Notas iniciais
Olá. É a minha primeira fic o/ Tomara que gostem desse. Boa leitura galerinha. OBS: Nolo é um apelido que eu coloquei.

Estou perdida. Consegui fazer o que mais queria, minha vingança. Mas agora, só agora, vejo o que isso me custou. Aiden está morto, sinto Jack querer se aproximar, e sei que Daniel não vai deixar nada barato pra mim. Eu internei Victória numa clínica para loucos, e quando Daniel for visita-la, ele saberá que eu sou Amanda Clarke. Não sei mais o que fazer com esse vazio. Talvez a vingança não fosse o que eu realmente devesse seguir, e sim meus sentimentos.

Faço o que eu sempre fiz quando me sinto insegura, ameaçada, preciso de alguma coisa e até mesmo um ombro amigo: Vou até o Nolan.

Quando chego em sua casa, a vejo aberta. Eu já disse tantas vezes que agora que o Daniel está com sede de vingança, ele pode ser um alvo fácil. Não quero que nada machuque o Nolo, não quero que ele sofra por minhas escolhas. Nós formamos uma bela equipe, eu sei, mas eu me preocupo com sua segurança.

– Nolan? – Entro em sua casa extravagante.

Vejo que ele não está na cozinha, o que me faz ficar aflita.

– Nolan?!

Corro para o seu quarto, ele não está aqui. Corro pra o banheiro, cujo a porta está aberta, e o vejo tomando banho

– Mas que droga, Nolan! – ele se assusta

– Ems? O que faz aqui? – ele pergunta

– Preciso de sua ajuda. Te espero na sala, não demore

Vou para a sala dele e me sento. Vejo pela bagunça em cima de sua mesa de centro que ele não estava sozinho.

Nolan aparece com seu típico roupão.

– Quem estava aqui? – digo, levantando

– Ah... – ele começa

– O que eu disse sobre essas suas companhias?!

– Ems – ele diz suavemente – eu estou bem, ta legal?

Levo as mãos à cabeça

– Mas que droga – resmungo

Ele se aproxima e toca meu ombro

– Ems, você está bem? – Ele pergunta

– Quer mesmo saber? – Viro pra ele violentamente – não estou. O que eu fiz até agora? Destruí os Grayson? Não. Eu destruí a minha vida!

– Ems... – ele começa, segurando meu ombro direito

– Eu o destruí – continuo, segurando as lágrimas que brotam – por minha causa ele está morto! Ele me disse pra parar. Disse pra fugirmos enquanto dava tempo.

– O Aiden te amava. Ele estava com você nessa. Ele sabia o risco que corria. O Aiden era esperto, só um truque muito sábio poderia tê-lo fragilizado.

Pressiono os lábios um contra o outro em busca de força para segurar as lágrimas

– Ems... – ele começa

Sinto ele se aproximar hesitante, até estar me abraçando de uma vez.

– Eu ainda estou aqui – ele diz – e vou protegê-la. Confie em mim

Não consigo mais segurar as lágrimas que há muito tempo quer sair

– Eu confio, Nolan. Mais que qualquer um.

– Como você disse, somos uma bela dupla

– Não – me separo dele – somos uma família

Ele solta um sorriso que eu necessitava urgentemente ver. Ele limpa minhas lágrimas com um sorriso.

– Vou te ajudar, Ems. Vamos superar isso juntos.

– Obrigado Nolan. Eu não sei o que seria de mim sem você

– Sem mim ou sem o meu cérebro? – Ele brinca

Sorrio

– Sem você. – digo

Então eu lembro daquele dia que ele ficou arrasado. O dia em que a Padma morreu. Eu queria ajuda-lo, mas ele insistiu em ficar sozinho. Hoje, sei o que ele deveria estar sentindo. Mas tem uma coisa que eu ainda devo a ele:

– Eu te amo, Nolan – digo

Ele sorri de uma forma gentil

– Eu também te amo, Ems – ele diz

Demoro um bom tempo pra falar, mas todo o tempo sem encarar Nolan

– Então... Chega de vingança? – ele me pergunta

– Sem vingança – respondo – agora teremos que sobreviver aos Grayson

– Por que não fugimos? Podemos usar sua nova identidade sendo minha prima

Mas eu não quero passar a vida sendo a prima inexistente do Nolan. Eu quero ser apenas eu mesma

– Não, Nolan. Obrigado. Tudo que eu quero é passar meus dias em paz na velha casa da praia. – digo

– Acha mesmo que esse “em paz” – ele faz aspas com as mãos – será possível?

– Assim espero

– Acho que o Dani está revoltadinho demais. Acho que ele vai ter que se livrar de um grande problema antes de vir contra nós

– O que quer dizer com isso?

– Quero dizer que ele vai ter que se livrar de um grande processo. Gideon e eu armamos pra ele

– Espera ai, Nolan. O Gideon? O filho do Pascal?

– O próprio. Eu só acho que esse cara vai me trazer problemas – ele faz cara de preocupação

– Não devia ter se metido com essa gente! – repreendo-o

– Eu sei, mas eu tinha que fazer isso.

Suspiro

– Tome cuidado, Nolan – digo

– Vou tomar – ele diz – Não precisa se preocupar tanto assim

– Preciso. Não vou deixar que me tirem você também.

– Eu sei me cuidar

– O Aiden também sabia – comento

Ele suspira e me braça novamente. Seus braços são o meu único conforto, seus olhos são minha única esperança. Nolan sempre me visita no meu grande isolamento. Ele me leva comida, pois se não eu não comeria. Meu corpo sempre acha o calor do seu quando ele me abraça, e eu me sinto bem.

Olho pra Nolan, e ele não se afasta de mim. Eu o noto apreensivo, como se eu fosse a mais delicada flor que ele teria medo de esmagar, mas ele não poderia me magoar, não ele. Seus lábios chamam os meus. Parece sem sentido algum, mas só eu sei o que estou sentindo agora. Sei muito bem que Nolan se sente mais atraído por homens, mas eu não posso me negar isso.

Sem pensar, eu o beijo.

Sou uma mulher fracassada, desesperada e amargurada que necessita do mais simples gesto de amor e carinho que alguém possa me dar. Eu não vou dizer que estou usando o Nolan, por que eu realmente já queria ter feito isso há muito tempo. Eu sentia essa vontade sim, mas a rejeitava como algo ridículo e impensável. Agora que nada me impede, que eu não tenho nada, que eu estou no fundo do poço, é o Nolan que me puxa pra cima, como sempre. E o que parecia tão impensável, está mais pra obvio.

Nolan não tenta me afastar, ele retribui, e muito bem. Nunca achei que o gosto do seu beijo poderia ser tão bom. Nunca achei que estaria tão desesperada por um beijo seu. Por um toque seu. Mas tem alguma coisa atrapalhando meus planos. O nó feito em seu roupão está me machucando.

Eu puxo o nó e o roupão se abre.

– Eu não estou com nada por baixo – ele sussurra pra mim

Eu confiro e volto a olhar pra ele.

– Isso facilita as coisas. – digo

Ele sorri.

Eu o puxo para beija-lo novamente, guiando-nos para o seu quarto.

Notas finais
Bem, eu terminei por aqui ou iria muitooo além, e é só um one-shot rápida pra começar. Espero que tenham gostado. Deixem seus comentários, façam como favorito ou até mesmo recomendem. Bjs, até a próxima
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!