You're My Control.
6 VI
Notas iniciais
Boa leitura!
Capitulo 6-
Quarta.
Rachel acordou e sentiu a falta de Quinn ao seu lado, com certeza tinha ido ao escritório de LeRoy assim que acordou. A judia se levantou e foi direto pro banheiro fazer sua higiene matinal, seus exercícios físicos e vocais e se aprontou pra escola depois de tomar café sem seus pais e irmão, que acordaram mais cedo que ela.
“Ei vocês...” A baixinha abriu a porta do escritório do pai devagar e sorriu. “Atrapalho?”
“Estrelinha! Junte-se a nós!” LeRoy se levantou pegando uma cadeira pra Rachel e colocando ao lado de Quinn.
“Leroy não... o que tá fazen...?” Quinn ia dizendo e foi interrompida.
“Sei que minha estrelinha quer saber muito se você está bem, então conte pra ela, como você se sente?” Ele acenou.
“O quê? LeRoy!” Quinn ficou inquieta. Aquilo deveria ser particular, ela estava em uma consulta, ele não pode levar o que acontece ali pra fora dela.
“Refiro-me ao cigarro, diga a ela a evolução que está fazendo.” Leroy riu se divertindo com o desconforto da garota.
“Ah” Quinn suspirou aliviada. “Eu não fumei nenhum cigarro hoje e não estou com a mínima vontade.” Falou por fim.
“Que demais, Quinn!” Rachel falou muito animada. Ao ver de outras era só um minúsculo passo, mas ela sabia que pra Quinn era um passo enorme, a abraçou como se ela tivesse acabado de aprender a andar depois de um grave acidente.
“Calma estrelinha, ela ainda precisa muito de sua ajuda, mas não acha que ela merece uma recompensa por todo o esforço nos últimos dias?” Leroy encarou a filha com um leve sorriso. “Já está na hora.”
“Tudo bem papai, ela merece.” Rachel devolveu o sorriso para o pai e depois pra Quinn que não estava entendendo nada. “Vamos pra escola, Quinn.” Rachel levantou-se e Quinn a acompanhou.
“Quinn.” Leroy chamou quando já estavam na porta e jogou uma chave que Quinn pegou, ágil. “Cuide dele hoje.” Sorriu.
Até Rachel estava boquiaberta quando encarou a chave, seu pai tinha um amor pelo seu Mini Cooper quatro portas azul e branco tão grande que não deixava nem a própria Rachel encostar-se a ele.
“Parece que o papai confia muito em você.” Rachel falou quando estavam na garagem da sua casa, sua voz não passava irritação e sim admiração.
“Acho que sim.” Quinn respondeu abrindo a porta pra Rachel, mas nem a encarando.
Quinn dirigiu em silêncio até a escola, aquilo incomodava Rachel, por que ela começou a agir assim? Quando a judia achava que conseguira amolecer Quinn ao menos um pouco, a de cabelos rosa volta a ser uma pedra inatingível.
“Espere por mim na saída.” Rachel falou quando ia a caminho do seu armário. Nem ela nem Quinn ligaram para os novos olhares.
As aulas foram o máximo do mesmo, só que as fofocas estavam cercadas a Quinn, as pessoas estavam dizendo que desde que Finn falou que não era o pai da filha dela, Quinn resolveu cobrar da família dos Berry e agora morava lá por isso.
Quinn estava irritada, ela estava na casa dos Berry por que sua mãe viajou e por que gosta muito da companhia de Rachel, mas as pessoas sempre contorcem a verdade. A de cabelos rosa foi procurar a judia no final do dia escolar, ela deveria estar no treino das Cheerios, mas parece que o treino acabara cedo, procurou por todo canto e nada. Quando passara por uma das salas do colégio, que já deveria estar vazia por que todos já foram liberados, ouvira a voz de Rachel.
“Finn, aceite isso, eu não quero mais nada com você, pra falar a verdade eu nunca te amei e agora eu tenho uma desculpa pra terminarmos de uma vez, você tentou agarrar a Quinn!” Rachel estava um pouco exaltada, Quinn resolveu não se intrometer na confusão, afinal era o termino de um casal e ela não tinha a ver com isso.
“Eu não fiz nada, aquela vadia mentirosa disse isso?” Finn se fingiu de desentendido. “Você só está fazendo isso por que tem uma queda por ela, agora ela está livre e você quer me trocar pela vagabunda, todo mundo sabe disso!”
“Não chame ela assim! E se for isso, o que você tem a ver?” Rachel cerrou os olhos, Quinn não esperava essa resposta, esperava que ela falasse ‘De jeito nenhum’ ou ‘Isso não faz sentido’, mas sua surpresa foi desviada pra um som de tapa que a fez corar de raiva e entrar no lugar já agredindo o Finn.
“Desgraçado, o que eu te avisei sobre o que eu faria se você entristecesse a Rach?” Quinn puxava o garoto pela orelha, quando o soltou deu um chute nas suas partes baixas e olhou com seu olhar mais amedrontador. “Nunca mais chegue perto dela tá ouvindo? Se eu te vejo por perto eu te corto em pedaços!” Tomou Rachel pelo braço e a levou pra fora do colégio, abriu a porta do carro pra ela e entrou, abaixou a cabeça e respirou por uns minutos. A judia ficara com medo de Quinn, mas estava estupefata, a garota acabara de entrar como um furacão dentro da sala e a salvo.
