You're My Only Song

20 Sem arrependimento


Notas iniciais
Agradeçam esse post à galera que me deu muito apoio no SocialSpirit. Se dependesse do Nyah! a fic já tinha sido excluída. Vocês praticamente ignoram meus pedidos.

Logan

Logan estava paralisado olhando ora para uma das garotas, ora para um dos meninos. Sua boca tinha parado num ponto semiaberto e eles ficaram assim por tanto tempo que ele acordou no momento em que a baba começou a escorrer por seu queixo.

Ele balançou a cabeça rapidamente e engoliu a saliva.

– Pessoal? – Ele perguntou.

– Logan! – Carlos se abraçou a ele tão rapidamente que ele nem conseguiu registrar o momento. Foram necessários alguns segundos para que ele finalmente retribuísse o abraço.

– Você tá enxergando? – Sunny perguntou incrédula.

– Eu recebi o transplante há... Carlos, deixa eu respirar – Ele pediu afastando um pouco o latino que pareceu um pouco atônito com o gesto – Eu recebi o transplante há dois anos – Ele falou retomando o fôlego – E agora uso lentes de contato. Não é nada diferente... O que aconteceu com vocês?

– Eu esperava que vocês soubessem dizer – James falou – Eu não pude ir ao acampamento nos últimos seis anos.

– Você não pôde? – Camille perguntou estupefata – Então eu não fui a única que não pode ir?

– Na verdade, acho que eu fui a única que pôde ir – Jo tomou a frente – Mas nenhum de vocês voltou no outro ano.

Logan estava completamente assombrado com aquilo. Em sua cabeça, Carlos e todos os outros teriam voltado no ano seguinte, mas ele se recusava a voltar, só que o motivo de ele não querer voltar estava justamente ali, lhe encarando como se fosse o último pedaço de bolo da festa. Isso e uma conversinha que ele tivera com seu pai quando este descobriu que o sobrenome de Carlos era Garcia.

– Por que vocês não voltaram? – Kendall perguntou.

– Quando eu contei sobre todos – Lucy começou – Meu pai desconfiou de mim e passou a fazer rédea curta pra cima de mim. Ele não me deixou voltar.

– Meu pai descobriu minhas conversas com o Kendall no meu antigo celular – James disse e olhou envergonhado para o loiro. Kendall parecia um pouco desconfiado, mas Logan não sabia dizer o que exatamente ele estava pensando – Ele me obrigou a apagar meu e-mail, me comprou outro celular. Ele me isolou de qualquer possibilidade de contato com o Kendall. Eu não pude voltar.

– Bem... Meu pai simplesmente me proibiu de ir àquele ano e como o James perdeu contato comigo, não quis voltar nos anos seguintes – Kendall falou.

– Minha mãe disse que eu não poderia ir pro acampamento por condições financeiras. Tínhamos que operar minha doença auditiva naquele ano – Camille falou envergonhada. Sunny estava olhando para ela com uma face de total compreensão – E nos anos seguintes, se a Sunny não ia, eu não queria ir.

– Todos já sabem o motivo de eu não ir – Sunny falou.

– Meu pai não me deixou ir encontrar o Logan – Carlos falou – Ele disse que se eu quisesse vê-lo, eu mesmo teria que dar um jeito de viajar. Infelizmente eu só consegui esse ano, mas a parte boa é que eu consegui – Carlos sorriu para Logan, mas o moreno não sabia como reagir. Ele esteve fugindo daquele sorriso por seis anos e agora ele aparecia da mesma forma que fizera antes. Lhe atraindo como se fosse um imã.

– Por que você não voltou, Logan? – Kendall destacou.

– Eu... – As palavras se prenderam na garganta de Logan. Ele não sabia exatamente o que iria falar. Ele não poderia falar a verdade. De alguma maneira, Carlos tinha viajado até ali desde a Califórnia apenas para vê-lo, ele não iria partir seu coração.

– Pessoal! – Carter gritou do outro lado. Justin vinha logo ao seu lado. Ela deu um grito agudo e pulou pra se abraçar com Kendall, depois Sunny e James e assim sucessivamente até que mesmo Logan tivesse sido abraçado também – Como chegaram até aqui?

