You're not Alone
1 Onde?
Notas iniciais
Bem Enjoy
O moreno estava olhando entediado para as montanhas cobertas de neve, eram bonitas talvez, mas já se passará uma hora que ele só via aquilo. Por vezes também olhava para o estofado de couro do banco. Já conferirá também as horas no mínimo vinte vezes, o seu novo colégio ainda estava tão distante? O motorista não dissera nada a viagem toda, nem ao menos olhará para o menor, isso o irritava de certo modo, mas não diria nada também. Os óculos embaçavam a cada cinco minutos, ao respirar fumaça saia mesmo dentro do carro. O caminho era liso, mas de vez em quando dava uma chacoalhada, Alex bufava e se encostava novamente no recosto de couro do banco.
Nem sabia mesmo o porque de estar indo para lá, sua mãe Valka o acordará numa manha, dizendo “Você foi aceito filho!”. Claro que ele não fazia a menor idéia, de no que ele havia sido aceito, mas não protestou. Depois de conversarem por um bom tempo, e sua mãe esclarecer bem as coisas, ele finalmente pode ficar boquiaberto. Ele foi aceito em um colégio no norte da Noruega. Ele não sabia se ficará feliz ou surpreso, sua mãe o havia inscrito para alguns, mas ele não achava que ia ser aceito. Bem ia ser aceito em ao algum lugar, mas não que fosse tão depressa.
Na carta também dizia que ele deveria estar lá em, quinze dias para o inicio do ano letivo, ele começará a se preparar uma semana depois para a viagem de sete horas. Ele estava desanimado para tal, mas ao ver o brilho de animação nos olhos da mãe, quando ela lhe mostrará as fotos do lugar. Ele ficou mais animado e com a aprovação do pai, decidirá ir para lá realmente. Sentiria saudades de casa obviamente, mas nada que o Skype não pudesse resolver. Mas o conforto da sua casa teria de ser deixado algum dia, mas ele realmente não queria que esse dia chegasse. Ao menos não tão rápido.
O motorista pigarreou, o trazendo de volta para a realidade, ele piscou com os olhos ardendo, talvez pela luz do sol refletida na neve. Olhou para o maior que indicou o colégio, com o indicador enluvado, olhou para onde o velho apontava. O prédio azul claro fosco e branco era digamos: enorme. Ele não conseguia nem ver onde o mesmo terminava, era como um castelo. Mas não tão parecido, agora sim Alex se animará, e isso não tinha nada a ver com parar de ver montanhas congeladas por horas. O lugar era lindo parecia o lugar certo para ele, mesmo não sendo tão fã de gelo, quando o carro finalmente parou em frente às escadarias, ele desceu.
Ajustou os óculos com o dedo do meio, e respirou o ar gelado da manha, finalmente havia chegado. O motorista deixará suas malas que eram três ao todo, bem ao seu lado e se fora, sem nenhum comentário adicional. Alex soprou as mechas castanhas que lhe caiam sobre as lentes, e pegou as malas com certa dificuldade. Duas de alça e uma de rodinhas, até que foi fácil caminhar com elas agora subir as escadas, ai já complicava. Com muita dificuldade chegou a porta principal, ele adentrou o prédio, um grande salão se estendia a sua frente.
Vários estudantes o fitaram, mas depois voltaram sua atenção para o que faziam alguns liam, outros escreviam, no telefone, conversando e muitas outras coisas na qual o moreno não estava nem um pouco interessado. Caminhou fazendo muito mais barulho que o desejado, logo uma garota veio ajudá-lo pegando uma das malas, ele agradeceu sorrindo. Chegaram ao balcão onde ele foi atendido, aquilo parecia mais um hotel, a garota lhe entregou a mala e sumiu. A mulher atrás do balcão pediu seu nome e curso, ele disse e ela teclou um pouco. Antes de se voltar para ele.
- Quarto 63, seu colega já deve estar lá. – disse e lhe entregou duas chaves. – Uma é reserva. Anna! – chamou e logo uma garota apareceu, devia ter a sua idade, talvez mais velha. – Leve-o até as alas masculinas, obrigada.
