Youre Everything
5 Pior não pode ficar
Notas iniciais
Capitulo 5 – Pior não pode ficar
PDV Axl
Acordei com uma sensação estranha, como se algo muito importante fosse acontecer hoje, não dei muita importância, estava feliz demais para ficar intrigado. Levantei e desci, Berta estava na cozinha, fazendo o café da manhã.
Berta era nossa empregada, ela só vinha aqui uma vez por semana, nos domingos. Nossa relação sempre foi de muita amizade, ela era a mãe que eu nunca tive, não só a mim, mas para todos os meninos, ela realmente nos dava conselhos inspiradores.
-Bom dia Berta.
-Axl, meu filho, o que você faz acordado á essa hora da manhã? – perguntou confusa olhando para o relógio, entendi o espanto, eram 6 e meia da manhã.
-Não sei, não estava mais com vontade de ficar na cama. – respondi.
-Entendo, o Slash está quase pra levantar.
-Pra quê? – ele não costumava acordar a essa hora, muito menos em dias pós-show.
-Ele sempre acorda cedo para alimentar as cobras e depois volta a dormi. – ela explicou.
-Ah, o que você tem para o café da manhã?
-Waffles e suco de laranja ou café, vai querer? – perguntou abrindo a geladeira.
-Claro, acho que depois do café vou fazer uma caminhada, o que acha? – comentei.
-Acho que vai ser realmente muito bom pra sua saúde, se exercitar um pouco.
-Como assim? Eu faço muitos exercícios! – protestei.
-Sério? A única coisa que eu vejo você fazer é correr no palco, só. – ela disse rindo, me entregando um prato com Waffles e o suco de laranja, o café ainda não estava pronto.
-Verdade, eu preciso me exercitar mais. Mas parece que nesses próximos meses eu não vou poder fazer isso muito bem.
-Por quê? – ela me olhou confusa.
-Berta se prepare, você vai ser uma das primeiras pessoas a saber – ela me olhou em expectativa – Eu sou o mais novo papai de West Hollywood! – exclamei feliz.
-Sério? Isso é ótimo Axl! Quem é a mãe? Quão quantos meses ela está?
-È a Erin, e os nossos filhos já nasceram, são gêmeos.
-Meu Deus! Que maravilha! – A Berta adorava crianças – E quando eles vem pra cá?
-Isso é complicado Berta, a situação da Erin está um pouco grave, ela sofreu um acidente... – e eu contei pra ela toda a história, quando vi, já eram 7 horas e o Slash apareceu.
-Bom dia Berta...Axl? Caiu da cama?
-Acordei disposto, só isso, vou até caminhar! – falei me levantando, era melhor eu trocar de roupa logo, antes que mude de idéia.
-Quem é você e o que fez com W. Axl Rose? – ele brincou.
-Vai te fuder Slash, quer dizer que eu não posso fazer exercícios físicos agora?
-Bom, não é que você não possa, é que você não faz mesmo! – ele riu junto com a Berta.
-O que é isso? Um complô? Eu vou embora daqui antes que comece a verdadeira humilhação! – eu disse rindo e fui para o meu quarto.
Tomei um banho rápido, ia deixar pra lavar o cabelo quando eu voltasse, coloquei uma calça folgada, tênis e uma camisa do Guns, prendi meu cabelo num rabo-de-cavalo apertado e desci.
-Thau pra vocês! – disse enquanto saia, ouvi o Slash falando alguma coisa, mas ignorei.
PDV Steven
Acordei com o meu celular tocando, porra, pra que alguém me liga uma hora dessas? Espero realmente que seja muito sério.
-Steven Addle – falei.
-Amor, é a Michelle, te acordei? – ela parecia preocupada.
-Sim, mas não importa, o quê aconteceu? – me sentei na cama.
-È que eu queria muito falar com você. Você poderia vir aqui em casa?
-Agora? – falei olhando com carinho para o meu travesseiro.
-Sim, é meio que urgente.
-Tudo bem então, estarei aí em 20 minutos. – desliguei e me levantei.
Tomei um banho, troquei de roupa e desci, ia deixar pra tomar o café na casa da Michie.
-Oi Slash – passei por ele que estava na sala – Thau Slash – Abri a porta e saí antes que ele falasse alguma coisa. O que será que ele fazia acordado á essa hora?
Peguei meu carro e cheguei rapidinho na casa da Michie, quando ela abriu a porta pra mim, tinha uma expressão de tristeza, o que será que aconteceu?
-O que foi amor? Aconteceu alguma coisa? — lhe abracei e ela começou a chorar, me deu a impressão de que não era a primeira vez que ela fazia isso hoje.
-Minha mãe morreu hoje de madrugada. – ela disse entre lágrimas e eu a abracei mais fortemente.
-Sinto muito Michie, ela estava doente?
-Eu não sei, meu irmão me ligou desesperado hoje de manhã, me contando que ela teve um ataque do coração e não sobreviveu.
-E como o seu pai está com relação a isso tudo? – eu perguntei e ela começou a chorar ainda mais, será que ele faleceu também?
-Senta aqui Steven. – ela me fez sentar numa poltrona e se sentou na minha frente.
-Ok, pode falar.
-È que o meu pai sempre foi muito doente, ele tem problemas pulmonares e sempre precisou muito da ajuda da minha mãe. E agora que ela se foi, ele ficou sozinho.
-Sim, entendo, continue. – eu não sabia onde ela queria chegar, ou sabia, mas não queria acreditar.
-Steven, é meu pai entende, eu não posso abandoná-lo. – ok, minhas suspeitas foram confirmadas.
-Você não pode trazê-lo para cá? Se for dinheiro, eu te do.
-Não é dinheiro Steven, meu pai nunca aceitaria sair da cidade dele, principalmente agora com a morte da minha mãe. Meu irmão é um empresário bem sucedido em Nova York, não abandonaria tudo pra voltar para o interior, o jeito sou eu me mudar.
-E me abandonar? – Eu peguei suas mãos – Por favor, Michie, eu te amo.
-Eu também te amo Stee, mas não posso abandonar meu pai, me desculpe. – ela se levantou e foi em direção a porta, eu a segui.
-Pense direito no que está fazendo.
-Eu já pensei, não posso abandonar meu pai, Stee, sinto muito. – ela abriu a porta e eu saí.
-Então é isso? 1 ano e meio de namoro e você termina assim? – perguntei incrédulo.