– Viagens a negócios da mãe – Sunny disse.

– Viagens a negócios do pai – Jo falou.

– Mudança – Lucy disse tristonha.

– Teste vai-não-vai pro exército – Kendall deu de ombros. Logan notou a expressão de preocupação no rosto de James, mas o loiro não pareceu se importar com isso.

– Meu pai decidiu me trazer aqui – Carlos falou.

– Mãe me mandou pra casa de uns tios – Disse Camille.

– Er... – James recuperou a consciência, notando que só faltava ele – Meu pai veio pro aniversário de um primo ou tio, não sei bem. Ele teve que me trazer porque minha mãe pediu.

Carlos ainda encarava Logan com um largo sorriso e tudo o que ele podia fazer era sorrir timidamente de volta.

– Que tal vocês darem uma passada lá em casa? – Carter perguntou animada.

– Não! – Logan praticamente gritou, mas depois percebeu o que tinha feito e seu rosto ficou quente – Quer dizer, eu não acho que eles tenham tido tempo de se arrumar, então... Por que não deixamos pra amanhã?

– Por mim tudo bem – James disse, como se o quase-grito de Logan não fosse nada. Os todos também agiram naturalmente. Logan podia jurar que ele fazia aquilo bastante, já que todos achavam que era normal.

Vai deixar ele escapar... De novo, o anjo falou na mente de Logan.

Deixa o garoto em paz. O latino tá se iludindo. Até parece que não sabia dos riscos, o demônio falou.

Presta bem atenção no que você vai fazer. Você perdeu ele uma vez por causa da vida, agora quer perder sem nenhum motivo? Os outros vão estar lá com vocês. Nada de mal pode acontecer. O anjo exclamou.

– Esperem – Logan disse – Desculpem, a minha sugestão foi maluca.

Há! Ganhei! O anjo disse e sumiu, junto com o demônio.

– Eu acho que vocês poderiam ter um tempo pra se instalar sim – Logan falou – Mas por que não na nossa casa?

O sorriso de Carlos nunca foi tão largo. De repente Logan queria ver mais e mais dele. Ele sentia vontade de abraçar e beijar Carlos como fazia antigamente.

Isso, o demônio voltou. Dessa vez sozinho, Vai caindo nas garras dele. Daqui a pouco ele banca o fraco e vai embora e você não pode fazer nada.

A gente não tinha ido embora? O anjo perguntou.

– Adorei a ideia, maninho – Carter deu um beijo na bochecha dele e fez um gesto para os outros como “vamos lá”.

– Esse aí não é o tal Justin? – Sunny perguntou.

– Sim... E você está olhando para a Sra. Carter Mitchell-Russo – Carter disse com um sorriso sugestivo.

– Mentira... – Camille disse boquiaberta.

– Verdade – Carter concordou.

– Aonde vocês pensam que vão? – Uma barreira se fez na frente deles.

Todos, desde Joey até Gerry estavam encarando o grupo como se fossem um bando de criminosos fugitivos da polícia. Logan só os conhecia ou sabia seus nomes porque seus amigos lhes disseram como eram e quem eram seus pais, sem falar que as caras mais feias– Gerry, Carlos e John–eram bem conhecidas no mundo dos negócios. Exceto John que parecia mais decepcionado que irritado. Brooke, que tinha ido buscá-lo junto de James no aeroporto parecia ainda mais incrédula.

– Esse é o tal Kendall? – Ela perguntou olhando mortalmente para Logan.

– Não... Ele é – Logan apontou para o loiro que parecia urgido em quebrar seu pescoço com um claro de olhar de por que você disse isso?

– Ah, sim... Foi quem corrompeu meu filho – Brooke ousou.

– Olha aqui, rainha do “tô-cheia-de-Botox” – Penny exclamou irritada – Quero que saiba que meu sobrinho não corrompeu ninguém. Se o seu filho gosta dele, a culpa não é de nenhum dos dois.

– Poupe-me do papo de amor – Brooke rolou os olhos.

– Querida, acho que não é hora de auê – John falou.

– Eu não estou fazendo auê, a tia dessa bicha deslavada é que está.

