You're Perfect To Me II
64 Capítulo 64 - Pensando nos nossos filhos
Notas iniciais
León Pov's
Subi e fui até o quarto de Sophia.Entrei e sentei em sua cama, ela estava no tapete.
– Sophi, quero falar com você. — eu disse.
– Eu não quelo falá com você León. — ela respondeu sem me olhar.
– Por favor Sophi.
– Não.
– Eu só queria pedir desculpas, você me desculpa?
– Não.
– Tudo bem, eu te entendo. — me levantei com a cabeça baixa e sai do quarto.
– Conseguiu príncipe? — Vilu perguntou ao me ver entrar na cozinha.
– Não, pedi desculpas, mas ela não me desculpou. — respondi triste, isso me machuca.
– Ah meu Deus.
– Ela não vai me desculpar, está muito brava.
– Pois é, mas logo ela esquece.
– Eu espero.
– Eu vou lá chamar ela, você arruma a mesa?
– Arrumo.
– Obrigada. — me deu um selinho e subiu.
Violetta Pov's
Subi e entrei no quarto de Sophia.
– Sophia, vem jantar. — disse, a olhando no tapete.
– O León também vai jantá? — ela perguntou, tirando o olhar das bonecas e se virando para mim.
– Claro.
– Intão eu não vô. — se virou novamente para as bonecas.
– Vai sim.
– Não vô.
– Para com isso Sophia, ele é seu pai, não pode ficar com raiva dele para sempre.
– Posso sim.
– Se não estiver na cozinha em dois minutos eu venho te buscar com um cinto, estamos entendidas? — ela arregalou os olhos. — Estamos entendidas? — repeti a pergunta e ela assentiu. — Ótimo! — sai do quarto e desci.
– Cadê ela? — León perguntou.
– Está vindo.
– Ah sim. — Sophia entrou na cozinha.
– Acho que já podemos jantar. — eu disse.
– É, eu também acho. — León concordou.
(...)
Sophia passou o jantar todo emburrada e não disse nenhuma palavra.León tentou conversar com ela, mas não adiantou, ela continuou calada.
– Vamos Sophia, está na hora de dormir. — eu disse, entrando na sala, ela estava assistindo televisão.
– Ah não mamãe, eu quero vê o desenho. — apontou a televisão.
– Não Sophia, você precisa dormir.
– Eu não vô.
– Anda logo Sophia. — León resolveu me ajudar.
– NÃO! — ela gritou.
– QUANTAS VEZES EU VOU TER QUE TE DIZER QUE SOMOS SEUS PAIS PARA VOCÊ PARAR COM ESSA MANIA? — ele gritou e estava indo na direção de Sophia, mas eu segurei seu braço e ele parou, já estava vermelho.
– Calma León. — eu disse, soltando seu braço.
– CALMA NADA, SOBE AGORA SOPHIA! — ele gritou novamente, me assustando, Sophia subiu e ele sentou-se no sofá.Desliguei a televisão e sentei ao seu lado, ele passou as mãos pelos cabelos e me olhou. — Desculpe.
– Por que?
– Por gritar com você.
– Tudo bem, você estava nervoso.
– Sophia me estressa.
– A mim também.
– Não ficou brava por eu ter gritado com ela?
– Não, por um lado é bom.
– É?
– Sim, pelo menos você me ajuda.
– Ajudo?
– Claro.
– Que bom.
– É.
– Vamos ver um filme?
– Pode ser.
– Eu escolho!
– Tá bom. — ele se levantou e depois de um tempo sentou de novo, me abraçando em seguida.Ele havia colocado o meu filme preferido. — Esse? — perguntei confusa, ele não costumava gostar desse filme.
– É o seu preferido, não?
– Aham.
– Então vamos assistir. — sorriu e eu sorri de volta, ele juntou nossos lábios em um beijo calmo e voltamos a atenção para a televisão.
(...)
Enquanto assistíamos o filme, voltei a pensar em algo que vinha pensando há algum tempo:meus filhos, eles estão me preocupando.Você deve estar se perguntando:por que?Eles são apenas dois bebês que vão nascer daqui alguns meses, nada de mais, mas para mim não é só isso, eu preciso... — fui tirada de meus pensamentos por León.
– Hein, princesa? — ele perguntou.
– Hum?
– Não ouviu?
– Não.
– Eu perguntei que milagre aconteceu para você não está chorando.
– Ele já morreu? — perguntei, me lembrando do filme.
– Já.
– Oh não... — coloquei a cabeça no peito dele e puxei sua camisa para secar as minhas lágrimas.
– Não amor, calma, é só um personagem. — acariciou meus cabelos.
– Não, ele era um personagem... — chorei mais.
– É, ele era...No que você estava pensando? — levantou minha cabeça.
– Nele. — apontei para a televisão e funguei.
– Não meu amor, antes disso.
– Ata, em nada.
– Em alguma coisa era, você nem prestou atenção no filme.
– É verdade.
– Então fala pra mim.
– Eu estava pensando nos nossos filhos. — coloquei as mãos em minha barriga e ele colocou as dele por cima.
– O que pensava sobre eles? — perguntou, com um sorriso enorme no rosto quando sentimos um chute em nossas mãos.
– Nada não. — respondi, também sorrindo, o primeiro chute.
– Fala amor.
– Não era nada. — fingi um bocejo. — Eu vou deitar, estou cansada.
– Tudo bem, logo eu vou também.
– Tá bom. — o beijei e subi, indo dormir em seguida.
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