...Sabe tio... Eu estava pensando sobre tudo isso... Eu não fiz as melhores escolhas na vida. Eu mal consegui me formar no ensino médio e nem consegui um emprego bom... Eu vejo o Yoshimitsu se esforçando pra tirar notas boas na escola... Ha, ha, ha... Com certeza ele não puxou isso de mim... A Keiko é uma mulher realmente boa também... Eu acho que ela merecia alguém melhor do que... – Yusuke desabafava sobre tudo o que ele estava sentindo, quando foi interrompido por seu sogro.

— Senhor Yukimura: O que é isso agora Yusuke?! Esse nem parece você falando! Você devia se considerar sortudo por ter uma família como a sua. As coisas entre você e a Keiko podem não estar indo tão bem quanto você gostaria, mas os casamentos são assim mesmo, cheios de altos e baixos. Lembre-se que quando ela teve essa ideia maluca de entrar para a polícia você foi o único que a apoiou... O mais importante é que ela te ama e nada vai mudar isso! Quanto ao seu filho, é lógico que ele te ama também. O que acontece é que as crianças de hoje acham vergonhoso falar isso diretamente aos pais. Sobre o emprego, você deve se orgulhar por ganhar a vida de forma digna e honesta.

Yusuke olha para o seu sogro, que sorria para ele. Algum tempo depois, ele continua tentando animar seu genro.

— Senhor Yukimura: Ouça filho, toda vez que esses pensamentos passarem pela sua cabeça, lembre-se de todas as pessoas que dependem dos seus serviços... Para cada uma delas, você está fazendo a diferença! Isso é o que eu penso toda vez que eu preparo a comida de um cliente. Você não tem que tentar agradar ao mundo inteiro, só de se preocupar com as pessoas que te rodeiam já é o suficiente...

Após compreender e aceitar as palavras gentis e motivadoras de seu sogro, Yusuke sente-se determinado a continuar fazendo o seu melhor por todos aqueles que o apoiam e de alguma forma dependem dele.

— Yusuke: ...Você tem razão! Eu nem sei por que eu estava preocupado com uma besteira dessas! Obrigado por tudo tio! Amanhã eu vou fazer o meu melhor! – Yusuke fala se preparando para partir.

— Senhor Yukimura: He, he... Não foi nada filho. Sempre que você quiser conversar, venha falar comigo!

No dia seguinte, Yusuke, Keiko e Yoshimitsu tomavam café da manhã acompanhados pela mãe de Yusuke, a senhora Atsuko. A senhora não consegue evitar rir de toda a situação provocada por seu filho no dia anterior.

— Atsuko: Ha, ha, ha! Você não toma jeito mesmo hein Yusuke... Qual a dificuldade de conseguir chegar na hora para buscar o seu filho...

— Yusuke: {Ah, por favor, outro sermão não...}

— Yoshimitsu: A senhora vai me buscar hoje, não é vovó?

— Atsuko: Hã? Mas é claro! Eu adoro poder passar um tempo com o meu netinho querido... Diga Yusuke, quando você e a Keiko pretendem dar um irmão para o Yoshimitsu?

— Keiko: *envergonhada* ...Eu já estou atrasada para trabalhar. Se vocês me dão licença eu estou saindo. Bom dia meu querido... – Keiko se despede apressada de seu filho, saindo para o trabalho.

—Yoshimitsu: Tchau mamãe! Tenha um bom dia!

— Atsuko: Nossa... O que deu nela? – Atsuko pergunta olhando para seu filho.

— Yusuke: E a senhora ainda pergunta é?

— Atsuko: Os jovens de hoje em dia se ofendem com muita facilidade, eu só fiz uma pergunta inocente... Bom, que seja. Vamos Yoshimitsu, se não você vai se atrasar para a escola.

— Yoshimitsu: Sim! Eu vou pegar as minhas coisas!

Yoshimitsu e Atsuko partem em direção a escola onde o menino estudava. Do lado de fora da casa, de uma distância considerável, dois homens vigiavam a movimentação dentro da residência dos Urameshi. Pouco tempo depois, finalmente Yusuke sai levando uma maleta de ferramentas na mão. Ele tranca a porta e começa a caminhar, sendo acompanhado por um carro.

— Yusuke: {O que é isso agora... por que será que estão me seguindo?} – Yusuke pensa ao perceber os homens dentro do automóvel.