– Meça as palavras pra falar do meu filho – Pela primeira vez em tanto tempo, o pai de Kendall finalmente tirou os olhos do Tablet.

– Um metro de dane-se pra ele – Brooke respondeu sorridente.

– Fique calada, porque se ele é uma bicha o seu é um veado arrombado.

– Ei! – Kendall e James disseram juntos. Logan estava morrendo de vontade de rir, mas não parecia o momento oportuno.

– Querem não descontar isso nos nossos filhos, por favor? – John perguntou. Ele estava claramente com vontade de dar um soco em Gerry, mas estava se controlando, ao contrário de Brooke.

– Como ousa falar do meu filho assim? Ele é o futuro herdeiro das empresas CUDA...

– CUDA...? Vocês dão o cu? – Gerry perguntou.

Logan foi obrigado a abafar o riso. Ele notou que Sunny e Camille estava praticamente na mesma situação. Jo e Lucy estavam quase chorando de segurar o riso.

– Senhor e Senhora, tentem manter a calma – O pai de Carlos falou – Cada um apenas pegue seu filho e vamos parar com essa confusão.

– Pois que seja, vamos, Kendall – Gerry chamou.

– Pai, o Logan me convidou para...

– Para ir a algum lugar com o filho dessa senhora? Nem pensar.

– Senhora? Eu não passo dos trinta ouviu? – Brooke disse.

– Mas com carinha de sessenta – Penny piscou um olho e sorriu para Gerry que aprovou o gesto.

– Pai, por favor – Kendall implorou.

Gerry olhou para o Tablet e depois para James.

– Penny, me ajuda – Ele pediu.

– Não precisa de ajuda, querido – Brooke o interrompeu – Quem não vai a sei lá onde é o James. Vamos.

– Mãe, meu amigo me convidou para...

– Eu disse “Vamos. James.” – Ela destacou cada palavra como se fosse a última. James virou para eles e librou alguma coisa e então seguiu sua mãe para lá. Depois de tanto tempo sem ver libras, Logan tinha esquecido o que aquilo significava, mas devia ser "Desculpa".

– Carlos, nós também...

– Logan – A voz de Lois os atraiu. Ela e Ross estavam arrastando as malas na direção dos filhos – Nosso voo está com problemas. Vão esperar que consertem o avião e façam um voo de teste. Vamos partir só amanhã às oito.

– Bem, melhor irmos para casa e... – Ross deu uma boa olhada na multidão – Carlos Garcia?

– Ross Mitchell – O pai de Carlos disse com uma pontada de ódio na expressão. O que foi um alívio de se perceber que era com ele e não com o filho.

– Como vai a clínica? – O pai de Logan provocou.

– Pai – O moreno repreendeu.

Ele queria ter uma frigideira para acertar a cabeça de seu pai agora.

Use um soco, disse o demônio.

Ficou louco? Berrou o anjo.

– Vai bem – O pai de Carlos disse – E essa você não vai fechar.

– Jo – O pai dela chamou – Vamos antes que as coisas fiquem mais tensas.

– Acho melhor eu ir mesmo – Jo falou – Nos vemos amanhã.

– Sunny – Rachel chamou.

– Ah, Rachel Monroe – Ross a reconheceu – E Joey Monroe... Ou Júnior, se preferir.

– Eu prefiro Joseph, vindo de você – Joey falou cerrando os olhos um pouco irritado.

– É bom ver você também, Ross – Rachel disse – Um pouco de respeito com meu marido seria bom.

– Ele não vai mais desrespeitar – Lois interrompeu antes que Ross dissesse mais alguma coisa – Sr. Garcia – Ela olhou para Logan e Carlos ao lado de Sunny, Lucy e Camille, só quem tinha sobrado – Eu sei que você e meu marido tiveram desavenças no passado, mas em nenhum momento o que fizemos foi exclusivamente para prejudicá-lo. Fomos vítimas da ganância e pedimos desculpas.

Carlos não parecia convencido, mas acenou positivamente.

– Eu gostaria muito que você aceitasse que seu filho passasse a madrugada e o dia de amanhã como convidado na nossa casa – Ela concluiu.

