Notas iniciais
Boa Leitura do Primeiro Capitulo!

Capitulo 1-

Segunda-Feira.

Ninguém sabe o que aconteceu com aquela loira que era tudo no colégio. Já não existia aquela Quinn que era líder das Cheerios, líder do Clube de Celibato, a garota mais popular, bonita e desejada do William Mckinley High School e ainda componente do Glee Club.

A garota mudara totalmente durante as férias, ela deu a luz a uma menina a qual deu a mãe biológica da sua ex-melhor amiga e resolveu que não teria mais nenhuma responsabilidade em mente. Seus cabelos já não eram loiros, uma cor rosa choque tomava conta do cabelo que agora já não era longo e bonito. Suas roupas de boneca foram trocadas por roupas góticas e suas companhias agora eram As Skanks, um grupo de garotas problemáticas e fumantes que só causam problemas, formado por: Sheila, uma garota negra e um pouco gorda que ama falar em esfaquear pessoas, Ronnie, uma branquela e gorda com aparência intimidadora e A Mack, a mais bonita depois de Quinn, a ajudou a cantar Man’s World no Glee Club uma vez por estar gravida, mas perdeu o bebê por conta do cigarro.

Esse grupo andou assombrando as ruas de Lima durante todas as férias de verão fazendo assaltos ou importunando as pessoas, mas ninguém sabia que Quinn era parte dele até as aulas começarem.

“O que ela fez com o cabelo dela?” Santana quase se engasgou ao ver a ex-capitã das Cheerios e amiga dela passar pelo corredor, com ar de quem não se importa, cabelos rosa choque e roupas pretas e aterrorizantes.

“Não acredito que ela está vestindo isso...” Kurt passou a mão no rosto. “Onde está o senso de moda da garota? Comeram durante as férias?” ele fechou seu armário indignado.

Quinn passou por eles com A Mack de mãos dadas, elas estavam saindo juntas aquelas semanas, a loira segurava uma raspadinha na outra mão e escolhia em quem jogaria.

“Esse seu casaco é de marca não é?” Quinn parou na frente de Kurt, fingindo simpatia.

“Sim, é Alexandre McQueen.” Ele assentiu.

“Legal, a proposito seu cabelo está bem bonito.” Ela riu.

“Seria uma pena se alguém jogasse uma raspadinha nele, Quinn?” A Mark passou o dedo na raspadinha e lambendo.

Antes que Kurt se tocasse no tom de maldade a garota loira já tinha derramado toda a raspadinha na cabeça dele e o liquido gelado escorria até seu casaco caro. “Não, não, não, droga!” ele resmungou apático depois que a garota saiu pelo corredor. Tina, Brittany e Santana o levaram para o banheiro as pressas e Rachel que presenciou tudo do seu armário achou um absurdo o que sua amiga estava fazendo, ela iria alertá-la, afinal elas ainda eram amigas não é?

Rachel seguiu as duas até o final do corredor, mas seu irmão, Noah Puckerman, parou Quinn no meio do caminho, o que a fez recuar e se esconder para ouvir o que acontecia ali.

“Quinn Fabray, mas uma pra você.” Ele entregou uma carta pra Quinn, que abriu e amassou o papel.

“Serio Puck? Mas serviço comunitário?!” Quinn se irritou.

“É o único jeito de te manter fora da prisão, agradeça depois ao Delegado.” Puck falou entediado. “São 72 horas, apareça amanhã na Delegacia de Lima pra começar.” Ele falou e entrou na escola, provavelmente procurando Rachel pra leva-la pra casa.

“Que Porra.” Quinn xingou bem alto saindo com A Mack para o local das Skanks.

Rachel deu a volta no pátio da escola pra que encontrasse com seu irmão a tempo e ele a levou pra casa.

A judia estava preocupada com Quinn, ela não era a mesma pessoa e estava aprontando alguma coisa pra ter que fazer serviço comunitário. Passou o dia inteiro pensando nisso e a noite resolveu ligar pra garota.

“Quinn?” Rachel disse ao telefone.

“Quem é?”

“É Rachel, quem fala?” Rachel fica confusa ao ouvir uma voz desconhecida.

“É A Mack, o que você quer?” A Mack fala desafiadora, mas logo é interrompida e Quinn fala ao telefone. “Quem é?” ela diz.

“Rachel...” a garota suspirou. “Podemos conversar?”

“Já estamos conversando, o que você quer?” Quinn falou.

“Quero conversar com você pessoalmente, Quinn.” Rachel falou como se Quinn tivesse se tornado uma tapada.

“Qual a finalidade?” Quinn perguntou.

“Me encontre no Café da rua 7.” Rachel disse eu seu tom autoritário e desligou.

Quinn podia simplesmente ignorar o pedido e não ir, mas era difícil negar algo quando Rachel pede desse jeito, é morrer ou morrer, por isso decidiu ir. Rachel tinha certeza que ela ia e foi se arrumar.

No Café.

“Que bom que veio, vem.” Rachel entrou no lugar com a garota.

“Não vou demorar, o que quer Hobbit?” Quinn se sentou esparramada e sem modos no acento da mesa onde elas escolheram, Rachel ajeitou seu suéter bem passado e a encarou.

