You're mine, Angel.

9 Você é minha, Anjo.


Notas iniciais
Olá amores. Obrigada por todas as visualizações! Boa leitura.

– Você deve usar a altura do seu oponente em seu favor. – Diz Kurt de braços cruzados na frente de Vee.

– Isso é óbvio. – Diz Vee revirando os olhos – Se eu estiver lutando com um homem por exemplo... – Vee tenta acertar um chute no meio das pernas de Kurt, porém ele agarra seu pé derrubando-a sobre o colchonete.

– Lição número um – diz Kurt com o corpo sobre o de Vee – nunca deixe seu oponente saber qual será seu primeiro golpe.

Kurt nos levou para a cobertura de seu apartamento. O local é incrível. Tem uma piscina enorme e uma academia espaçosa. É aqui que estamos treinando. Ele se encarregou dos treinamentos iniciantes de Vee, enquanto eu e Patch nos aquecemos.

Desfiro socos e chutes nos sacos de pancada, para tirar o estresse. Estamos aqui cerca de duas horas e me sinto exausta. Paro o que estou fazendo para observar Patch. Ele está deitado no banco, fazendo supino com quase 100 quilos. Ele está sem camisa e com um calção preto. Tenho uma visão um tanto privilegiada. Ele coloca o supino no suporte e enxuga o suor com uma toalha. Ele olha para mim e dá um sorriso fraco. Retribuo o sorriso e ele se levanta caminhando até mim.

– Vamos ver se você ainda se lembra do que eu te ensinei. – Diz Patch fechando as mãos.

– Qual é! – Reclamo – Estou cansada.

– Está fraca é? – Patch acerta meu braço de leve com seu punho fechado.

Ele sabe que eu odeio ser subestimada. Deixo meus punhos cerrados e encontro a sincronia de nossos corpos. Patch sempre me disse que lutar é como dançar. Precisamos encontrar o ritmo.

Tento acertar seu peito com meu punho, porém ele me bloqueia com seu antebraço. Tento novamente e ele tenta me acertar. Me esquivo. Chuto a lateral o seu corpo e desfiro um soco em seu braço. Patch e eu saltamos de um lado para o outro. Sinto o suor escorrendo pelas minhas costas. Com minha visão periférica sei que estamos nos aproximando da parede. Patch quer me cercar. Ele tenta socar minha barriga, mas bloqueio com as mãos. Onde é meu erro. Patch agarra as minhas duas mãos e me gira. Me colocando contra seu corpo e a parede.

– Acho que você esqueceu de uma lição. – Patch sussurra no meu ouvido, espalhando um arrepio por todo o meu corpo – Qual seria essa lição, Anjo?

Tento me mover, porém o corpo de Patch contra minhas costas me impede. Bufo.

– Nunca deixar as mãos em alcance do meu oponente.

Sinto a risada de Patch no meu pescoço e ele solta as minhas mãos. – Muito bem.

– E você também esqueceu uma lição, Patch. – Sussurro, virando meu pescoço para olhar nos seus olhos.

Ele levanta uma sobrancelha. – E qual seria?

Sou mais rápida que ele. Troco a minha posição, deixando Patch contra a parede, prendendo seus dois braços com minhas mãos. – Nunca hesite.

Ele solta uma gargalhada. – Não tem como não hesitar lutando com você, Anjo. Você fica absurdamente sexy toda suada e tal.

Me aproximo de Patch com os lábios quase se tocando.

– ENTÃO NÉ – ouço a voz de Vee e encosto minha testa contra a testa de Patch. Respiro fundo e solto os braços de Patch. Com o rosto queimando.

– Acho melhor começarmos o treinamento com armas. – Patch fala andando até o outro lado da academia, pegando duas espadas de porte médio.

– Vee, empunhe sua arma. – Vee, desajeitada segura a espada com uma mão só, deixando-a pendida para o lado.

Em um único movimento, Patch bate sua espada contra a espada de Vee, derrubando a mesma no chão. Logo em seguida encosta a ponta de espada contra a barriga de Vee, que dá um gritinho.

– Você quer me matar? – Vee grita.

– Não. Mas se eu fosse um adversário querendo sua morte, já teria feito. Você precisa empunhar a arma com as duas mãos. Com os pés afastados.

Patch faz a demonstração e Vee tenta imitar, mas fica parecendo uma rã. Caio na risada.

– Você não vai ajudar merda nenhuma se ficar rindo igual uma hiena, Nora. – Reclama Vee, emburrada.

– Deixe seus braços assim – Kurt fica atrás de Vee alinhando seus braços – E as pernas assim. – Kurt enfia uma perna entre as pernas de Vee, deixando-as com um espaço.

– Segure a espada com firmeza, Vee. Não com força. – Digo isso porque as juntas de suas mãos já estavam brancas.

Patch desfere um golpe contra a espada de Vee e ela consegue se sustentar. Ele abaixa a arma até o joelho dela e ela abaixa a espada bloqueando o golpe. Ela desvia os olhos e sorri. Então Patch bate na espada dela, derrubando-a.

– Qual é? – Vee reclama emburrada – Não posso ter nem um segundo de felicidade?

– Vee, segunda lição do dia – Diz Patch, olhando para mim com a sobrancelha arqueada – Não hesite.

Passamos mais umas horas treinando. Kurt me ajudou no levantamento de pesos, enquanto Patch treinava tiros com Vee.

Coloco os pesos no chão e olho para Kurt. Encostado na coluna de concreto, de braços cruzados.

“Ela já passou por muita coisa, não é? ” – Ouço uma voz na minha mente. Tomo um susto e procuro Patch, que está ocupado empunhando a arma na mão de Vee. Olho para Kurt, que está com uma sobrancelha arqueada.

