Notas iniciais
Oláa, aqui estou eu, mais cedo do que imaginei, haha. Mas esse é bem curto, só pra dar um gostinho e vocês não me matarem, ok? hahahahaha Boa leitura! ;)

Molly ainda não entendia o que estava acontecendo. Eram os lábios de Sherlock movendo-se contra os seus? Eram as mãos dele em seu rosto e cabelo, puxando-a para mais perto? Isso estava mesmo acontecendo? Ela devia estar preocupada com sua segurança agora que um psicopata queria matá-la ou sabe-se lá o quê, mas Sherlock estava em todos os lugares. Seu cheiro a inebriava, sua cabeça rodava e ela beijava o detetive com muita urgência, temendo que a qualquer momento ele se afastasse dela.

Mas ele não se afastou.

Sherlock não queria pensar no que estava fazendo, nem no que havia acabado de dizer. As lágrimas de Molly quebraram algo muito sólido dentro dele e agora não havia mais controle sob suas emoções. Mas o detetive sabia que não podia fazer nenhuma loucura. Não agora. Ele precisava de toda a sua mente trabalhando para proteger Molly e não para despi-la. Delicadamente, segurou o rosto da médica em suas mãos, deu-lhe um último beijo e afastou-a, fitando seus olhos.

–Molly? –Mais uma vez, o carinho em sua voz surpreendeu-a e ela o olhou com mais atenção. – Eu preciso da sua ajuda agora. Você virá comigo para Baker Street, onde eu posso mantê-la mais segura, e nós vamos estudar Tom. E vamos pará-lo, está bem? –Molly assentiu, sem palavras para essa nova situação e deu um meio sorriso, pensando no que viveria no 221B da Baker Street.

***

A poucos metros do apartamento de Molly Hooper, um sujeito encapuzado que esperava, atento a qualquer movimento, sacou o celular e ligou para um número na discagem rápida.

–Ela já sabe. –disse simplesmente e ouviu as instruções da voz ríspida do outro lado da linha. -Considere feito.

Guardou o celular e olhou em volta na rua deserta, preparando-se para o que viria a seguir.

***

Agora os dois estavam mais calmos e controlados, mas Molly não conseguia evitar alguns olhares cheios de ternura para o detetive, e ele preocupava-se que a qualquer momento ela se jogasse em seus braços.

–Porque não passamos esta noite aqui no meu apartamento, Sherlock? Assim eu tenho mais tempo para preparar as minhas coisas. –ao ouvir as palavras de Molly, o detetive a encarou em dúvida. Seria isso alguma artimanha da legista para levá-lo para a cama? E mais importante, ele queria negar a esse pedido?

Sherlock se levantou e andou até a janela, observando a rua.

–Está bem, Molly, podemos ficar. E já está tarde, seria melhor se você fosse dormir. Quero começar esse caso o mais rápido possível. –Molly fez um beicinho, pensando que o detetive não notaria e decidiu ceder, estava mesmo muito cansada e esse caso iria exigir muito dela.

–Hmm, tudo bem. Eu vou pegar algumas cobertas e travesseiros para você se acomodar. –a legista disse, já andando em direção ao seu quarto, mas Sherlock a impediu.

–Não é necessário. Eu não vou dormir. –Molly o encarou, surpresa, mas assentiu. Sabia que era assim que o detetive trabalhava, passando noites em claro, dando tudo de si.

Mas, agindo com uma ousadia inédita até para ela, caminhou em direção a ele e parou muito perto, com apenas uma nesga de ar entre eles. Erguendo-se na ponta dos pés, alcançou os lábios de um Sherlock paralisado e lhe beijou suavemente.

–Boa noite, Sherlock Holmes.

–Ah, boa noite, hmm, Molly Hooper. –ela sorriu e com passos despreocupados deixou o detetive em sua sala de estar.

Sherlock sentou-se numa poltrona, e tudo o que pensava era “feche a porta, feche a porta, por favor, feche a porta”. Mas Molly entrou em seu quarto e não houve som de porta alguma se fechando. Seria uma longa noite.

Notas finais
Juro que escrevi um cena bem quente para esse capítulo, mas achei melhor adiar um pouco. Então não se preocupem que logo, logo esses dois vão se pegar, hahaha Reviews? :3