-Infelizmente sim, Adeus. – ela fechou a porta.
-Adeus Michelle. – falei enquanto dava meia volta e entrava no carro, pra onde eu iria?
PDV Slash
Hoje realmente estava um dia muito estranho, primeiro o Axl sai todo feliz dizendo que vai caminhar, e ele realmente estava vestido para caminhar! Depois de 40 minutos, Steven também sai sem dar explicações, e eu só ficava ali, mofando na sala, olhando a Tv e a Berta indo de lá pra cá.
È, a minha vida estava mesmo uma merda ao quadrado.
-Slash, você está ocupado? – Berta parou na frente da Tv.
-Não, por quê? – perguntei.
-Ainda bem, você pode me levar ao supermercado meu filho? Tenho que comprar um monte de coisas que estão faltando pra cá.
-Tudo bem – me levantei – Deixa só eu trocar de roupa, já volto.
Troquei de roupa e fui pro supermercado com a Berta, claro que eu tive que me disfarçar, se não era capaz do supermercado inteiro parar pra eu dar autógrafos, e não era muito legal quando isso acontecia, botei uma calça jeans pra variar, uma camisa do Led Zepellin, tênis e prendi o cabelo, acho que assim ninguém me reconheceria.
UM TEMPINHO DEPOIS...
PDV Duff
-Acorda seu projeto mal feito de travesti com peruca!! – acordei atordoado, caralho, será que ninguém aqui podia dormir em paz? Olhei confuso para Steven, que estava me sacudindo.
-Ok, porra, acordei. O que foi? – perguntei sem me descobri, estava tão quentinho aqui dentro!
-Eu... – ele parou de falar e ficou em silencio, duh!
-“eu..” eu o que? Vai me dizer que me acordou só pra falar isso? – perguntei mal-humorado.
-Duff, eu preciso desabafar. – tirei minha cara de dentro do lençol.
-E eu lá tenho cara de psicólogo? Se tu quer conversar vai chamar o Axl! – falei me cobrindo de novo.
-Bem que eu queria, ele saiu, eu acho.
-Chama o Slash. – tentei.
-Não tá também.
-O Izzy. – porra, minhas alternativas já estavam acabando.
-Não está no quarto dele e nem lá embaixo.
-A Berta, hoje é domingo, não?
-È domingo, mas a Berta não está, vai lá Duff, levanta logo.
-Vai acorda a tua namorada pra falar com ela! – disse querendo a todo custo, que ele sumisse dali pra eu voltar a dormir.
-È sobre ela que eu quero falar. – disse me descobrindo.
-Então chama a minha namorada pra conversar, eu deixo. – falei colocando o travesseiro na minha cara, que ele prontamente tirou.
-Hahá Duff, muito engraçado, a Manuella não gosta de mim!
-Tá, tá! Eu vou levantar, mas sai do quarto pra eu tomar um banho e trocar de roupa, ok? – ele assentiu e saiu, a essa altura o sono já até tinha ido embora.
Entrei no banheiro e liguei as torneiras da banheira. Esperei encher e coloquei um negócio que dava um cheirinho legal, tirei as minhas roupas e finalmente entrei ali, a água estava tão quentinha, quem me dera a Manu estivesse aqui comigo para aproveitar isso...
-Duff, morreu aí?! – me assustei com as batidas na porta, era o Steven.
-Claro que não seu porra, estava apenas relaxando, já vou sair. – acho que cochilei um pouco enquanto pensava na vida, saí da banheira e finalmente tomei meu banho.
-Que foi Stee? – falei entrando na cozinha.
-A Michie terminou comigo! – ele falou derrotado enquanto eu pegava um waffle e café.
-Como assim terminou? Quando?
-Hoje de manhã, e você sabe muito bem o que é terminar! – ele se sentou (lê-se:se jogou) na cadeira, me sentei (lê-se: me sentei mesmo. Eu tenho modos) ao lado dele.
-O que eu quis dizer é: Por que diabos ela fez isso?
-A mãe dela morreu e ela vai ter que se mudar pro interior pra cuidar do pai.
-Mas vocês não poderiam, tipo, namorar a distancia?
-Sabe que na hora eu nem pensei nisso? Foi tudo tão rápido. Numa hora eu cheguei lá, em outra ela já estava me botando pra fora! – Ele reclamou.
-Sinto muito cara, quando a Amanda me deixou eu me sentir um lixo também. – deu alguns tapas compreensivos nas costas dele.
-Valeu cara, eu precisava falar com alguém! – ele sorriu pra mim.
-Estranho não ter mais ninguém aqui á essa hora no domingo, não é? – comentei.
-Verdade, imagino que o Axl esteja no hospital com a Erin, mas não sei onde o resto está.
-Não, o horário de visitas começa as 11, são 9 e meia, o Axl não poderia estar lá. – quando ele ia fazer um comentário, a porta se abre e Izzy aparece.
-Onde você estava? – perguntei ao mesmo tempo em que ele desabava no chão da sala. Eu e Steven o ajudamos a levantar e o colocamos no sofá. Estava na cara que ele ainda estava bêbado, mas pelo menos não parecia drogado.
-Izzy, o que aconteceu? – Steven parecia preocupado.
-Eu... Eu... Sabe depois do show de ontem? – perguntou se embaralhando com as palavras.
-Sim, sabemos.
-Bom, eu também sei! – ele começou a rir, ninguém merece! O único que consegue lidar com o Izzy aqui é o Axl, mas cadê o porra-louca quando a gente precisa dele?
-Steven, liga pro celular do Axl e pede pra ele vir pra cá, eu vou levar o Izzy lá pra cima. – falei enquanto praticamente carregava o Izzy pro quarto dele.
Uma das coisas ruins de quando o Izzy fica porre, é que ele não costuma dormir rápido, como o Slash, por exemplo, quando ele ver que passou dos limites, dorme. Mas o Izzy não, esse literalmente só dorme quando não tem mais forças.
O quarto do Izzy era o último do corredor, quando estávamos passando pelo quarto do ruivo eu escuto o celular dele tocar. Entrei mal-humorado e falei com o Steven.
-Esquece Stee, sobe aqui.
-Axl? O que você está fazendo aqui em cima? – revirei os olhos.