Kurt, desculpe”. – Respondo em sua mente. “Eu tinha costume de conversar assim com Patch. É algo muito íntimo para mim. Mas sim, Vee já passou por muito”.

“A força dela me deixa espantado. Nunca conheci uma pessoa com tanta vontade de viver como ela”. – Kurt fala na minha mente, com o olhar perdido na direção de Vee.

“Ela está quebrada, Kurt. Ela perdeu meu melhor amigo. Scott. Eles se amavam para valer. Agora ela perde a pessoa com quem ela se casou... eu não me vejo sem o Patch, entende? Não sei como ela suporta todo esse fardo. ” – Meu olhar encontra o de Kurt. – “Por favor. Não entre na vida dela e depois a abandone. Eu acho que ela não iria suportar mais uma perda”.

“Pode deixar, gracinha. ” – Kurt responde piscando e eu reviro os olhos. – “E olha, se precisar de mim, estou aqui para você também. Não quero me gabar, mas sou um ótimo amigo”.

Solto uma risada alta, chamando a atenção de Patch e de Vee, quem me olham com um grande ponto de interrogação no rosto.

“Com certeza é, Kurt. Com certeza”. – Respondo deitando novamente no banco para recomeçar a sessão de levantamento de pesos.

****

Patch pula na piscina, dando um mergulho perfeito. Estou sentada na beirada da piscina, com os pés dentro d’água. Vee está do meu lado.

– Então... – Começo a falar – O que está rolando entre você e o Kurt?

– Nada. – Ela desvia o olhar – Acabei de ficar viúva Nora, nunca vou superar isso.

Sigo seu olhar e vejo que ela está olhando para Kurt, que está apenas de sunga preta segurando um copo de whisky na mão e bagunçando o cabelo com a outra.

– Meu Deus, é pecado olhar para esse homem. – Comento alto demais, fazendo Vee me encarar com uma carranca.

– Você já tem dono, Nora Grey. E ele está bem ali na piscina te encarando com olhos negros e profundos.

Viro minha cabeça e Patch está com os braços cruzados e olhos semicerrados. Fico enrubescida. Tiro meu vestidinho transparente e fico apenas de biquíni. Me sinto desconfortável com Kurt me olhando com uma sobrancelha arqueada. Pulo na piscina e mergulho até onde está Patch.

Chego até a superfície e colo o corpo no corpo de Patch, passando meus braços pelo pescoço dele.

Ele não me abraça de volta e sei que tem algo errado. – O que foi? – Pergunto fazendo bico.

– “Meu Deus, é pecado olhar para esse homem.” – Patch responde me imitando e revirando os olhos.

Solto uma risada e apoio minha cabeça na curvatura de seu pescoço. Estou com o rosto pegando fogo.

– Sério isso? Eu estava apenas brincando. – Respondo na defensiva.

Patch agarra minha cintura e me vira, encostando-me contra os azulejos da piscina. Ele me encara com os olhos em chamas.

– Você é minha, Anjo. Só minha.

– Patch, eu estava brincando. – Digo sussurrando.

– Você já disse isso. – Ele sussurra de volta, descendo uma de suas mãos pela lateral da parte de baixo do meu biquíni. Sinto uma queimação na minha barriga. Essa sua fúria repentina me deixou excitada.

Envolvo sua cintura com minhas pernas e posso ver que ele não está diferente de mim. Ele pega minhas duas mãos e colocam em seu abdômen definido. Eu olho dentro de seus olhos e ele me pressiona mais contra os azulejos. Solto um gemido baixo.

– Eu sou seu, Anjo. Cada parte do meu corpo. Você não gosta disso? – Patch pergunta segurando minhas mãos contra seu abdômen.

Continuo encarando ele sem responder. Patch puxa minha cintura de encontro com sua pélvis e sinto uma pressão bem ali. No lugar que preciso dele.

– Gosto de tudo em você, Patch. – Respondo arfando.

– Então por favor – Patch fala pausadamente, passando a língua pelo lóbulo da minha orelha – nunca mais olhe para outro homem com desejo, porque eu fico emputecido.

Patch me beija com urgência. Eu não pensei que ele ficaria tão bravo por causa do meu comentário a respeito de Kurt.

Tento imaginar se ouvisse Patch fazer algum comentário sobre o corpo de Vee. Sinto uma pontada no peito. Ciúmes.

– Por favor, não transem na minha piscina. – Kurt fala antes de dar um mergulho, espalhando água para todos os lados.

Fico ruborizada e solto uma risadinha. Patch me segura com firmeza e troca olhares com Kurt, de sobrancelha erguida. Eu sei o que está acontecendo. Eles estão conversando mentalmente, delimitando territórios. Posso sentir isso.

– Ahn... então – começo a dizer – o que vamos fazer a respeito do Anjo Gelado e todos esses caras mascarados?

Kurt está na ponta da piscina entre as pernas de Vee, abraçando-a pela cintura.

– Minha gangue está investigando tudo o que pode. – Diz Kurt olhando nos olhos de Vee – E quem quer que tenha matado Gavin, vai pagar. E eu garanto que será por minhas mãos.

Kurt agarra Vee pela cintura e a puxa para dentro da piscina. Ela ri e abraça Kurt com braços e pernas. Sorrio.

“Não me decepcione, Kurt. “- Digo para ele em sua mente.

"Não irei, gracinha.” – ele responde, abraçando Vee com mais força.

Notas finais
Comente, favoritem... enfim! É com vocês. Até o próximo capítulo.