Notas iniciais
Eu sei, eu sei, o nome do capítulo mudou de novo. É que eu me toquei que o Logan já narrou e essa era a narração do Carlos, então, era a última cena Cargan da história. Eu precisava focar mais neles dois. O capítulo do Kendall fica pro próximo. Sim, eu demorei, mas é que depois que eu deixei de ser virgem eu tô com um puta problema pra escrever certas cenas... Mimimi demais, muito amorzinho. Tomei vergonha na cara, carinho demais é frescura.

Carlos:

– Está tudo bem, filho? – O Sr. Garcia perguntou ao descer do táxi.

Carlos o esperava na escadaria da delegacia. Logan se mantinha afastado, fingindo inconformidade. Carlos não gostava desse jogo e ele nem sabia porque jogava, mas sabia que tinha que se manter distante de Logan enquanto seu pai pudesse descobrir, ou nunca mais poderiam se ver.

Carlos preferiu não falar muito alto. Carter estava com Lucy do lado de fora. Ela não gostou nada de precisar entrar pra falar sobre seu pai. Ao invés disso o latino preferiu usar libras para explicar ao seu pai o que tinha acontecido. Começando pela casa de Jo e Lucy.

~

– Meu pai foi comprar almoço – Jo afirmou, entrando no quarto – Ele confia em vocês pra nos manter seguras.

– Pode contar conosco – Logan afirmou.

Carlos apenas sorriu e Carter deu uma piscadela. Lucy estava deitada na cama, com a cabeça repousada em um travesseiro, de costas para os amigos e a namorada. Logan acariciava seu braço lentamente.

Carlos a compreendia melhor que os outros. Não gostaria que seu pai fosse preso por nenhum tipo de crime, mesmo que fosse por agredi-lo... Talvez pensasse assim porque sabia que seu pai nunca o agrediria ou nunca cometeria um crime, mas tentava imaginar que de qualquer forma, não queria ver seu pai trancafiado.

– Lucy, você quer beber alguma coisa? – Logan perguntou – Seus lábios estão rachados.

– Não, obrigada – A garota negou.

– Mesmo assim, vou trazer uma água – Ele se levantou e saiu do quarto.

Lucy suspirou.

Carlos odiava não conseguir falar com ela de uma forma silenciosa como podia fazer com os outros. Nem com ela, nem com Logan. Ele não gostava de precisar de palavras sempre. Às vezes elas podiam ser meio ásperas demais para alguém triste.

– Devíamos ir na delegacia – Ele disse – Sabem? Libertar o pai dela.

– Bem... – Carter olhou para Jo e deu de ombros confusa – Não sei o que dizer.

– Se for o que a Lucy quer – A loira afirmou – Olha, Lucy – Jo se sentou no local onde Logan estava antes e pôs a mão no braço de sua namorada – Eu sei que deve estar brava com meu pai e comigo por termos deixado o seu pai ir preso... Eu só não consegui pensar direito.

– Está tudo bem – Lucy disse, pondo sua mão sobre a de Jo – Mas eu queria poder soltá-lo agora mesmo.

– Soltar quem? – Logan perguntou, entrando com um copo de água em mãos – O pai da Lucy? Vamos precisar de quem fez a queixa – Ele deu de ombros. Carlos odiava como ele tinha um dom pra continuar uma conversa, como se não precisasse de tensão, era assustador. Ele ficou próximo a Lucy, oferecendo a água. Lucy se sentou e tomou o copo.

Carlos sabia que ela devia estar morta de sede apesar de negar.

– Isso vai ser um problema – Jo mordeu o lábio inferior – Meu pai fez a denúncia.

– Alguém poderia falar com ele? – Lucy pediu.

Carlos se encolheu em seu lugar. Com certeza não seria ele. Logan e Carter se entreolharam no que parecia uma batalha para ver quem seria o eleito. Carter rolou os olhos ao fim, demonstrando derrota.

– Pode deixar comigo – Ela disse.

O celular de Logan começou a chamar e ele encarou a tela confuso.