-E eu lá tenho voz de gay Steven? Sobe logo aqui que o Izzy está enchendo o saco. – desliguei o telefone e olhei para o Izzy, que estava deitado na cama do Axl, brincando com algumas anotações. Rapidamente fui lá e tirei os papéis da mão dele, vai que algumas daquelas coisas possam ser uma musica importante.
-Hey Izzy, bora pro seu quarto. – chamei.
-Izzy? O meu nome não é Izzy, é... é... peraí que eu esqueci o meu nome. – revirei os olhos, queria tirar ele do quarto do ruivo antes que fizesse estrago.
-O teu nome é Jeffrey, pronto.
-È! O meu nome é Jeffrey! Peraí, Jeffrey? Que nome mais feio! Quem foi que me deu esse nom... HEY! OLHA ISSO! – ele se livrou das minhas mãos, correndo para um abacaxi de vidro que o Axl tinha, era uma espécie de porta-treco que ele ganhou da ex-namorada antes da Erin.
-Deixa isso aí. – falei.
-BOB ESPONJA NÃO SE ESCONDA DE MIM! EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AÍ DENTRO SEU DANADINHO! – ele falou balançando o abacaxi, mas a única coisa que saiu de lá de dentro foi alguns relógios e duas pulseiras.
-Izzy, já chega! Bora logo sair daqui. – me aproximei e ele pegou uma caneta e apontou pra mim, jogando o abacaxi na cama, por sorte não quebrou.
-Nem mais um passo ou eu vou lançar um Avada Kedavra em você, pessoa estranha. – Puta que pariu! Tem como o meu dia piorar?!
-Caralho Izzy! Me dá logo essa porra antes que eu pegue ela e te mate através de furos! – falei pegando a caneta e agarrando seu braço, mas aquele filho da puta é forte, se soltou e entrou no closet do Axl gritando:
-FODA-SE, TÔ INDO PRA NÁRNIA! – e se atirou lá dentro. Eu não sabia se ria, se chorava, ou se me atirava lá dentro com ele por que né.
-STEVEN CADÊ VOCÊ? – gritei e ele chegou correndo.
-O que foi?
-Como assim, o que foi? Você me deixou só com um bêbado que hora pensa está no fundo do mar, hora pensa que é um bruxo e hora pensa que vai pra Nárnia! – reclamei e ele riu.
-Cadê ele? – apontei para o closet.
-No closet.
Mal terminei de falar e o Izzy sai do closet berrando:
-BEM 10, FORÇA ALIENÍGENA! – e tá um tapa no relógio que eu tenho certeza que também é do Axl, já que o Izzy não tinha relógios verdes.
-Steven, seu saco de merda ambulante, faz alguma coisa! – falei.
-Ok,ok, vou ver o que eu consigo fazer. IZZY! – ele chamou a atenção do moreno, que olhava triste para o relógio, como se perguntasse o porquê dele não ter virado um alienígena – Quer conhecer a Professora McGonagall?
-Sério? Você faria isso por mim, Stie? – comecei a rir, se eu já achava “Stee” muito gay, imagina “Stie”, era engraçado demais!
-Claro que faria! Você é meu amigo. Vem pro quarto enquanto eu chamo ela pra vir aqui! – ele foi empurrando o Izzy pra fora do quarto, ainda consegui ouvi o Izzy dizer:
-È por isso que eu te amo tanto Stie, você é o meu melhor amigo! – comecei a gargalhar enquanto organizava as coisas do ruivo.
PDV Erin
Estava tudo tão confuso! E eu estava com tanto medo! É claro que a minha situação é muito delicada, se não fosse, eu não estaria na UTI,mas o que me perturba mais é não poder ficar ao lado dos meus filhos agora, eles eram tão pequenos, será que tem alguém cuidando direitinho deles? Como será que eles são? O Duff falou que ele são a cara do pai, mas será que não tem nada de mim na aparência? Não que eu me importe, se são mesmo a cara do Axl, significa que são perfeitos, mas devem ter alguma coisa de mim.
Pensei na minha mãe e no pai, quando eles descobriram que eu estava grávida falaram que não iam mover uma palha pra me ajudar. Mas quando eu deixei o Axl eles me abrigaram, com uma condição é claro, que eu nunca mais visse o Axl. Na hora eu aceitei, mas depois me arrependi amargamente disso, e já era tarde, meus pais não me deixavam sair de casa e viviam falando mal do Axl, viver ali se tornou uma tortura diária, eu só vivi com a esperança de que quando meus filhos nascessem, eles se parecessem com o Axl, por que eles realmente eram um pedaço do Axl dentro de mim, um pedaço que ninguém no mundo poderia me tirar.
Agora eu só fico com medo da reação deles quando descobrirem tudo o que aconteceu, e o pior, quando descobrirem que o Axl sabe de tudo e não pretende abrir mão nem de mim, nem dos nossos filhos, eles com certeza não irão ficar nem um pouco felizes, mas quer saber? Isso não importa agora, eles não estão aqui e não podem mandar em mim, afinal, tenho 26 anos de idade, já sou mais que adulta, sou mãe.
Me virei sorridente para a porta quando esta se abriu, pronta pra falar com o Axl ou com algum dos meninos. Mas nem devo dizer que me assustei quando vi parada ali a senhora Venetia Stevenson Everly, minha mãe.
-Mãe? – perguntei chocada.
-E quem mais seria? Estava esperando visitas? – perguntou desconfiada, engoli em seco.
-Não, é só que... esperava que fosse o papai, você não devia estar na clínica fazendo sua décima terceira cirurgia plástica? – perguntei duvidosa.
-E deixar você aqui nesse hospital horrível? Jamais! Nunca faria isso com a minha filhinha. – ela se aproximou torcendo o nariz para a cadeira.
-Ainda bem mamãe, senti sua falta. – respondi dando um sorriso falso.
-È, seu pai também sentiu, por isso me arrastou até aqui. – ela fez um gesto de descaso com a mão – De qualquer forma, o que aconteceu para você está em West Hollywood?
Pensa Erin, pensa!
-Eu vim atrás de uma loja que eu adoro, e ela fica em West Hollywood, na verdade, lá tem roupas de grávida bem bonitas. – menti e ela não acreditou, tanto faz, qualquer coisa que eu dissesse naquele momento faria ela duvidar de mim.
-E precisava ter pegado o seu carro e fugido? Podia chamar a mim, ou ao seu segurança.
-Eu queria vir sozinha.
-Erin, você ia se encontrar com alguém? – eu sabia que ela não se referia a qualquer pessoa, e sim a ele, sempre era a ele.