“O que aconteceu com você?” A Judia perguntou com receio.

“Muitas coisas...” Quinn a olhou e depois voltou seu olhar pra algo maldoso. “Quer que eu te conte os detalhes?”

“Não.” Rachel engoliu em seco, fez uma pausa pedindo um Cappuccino. “Por que recebeu uma intimação pra fazer serviço comunitário? O que você aprontou?” Rachel falou rápido enquanto o garçom entregava o pedido, bebeu.

“Muitas coisas.” A de cabelos rosa falou relaxada. “Posso ir, advogada?”

“Não, Quinn. Eu só estou tentando te manter fora de problemas, afinal somos amigas.” Rachel pareceu preocupada.

“Não somos amigas, Hobbit.” Quinn riu.

“Somos sim!” ela falou no seu tom autoritário.

“Pra mim isso não importa mais. Não se meta com os meus problemas.” Suspirou e passou a mão nos cabelos rosa. “Nunca fomos amigas, amigos de verdade não namoram o pai do filho da amiga, Rachel.” Falou por falar e se levantou, saindo do lugar.

Rachel ficou abalada, Quinn nunca tinha dito que se importava com o relacionamento dela com Finn Hudson. Ela nem se importava com o garoto desde que estava grávida, por que ligaria se ele namorasse com outra pessoa. E por que essa pessoa não podia ser Rachel?

Elas foram amigas e não era uma crise adolescente que ia mudar isso, Rachel pensou decidida.

“Eu vou ajuda-la, com o que quer que isso seja.” Rachel falou consigo mesma e tomou o resto do seu Cappuccino.

Terça-Feira.

“Papai, Noah esqueceu sua comida outra vez!” Rachel gritou pra seu pai que estava em casa, Leroy.

“Serio, pequena estrela? Você pode levar pra ele? Estou muito ocupado...” Ele apareceu da escada.

“Tudo bem, papai.” Ela pegou a vasilha caprichada de comida e foi até a delegacia.

Chegando lá encontrou seu irmão mais velho conversando com a mãe de Quinn, a Judy. Rachel se bisbilhotou ao ver que eles falavam de Quinn, mas decidiu ir ver o que era.

“Noah, esqueceu sua comida.” Ela estendeu a vasilha e o garoto pegou. “Judy!” ela abraçou a mãe da sua amiga. “Aconteceu algo com Quinn?”

“Ela foi detida.” Puck falou como se não fosse novidade.

“Por quê?” Rachel teve medo de perguntar. Noah encarou Judy como se perguntando se podia contar.

“Foi pega roubando.” Judy suspirou e falou por fim. “Sinto falta de quando ela tinha boas companhias como você, Rachel.” A loira mais velha pareceu triste.

Noah foi pegar uns papeis e guardar a marmita, Rachel viu ali a oportunidade de perguntar o por que Quinn estava daquele jeito. Ela se sentou com Judy.

“Por que ela está agindo assim?” A Judia perguntou.

“Desde que teve que dar Beth pra sua mãe ela agi assim, quase não dorme em casa, anda fumando feito louca e se vestindo daquele jeito. Ela começou a roubar a duas semanas e já foi pega duas vezes essa semana.” Judy explicou a Rachel. “Eu quero ajuda-la, mas ela só faz o que quer.”

“Não se preocupe, vou te ajudar Judy.” Rachel abraçou a mãe da garota em apoio, se levantou e procurou por Noah.

“Posso falar com a Quinn?” Ela pediu e ele acenou que não. “Por favorzinho?” ela insistiu.

“Vá, mas cuidado, essa garota é uma louca.” Ele falou e levou sua irmã até uma sala onde Quinn estava sentada com as pernas pra cima de uma mesa.

“Pode ir Noah?” Rachel se virou ao perceber que o garoto ainda estava ali, ele hesitou e finalmente saiu.

“O que você quer aqui?” Quinn mal a encarou.

“Eu vim saber o por que de você está fazendo essas coisas, se é pela Beth você não vai conseguir nada assaltando as pessoas, fumando e...” Rachel tagarelava, mas foi interrompida.

“Eu sei, eu nunca vou ter a Beth de volta, mas e você com isso?” Quinn bufou e encarou a garota por um segundo depois desviou o olhar para o vidro fumê atrás dela.

“Eu posso te ajudar a ver a Beth outra vez.” Rachel teve a ideia de ultima hora.

Quinn estremeceu com a possibilidade, encarou a garota imaginando o quão bom seria ter sua pequena Beth em seu colo, dessa vez sem ser depois de ter uma dor terrível.

“Como?” Quinn perguntou rápido.

“Esqueceu que Shelby é minha mãe biológica?” Rachel se sentou no outro acento.

Quinn pensou naquilo, Rachel podia mesmo ajuda-la com isso, mas ela estava querendo algo em troca, a de cabelo rosa apostou consigo mesma.

“O que quer em troca Berry?” Quinn arqueou as sobrancelhas.

“Que você saia das Skanks e volte a ser como era antes, incluindo sem cigarros, roubos e essas roupas.” Rachel apontou.

“Tudo bem.” Quinn suspirou mentindo. “Eu só preciso sair daqui.”

“Vou falar com o Noah, ele dá um jeito nisso.”