– James? – Perguntou-se, e então atendeu – Alô.

Carlos ficou encarando o rapaz enquanto ele falava. Não tinha ideia do que James poderia querer com Logan. Normalmente, para momentos divertidos, eles não eram a primeira escolha um do outro. Sem mencionar que depois da noite anterior, James nem devia estar andando. Ele e Kendall estavam quase engolindo um ao outro. Se acabou como Carlos imaginava... Acabou muito bem.

– O quê? Como assim? – Logan perguntou incrédulo.

Aparentemente, Carlos estava errado.

– Tudo bem, estamos indo aí. Íamos precisar de qualquer jeito – Logan falou e desligou.

– O que aconteceu? – Perguntou Lucy, esquecendo a tristeza e dando um pouco de espaço à curiosidade.

– A mãe do James foi buscá-lo na casa do Kendall. Ela chamou a polícia sob acusação de sequestro – Logan disse entediado – O pai do Kendall não estava em casa. Ele precisa de testemunhas que foi de livre e espontânea vontade.

– Mas o James não pode dizer isso?

– Se a mãe dele retirasse a queixa, bastaria – O moreno explicou.

– Acho que já sabemos um motivo pra levar o pai da Jo na delegacia – Carter sorriu.

Delegacia? O que você andou fazendo, rapaz? – O pai de Carlos perguntou ao telefone.

– Nada, papai, eu estou bem. O problema é que um dos meus amigos foi acusado de sequestro pela mãe do... Meu outro amigo – Carlos enrubesceu no pensamento de chamar James e Kendall de namorados. Ainda não sabia se estava certo.

E o que eu tenho que fazer aí? – Sr. Garcia inquiriu desconfiado.

– Ele foi acusado de sequestro pela mãe do outro, porque... Bem, pai, você já conhece meus amigos. Sabe o que acontece entre eles... E a mãe de um deles não aceita isso. Eu pensei que... Talvez você pudesse... Sabe? Conversar com ela.

Carlos, não fiz cinco anos de Medicina Veterinária pra pagar de psicólogo. Pior ainda desse tipo de assunto.

– Como assim? – Carlos se sentiu um pouco irritado pela referência usada.

Filho, ninguém pode enfiar na cabeça de um pai que ele deve amar seu filho de uma forma ou de outra. Ela precisa entender isso sozinha. Se eu conversar com ela, provavelmente apenas vou gerar uma discussão.

Contanto que você ganhasse – Carlos brincou.

– Tudo bem, filho. Vou fazer isso por você, mas posso demorar.

– Vou estar esperando – Carlos garantiu.

Logo em seguida, desligou o celular e entrou mais uma vez. James estava na sala de espera e só continuava ali porque John tentava impedir Brooke de iniciar um escândalo. Mesmo porque se ela o fizesse, acabaria perdendo. O pai de James parecia um homem calmo demais para retribuir as afrontas da esposa.

– E então? – Logan perguntou. Carlos olhou para ele.

Não era de se surpreender que Logan pudesse disfarçar frieza tão facilmente. O Logan carinhoso e amigável que estava no apartamento de Jo com ele há uma hora, mais ou menos, não era o mesmo que estava ali. O olhava com indiferença, uma tentativa de demonstrar desprezo, mas se Carlos o encarasse por muito tempo, toda a barreira caía por terra e ele podia ver o quão falsos eram aqueles sentimentos e sua única vontade era beijar seu Logie até não aguentar mais.

– Ele... Disse que pode demorar – Carlos falou abaixando a cabeça, fingindo tristeza.

Pelo canto de seu olho, podia ver um grupo de policiais encarando sua direção. Não sabia ao certo se era para ele ou para Logan que estavam olhando, mas não ousava mover a cabeça para descobrir.

James estava sentado no sofá que ficava ao lado de Logan. Ele estava encarando os dois, esperando as respostas, mas tentava não falar nada a respeito. Carlos lhe mandou mensagens explicando a situação enquanto se encaminhavam para a delegacia.