-Não mãe, eu só ia comprar roupas novas, aquelas já estavam ficando apertadas. – menti de novo.
-Apertadas? Foram feitas especialmente para você! Como pode engordar? – perguntou indignada, eu ri sem humor.
-“Como eu pude engordar?” vejamos, será que era por que eu estava grávida? De gêmeos? Isso lhe lembra alguma coisa? – fui irônica.
-Olha lá como fala comigo! Não foi essa a educação que eu te dei!
-Realmente mãe. A senhora não me deu educação alguma, nunca ligou pra mim. A não ser quando queria me expor como um troféu, é claro.
-O que você está dizendo? Eu sempre cuidei de você sua ingrata! – acho que agora ela se controlou para não avançar em mim.
-Você uma narcisista! Nunca nem me deu de mamar! – joguei na cara dela.
-Pra estragar meus peitos? É claro que não! Pra isso existem mamadeiras minha filha! E por acaso você deveria pensar nisso também, amamentar gêmeos vai mais do que estragar para sempre os seus seios! – como ela era mesquinha!
-Quer saber? Vai embora daqui! – apontei para a porta, na hora em que esta se abriu e meu lindo e querido ruivinho entrou, pena que foi numa péssima hora.
-Oi amor – ele não notou a minha mãe – Como você está? Eu passei... Venetia? – ele arregalou os olhos.
-O que você está fazendo aqui? – ela berrou e me olhou – Erin Everly! O que esse muleque está fazendo aqui?
-Hey, olha lá como fala comigo! Eu sou adulto agora, e tenho um emprego bem promissor. – ele jogou na cara da minha mãe.
-Ah, claro. – ela foi sarcástica – Cantor, — ela praticamente cuspiu as palavras — até parece que você vai ser famoso pelo resto da vida! Logo vai aparecer qualquer coisinha melhor do que você e vão lhe esquecer rapidamente.
-Olha quem fala! O que o teu marido é afinal? Nada mais que um cantorzinho que não deu certo! – ele cuspiu as palavras também. Quando Axl ficava irritado, era melhor não ter ninguém por perto, muito menos o motivo da irritação dele.
-Lava a boca pra falar do meu marido e de mim. Quem você pensa que é? A mídia só está enchendo o ego de um caipira que veio do fim do mundo reclamar das coisas e falar palavrão!
-Mãe, cala a boca! – berrei, mas eles me ignoraram.
-Só reclamo e falo palavrão? Eu falo o que mais ninguém tem coragem de dizer.
-Ah, agora vai dar uma de corajoso?
PDV Duff
O Izzy estava impossível! Ele ainda não tinha ido dormir! Que merda!
-Steven eu não aguento mais! – reclamei pela, sei lá, 55 vez.
-Ok Duff, eu já entendi. Por que você não vai ao hospital saber se Axl apareceu lá pra ver a Erin? Há uma boa chance dele estar lá. – ele disse sorrindo.
-Sério? Você ficaria com o Izzy? – perguntei feliz.
-Claro, ele nem estar tão insuportável. – apontou para dentro do quarto do Izzy, onde esse estava com um lençol amarrado no pescoço correndo de um lado para o outro, dizendo ser o super-man.
-Se você diz... – tratei de ir pra garagem e me mandar logo dali. O transito estava infernal, mas ultrapassei uns 7 carros e com certeza recebi várias muitas, mas isso não importa agora.
Cheguei rapidamente no hospital e falei com a recepcionista.
-Paciente Erin Everly, quarto 326. – informei e ela rapidamente me deixou subir
Logo que o elevador parou no 4 andar, estranhei, ouvia gritos e tenho certeza que uma das vozes era do Axl, que porra está acontecendo agora?
-EU JÁ TE AVISEI! NUNCA MAIS SE APROXIMA DA MINHA FILHA! VOCÊ NÃO FEZ NADA DE BOM PARA ELA! SÓ ARRUINOU A CARREIRA LINDA DE MODELO QUE ELA TINHA PELA FRENTE! – abri a porta do quarto e vi uma mulher loira gritando com o Axl, que já estava vermelho de tanta raiva.
-O QUE? VOCÊ NÃO PODE ME MANTER LONGE DA ERIN! EU SOU O PAI DOS FILHOS DELA! – ele berrou.
-INFELIZMENTE EU JÁ PERCEBI ISSO! MAS EU SOU A MÃE DELA E A PROÍBO DE SE APROXIMAR DE VOCÊ! – a que eu vim saber ser a mãe da Erin se pronunciou.
-FODA-SE! NÓS NÃO PRECISAMOS DE SUA PERMISSÃO! E A ERIN JÁ É MAIOR DE IDADE, VOCÊ NÃO MANDA EM PORRA NENHUMA QUE TENHA A VER COM ELA!
-VOCÊ ACHA QUE ELA VAI TE ESCOLHER? TROCAR UMA VIDA DE MORDOMIAS PARA UMA VIDA INSTÁVEL, ONDE HORA ELA ESTARIA NO BEM BOM, HORA PASSANDO SUFOCO? FAÇA-ME O FAVOR ROSE!
-VIDA INSTÁVEL? SUFOCO? A ERIN JAMAIS PASSARIA POR ISSO AO MEU LADO, NEM ELA, NEM MEUS FILHOS.
-É O QUE VEREMOS! POIS EU VOU TE PROCESSAR E VOU PEGAR TODO O DINHEIRO QUE VOCÊ TEM E QUE UM DIA VAI TER! – ela saiu pela porta passando por mim como se eu fosse parte da parede.
-Hum, oi pessoal. – falei tentando quebrar o gelo.
-Duff? O que você está fazendo aqui? – Erin me perguntou. Axl ainda parecia estar com muita raiva pra falar alguma coisa. Quando ele ia se aproximando do vaso com flores que tinha na mesinha, eu me pus na frente dele.
-Não! Isso aqui é um hospital! – falei segurando em seus ombros.
-Então você tem muita sorte, já que se não sair da minha frente vai ter que usar dos serviços desse hospital!
-Porra Axl, hoje não é o meu melhor dia! Dá pra parar com isso?
-Ah, e você acha que o meu dia está indo de vento em poupa? Que lindo Michael!
-Não, mas não acho que você deva descontar em mim ou na decoração do hospital! – ele me olhou nos olhos e depois suspirou.