Yusuke a princípio aperta o passo e vira algumas esquinas para se certificar que estava sendo seguido, logo que olha para trás vê o carro se aproximando ainda mais dele.

— Yusuke: {Então estão me seguindo mesmo né... Vamos brincar um pouco...} – Yusuke começa a correr no meio de um de uma avenida congestionada.

Ao verem a tentativa de escapar de Yusuke, os homens que o perseguiam descem do automóvel e começam a correr atrás dele.

*som de pessoas correndo*

— Homem 1: *ofega* Ah, quando concordamos com isso ninguém falou nada de uma perseguição a pé.

— Homem 2: *ofega* Ah, foram ordens do chefe então não podemos fazer nada!

Os homens correram até a entrada de um beco, logo sendo surpreendidos por Yusuke que estava parado lá esperando por eles.

— Yusuke: Quer dizer que vocês estão atrás de mim seguindo ordens de alguém... *estala os dedos* É bom vocês começarem a falar quem está por trás disso se não quiserem se machucar.

Era óbvio que com a velocidade que possuía, Yusuke não seria seguido a menos que ele quisesse. Na verdade ele estava preocupado com os homens que rondavam a sua casa e preparou uma armadilha para tirar a verdade deles.

— Homem 1: *ofega* ...Ha, ha, ha... Você viu isso parceiro? Ele não só descobriu que estávamos o vigiando, como também nos emboscou e virou o jogo contra nós.

— Homem 2: ...É o que parece.

— Yusuke: Como é... Vão falar por bem ou eu vou ter que engrossar o caldo? – Yusuke já se preparava brigar, quando é interrompido por um dos homens.

— Homem 2: Fica calmo aí matador. Você vem com a gente. – O homem fala mostrando um distintivo da polícia para Yusuke.

— Yusuke: C... Como?! Vocês são da polícia? O que está acontecendo aqui?

— Homem 1: Tem uma pessoa que quer falar com você. Por gentileza, colabore conosco e venha pacificamente.

Yusuke não entende bem o que estava havendo, mas decide colaborar e vai com os homens. Eles entram no carro que era ocupado pela dupla e pegam uma pequena estrada deserta.

— Yusuke: ...Eu ainda não entendi o que vocês querem comigo. E por que nós estamos nessa estrada deserta?

— Homem 2: Fica calmo, a pessoa que quer te ver prefere um encontro com mais privacidade.

— Yusuke: {Isso só torna as coisas mais suspeitas...}

O carro dos homens para em um pequeno restaurante na beira da estrada deserta e eles logo entram no lugar. O trio se dirige para uma mesa bem afastada, quase nos fundos do lugar, onde uma pessoa lia um jornal e tomava um café.

— Homem 1: Nós trouxemos ele senhor! – O homem fala para a pessoa escondida atrás do jornal aberto.

— Homem misterioso: ...Yusuke Urameshi... Finalmente estamos tendo a oportunidade de nos encontrar... – O homem fala ainda encoberto pelo jornal.

— Yusuke: Mas afinal quem é você? E o que você quer de mim?

— Homem misterioso: Você é mesmo impaciente, não é... Certo. Vocês dois, caiam fora. Eu quero privacidade na conversa com o senhor Urameshi aqui.

— Homem 1: O... O senhor tem certeza? Isso pode ser perigoso...

— Homem 2: Perdoe o incômodo senhor, nós vamos aguardar lá fora. – O homem interrompe o companheiro se desculpando com uma reverência. Os dois então se retiram para a frente do restaurante.

— Homem misterioso: Por favor, sente-se senhor Urameshi. Eu vou pedir um café para o senhor.

— Yusuke: Eu estou bem de pé... Vai logo ao ponto e fala o que você quer de mim. – Yusuke mostrava-se desconfortável com a situação.

— Homem misterioso: Pois eu insisto que o senhor se sente. Temos algo muito sério para discutir e isso vai levar bastante tempo. Além disso, a comida daqui não é nada mal... – O homem fala finalmente abaixando o jornal que lia, revelando sua identidade.

— Yusuke: C... Como?! V... Você?! – Yusuke reconhece o rosto daquela pessoa, mas sua surpresa era tanta que ele perde a fala.

Quem será a pessoa misteriosa que queria tanto falar com Yusuke? E por que ele fazia tanta questão de uma conversa secreta? Não perca o próximo capítulo trazendo todas as respostas!!!

...Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.