– Não acho que isso será possível – Carlos negou.

– Pai, por favor – O mais novo suplicou.

– Seria bom se você também permitisse sua filha, Rachel – Lois tentou argumentar.

– Nunca tivemos diferenças – Joey falou – Eu não quero mesmo é que nossa filha fique perto desse cara.

– Joey – Rachel repreendeu lhe beliscando nas costas.

– Tudo bem, Sra. Mitchell – Sunny falou – Talvez eu possa ir amanhã – Sugeriu. Rachel rolou os olhos, mas acenou positivamente. A garota sorriu e deu um abraço em sua mãe.

Logan estava ficando praticamente sem companheiros.

– Acho melhor eu ir – Camille disse. Era de se esperar que sem Sunny talvez ela fosse mesmo recusar a proposta – Nos vemos amanhã em algum lugar da cidade.

– Mas... – Logan tentou argumentar.

– Logan – Lucy olhou para seu celular – Meu pai me mandou uma mensagem. Eu não estou autorizada a dormir na sua casa e eu sei que ele não vai dormir enquanto eu não chegar na nossa nova casa.

– Lucy, eu posso tentar conversar com ele – Carter sugeriu.

– Eu prefiro não tentar despertar a ira dele – Lucy falou – Além do mais, tem meus irmãos para levar para casa. Vou indo.

Lucy se dirigiu à saída. Agora sim o coração de Logan ia sair pela boca. Ele estava sozinho, ele e Carlos.

Eu falei, o demônio disse.

Foi mal, o anjo recebeu um olhar furioso antes de desaparecer. Nunca mais eu te escuto. Logan pensou.

– Carlos... – Ele disse – Você... Quer ir dormir lá em casa ainda?

– Ele não pode – O pai de Carlos insistiu.

– Pai, lembra do que eu te disse ontem? – Carlos perguntou praticamente irritado.

O latino mais velho o encarou com suspeita. Parecia que ele estava sendo chantageado. Logan estava rezando para que ele fosse contra chantagem e não se rendesse.

– Tudo bem, ele pode ir – Ele falou.

– Obrigado pelo voto de confiança – Lois disse cortesmente.

– Quero ele de volta amanhã até o meio dia – Sr. Garcia determinou e saiu. Logan finalmente percebeu que Rocky estava no fim do corredor, esperando o pai enquanto falava animadamente no celular. Logan sentiu sua mão ser apertada com força e isso só piorava seu estado de nervosismo.

– Vamos pra casa – Carter disse – Você vai adorar Carlos.

Logan não conseguia se concentrar em seus pensamentos com Carter animando Carlos o tempo todo. Ela não parou de falar um segundo e, felizmente, Carlos não retribuía muitas falas, apenas sorrisos. Foi uma viagem longa para o moreno até que eles abrissem os portões da mansão e Logan se sentiu como se estivesse abrindo as grades pra fora da cadeia (não que ele já tivesse sentido isso antes).

A porta da limusine se abriu e Logan saltou para fora, apressadamente.

– Logan! – Carter repreendeu.

Carlos se aproximou timidamente. De repente ele não estava mais correndo pra abraçá-lo ou apertando sua mão. O que era ótimo. Logan não sabia se gostava de Carlos agindo tão pirilampo.

– Eu... Eu vou dormir com você? – Ele perguntou.

Logan de repente viu em seus olhos o mesmo Carlos que via anos atrás. Que falava gaguejando na frente dos outros e com um olhar inocente. Seu coração estava se estapeando por dentro, mas ele não conseguia evitar isso.

– Sim – Ele deu um sorriso para Carlos e ele pareceu contente com a resposta.

Os dois caminhavam calmamente até o quarto de Logan. Suas mãos separadas por vontade do latino, mas Logan se atreveu a tocar a dele. Carlos olhou com receio para aquilo e sorriu para Logan.

No quarto, Logan foi surpreendido quando Carlos o beijou repentinamente.

– Eu estava com tanta saudade de você – Ele disse quando terminou o beijo – Eu sinto muito por não ter feito nada pra vir te ver. Eu só não podia...

– Carlos, para... – Logan disse se afastando – Eu não posso... Não de novo.