-Tudo bem. – Se virou para a Erin – Me desculpe por isso.
-Não, eu é que tenho que me desculpar.
-Que isso amor, não foi culpa sua. Foi daquela... – ele suspirou de novo.
-Entendo o que quer dizer. – eles riram. Ok, me senti excluído aqui.
-Mas sim, Duff, o que você queria? – Axl se virou pra mim.
-Bom, o Izzy chegou hoje de manhã em casa, completamente bêbado. – falei e os dois negaram com a cabeça.
-Essa não. – Axl olhou prá cima e balançou a cabeça. – Ok, qual foi a merda que ele fez dessa vez?
-Bom, ele foi pro teu quarto – ele arregalou os olhos – Pegou o teu abacaxi e começou a chamar pelo Bob Esponja, depois pegou uma caneta e disse que ia me lançar um Avada Kedavra, depois entrou no teu armário e disse que ia pra Nárnia, e depois quase estrangulou o gato que o Steven trouxe, perguntando: O que você fez com a minha carta, professora McGonagall? – resumi.
-Porra,ele realmente fez isso? – Erin estava quase se mijando de rir e o Axl parecia que ia ter um colapso.
-Uhum – confirmei.
-Bom, da ultima vez que ele esteve porre, pegou um fósforo e tacou fogo em si mesmo, cantando: Baby, I’m a firework. – Erin contava rindo e eu a acompanhei.
-E como ele estar agora? – Axl parecia preocupado.
-Deixei-o com o Steven, quando sai de casa ele pensava que era o super-homem, mas isso é detalhe. – falei.
-Ok, Erin, amor, nós precisamos ir. – Axl se virou para ela e eu sai do quarto, não sem antes dar thau pra Erin, é claro.
PDV Axl
Quando Duff saiu do quarto Erin voltou a ficar séria.
-Axl, preciso que você me prometa uma coisa.
-Qualquer coisa meu anjo.
-Não deixe que a mamãe se aproxime dos nossos filhos! Eu sei muito bem o estrago que ela pode fazer em uma criança.
-Mas é claro que não meu amor. Eu vou cuidar muito bem deles enquanto você estiver aqui no hospital. – falei acariciando suas bochechas.
-Obrigada anjo, e mais uma coisa. – ela parecia nervosa.
-Pode falar. – lhe encorajei.
-È que, hoje de manhã, uma enfermeira veio aqui me dizer que os nossos filhos vão receber alta amanhã à tarde.
-Alta? Como assim? – perguntei feito um idiota.
-È amor, eles não vão poder mais ficar no hospital, já estão saudáveis o suficiente para ir pra casa.
-Mas... pra onde eles vão? – perguntei assustado.
-Como assim pra onde eles vão? Pra sua casa horas! Ou você quer que eles ver eles indo morar com a minha mãe? – perguntou magoada.
-Não, é claro que não! Eu só estava um pouco desprevenido! Mas juro que vou arrumar tudinho lá em casa pra eles ficarem bem acomodados. – falei rápido e ela me olhou triste. – Não fique assim meu amor, logo, logo é você que vai pra casa também.
-Estou preocupada com você, como é que você vai lidar com isso tudo...
-Você não confia em mim? – na verdade, nem eu confiava, mas era melhor deixar isso pra lá.
-Não é isso, mas é que você nunca cuidou de uma criança, muito menos os seus amigos! Vocês vão ter que comprar roupa de bebê, comida de bebê, arrumar um quarto para eles, dar comida, fazer dormir, dar banho... – ela enumerava e eu engolia em seco, não tinha pensado em tudo isso.
-Não se preocupe com isso, nós vamos nos sair bem. Você tem que se preocupar com a sua recuperação, isso sim. Confie em mim, ok? – ela assentiu e eu lhe dei um selinho demorado.
-À que horas eu devo passar aqui pra pega-los? – perguntei antes de sair.
-Meio dia.
-Tudo bem, até amanhã. – eu disse e saí, quase tremendo de lá, Duff me esperava em frente ao elevador.
Como é que tanta coisa pode acontecer em um dia? Ou melhor, em uma manhã, já que não são nem meio dia agora. Imagine o que vem pela frente, tenho até medo...
PDV Duff
Quando Axl saiu do quarto da Erin ele estava estranho, que será que aconteceu lá dentro?
-O que aconteceu Axl? A Erin está bem? – perguntei.
-Como? Quer dizer, sim, ela está bem. Eu é que não estou bem.
-O que aconteceu? – perguntei preocupado.
-A Erin, ela me disse que... – ele não terminou de falar.
-Que...? – insistir.
-Que amanhã os nossos filhos já vão ser liberados.
-Que legal Axl! Mas por que você está assim? – perguntei confuso, ele devia estar feliz.
-Bom, não é que eu não esteja feliz por eles. Mas é que Duff, eles vão morar lá com a gente. – arregalei os olhos.
-Como assim?
-Isso mesmo, não posso deixar eles irem morar com aquela cobra da mãe da Erin, eu prometir á ela. – ele disse cansado.
Pegamos o elevador e fomos pra garagem, me aproximei do meu carro, mas achei estranho ele fazer o mesmo.
-Cadê o seu carro? – perguntei enquanto destravava o meu.
-Eu vim andando. – respondeu simplesmente e entrou no carro, eu também.
-Andando? Por quê?
-Eu estava a fim de caminhar hoje de manhã, só isso. E depois eu aproveitei que estava perto do hospital e resolvi dar uma passada aqui pra ver a Erin. – foi só aí que eu reparei nele, estava com uma calça moletom, uma camisa do Guns e tênis.
-Hum, eu imaginei que de uma forma ou de outra, você viria pra cá.
PDV Slash
Depois de rodar o supermercado inteiro com a Berta, a procura de produtos de limpeza e comida, nós finalmente pudemos voltar.
Ajudei a Berta a levar todas as sacolas pra cozinha e comentei.
-Pronto, agora nós temos comida o suficiente por... – ouvi um grito e depois o Izzy desceu as escadas correndo e se jogou em cima das sacolas de comida.
-...tempo o suficiente para um idiota qualquer vir e se jogar aqui. – completei quando vi os restos de comida espalhados pelo chão.
-Oh não! – Steven apareceu correndo também, mas esse graças a Deus não se jogou no chão também.
-Steven, o que o Izzy está fazendo? – Berta estava tão confusa quanto eu.