Carter e Justin prometeram pegar algo para que ele comesse, já que a confusão da mãe dele acabou por deixar ele e Kendall sem sequer um café da manhã.

Jo e Lucy estavam conversando com um dos diretores da delegacia a respeito do pai de Lucy, já que o delegado ainda conversava com a mãe de James. Estavam tentando retirar a queixa contra agressão, mas parecia um pouco difícil de libertar um cara que saiu gritando ameaças de morte de dentro do apartamento.

E pelo que Carlos pode perceber, Peter não estava feliz em fazer isso, principalmente porque precisou pagar pelas despesas do hotel, dentre as quais estavam alguns móveis da sala e a porta.

Carlos foi até James e se sentou do seu lado.

– Meu pai vai tentar falar com ela. Prometo que vai dar tudo certo – Murmurou.

– Nunca achei que minha mãe fosse louca a esse ponto – James sussurrou, encarando chão – Kendall não vai mais querer olhar na minha cara quando sair dali.

– Que nada, ele não vai se importar com isso – Tentou amenizar.

A porta da sala se abriu e uma mulher loira entrou com a expressão aflita. Carlos se lembrava dela, assim como se lembrava do pai de Kendall que vinha logo atrás com um tablet sob o braço.

– Onde está meu sobrinho? – Ela perguntou à policial no balcão de recepção.

– Depende de quem é seu sobrinho – A mulher disse assustada com o tom da pergunta.

– Desculpe... Kendall Knight. Quero falar com ele.

– Ah, sim – A policial pegou o rádio e comunicou – Siga-me.

Carlos gostaria de ir com ela, para saber sobre o que seria a conversa, mas infelizmente não podia. Enquanto a policial saía, o pai de Kendall deixou o tablet sobre o balcão e começou a conversar discretamente com outro policial. O policial pareceu entender que ele queria sigilo. Infelizmente, Carlos não precisava ouvir. Ele conseguia ler os lábios de ambos.

Nada de importante, afinal, apenas pergunta sobre pagamento de fiança. O policial concedeu as informações e o pai de Kendall olhou para a tela do tablet. Ele parecia incomodado com algo, mas deixou apenas um suspiro escapar.

Depois de cinco minutos, aproximadamente, a mãe de James deixou a sala onde conversava com o delegado. O olhar que ela trocou com o pai de Kendall fez um frio subir pela espinha de Carlos. A eletricidade no ar era visível, bem como todas as formas que um imaginava de fazer o outro sofrer até a morte.

– Pode vir comigo? – Um policial falou com James.

Carlos não entendeu o porquê de a mãe dele não tê-lo levado, já que ele era supostamente a vítima da situação.

James aceitou o convite e se encaminhou para a sala. A mãe dele ia sentar-se ao lado de Carlos, mas por alguma razão desistiu. O latino não ousou olhar para o rosto dela em nenhum momento. Logan ocupou o lugar, virando-se para o outro lado.

– Vou pegar uma água... Está com sede? – Carlos pôs o máximo de timidez possível na voz. Não foi difícil. Logan disfarçava tão bem que chegava a realmente assustá-lo um pouco, quando não o estava olhando nos olhos.

– Não preciso de você pra isso. Se quisesse água, eu mesmo pegaria – Logan exclamou rispidamente.

– Eu estava tentando ser gentil – Carlos retrucou.

Logan apenas ignorou.

Carlos se levantou e foi até o bebedouro mais próximo. Nesse momento, viu Carter e Justin adentrarem com duas sacolas nas mãos. Leu nos lábios de Carter a pergunta por James e no momento seguinte ela se sentou ao lado do irmão.

Carlos terminou de beber a água e voltou para junto deles.

– Seria melhor que fôssemos para casa – Sugeriu.

– Não vai esperar seu pai chegar? – Logan perguntou entediado – Para que incomoda alguém se não vai terminar o que está fazendo?

– Cala a boca – Carlos retrucou. Logan virou o rosto.

– Por que quer ir para casa? – Carter inquiriu.

