Youve Got That One Thing!
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Eu estava me conformando com a idéia de ver Styles de novo. Digamos que eu estava preparada piscológicamente. Ele estava voltando pra cidade, e isso conserteza significava um reencontro – eu acho. Sua mãe ainda tinha contato com a minha, e a mesma morava na casa em frente a minha. Não que eu não quisesse reencontrar ele, mas, eu tenho medo de que as coisas não voltem a ser como antes. Quer dizer, eu tenho medo de que as coisas voltem a ser como antes.
Nnunca me culpei por gostar dele. Nunca o culpei também. Mas quando ele se foi, eu tenho certeza de que fora a pior dor que eu já senti em toda minha vida. Eu tinha consiência de que ele iria e queria viver o sonho dele, mas eu simplesmente não conseguia acreditar que ele – meu melhor amigo, e amor da minha vida – estaria me deixando.
Eu fui a pessoa que mais o apoiei – depois da família. Eu estava lá quando ele participou do The X Factor. Eu sabia que ele tinha talento. Na verdade, eu que o incentivei a se inscrever.Eu ainda não sabia, mas cada coisa que eu fazia, cada dia que eu vivia, era simplesmente dedicado a ele. E quando ele se foi, eu me vi numa situação um tanto quanto complicada. Pois tudo me parecia patético, tudo me parecia sem porque e muito menos pra que.
Eu mantive contato com ele por uns dois meses. Depois disso, ele andava ocupado, e quase nunca atendia o telefone. Até que um dia, eu liguei para ele, e deu “número inexistente”.Ai sim, o meu mundo tinha acabado de vez.
Eu me sentia sem chão, e muitas vezes sem ar. Eu pensei em me matar milhões de vezes, mas nunca o realizei. Eu mal comia, estava sempre chorando, e nada — absolutamente nada – me faria parar. E foi ai que eu me vi com depressão. Comecei a tomar comprimidos anti-depressivos. E assim eu fui trantando de mim, digo dele.
E ao decorrer dos anos – dois anos – eu fui me desapegando dele. Até que um dia eu decidi que não iria mais correr atrás de menino algum. E está assim até hoje.
Mas algumas vezes nós temos que tomar um belo de um chá de realidade, e perceber que as coisas não são – e nunca vão ser – como nós queremos. Por exemplo, eu achava que nunca mais iria ver Styles, mas me enganei. Na verdade eu sempre tinha essa idéia em mente, mas sempre a descartei em pensar o quão ridículo seria voltar a gostar dele. É, eu sempre soube que se eu o visse ele de novo todos os muros que eu tinha contruído iriam se desabar, e eu voltaria a ser a pessoa frágil de antes.
E nesse exato momento, eu tenho de admitir que estou numa bela de uma “enrrascada”.De acordo com a minha melhor amiga eles chegariam próxima semana, quarta-feira. Digo, no meu aniversário. Me perguntei se ele tinha se lembrado do meu aniversário. Mas eu tinha que ser realista. Ele mal lembrava do meu aniversário quando éramos melhores amigos, quanto mais agora que estamos bastante separados.
Agora estou no meu quarto, deitada na cama pensando em como vai ser. Ele vem, e depois, ele vai embora. Não sei se vou suportar passar por tuo isso de novo.
-Meg! – Disse Alex entrando no quarto. Me sentei na cama e sorri.
-Oi Alex, o que está fazendo aqui? – Perguntei.
-Não posso mais ver aminha melhor amiga? – Disse ela sorrindo e se sentando ao meu lado.
-Desculpa. – Eu ri.
-Porque você está assim? – Ela perguntou e eu fiz uma cara de desentendida. – Digo, era pra você está feliz com a chegada do seu ex-futuro-atual-melhor amigo.
-Eu estou feliz, é que…
-Você tem medo de que ele vá embora de novo.
-Não é medo, é certeza! – Disse e sem querer um lágrima escorreu.
-Se eu nào te conhecesse, diria que você gosta dele! – Disse ela sorrindo. Nesse momento eu senti pena. Não dela, mas de mim. Por esconder um fato da minha melhor amiga. Eu estou me escondendo por entre argumentos completamente equivocados da minha parte.
-Você já fez o trabalho de ciências? – Perguntou Alex fugindo do assunto. Eu agradeci mentalmente pela sua perspectiva de saber que eu não queria falar desse assunto. E assim a tarde foi passando, e junto com ela Harry Styles.