A garota de cabelos ruivos e olhos azuis marinho, que era linda e parecia animada, pegou uma de suas malas e indicou um corredor a esquerda, ele agradeceu a mulher no balcão e se foi. Anna falava sem parar, dizia coisas sobre o lugar, como comida e ensino, também falou sobre os quartos. Mas disse que não sabia realmente como eram os masculinos, o moreno se limitava a sorrir e assentir. Os corredores eram largos e muito bem decorados, ele não prestou muita atenção ao seu redor realmente estava mais preocupado com as dicas, mas mesmo assim achou o lugar ótimo.
Seguiu pelo que parecia ser Anna era o nome da garota, falava muito, mas na maioria era sobre o colégio em si. Falou sobre os curso, os professores citou algumas regras, como não fumar beber e etc. O moreno ouvia a tudo com atenção, mas os corredores largos e azuis estavam um tanto vazios, ele esperava ver mais pessoas, no máximo virá umas vinte no hall e umas sete nos corredores. Não sabia ao certo por que devia estar lotado, mas talvez a maioria tivesse acabado de chegar, assim como ele e estavam se acomodando em seus quartos, Anna o lembrou do horário do jantar as oito em ponto, ele deveria ser pontual. Também citou o horário do toque de recolher que eram às dez da noite.
Ele apenas assentia a tudo que ela dizia, já estavam andando há algum tempo e as malas começavam a pesar. Ela parou tão subitamente, que quase ele a atropelava, ela se virou para ele e sorriu largamente, ele sorriu de volta. Os lábios de Anna brilhavam com o gloss que ela passará mais cedo, os deixavam mais volumosos do que realmente eram, mas aquilo não iria chamar atenção do calouro. Ela umedeceu os lábios e indicou a porta branca na qual eles estavam parados em frente, acima dela pendia o número 63 em metal dourado.
-Este é seu quarto, talvez seu colega já esteja ai, tente não se perder é um lugar grande. – disse e lhe entregou a mala de mão que ainda estava com ela. – Bem não se atrase e espero que possamos conversar mais um pouco, senhor...?
- Alex... Alex Dahmer. – disse ele e ela sorriu.
- Sou Anna Arendelle. – disse e sorriu, passou por ele. – Até mais.
Colocou as malas no chão e abriu a porta do quarto, com a chave que lhe deram na recepção, pegou novamente as malas no chão e adentrou no quarto. De fato que aquele prédio do colégio era enorme, mas aquele quarto era pequeno, claro que não iria reclamar, mas realmente pensou que eles seriam maiores, riu-se e fechou a porta. Ouvia o barulho do chuveiro, parece que seu colega de quarto já havia se acomodado, suas coisas já estavam arrumadas ali.
O quarto tinha as mesmas cores que o restante do colégio, a direta havia duas camas, de solteiros paralelas uma da outra. Do lado esquerdo havia duas escrivaninhas, com madeira negra, daquelas onde se perde a caneta com mais facilidade, a perto da parede estava vazia, foi até lá. Deixou as malas no canto entre a parede e a cama, entre as camas havia um pedestal onde havia um abajur, Já a porta do banheiro entre as escrivaninhas. Suspirou e se sentou na cama, olhou em volta mais uma vez e fechou os olhos, se deitando na cama macia até demais, com certeza estava muito cansado. Seu celular vibrou repetidas vezes no bolso, lembrou-se que Anna dissera que eram proibidos nos períodos letivos. Bufou e pegou o celular sem nem mesmo se sentar para tal, destravou e leu as mensagens que sua mãe o enviará, mas não prestava muita atenção no que lia. Deveria estar fora de área durante a viagem, naquele momento sua mãe o ligou.
- Alô? – ele atendeu.
- Filho já chegou? – indagou Valka do outro lado da linha, era assim como ele lhe chama, pois não gostava muito de Valkiria.
- Já sim mãe, e por Thor este lugar é incrível. – disse e sua mãe percebendo a animação que dificilmente ele demonstrava.
- Sabia que você iria gostar muito, mas deixe te perguntar você já foi até os estábulos daí? – indagou ela pensando na surpresa que preparara para Alex.