– Acho que está um pouco cheio demais – Carlos deu um leve sacolejo com a cabeça na direção do pai de Kendall e Carter pareceu entender.

– Certo... Vou entregar isso a alguém – Ela disse e se encaminhou ao balcão.

Antes de tocar a pequena campainha, Carter se virou e falou com o pai de Kendall. Carlos pode ler a conversa.

– Com licença, é o pai do Kendall, não é? – Ela iniciou.

– Sim... Você é a irmã do garoto de topete, não é? – Inquiriu ele.

– Sim, sou Carter Mitchell.

O pai de Kendall abaixou um pouco o olhar.

– Ah, meu filho mencionou você... O que ele fez essa noite? – Perguntou ele.

– Nada demais. Apenas bebeu um pouco e depois saiu com James. Nós vamos depor contra essa acusação e não vai ser nem necessário pagar a fiança – Carter garantiu.

– Eu agradeceria.

– Isso é para ele – Carter disse – Parece não ter ninguém na recepção, então... Poderia entregar. Ele não teve tempo de tomar café.

O pai de Kendall pegou as sacolas e agradeceu.

Carlos sentiu que ele parecia realmente preocupado com isso. Pelo que Kendall falou, ele não recebia muita atenção do pai, então isso lhe pareceu estranho, mas não comentou o assunto quando Carter chegou e os chamou para a limusine. Ela gritou com Logan por algumas falsas reclamações sobre ir com Carlos e o arrastou para o carro.

– Essa passou perto – Logan disse, assim que as portas estavam devidamente fechadas – Tem certeza que as câmeras não estão grampeadas?

– Relaxa – Carter disse – Para o papai, eu passei o dia em casa e Cece vai ajudar nessa mentira.

– Desculpa, Carlos – Logan se virou para o latino – Eu acho que fui um pouco longe demais com a ignorância.

– Está tudo bem – Carlos disse se sentando mais perto e abraçando o braço de Logan, que o beijou na lateral da cabeça – Agiu como o seu pai gostaria que agisse.

– Quando chegarem em casa, não se preocupem – Carter afirmou – Estou desembolsando um bom dinheiro para que o Jerry mantenha aquelas fitas de segurança bem longe do papai.

– Obrigado, mana – Logan agradeceu.

– Estou aqui para isso.

.

Na mansão Mitchell, Carlos finalmente pôde relaxar. Ele se deitou na cama, usando o braço de Logan como travesseiro, enquanto o outro segurava uma de suas mãos com uma própria e abraçava Carlos com o mesmo braço onde o latino apoiava a cabeça.

– Seria ótimo estar assim com você sem temer nada – Logan disse.

Carlos não respondeu, apenas se mexeu ao lado de Logan, buscando de toda forma aumentar o contato entre eles. O sono estava quase dominando-o. Com toda a confusão, ele e Logan quase não dormiram. Sem perceber, ele acabou cochilando.

Quando acordou, Carlos viu que Logan também havia dormido. Tentou não acordá-lo, mas o mínimo movimento abriu os olhos do texano, que o encarou com um sorriso.

– Sonhei com você – Logan afirmou.

– Que tipo de sonho? – Carlos perguntou, com um sorriso.

– Um sonho comum – Logan rolou os olhos – Eu encontrava você no acampamento novamente. Sem aparelho, sem lentes de contato. Éramos dois adolescentes comuns, sem nenhum problema de visão ou audição. O melhor era que eu não estava vendo ninguém que parecesse nos espionar para o meu pai. Era apenas liberdade.

– Aquele acampamento foi a melhor coisa das nossas vidas – Carlos exclamou.

– Foi nele que eu parti seu coração pela primeira vez – Logan disse – Perdi minha visão por dois anos. Parti seu coração mais uma vez no começo desse tempo. Para mim ele não guarda só lembranças boas... Talvez conhecer você tenha sido a único coisa boa.

– É... Talvez – Carlos se aproximou para beijar Logan, mas o mesmo se levantou rapidamente.