-È que ele chegou porre hoje de manhã, e eu ainda não conseguir fazer ele dormir.
-Bom dia galera! Novidades? – Um loiro e um ruivo apareceram na cozinha.
-Mas que porra é essa? – o ruivo perguntou.
-Bem que eu queria saber. – respondi.
-Izzy, o que você está fazendo aí no chão? – Axl perguntou com a voz séria.
Quando Izzy estava porre, a única pessoa que conseguia fazê-lo parar de fazer besteiras era o ruivo, por alguma razão ele morria de medo do Axl quando estava porre.
-Axl? O que você está fazendo aqui? – ele perguntou assustado.
-Adivinha? Vem logo pro teu quarto e trata de dormir! – ele falou puxando o Izzy pela camisa, eles desaparecem corredor acima.
-Até que ele será um bom pai. – Berta comentou e eu olhei desanimado para as nossas compras.
-Duff, Steven, nos ajudem a arrumar isso.
Depois de uns vinte minutos, nós acabamos e fomos pra sala, menos Berta, que ficou fazendo o almoço.
-Pronto, dormiu. – Axl disse descendo as escadas.
-Como você consegue? – Slash perguntou.
-Muito simples, eu deito ele na cama e falo que não vou sair dali até ele dormir, quando ele levanta eu o faço deitar de novo e quando ele começa a tagarelar eu ignoro. Tem vezes que é pior, mas aí eu canto, e ele dorme rápido. – concluiu simplesmente. Todos estávamos olhando pra ele com cara de idiota, dá próxima vez que ele não estiver, eu chamo o Duff pra cantar!
-Você será um bom pai! – elogiei e ele sorriu.
-O Duff ainda não contou as novidades, né? – olhou pra Duff, que estava comendo cereal, esse balançou a cabeça negativamente.
-Que novidades? – Steven perguntou curioso.
-Amanhã a Maria Luiza e o Matheus vão receber alta e vão morar com a gente. – falou sorrindo.
Eu e Steven demos um pulo do sofá.
-O que? – perguntei incrédulo.
-Eu não posso deixar os meus filhos nas mãos da avó deles, vocês conhecem a cobra. – ele falou e nós assentimos, uma vez presenciamos uma briga dela com o Axl, a mulher era uma víbora!
-Ok, mas você disse amanhã? – eu perguntei.
-Sim.
-Então você precisa ligar para o Allan, amanhã nós temos outro show. – ele bateu com a mão na própria testa.
-Vou fazer isso, e vou desmarcar todos os shows da semana, tudo bem?
-Claro. – respondemos.
[...]
O Izzy só foi acordar duas horas da tarde, com dor de cabeça.
-Nunca mais... – ele vinha repetindo a cada degrau que descia.
-Nunca mais o que? Vai beber? –Duff, que estava afinando seu baixo ao meu lado, perguntou confuso.
-Hum? Claro que não! Eu quis dizer que eu nunca mais vou acordar. Ai! – ele colocou as mãos na cabeça ao pisar no chão da sala.
-Isso que dar beber até cair! – Axl disse descendo as escadas com o Notebook e um caderno.
-Eu não bebi até cair, até soube voltar pra casa! – ele disse orgulhoso de si mesmo.
-Você veio dirigindo? – perguntei.
-Dirigindo? Não, eu... PUTA QUE PARIU! MEU CARRO! – ele correu em direção à garagem
-Slash, você está ocupado? – Axl perguntou se sentando na poltrona do meu lado.
-Na verdade, eu estava vendo... – comecei.
-Ótimo, então não está. Segura isso e vai anotando o que eu te disser. – ele me jogou o caderno e uma caneta.
-Tudo bem – dei de ombros e continuei vendo Tv, ele abriu e notebook e começou a pesquisar alguma coisa, depois de um tempo se virou pra mim.
-Achei, pode começar a anotar.
Abri o caderno e esperei.
-Comida de bebê. – ele falou e eu anotei.
-Pra que isso? – Duff perguntou.
-È a lista do que eu vou ter que comprar pra quando os meus filhos vierem morar aqui, e pelo que eu to vendo vai ser muita coisa.
-Você não pode imprimir? – perguntei.
-Deixa de ser preguiçoso! Olha, tem fraudas, toalhas, roupas...
Quando ternamos, a lista estava assim:
“Coisas a comprar para os gêmeos:
- Comida de bebê (papinha)
-Fraudas para recém nascidos.
-Toalhas.
-Roupas para meninos e meninos.
-Brinquedos de borracha.
-Banheiras.
-Mamadeiras.
-2 cadeirinhas para carro.
-Leite próprio.
-2 berços.
-Tinta azul e rosa.
-Enxoval (seja lá o que isso significar)
-Chupetas.
-Babá eletrônica.
-Acessórios para o carro.
-Sapatos.
-Preparar o quarto deles (seria bom se fosse um pra cada)”
-Pronto, acho que terminamos. – ele concluiu.
-È, também acho, vamos às compras? – Duff perguntou.
-Temos que primeiro nos dividir, como eles vem amanhã, o quarto já deve estar pronto, ou seja, a primeira coisa que vamos fazer é ir nessa loja que vende tintas e pedir pra entregarem a tinta na hora, eu vou ligar pra um pintor, e ele já deve esperar a tinta e começar assim que ela chegar. – nós concordamos.
PDV Axl
-Alguém precisa ficar aqui pra receber as tintas e o pintor. – Duff falou.
-Eu posso. – Berta disse.
-Ok, agora vamos! Izzy, você vai? – perguntei vendo meu amigo passar por nós.
-Vou, deixa só eu chamar o Steve, quanto mais de nós for, mais rápido compramos tudo e voltamos pra arrumar. – ele disse e subiu.
Nós nos “disfarçamos” e fomos em 3 carros. Slash foi comigo por que não estava afim de dirigir, Duff levou Izzy por que esse não sabia onde seu carro estava, e Steven falou que ia sozinho por que nós precisaríamos de bem espaço nos carro pra quando voltarmos.
Quando chegamos ao shopping nos separamos em dois grupos: Izzy e Steven iam para a parte do supermercado, comprar o leite, papinha, mamadeira, chupeta e etc.
Slash, Duff e eu, íamos comprar a tinta e as roupas. Quando Steven e Izzy subissem, nós íamos pra parte da decoração, já estava tudo perfeitamente organizado.
-O que acha dessa daqui? – Slash apontou para um vermelho sangue.