Agradeço pela paciencia e por ficar lendo todos os meus sentimentos até agora. Mas, se você for esperto – e se não quiser ficar um pouco assustado -, nao vai querer continuar a ler isso. Contudo, se você é muito curioso, você pode continuar, mas antes, só um aviso: se você ficar muito assustado, não é culpa minha.
Era meia noite e meia. E eu ainda não havia conseguido dormir. É claro que pra isso tem um nome e sobrnome. Harry Styles. Eu realmente não sei se isso é positivo ou negativo.
Estava mergulhando nos meus pensamentos quando ouvi um grito. Um grito agudo e estridente, que entrava na minha cabeça fazendo um eco insuportável. Uma mulher. Sai do meu quarto o mais rápido possível. Desesperadamente fui até o quarto da minha mãe e vi uma cena um tanto quanto assustadora. Minha mãe estava gritando. Seu corpo estava arqueado, sua cabeça estava recurvada para trás, e sua boca estava entreaberta, assim permitindo que gritasse. Seu pescosso e suas costas estavam rígidas. Eu estava totalmente assustada. Aquilo não era algumacoisa frequente. E — obviamente — era a primeira vez que isso acontecia.
Corri para perto dela e pude perceber que escorriam gotas de suor pelo seu rosto. Eu estava aterrorizada, e tudo o que eu conseguia fazer era chorar. Sai do quarto desesperadamente procurando um telefone. Me esbarrava em tudo, a procura de uma coisa que achei quando entrei no meu quarto.
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Estava ligando para a ambulância quando os gritos cessaram. Isso seria um sinal de morte? Justo com o telefone corri ao quarto da minha mãe. Estava tudo muito silêncioso. Meu coração estava prestes a sair pela boca, e quase tudo ao meu redor estava girando.
-Alô! – Diziam ao telefone.
-Alô! Por favor me ajudem. – Falei deseperada. Eu chorava descontroladamente – Minha mãe, está passando mal, e eu não sei o que fazer.
-Fique calma, e nos de o seu endereço. – Disse a voz do homem. Os dei o endereço e cheguei mais perto da cama da minha mãe.
Eu estava hesitante, aflita e com medo, mas mesmo assim me encostei nela.
-Mãe, você está bem? – Perguntei receiosa.
-Liga pra ambulância. – Disse ela. Ela estava sem ar, suada, respirando muito forte e quase não conseguindo falar direito.
-Eu já liguei! Eles estão vindo! – Disse chorando.
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-Acompanhante da Ellen Raven? – Disse o médico.
-Sim doutor! Sou eu.– Disse
-Me acompnhe. – Disse ele seguindo para a sala. Fiz o que ele mandou que quando chegamos na sala 4 eu sentei-me na cadeira, já esperando más notícias.
-Bem, sua mãe apresenta um quadro de tétano generalizado.– Disse o médico entrelaçandos as mãos e olhando diretamente para os meus olhos.Fiz que sim com a cabeça para que ele continuasse. – Não é muito grave, mas ela ficará em observação por um mês, pois é recente e pode ser que o tratamento dure um pouco mais que o esperado.
-O senhor tem certeza de que ela ficará bem? – Perguntei com os olhos lacrimejando.
-Tenho certeza, não se preocupe. – Disse ele tranquilizando-me. – O que me preocupa é você. Com quem você ficará até ela se recuperar? – Ele tinha razão. Eu não tinha absolutamente ninguém com quem ficar.
-E-eu, posso ficar sozinha em casa! – Disse.
-Você tem quantos anos? – Perguntou.
-17 senhor. – Disse abaixando a cabeça.
-Desculpa, mas você não pode ficar por tanto tempo sozinha. É de menor, e não trabalha. Será que você não pode ficar com o seu pai ou um amigo? – Ele disse.
-Eu não tenho pai doutor. Meu pai fugiu de casa com outra mulher quando eu nasci. Nunca conheci ele, e também não tenho muita vontade de conhecer. Mas eu tenho uma amiga, que talvez eu possa ficar na casa dela por uns tempos… — Disse. Digo, menti. Estava falando da Alex – certamente -, mas o único problema é que ela morava com a avó quem tem uma doeça muito grave, então ela praticamente mora no hospital. Não queria dar mais trabalho pra elas.
Me passou pela cabeça a mãe do Harry. Na verdade a única opção era a mãe do Harry. Ok, agora sim eu estava ferrada.
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