– Nem pensar. Acabamos de acordar. Nossas bocas devem estar com gosto de cadáver – Ele disse – Vou te conseguir uma escova de dentes.

Carlos riu da brincadeira e esperou na cama.

Finalmente Logan chegou e depois de escovarem os dentes, Carlos finalmente matou sua sede nos lábios do texano. Logan... Como podia ter tantas personalidades em um só. Um ótimo atuante, que sabia ser frio quando necessário, um irmão cuidadoso com os mais novos, um verdadeiro mandão, mas quando estavam a sós, Carlos via um Logan carinhoso e amável. Isso era o que seu beijo passava, os lábios macios tocavam os de Carlos com extrema ternura e contato interno de suas bocas era calmo.

Quando finalmente se cansaram, Logan ficou olhando os olhos de Carlos profundamente.

– Te olhar só me faz perceber quantas idiotices eu cometi na minha vida – Afirma.

– Só posso te pedir para não fazer mais nenhuma delas – Carlos exclamou.

– E como sempre, vou atender o pedido – Logan o abraçou e Carlos encostou a cabeça em seu peito.

– Quando eu disse que te amava no acampamento – Carlos começou – Foi precipitado demais... Acho que eu ainda não sabia o que era se apaixonar.

– Tínhamos dezesseis anos e eu era um gay no armário... Não esperava que alguma coisa ali fosse ser madura, esperava? – Logan brincou.

– Na verdade, sim – Carlos exclamou, olhando Logan nos olhos – Eu faria tudo de novo, da mesma maneira.

– Inclusive as brigas?

– Acho que elas foram a melhor parte – Carlos admitiu – Toda vez que fazemos as pazes você fica dez vezes mais carinhoso do que já é. Adoro isso.

– Então vai querer brigar sempre só pra me ter te mimando depois? – O texano sorriu.

– Se possível – Carlos o beijou novamente.

Logan pressionou Carlos contra si e o latino ficou satisfeito em sentir algo rígido contra sua perna, ele sabia que Logan também estava sentindo. Logan se afastou brevemente e o encarou com um sorriso presunçoso. Carlos retribuiu com um sorriso tímido.

– Você... Acha que está pronto? – Perguntou o texano.

– Sempre estive pronto pra você – Retribuiu o latino.

Logan o beijou novamente e dessa vez Carlos sentiu que era mais selvagem, mais agitado e necessitado, intensidade essa que ele retribuiu, pressionando a nuca de Logan para que ele não pudesse se afastar.

Os jeans já estavam incrivelmente apertados a essa altura.

Logan interrompeu o beijo com um série de curtos selinhos.

– Acho que o banheiro não é um bom lugar.

Carlos sorriu e os dois seguiram para a cama de Logan. O texano se sentou com o latino em seu colo, cercando sua cintura com as pernas. Carlos estava nervoso, suas mãos estavam geladas, mas ele sentia que Logan estava da mesma forma, principalmente porque o material de sua blusa não escondia o frio das palmas das mãos do moreno.

Os beijos foram sendo redirecionados para as outras partes do rosto, até que Logan encontrou o pescoço de Carlos. O mesmo apenas suspirou. Carlos tinha vergonha de gemer e acabar sendo ouvido por qualquer empregado que estivesse passando no corredor.

Logan continuou a tocar sua pele com os lábios, tomando cuidado para não deixar nenhuma marca. Carlos não se importaria, mas seria bom que nenhum dos dois levantasse suspeita ultimamente. Sentiu as mãos de Logan levantarem a barra de sua camisa e ergueu os braços, dano o espaço necessário para que a peça de roupa fosse removida.

Carlos estava bem mais musculoso que antes, isso rendeu um olhar surpreendido de Logan, mas logo após um sorriso malicioso. Carlos não ficou para trás e removeu a camisa de seu amante. Logan não era tão musculoso, mas ele tinha suas partes enrijecidas, principalmente os braços e o peitoral. A barriga não ficou tonificada, e essa era a melhor parte. Carlos adorava se deitar sobre ela, pelo menos passou adorar a partir daquela manhã.