– O que aconteceu? – Carlos perguntou.

– Eu não quero me apaixonar por você de novo e então vão vir um tiro, um hospital, nossos pais e nos separarem de novo – Logan declarou, escondendo o verdadeiro motivo daquilo, pelo menos parcialmente na parte dos pais.

Carlos estava com os lábios trêmulos.

– Isso quer dizer que você não me ama mais, é isso? – Ele perguntou.

– Eu...

– Você disse “se apaixonar de novo,” – O latino destacou – Quer dizer que a primeira vez se esvaiu?

– Sim – Logan disse tristemente – Eu passei todos esses anos tentando te esquecer. Tentando não pensar que um dia eu seria feliz com você, porque eu sabia que podíamos nunca nos encontrar de novo.

Continue mentindo, o demônio sussurrou, ele está quase acreditando.

– Mas nos encontramos – Carlos destacou – Eu passei todos esses anos tentando um meio de te ver e quando eu te encontro você me diz isso? Eu briguei com meu pai, com a minha irmã. Por causa de você, eu passei a ouvir música. Eu queria te ver de novo e cantar pra você tudo o que eu tinha aprendido. Te mostrar que você me fez deixar de ser surdo. E só porque eu fui embora você não quer tentar reconstruir tudo de onde parou?

– Eu não quero pegar tudo de onde parou – Logan falou. Carlos parecia confuso, mas seus olhos estavam marejados e com amargura – Se for assim, então eu vou ter que lembrar de uma partida dolorosa...

– Então o quê? Tudo do começo? – O latino questionou.

– Não – Logan negou – Se não, podemos ter que enfrentar a partida novamente.

– Então o que você quer? – Carlos perguntou.

– Eu não sei – Logan disse – Eu não esperava te ver de novo. Não pelo menos tão cedo.

Carlos ficou em silêncio e abaixou a cabeça. Logan não conseguia aguentar. Ele podia ver gotas caindo do rosto de Carlos e molhando o chão. Ele ainda era o mesmo garoto frágil de sempre. Não importava o quão durão ele dizia que tinha ficado.

Partindo o coração dele de novo? Se fosse um esporte olímpico... O anjo murmurou.

– Carlos... – Ele deu um passo à frente.

– Não – Carlos ergueu a cabeça e virou o rosto – Foi assim que tudo começou e você... Você não quer.

– Carlos...

– Eu não quero que você seja o mesmo também – Carlos disse – Não quero voltar ao começo com o mesmo Logan que faz as burradas e se arrepende em menos de vinte e quatro horas.

Um martelo de dor bateu na cabeça de Logan.

A briga na expedição.

A bronca depois de ter sido mordido pela cobra.

A conversa no hospital.

Era disso que Carlos estava falando e ele sabia que tudo aquilo era verdade.

– Depois desses anos eu achei que você poderia mudar também – O latino falou – Por que eu mudei. Fiquei mais forte por você.

– Eu nunca disse que eu precisava de você mudado – Logan ultimou.

Carlos deixou mais lágrimas pingarem de seus olhos e se virou para a porta.

– Eu ter vindo aqui foi um erro – Carlos disse.

– Começando pela parte em que você entrou no avião – Logan disse com o rosto virado e a voz embargada.

Caraca! Por essa ele não esperava! O demônio saltitou na mente do moreno.

Carlos abriu a porta e saiu do quarto, enquanto Logan desabava na cama. O que ele tinha acabado de fazer? Como tudo tinha chegado àquilo? Ele tinha segurado a mão de Carlos e o convidado ali. Mas ele tinha se desfeito de tudo aquilo em menos de um minuto. Ele sabia de quem era a culpa, mas ele não podia consertar.

E de fato, como Carlos dissera, ele estava arrependido. Porém, se Carlos não queria alguém que se arrependesse e buscasse perdão, ele não teria.

Logan não sabia o que aconteceria com Carlos lá fora, mas ele apenas se virou em sua cama e teve uma árdua noite de insônia até a manhã seguinte.

Notas finais
É isso aí. Aproveitem a depressão, porque quem achou que tudo ia dar certo, não em conhece bem.