Youre Everything
1 Saindo da rotina
Notas iniciais
PDV Axl Rose
[...]Don't hang your head in sorrow
And please don't cry...
I know how feel inside
I've been there before
Somethings changing inside you
And don't you know...
-Duff, tem alguma coisa se mexendo atrás de você! — Izzy do nada parou de tocar e saiu de perto de Duff, que revirou os olhos, com certeza pensando que se tratava de uma barata ou coisa parecida. Slash também parou de tocar e olhou para trás de Duff, que ainda estava cético.
- E o que seria essa "coisa" atrás de mim? — Perguntou sem se virar.
-Bem, er, não olha agora mas, a Samantha está atrás de você. — avisei cauteloso.
-O que? A Samantha? — Duff e Steven se espantaram, sendo que o segundo deu um pulo pra fora da bateria.
Mckagan, percebendo que realmente estava em uma situação de risco, congelou e nos olhou assustado.
- O que eu faço?? — sussurrou começando a tremer um pouco.
- Fica quieto! Eu vou tirar ela daí! — Slash, o dono da queridinha, se aproximou lentamente e começou a rodear Duff, a fim de chegar á Samantha. Caralho, a coisa estava tão tensa que nós praticamente não respirávamos. Duff só faltava desmaiar e Slash estava suando que nem um porco.
Samantha era uma das cobras mais perigosas de Slash, só ficava atrás de Snake, que uma vez quase arrancou o braço de Steven enquanto esse dormia bêbado, mas essa já é outra história...
- Duff fica quieto seu porra! — Slash reclamava enquanto se preparava para pular em cima da jiboia.
Foi aí que a situação piorou, quanto mais Slash se aproximava de Samantha, mais essa se aproximava de Duff. Foi quando ele deu um passo para o lado, então a cobra pulou em cima dele e Slash pulou em cima da cobra. O loiro aguado é tão sortudo que deu tempo do Slash segurar no pescoço da cobra antes que ela o mordesse.
Todos suspiramos de alivio quando aquilo tudo acabou, Slash entrou pra guardar a cobra e Duff se sentou na escadinha improvisada que nós temos perto do palco. Izzy entrou pra pegar água pro Duff e voltou logo depois com Slash (e com a água é claro!).
-Foi mal cara, acho que esqueci de fechar o aquário da Sam quando eu fui dar comida pra ela. Garanto que da pró-xima vez eu serei mais cuidadoso. – Slash se desculpou. Duff, que ainda estava em estado de choque, apenas levantou o polegar pra ele, mostrando que o desculpava.
-Não é melhor alguém pegar algum remédio pra ele? Parece que vai vomitar a qualquer momento! – Steven perguntou. Slash deve ter se sentido com consciência culpada, pois se ofereceu para pegar o remédio, coisa que nunca fazia.
-AXLLLLLLLLLLLL!!!!!!!!!!! – Ouvi Saul gritar lá de dentro.
-Que foi porra? – Falei me aproximando da cozinha, que é onde ele estava.
-O telefone! – Falou sem gritar dessa vez.
-È pra mim?
-Não sei, não atendi! – Não dá vontade de matar uma pessoa dessas?
-E por que razão tu me chamou aqui? – Perguntei nervoso.
-Pra ti atender oras! – Falou rindo, pegando a caixa de remédios e saindo da cozinha.
Fui mal-humorado em direção a sala, onde ficava o telefone.
-Alô!
-Por favor, o senhor William se encontra? – Porra, já disse o quanto odeio que uma pessoa estranha me chame assim?
-Não! Morreu! – Desliguei o telefone na cara da mulher, vai perturbar outro meu!
Mal dei um passo pro lado e o telefone tocou de novo.
-O que é? – Disse arrogante.
-Sr. William? – A mulher repetiu.
-Não, o sósia dele. Mas pode falar, ele não liga. – Disse sem paciência, ela tinha que enrolar tanto?
-Aqui é do Hospital Saint Catarina e estamos ligando para avisar que a senhorita Erin Everly deu entrada hoje as 7 da manhã...
-E eu com isso? – A interrompi.
-Bom, — disse sem graça – Nós encontramos esse numero e nome nas coisas dela, achamos que é um parente ou coisa assim...
-È grave? – Perguntei um pouco mais interessado.
-Sim, muito grave. Ela corre risco de morte e...
-Por que você ligou afinal?
-Achamos que o senhor se interessaria em vê-la, já que essa é uma situação delicada e ela teve que passar por uma cirurgia de emergência.