“Q-quinn, você... você está bem?” Rachel perguntou, nem tinha ligado pra dor que enchia seu rosto depois da tapa que Finn lhe dera, estava preocupada com a outra que a encarou.
“Estou bem.” Quinn a encarou com a respiração controlada. “Desculpe pelo excesso de fúria.” Suspirou. “Você está bem? Ele te machucou muito?” virou-se pra garota vigiando qualquer arranhão.
“Não, e-ele não machucou...” a encarou nos olhos. “Você me salvou, Quinn.” Olhava com admiração. Quinn não respondeu nada e apenas suspirou abaixando a cabeça outra vez.
“Vamos ao Breadstix relaxar um pouco, tenho um lugar pra te levar depois.” Rachel sorriu quando a garota apenas acenou e deu partida no carro.
Rachel queria apenas fazer Quinn esquecer um pouco aquela tensão e como seu pai tinha dito ‘já está na hora’. Quando saíram do Breadstix Quinn estava mais relaxada e muito curiosa sobre pra onde Rachel a levaria depois dali, perguntara varias e varias vezes e a judia apenas disse pra ela dirigir por onde ela mandava.
“Onde estamos?” Quinn parou em frente uma grande casa vitoriana amarela, Rachel apenas saiu do carro e Quinn ainda sem entender a seguiu caminhando pelo gramado até a porta.
“Olá!” Shelby apareceu na porta animada e deu dois beijos no rosto de Rachel chamando-as pra entrar. Quinn estava surpresa.
“Por que não me disse antes? Eu teria me arrumado e comprado um presente.” Quinn cochichou parecendo realmente irritada até que viu uma pequena garotinha sentada em um tapete, brincando com várias coisas ao mesmo tempo, sua feição mudou de irritada pra boba.
“Nossa...” Foi o máximo que Quinn conseguiu dizer.
“É! Beth cresceu bastante não é?” Shelby sorriu indo pra parte da cozinha dela, pegando biscoitos pra as meninas.
“Ei Beth, tudo bem?” Quinn falou baixo ajoelhando-se à frente da pequena bebê. “Que linda boneca você tem!” Quinn sentia uma vontade enorme de abraça-la e nunca mais soltar, se passaram um ano e nove meses desde que a tinha tido e a pequena garotinha realmente crescera.
Rachel encarava as duas com um leve sorriso, ela queria poder ter fotos com Shelby quando era do tamanho de Beth só pra guardar, mas a falta da mãe não fazia isso possível, por fim era bom que Beth estava tendo a chance de ao menos ver sua mãe biológica na sua infância.
“Rachel, pode pegar esse prato pra mim?” Shelby pediu pra judia que foi de imediato, ainda não tirando os olhos de Quinn e Beth.
Beth segurou-se na cerca que tinha aos lados da área onde ela estava, com certeza pra que ela não fosse para a cozinha, e levantou-se cambaleando. Quinn colocou os braços a disposição, ainda alerta pra se precisasse segurar a garotinha, a pequena loirinha deu três passinhos descoordenados até Quinn, que a abraçou.
“Ual!” Shelby se aproximou apática.
“O-oque foi?” Rachel encarou sem entender.
“Beth acaba de dar seus primeiros passinhos.” Shelby de abaixou de frente pra Beth e sua verdadeira mãe e apontou a maquina Polaroid que estava pendurada ao seu pescoço pedindo um sorriso pra foto.
Quinn abraçou Beth com um sorriso que não conseguia conter pra foto e as duas saíram sorrindo na foto. “Fantástica!” disse Shelby escrevendo atrás da foto.
“Rachel, por que você, Quinn e Beth não se juntam no sofá pra tirarmos uma foto em família?” Shelby propôs enquanto ia apanhar sua câmera fotográfica.
Corada Rachel se sentou no sofá, seguida de Quinn com Beth, que brincava com seu cabelo rosa, em seu colo.
“Parece que ela gosta dele assim.” Quinn abriu um sorriso casto.
“Eu também gosto, também gosto ainda mais de quando você sorri desse jeito.” Rachel a encarou sorrindo. Quinn aproximou seu rosto um pouco mais e encarou os olhos da outra, sempre que os encarava sentia conforto.
“Prontas?” Shelby apareceu do nada, fazendo as duas recuarem um pouco alarmadas. Quinn virou-se pra Shelby que posicionava a maquina e colocou Beth sentada no seu colo, segurada por um dos seus braços enquanto descansou o outro em volta de Rachel, que se aconchegou e segurou a mão que agora estava na sua cintura. Shelby sentou-se do outro lado de Quinn e todas sorriram pra foto, que disparou seu fleche segundos depois.
“Vou mandar uma pra cada uma de vocês.” Shelby levantou-se animada e trouxe biscoitos. Quinn e Rachel brincaram com Beth o resto da tarde toda.
“Obrigada por isso, Rach.” Quinn falou quando saíram do carro no gramado da frente da casa dos Berry.
“Eu estou muito feliz por termos partilhado disso hoje.” Rachel sorriu abertamente. Elas caminhavam juntas pela grama, o sol já estava se pondo.
“Eu também estou.” Quinn deu seu sorriso casto e enlaçou os braços nos da judia, como faziam quando eram as rainhas do colégio pelos corredores do Mckinley High.
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