Logan distribuiu beijos por seu pescoço e então chegou ao seu peitoral. Carlos arfou quando sentiu a língua de Logan dançar sobre o mamilo direito. Logan gostou de brincar com eles, aparentemente. Ele mordeu levemente, chupou e lambeu o pequeno broto por longos segundos antes de dar atenção ele.

Carlos apenas suspirava pelo contato. Logan repetiu a atenção entre cada mamilo pelo menos uma vez antes de finalmente virar Carlos e pô-lo deitado na cama. O texano voltou a trabalhar com sua boca no torso de Carlos, dessa vez no abdômen, chupando e beijando cada músculo e fazendo uma pausa no umbigo para brincar com a área. Carlos sentia cócegas e isso pareceu diverti-lo.

Finalmente Logan chegou às calças. Ele pressionou o volume sob o jeans e encarou Carlos com um sorriso inquisitivo.

– Eu esperava algo maior – Ele debochou – Dizem que latinos são bem dotados.

– Cala a boca – Carlos corou.

– Tudo bem... O meu dá por nós dois.

Carlos arregalou os olhos e Logan sorriu convencido.

Logan desabotoou a calça e abaixou até a altura dos joelhos de Carlos, revelando as boxers pretas, aprisionando seu membro enrijecido. Por alguns instantes, Logan apenas massageou o órgão sob o pano, até que finalmente libertou Carlos do cárcere que a cueca era no momento.

Sem pensar muito, Logan apenas abocanhou o membro. Carlos deixou um ruído escapar de sua boca. Um gemido contido no último segundo. Ele não podia negar que Logan era bom no que fazia, o que o tranquilizou. Se Logan fez sexo com outros caras durante o tempo afastado, então Carlos não foi o único. Nenhum deles nunca conseguiu ser o que Logan foi, com, ou sem sexo.

Logan movimentou sua cabeça lentamente, enquanto usava a mão para cobrir a área livre do membro. Carlos podia apenas observar a cena em total êxtase. Ele conseguiu aguentar firme para não chegar ao ápice naquela mesma hora.

Bem como Logan não pretendia fazê-lo gozar tão cedo.

O texano deixou o membro de Carlos escapar de sua boca e se ergueu de joelhos. Carlos se sentou, sabendo qual devia ser seu próximo movimento. Ele tirou a calça e a cueca completamente, antes de se debruçar em frente a Logan, examinando o volume que se formou na calça. Logan o encarava mordendo o lábio inferior, segurando o botão da calça ainda sem removê-lo e quando finalmente o fez, foi Carlos quem a abaixou rapidamente.

A cueca não deixava enganar. Se Logan ouviu que mexicanos eram bem dotados e se enganou, Carlos não se decepcionou ao descobrir que o mito sobre o tamanho do “documento” dos texanos não era pequeno.

Carlos segurou com uma das mãos e masturbou Logan levemente, ouvindo um suspiro de aprovação ao toque, e então o colocou na boca, tentando engolir o máximo possível. O suspiro de Logan foi longo e oscilante. Carlos sabia que ele também queria conter os gemidos.

Não era fácil tentar engolir algo tão grande, mas o garoto se esforçou, tentando movimentar a língua sempre que encontrava espaço, para dar um melhor estímulo. Logan levou a mão ao topo de sua cabeça e acariciou lentamente, aplicando um pouco de pressão algumas vezes, mas não o suficiente para fazer Carlos engasgar.

Depois de instantes na brincadeira de tentar engolir todo o membro de Logan, Carlos finalmente o soltou e se pôs de joelhos também para beijar Logan. Suas mãos foram em busca de apertar o peitoral e os braços de Logan. Carlos queria sentir a pele de seu texano, macia e clara. Enquanto isso, sentiu as mãos de Logan percorrerem a extensão de suas costas, parando por um segundo em sua cintura até finalmente se fixarem em suas nádegas.