-Deixa eu ver se entendi, você quer que eu vá aí, ver uma mulher que me largou á 6 meses?
-É que nós precisamos de algumas informações e ela se mantém desacordada até agora.
-Não posso falar por telefone?
-Desculpe senhor, mas isso vai contra o regulamento do Hospital.
-Foda-se o regulamento! – Ela ficou calada.
-Ok, eu vou nessa merda. Mas que fique bem claro que é só porque ela está morrendo nesse instante! Me passa o endereço...
A mulher me passou o endereço do hospital e eu fui em direção ao nosso estúdio improvisado.
-Vou dar uma passada no hospital rapidinho, daqui a pouco eu volto aqui. – Disse rápido, tentando evitar perguntas e economizar tempo.
-Por que você vai ao hospital? – Duff, que aparentemente já tinha se recuperado, se levantou e veio em minha direção.
-Longa história.
-Tenho tempo. – Alguém já viu um ser mais irritante que este na minha frente?
-Mas eu não! Quando eu chegar, conto a história. – Disse pegando meu casaco e a chave do carro. Fui em direção a garagem e entrei no carro.
-ME ESPERAAAAAA!!!!!!!!! – O loiro veio em minha direção.
-Que foi? – Perguntei entrando no carro.
-Vou com você! – Afirmou ocupando o banco do carona.
-Ah, mas não vai mesmo! – Falei me levantando e saindo do carro.
-Se você não me der uma carona, tudo bem. Eu te sigo! – Ele falou saindo do meu carro e destravando o dele. – Mas não reclama se depois, misteriosamente, aparecer um arranhou, ou uma batida no teu precioso Corolla! – ameaçou.
-Porra Duff, tua sorte que eu to de bom humor, entra logo nesse caralho antes que eu mude de ideia! – Ele sorriu vitorioso e entrou no Corolla. Eu sinceramente vou rever o contrato da banda pra saber se eu realmente tenho que aturar essa criatura!
O caminho pro hospital até que não foi tão ruim, considerando que ele já fez coisa pior...
-Conta aí ruivinho, quem era no telefone e o que queria? E por que nós estamos indo para o hospital?
-Por que VOCÊ está indo para o hospital eu sinceramente não sei, mas EU estou indo porque uma mulher me ligou dizendo que a Erin sofreu um acidente e está prestes a morrer, e se ela morrer eles vão precisar de algumas informações, das quais eu estou indo lhes dizer nesse exato momento.
-Mas por que foram ligar justamente pra você? Vocês não tinham terminado há uns 7 meses? – Perguntou confuso.
-6 meses! – Corrigi – E por que foram me ligar eu não sei, mas a mulher disse que o meu numero era o único que a Erin carregava, junto com o meu nome.
-Isso é estranho. Mas tu não podia, sei lá, passar as informações por telefone?
-Foi isso que eu perguntei, mas a mulher disse que não, que era pra eu estar lá pessoalmente e tal...
-Acho que você só ta indo porque secretamente quer ver a Erin. – Duff riu.
-Claro que não, não quero mais nada com ela! – Disse mais pra mim mesmo do que pra ele.
-Sei, e eu sou a Katy Perry! – Exclamou.
-Olha, eu sempre desconfiava de você fosse travesti, mas a Katy Perry já é avacalhação! – Ri da cara que ele fez.
-Tem algum cigarro aqui? Esqueci os meus! – Perguntou mexendo no porta-luvas.
-Não, mas tem chiclete aí! – Ele fez careta mas mesmo assim pegou o chiclete.
Desde que o Steven quase saiu da banda por causa das drogas, TODOS fomos a uma clínica de reabilitação – foram 5 semanas extremamente horríveis – mas desde então, todos nós concordamos em assinar um contrato de não usar drogas ilícitas e não ficar bêbado todos os dias, salvo as exceções das bebidas para as festas. Mas a única coisa que nós podíamos fumar realmente era cigarro, coisa que eu também vinha tentando me afastar. Mas resumindo, todos da banda estavam limpos de drogas e álcool! Agora eu não sei por quanto tempo... Enfim, chegamos ao hospital.
-Vai entrar ou vai me esperar aqui fora? – Perguntei ao loiro.
-Vou entrar, lá parece estar mais quente!
-OK!
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-Oi, sou William Rose. – Informei a recepcionista.
-O que o senhor deseja? – Me perguntou.
-Fornecer informações da paciente Erin Everly. – Informei.
-Ah, claro, só um momento.