-Para o que exatamente? A parede do aquário da Samantha? – Duff debochou, eu simplesmente fingi que não os conhecia.
-Hey moça! – chamei a atendente. – Você pode me ajudar? – perguntei dando o meu melhor sorriso, percebi que ela suspirava e ri baixinho, era sempre assim!
-Mas é claro! O que você está procurando exatamente?
-Tinta para o quarto de recém-nascidos.
-Ah, vai ser papai? – o sorriso dela diminuiu um pouco, não me importei. Ela me observou por um segundo e depois arregalou os olhos. – Axl Rose?
-Sim, mas...
-OMG! Axl Rose! – ela falou e me abraçou, graças a Morgana não tinha ninguém ali perto, então ninguém me reconheceu, fora ela, claro.
-Por favor – falei lhe abraçando de volta. – Não espalhe ok? È segredo.
-Tu-tudo bem, eu não falo pra ninguém. Mas você poderia me dar um autógrafo?
-Claro. – assinei em um papel e rapidamente ela voltou ao assunto principal.
-Então você vai ser pai?
-Sim, mas isso também é segredo. – ela me olhou chocada.
-Tudo bem, eu não vou falar pra ninguém. – Ela voltou à postura de vendedora – E o senhor vai querer que tipo de tinta?
-Acho que claras, né? – ela foi pra o outro lado da loja, onde Slash e Duff estavam.
-Aqueles ali são Slash e Duff? – ela perguntou baixinho.
-Sim. – ela arregalou os olhos de novo mas não fez nada, tinham várias pessoas aqui.
-È pra menino ou menina?
-Os dois na verdade, são gêmeos.
-Pra meninas temos esses daqui. – ela amostrou uma prateleira com várias tintas claras e femininas.
-O que você recomenda? – perguntei.
-Bom – ela corou um pouco – Eu acho que iria preferir o branco básico.
-Branco? – perguntei confuso.
-Pra menina sim, pois se a parede tiver uma cor muito chamativa, ninguém vai prestar atenção na decoração. Mas se a parede estiver de uma cor neutra, você pode decorar o quarto como quiser que não vai parecer exagerado.
-Bem pensado, vou levar a tinta branca! – falei e ela sorriu e anotou alguma coisa na caderneta que ela carregava.
-E para o menino, o que você vai querer?
-A sua opinião. – ela riu.
-Aí eu já acho que você pode intercalar o verde claro, com o branco também, por exemplo, coloca uma parede verde, outra branca, e outra com listras verdes e brancas, o que acha? – olhei pra ela um pouco confuso.
-Acho que ficaria estranho. – fui sincero.
-Não, ficaria moderno. Espere um minuto. – ela foi no balcão e voltou rapidinho,me amostrando um panfleto com um quarto que a parede era pintada assim mesmo, só que azul.
-Por que você não sugeriu azul?
-Por que todo mundo que vem aqui e pede essa decoração, escolhe azul. Pensei que você queria ser diferente, inovar, sabe?
-Sei, gostei da idéia, que seja verde então. – ela me amostrou uma tinta verde claro, bem fraca mesmo, e foi essa que eu pedi.
Depois só fui pedi a opinião dos meninos e amostrar as cores e o panfleto com o quarto azul, eles gostaram e eu comprei essas, dei uma gorjeta gorda para eles entregarem agora mesmo lá em casa e nós saímos.
-Pra onde vamos agora? – Duff perguntou.
-Ver as roupas. – falei olhando para o papel.
-Ok, lá vamos nós então.
Fim do PDV AXL
ENQUANTO ISSO, NO SUPERMERCADO...
PDV Izzy
-Steven, cala a boca, eu estou com uma dor de cabeça do caralho! – reclamei e ele riu. Filho da puta!
-Isso que dar beber até cair!
-Ok, eu tive culpa, eu sei, mas você poderia jogar isso na minha cara amanhã? Hoje eu estou sem um pingo de paciência!
-Tá bom, o que nós temos que comprar? – Ele pegou um carrinho e saiu andando, eu o segui.
-Leite, comida, mamadeira, chupeta e umas coisinhas aqui. – falei lendo superficialmente o papel que Axl me entregou.
-Ok, vamos ver o leite primeiro. – ele falou indo pra parte do leite.
-Qual tipo de leite? – falei pra mim mesmo olhando a variedade de leites ali.
-Olha, ali tá escrito que são para recém-nascidos. – Steven apontou para uma placa e nós fomos pra lá.
-Tem muitos tipos de leite aqui também. – reclamei sentindo a minha cabeça latejar, droga!
-Aqui tem um panfleto, olha! – Steven pegou um panfleto que estava pendurado lá e nós lemos, tinhas todas as informações dos tipos de leites artificiais. Descobrimos que o melhor leite para eles era o “Nan”. Pegamos umas 10 latas de “Nan” e fomos para a parte das mamadeiras, no panfleto dizia que nos primeiros meses era melhor alimentar os bebês apenas com leite, então não compramos mais nada de comida.
Fomos pra parte das mamadeiras, meu Deus! Pra que tanta variedade? Será que ninguém percebe que isso só perturba as pessoas que vão comprar? Pra que escolher? Não bastava ter apenas um tipo de mamadeira pra ninguém ter que ficar com dor de cabeça pensando em qual será a melhor? Por que a minha cabeça parece que vai explodir agora de tanta mamadeira e leite!
-Qual será a melhor? – Steven comentou pensativo olhando para as mamadeiras, eu não aguentava mais.
-Quer saber? QUE SE FODA! – peguei duas mamadeiras de cada e enchi o carrinho. – O que falta? – perguntei a um Steven de olhos muito arregalados.
-Chupetas. – olhei para as chupetas, fuçavam do lado das mamadeiras.
Caralho! Só podiam estar querendo me irritar também!
Peguei dois tipos de todas as chupetas que tinham ali e fomos em direção ao caixa. Todo mundo que passava pela gente nos olhava de olhos arregalados, á essa altura já estavam com dois carrinhos grandes lotados de todas as mamadeiras e chupetas e leites.
-Tá olhando o que? Quero ver tu ir lá se dar ao trabalho de ler a embalagem de mamadeira por mamadeira! – falei pra um cara que ria da minha cara, ele arregalou os olhos e se mandou dali.
Conforme nós íamos passando, as pessoas iam abrindo caminho, nesse momento todas as pessoas ali sabiam que dois membros da “banda mais perigosa do mundo” se encontrava no supermercado, e era melhor não contrariar.