Cavalos, o dono dos olhos verdes que se encontrava sobre a cama tinha um cavalo, seu nome era Toothless. Não julgue ele deveria ter 12 anos quando ganhou o filhote, ele achava que por o animal não comer grama, como os outros e sim mamar na mãe, era pela falta de dentes. Mas o nome realmente mão vem ao caso, sentia falta do animal, seu corcel negro, costumava sair para cavalgar durante a tarde e não chegava antes das oito.
- Ainda não, cheguei não tem nem vinte minutos. – riu-se e Valka também.
- Bem lhe preparei uma surpresa para quando você for até lá. – disse ela com risadinhas.
Ele preferiu nem se dar ao trabalho de perguntar, sua mãe era umas pessoas que nunca revelavam nada.
- Agora vá se enturmar querido, meu poderoso viking.
Desligou e guardou novamente o aparelho. Suspirou e encarou o teto, um sorriso se desenhou em seus lábios, finalmente sua vida iria começar de verdade.
Ouviu a porta do que deveria ser o banheiro ser destrancada, encarou a madeira escura, ainda deitado de ponta cabeça. Ela se abriu e de lá saiu um garoto, usava uma regata azul e uma samba canção um pouco mais escura, mas igualmente azul. A regata deixava a mostra seus braços, que eram tatuados, todas eram pretas, que ficavam ótimas em contraste com a pele extremamente pálida. Os olhos eram de um azul distante, mesmo assim belo, os cabelos eram completamente brancos, usava alargadores além de piercings abaixo do lábio inferior.
Secava os cabelos com uma toalha de rosto, assim que viu o moreno que o encarava de cabeça para baixo, levou um susto. Pois a mão sobre o peito dando uns passos para trás, riu-se como se arfasse. O dono dos olhos verdes riu se divertindo com a surpresa do albino, se levantou. Ele usava um casaco preto por cima de um moletom verde com apenas dois botões perto da gola, calças jeans azuis quase pretas grossas e bota. Sim, uma bota no lugar da outra perna havia um suporte de metal.
O menor tinha cabelos longos, mas não tanto em um tom castanho madeira, olhos verdes e sardas. As luvas pendiam em um bolso do lado esquerdo do casaco, seu nariz estava avermelhado por causa do frio constante. Usava óculos de armação preta, e o modelo RayBan ficava muito bem com o formato de seu rosto. Sorriu e estendendo a mão para o albino a sua frente, que segurou em um cumprimento com o menor.
- Muito prazer meu nome é Jack Frost. – disse o dono dos olhos azuis.
- Alex Dahmer, e o prazer é todo meu. – disse e separaram as mãos.
- Dahmer? Tipo como aquele serial killer? – disse Jack interessado após se lembrar do nome.
- Sim como o assassino, mas não precisa se preocupar sou da paz. – riu-se e soluçou e outra vez e mais outra.
- Ah você quer um copo de água? Ou talvez um susto? – brincou o albino com o olhar perplexo do menor.
- Sim... Hiccup... Por favor... Hiccup.
E o moreno teve uma crise de soluço por dez minutos, até Jack lhe conseguir três copos de água, dos quais ele bebeu muito rápido. Quando finalmente aquela tortura, imposta por seu próprio corpo terminou sua garganta parecia tapada por algo, nem ao menos conseguiria falar direito. Mas seu companheiro não deixou de animá-lo, com o próprio problema, o fazendo sorrir verdadeiramente.
-Isso foi muita má sorte já sei que tal seu apelido ser Hiccup? Está tudo bem? – indagou o tatuado e o moreno sorriu de canto. – Vou aceitar isso como um sim, que tal Hic? Só pra encurtar.
Ele assentiu já que não tinha qualquer outra alternativa, por sua garganta não ajudar em nada, mesmo com tudo isso havia gostado do campos. E de seu novo colega de quarto, aquela altura mal podia esperar para ver os estábulos, iriam ser anos divertido pelo visto.
“De fato ele começará a viver.”
Notas finais
Agora me digam o que acharam vou ficar esperando bjs
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