-Mano, tu parecia um daqueles caras de filmes policiais quando falou que queria fornecer informações e tal! – Duff comentou rindo.
-Vai te fuder! – Falei no mesmo tom, o que não chamou a atenção das pessoas ali, ainda bem, não tava muito afim de ser expulso do hospital. A recepcionista voltou com uma prancheta.
-Por favor, anote aqui o que você sabe sobre a paciente. – Me entregou a prancheta e uma caneta.
-Acho que isso vai demorar um pouco. Vou dar uma volta pelo hospital! – Duff me deixou ali e sai cantarolando alguma coisa como “Nightrain”...
PDV Duff
Maldita hora em que eu fui assinar aquele contrato! Agora eu to morrendo de vontade de tomar uma garrafa de Jack Daniel’s e não posso! Devo confessar que pelo menos foi um alivio quando eu larguei as drogas, mas a bebida? Isso já é sacanagem!
Me lembrei da época que a banda ainda não fazia sucesso, nós não tínhamos nada e vivíamos praticamente as custas do outros, quero dizer, praticamente não, nós VIVÍAMOS as custas dos outros,bebíamos noite e dia e nos drogávamos na mesma intensidade, não tínhamos compromisso com nada nem ninguém, éramos só nós e nós mesmos nas nossas vidinhas de merda.
Lembro que na época, éramos tão duros que a única coisa que conseguíamos comprar era “Night Train”, aquele troço é horrível, e ainda parecia mesmo que estávamos em uma viajem noturna de trem, apesar de tudo, aqueles eram bons tempos.
Busquei um ritmo legal na minha cabeça e saí de perto do ruivo cantarolando “Night Train”, quem sabe isso não pode virar uma música do Guns? Ia trabalhar nisto! Olhei pra uma plaquinha que era basicamente o mapa do hospital, procurei o refeitório e vi que era no último andar, junto com a maternidade.
Entrei no elevador tentando entender o que se passava na mente do “ser” que colocou a lanchonete no mesmo local que a maternidade. Ele por acaso pensou que isso ajudaria as mulheres a realizarem o seu ultimo desejo antes de serem oficialmente mamães? Francamente! Acho que isso foi muita idiotice!
Cheguei no caixa e pedi coca-cola com batata frita.
-Com licença – A atendente falou depois de anotar meu pedido.
-Pois não?
-Você por acaso não seria o Duff, baixista do Guns n Roses, seria?
-Bem, er, eu sou sim, mas por favor, não começa a grita...
-AHHH!!!! – Ela literalmente pulou em cima de mim. – Você poderia me dar um autógrafo? Por favor!!!!!
-Depende, o que eu pedi vai sair de graça? – Esperto eu? Imagina!
-Mas é claro que sim! – Ela sorriu, até que não era feia.
OH meu Deus! A quem eu quero enganar? A mulher era a maior gostosa que eu já cruzei hoje! Ela me deu um pedaço de papel e uma caneta.
-Qual o seu nome? – Perguntei para poder assinar corretamente. Puff! È claro que eu não perguntei só pra assinar, eu queria era saber o nome dela.
-Sabrina. – Rabisquei qualquer coisa no papel e entreguei pra ela.
-Querida, me diz uma coisa. – Me aproximei dela – vocês não vendem cigarro por aqui né?
-Infelizmente não, nós vendíamos até que as mães começaram a reclamar que a fumaça ia direto para a ala dos bebes e tal, aí a coordenação do hospital veio e retirou tudo.
-E não sobrou nada de interessante por aqui certo? Quero dizer, fora a sua presença. – Ela corou.
-De vez em quando eu observo os bebês, eles são tão pequenos, tão inofensivos.
Quando eu era criança, sempre tive vontade de ter um irmão mais novo, infelizmente a minha família é grande, mas eu sempre fui o menos de todos.
-È, os bebês sempre me encantaram. – Sorri pra ela.
-São lindos mesmo! – Ela terminou de pegar a coca e a batata e me entregou.
-Tchau Sabrina, a gente se ver!
Peguei minha comida e fui dar uma volta pelos corredores. Eu até pensei em perguntar o telefone dela ou dar o meu, mas me lembrei de que eu tenho namorada! Se eu desse em cima da Sabrina (mais do que eu já dei!), que tipo de homem eu seria? Eu posso fazer parte de uma banda que tem fama de pegador e tal, mas não é assim, quando eu me comprometi com a Manu, eu disse que seria fiel, e pretendo ser por um bom tempo.
Notas finais
Capitulo repostado e betado por Any Kaulitz, muito obrigada flor!
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