Logan segurou firmes nas duas grandes bolas de músculo, apertando-as e brincando com elas, movendo para os lados. Carlos se ocupou em beijá-lo, tanto na boca, quanto no pescoço, orelha, queixo. Era o momento que ele sempre sonhou em ter com Logan.

– Eu quero você – Sussurrou no ouvido de Logan.

– Você já me tem – Logan se afastou um pouco para olhar Carlos nos olhos – E por mais difícil que seja, eu vou lutar pra ficar do seu lado.

Os dois se beijaram e Carlos deixou o corpo cair para trás, puxando Logan consigo. Ele moveu as pernas atrapalhado, tentou desfazer a posição de joelhos e enlaçou a cintura de Logan. O moreno, por sua vez, movimentou as pernas de forma desengonçada até que conseguisse remover a calça, o que demorou bastante.

– Espera um minuto – Logan murmurou em meio ao beijo e se levantou, se esticando até a gaveta do criado-mudo para pegar uma garrafa de lubrificante e uma camisinha.

– Tem sempre um par desses, aí? – Carlos perguntou sorrindo.

– Nunca se sabe quando vai precisar – Logan respondeu, devolvendo o sorriso.

Carlos se sentou e pegou a camisinha, abrindo o pacote e tomando a liberdade de colocar ele mesmo. Logan apenas assistiu, sorrindo, enquanto o latino desenrolava a camisinha sobre seu membro. Em seguida, Logan abriu o lubrificante, despejou um pouco na palma da mão e passou sobre o membro protegido e em seguida, pôs mais um pouco em seus dedos e esfregou na entrada de Carlos.

Carlos apenas relaxou, deixando o primeiro dedo entrar sem muito resistência, mas não conseguiu resistir em contrair os músculos depois de um tempo. A intrusão era incômoda, não importava quem fazia isso.

Logan moveu o dedo lentamente e logo depois o segundo, sem nenhuma pressa. Carlos por outro lado, deixava transparecer sua ansiedade em continuar.

E Logan leu isso, mas era divertido deixá-lo com a cara de cachorrinho pidão.

O texano removeu os dedos ergueu as pernas de Carlos, que buscou enlaçar a cintura de Logan com elas. O texano posicionou o membro na entrada de Carlos e pressionou levemente. O lubrificante permitiu uma entrada fácil, mas não significa que foi menos dolorosa.

– Fala sério – Logan murmurou – É bem apertado.

– Não sei como devo tomar isso – Carlos retrucou, fazendo uma careta de dor, já que um pequeno beliscão de dor atingiu seu interior.

– Tome como se eu dissesse que nunca vou querer parar – Logan sussurrou e procurou se inclinar, forçando mais de si dentro do latino, que deixou um gemido escapar. Carlos tampou a própria boca devido ao descuido, mas Logan apenas rolou os olhos e continuou a inclinação até que pudesse beijar Carlos.

A posição não facilitava a movimentação, mas era ótimo que ainda pudessem se beijar, então, Logan fez o possível.

Carlos se agarrou aos lençóis e os apertou sem dó. Demorou até que ele finalmente sentisse a dor e o desconforto subsidiarem. Seu corpo estava em chamas, agora. O frio do nervosismo havia sucumbido ao calor do estímulo sexual.

Enquanto se movia, Logan beijava agora seu pescoço, fazendo um arrepio subir por sua espinha, ocasionando uma contração nos músculos internos do latino. A movimentação foi ficando um pouco mais forte e Carlos ainda lutava para se conter. Ele estava certo que a única razão para Logan manter a boca ocupada com beijos e mordidas era para tentar se conter.

Ele precisava fazer o mesmo. Agarrou os ombros de Logan e começou a beijá-los, tentando de forma desajeitada alcançar o pesco. Logan deixou um murmúrio de aprovação escapar.

Os dois se mantiveram assim por pouco tempo, até Carlos decidir que queria mudar de posição.