Ótimo, é nessas horas que eu consigo gostar dessa porra de fama.
Compramos tudo e fomos em direção a garagem, afinal, não dava pra sair por aí com 12 sacolas de coisas para bebês, é você ouviu bem, 12 sacolas. Eles terão coisas de bebê até serem idosos.
PDV Steven
Uma lição de vida: nunca, eu disse nunca, saia com o Izzy quando ele estiver de ressaca. Normalmente ele fica com aquela postura de responsável, educadinho, tímido e tal. Mas não se deixe enganar, quando ele está de ressaca fica um porre, eu sei trocadilho tosco né? Mas é assim mesmo!
Preferir nem dizer pra ele que ainda faltavam as fraudas, o Axl que comprasse lá em cima. Deixamos as malas no carro e subimos, encontramos o Slash comprando sorvete.
-Cadê o Duff e o Axl? – perguntei.
-Ali. – ele apontou pra loja que ficava em frente a sorveteria.
Eu e Izzy fomos pra lá, encontramos o Duff e o Axl discutindo, conta uma novidade! ¬¬’
-Deixa que eu compro as roupas pra Malu! – Duff dizia.
-Ah, e correr o risco de você comprar coisas de prostituta pra ela? Jamais! – Axl revidava. A vendedora estava de queixo caído.
-È claro que eu não vou coisas de prostituta pra ela! – Duff dizia aborrecido.
-Você falou isso quando foi comprar o presente de aniversário da Erin! E com o que você voltou? Uma lingerie de couro e um chicote!
-Eu estava fazendo um favor pra vocês! Vai dizer que não gostou? – Duff provocou com um sorriso malicioso no rosto. A vendedora estava em estado de choque com aquela conversa, Izzy olhava entediado, Slash estava entretido no seu sorvete e eu ria.
-Isso não vem ao caso! Eu não vou deixar você comprar as roupas da minha filha!
-Vai me deixar comprar o que então? Já que as cores do quarto foi tudo você que escolheu!
-Você pode comprar as roupas do Matheus. – Axl ofereceu.
-Eu quero comprar as roupas da minha afilhada! – Duff gritou, chamando a atenção.
-Afilhada? – Axl riu meio chocado – Quem disse que você vai ser o padrinho da minha filha?
-A Erin.
-Quando que eu não vi isso!
-No aniversário de namoro de vocês, eu pedi pra ela pra que se algum dia vocês tivessem uma filha, eu poderia ser o padrinho, se fosse menino você escolheria. – Duff sorriu presunçoso.
-Tanto faz Duff, o importante é que quem vai comprar as roupas da minha filha, sou EU!
-E eu também vou!
-Não vai porra! – Axl só faltava gritar.
-Vou sim, você não manda em mim! – Duff deu meia volta.
-Não me obriga a te encher de porrada seu loiro oxigenado! – Axl partiu pra cima dele, mas eu e Slash o impedimos, o problema foi que quando Slash foi segura-lo, o sorvete foi todo na cara do ruivo.
-PUTA QUE PARIU! – ele gritou, com certeza sentido seu nariz gelado por dentro.
-Por que nós não resolvemos isso como dois adultos que vocês certamente são? – Izzy se meteu pela primeira vez. Hum, a pose de pai de todos está voltando...
-Izzy, você ouviu a besteira que ele quer fazer? Se eu deixar ele comprar as roupas da Maria Luiza, ela vai o concurso de prostituta mirim! – Isso existe?
-Dá uma chance pra ele, ele só comprou aquilo por que sabia que era pra Erin, não faria a mesma coisa com um bebê. – Izzy falava enquanto Axl se limpava e Duff prendia o riso com muito esforço.
-Verdade, eu vou comprar roupas normais de bebê para ela! – Duff disse sério.
-Viu? Agora para com isso, a gente tá perdendo tempo aqui! – Slash apareceu com um novo sorvete, eu nem vi quando ele saiu!
-Ok, mas se ele comprar alguma coisa inapropriada para a minha filha, eu mato esse projeto de travesti! – Axl avisou e nós 5 fomos ver as roupas para meninas.
-Esses dois aí, vão morrer brigando! – falei pra Slash e ele riu e assentiu.
Depois que compramos todas as roupas, tanto para a Maria Luiza quanto para o Matheus, saímos da loja com umas 50 sacolas, esta aí mais uma coisa que eles vão ter até atingir a maior idade!
Mas também nós compramos de tudo, desde pijama a fantasia para o Hallowen, que está chegando por acaso.
Daí finalmente fomos para a parte de acessórios e decoração do quarto.
PDV Duff
Quando finalmente fomos para a loja de acessórios e etc, o Axl já estava falando comigo. Na verdade ele voltou a falar comigo quando viu que eu não comprei nada daquilo que ele pensava que eu iria comprar para a Maria Luiza.
-Ela falou mesmo aquilo? – Axl chegou do meu lado, entendi o que ele estava falando.
-Falou sim, se fosse menina ela escolheria os padrinhos, se fosse menino era você. Ela disse que falou isso com você. – comentei.
-Falou sim, mas não sabia que ela já tinha alguém em mente.
-Hum – comentei quando entramos numa loja que era gigante, e era apenas para bebês e crianças. Acredita que eu nunca tinha reparado nela?
-Sabe o que a gente esqueceu de comprar? – Slash parou abruptamente.
-O que? – perguntei confuso, eu não me lembrava de ter esquecido nada.
-Sapatos!
-Mas eles nem sabem andar! – Steven disse.
-Mas aqui está dizendo que sapatos ajudam na prevenção do frio! – Slash apontou para uma placa no inicio da loja.
-Verdade, será que aqui vende? – perguntei pra ninguém em especial olhando ao redor.
-Deve vender, na placa diz que “Tem tudo o que o seu bebê precisar”. – Izzy leu a placa.
-Então vamos logo ver isso, já são 5 horas da tarde. – Axl olhou no relógio.
Nos separamos pra ser mais rápido, ficou assim:
Slash ia comprar as coisas do banheiro.
Steven compraria os sapatos e os banquinhos especiais para carros.
Izzy compraria coisas como: perfume, pente, sabonete, xampu, tiaras para a Malu e etc.
Axl compraria os móveis
E eu compraria as cochas de cama.
Tudo muito fácil né?
Apenas parece...
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