Logan se deitou sobre a cama e Carlos não perdeu tempo em sentar-se sobre sua ereção. A entrada foi menos dolorosa dessa vez e Carlos deixou apenas um sibilo escapar entre seus dentes. Dessa forma era mais difícil se inclinar e beijar Logan, mas permitia melhor que ele visse os olhos castanho-escuros que tanto adorava.

Ele movimentou seu quadril lentamente no começo, mas acelerou o ritmo o máximo que aguentava após alguns minutos. O membro de Logan explorava todos os locais em seu interior, tocando cada ponto que lhe fazia sentir prazer.

A cada vez que Carlos sentava e sua próstata era atingida, ele mordia o próprio lábio inferior para não gritar. Logan segurava suas coxas e as massageava em pequenos círculos, de vez em quando tomando o membro do latino em suas mãos e o masturbando. Num desses momentos, Carlos sentiu o peso em seus ombros aumentar e a tensão em seu estômago o fez parar a cavalgada. Ele se despejou por completo sobre o peitoral e o abdômen de Logan.

O texano sorriu com a vista e se sentou, empurrando Carlos para trás, ocasionando que ambos estivessem na posição anterior. Logan sabia que Carlos estaria sensível, qualquer movimento o faria gritar e gemer, então, reivindicou os lábios do latino com os seus e deu mais algumas curtas estocadas, sentindo o murmúrio dos gemidos de Carlos se perder no interior de sua boca, até que o ápice o atingiu.

Logan se removeu de dentro de Carlos, removeu a camisinha e começou a se masturbar, enquanto apertava as coxas e as nádegas de Carlos com a outra. O latino murmurou palavras de encorajamento e desejo, até sentir o líquido quente ser derramado em cima de si.

Logan caiu entre as pernas de Carlos e sobre ele, pressionando seus corpos juntos e se lambuzando ainda mais. Nenhum dos dois ligou para isso, apenas se beijaram pelo máximo de tempo que conseguiram, antes de o cansaço do sexo os fizesse precisar de mais fôlego.

– Eu não tava brincando – Logan afirmou – Não quero parar de fazer isso com você.

– Vai com calma – Carlos riu – Eu ainda tenho que ver se vou conseguir andar amanhã.

– Consegue andar até o banheiro hoje? – Logan sorriu.

– Talvez – Carlos devolveu o sorriso.

Logan deu de ombros e se levantou.

– O que vai fa... Logan! – Carlos repreendeu ao ser pego no colo pelo texano. Ele podia ser menor em altura, mas sabia que seu peso provavelmente era bem grande.

Logan não se importou e levou Carlos até a porta do banheiro, onde não passou por falta de espaço.

– Da próxima vez que eu fizer isso, vai ter um anel no seu dedo – Logan afirmou.

Carlos corou imediatamente. Nunca imaginou que Logan falaria com ele sobre um assunto tão imprevisível quanto casamento.

– Não se preocupa – Logan disse – Eu não tenho pressa. E nem certeza. Mas é bom imaginar.

– Nem sabemos por quanto tempo mais podemos ficar juntos – Carlos disse tristemente.

Logan levantou o queixo dele, para que pudesse olhar em seus olhos. Carlos não via nenhuma gota superior de segurança no olhar de Logan. Eles refletiam o mesmo medo e preocupação, mas refletiam também a paixão que o latino tinha por ele. Carlos não falaria eu te amo daquela vez, ele não tinha certeza se poderia repetir depois.

– Um dia eu vou fazer meu pai largar do meu pé e vamos poder ficar juntos quando quisermos – Logan exclamou – Mas até lá, é melhor tomarmos um banho antes que isso seque.

Carlos riu, enquanto Logan apontava para o peito lambuzado. Os dois entraram no chuveiro e tomaram um banho tranquilo, recheado de beijos e carícias.

Esse momento eles não poderiam apagar nunca. O pai de Logan não seria capaz de tirar um momento tão feliz de suas mentes.

Notas finais
Pegadinha do malandro! Carinho é o ****** o negócio é cequisçu céuvaji. Espero que tenham gostado. Um beijo!