Youre Everything

21 ...Ou nem tanto...!


Notas iniciais
Eu disse que ia postar ontem, mas fiquei com preguiça! Sorry.

Pequei a lamina e a trouxe até meus olhos, analisando-a minuciosamente. Ela estava perfeita, afiada, fria, fina.

Olhei para o meu pulso e suspirei, ele merecia o esforço?

Não, ele não. Mas minha dor merecia.

Aproximei lentamente minha mão de meu pulso, toquei minha pele. A frieza do pequeno pedaço de metal me causou arrepios. Quando pensei em afundar aquele pequeno objeto em meu braço, uma mão segura a minha, olhei pra cima e me surpreendi.

–Gerard?

–Que merda você estava pensando em fazer, Amy? – perguntou e eu abaixei a cabeça.

–Esquecer a dor. – admiti baixinho, ele tirou a lamina de minha mão e se sentou ao meu lado.

–Olha isso. – ele puxou a manga de seu paletó e eu vi cicatrizes pequenas, quase imperceptíveis a olha nu, mas estavam ali. – Eu já fiz exatamente isso o que você estava pensando em fazer Amy, mais de uma vez. E sabe o que aconteceu?

–Não...

–Eu me arrependi, foi a pior coisa que eu já fiz em toda a minha vida. Na hora, eu achei que era necessário, exatamente como você está pensando. Eu fiz porque eu não aguentava mais, o mundo, as pessoas, eu quase me matei, mais de uma vez. Mas hoje eu vejo que foi besteira, seu corpo não merece isso, sua alma menos ainda. Se tem uma coisa dentro de você que é difícil de machucar Amy, é a alma. Mas ela sempre acaba machucada quando a gente faz uma burrada dessas.

–Por que você parou? Quando?

–Faz 4 anos e sete meses. Todo dia que eu me olho e vejo essas cicatrizes, me da vontade de chorar. E quando eu vejo que uma pessoa quer cometer o mesmo erro que eu, me sinto no dever de ajudar. E eu parei quando perdi o controle, acertei uma veia e desmaiei. Se Mikey não tivesse me encontrado... eu não estaria aqui hoje. A ambulância chegou, me levaram pro hospital, fiquei internado por quase um mês, tendo que tomar sangue todos os dias.

–E então?

–Nesse tempo eu pude refletir sobre a minha vida, ninguém sabe o que acontece depois que a gente morre, se viramos fantasmas, espíritos ou simplesmente dormimos eternamente. Não sabemos se existe outro plano ou coisa do tipo. A partir desse dia, eu resolvi aproveitar cada momento como se fosse o ultimo, mas com exceções é claro. Eu não vou sair por aí fazendo coisas ilegais ou coisa do tipo sabendo que amanhã eu estarei vivo e vou ter que arcar com as consequências. Eu simplesmente aprendi a viver, explorei o máximo que pude, por que se eu morrer agora, vou morrer feliz. Então querida, viva! Se tiver que sofrer, sofra! Mas saiba que na vida existem fases e o tempo certo de cada coisa! Hoje você sofre, amanhã você está irradiando alegria! Não importa se você acredita em Deus ou não, mas o Natal não é apenas isso, pelo menos não para mim.

–E o que é Natal?

–É uma celebração, uma comemoração.

–Pelo que?

–Pela vida! A cada ano, a cada Natal, você tem mais lembranças dentro de você, felizes ou não, são lembranças! Uma pessoa que não aproveita a vida, só tem lembranças ruins, mas você não quer isso, quer?

–Não...

–Ótimo, então Amy, vamos descer e aproveitar o Natal! Olhe para as pessoas que estão lá embaixo, você vai ver como estão felizes, estão com as pessoas que amam. E você, está rodeada de pessoas que te amam!

–Obrigada Gee! Você não sabe o quando isso me ajudou! – falei lhe abraçando.

–Agradeça ao Augusto Cury! Foi nos livros dele que eu encontrei a paz, e no Frankie também, mas antes de encontrar o Frankie, eu entrei em paz comigo mesmo, graças a ele! – falou sorrindo.

–Você tem algum livro dele pra me emprestar?

–Claro, amanhã eu passo aqui e te trago alguns, mas agora, o que você acha de descer e aproveitar a festa maravilhosa que é o Natal?

–Deixa eu só retocar a maquiagem!

–Ok, te espero lá embaixo. – ele me deu um beijo na bochecha e saiu.

Ajeitei minha maquiagem e fiquei uns bons segundos me olhando no espelho.

–Coragem garota! – falei e sorri, saindo do quarto logo em seguida. Olhei em meu relógio e vi que já eram 15 pra meia noite.

Passei pelo quarto da Malu e pelo do Matheus e os dois dormiam como os anjinhos que eram, vi que Axl estava atrás de mim.

–Eu vim pegá-los, sei que estão dormindo, mas acho que eles tem que passar o primeiro Natal com a gente!

–Concordo, pega o Matheuzinho que eu pego a Malu. – falei entrando no quarto de boneca.

Peguei minha menininha no colo e ela apenas suspirou, sorri e desci, encontrando com o Axl, que segurava o Matheus. Nos dirigimos á área em que todos estavam e vi que os garçons já tinham tirado todas aquelas pequenas mesas e trazido a mesa que encomendamos, que tinha mais de 5 metros de cumprimento e enchia toda a área, eles tinham arrumado a mesa também, colocando pratos e talheres na medida certa.

A maioria já estava sentada a mesa, quando nos viram, se calaram. Axl se dirigiu a ponta da mesa e me mandou sentar ao seu lado direito, Izzy estava ao esquerdo. Os carrinhos dos bebes também estavam ali, posicionados ao lado de Axl. Nos sentamos e ficamos conversando até dar meia 11 e 55, quando Axl pediu que todos que estavam na casa, incluindo os seguranças da portaria e as cozinheiras, fossem pra lá, então ele começou a falar.

–Creio que muitos aqui já devem saber da minha fama de falador – nós rimos – Pena que em ocasiões assim, eu realmente não sei sobre o que falar ou como falar. Mas creio que o básico todo mundo já sabe, né? Queria agradecer a todos que estão aqui, pois cada um de vocês, da sua forma, é especial para mim e mora em meu coração. Não sou muito religioso, mas em datas assim, eu gosto de agradecer a Deus pela família maravilhosa que eu tenho, meus filhos – fez um gesto para os gêmeos – meus irmãos... – apontou para os meninos – e minha irmã, — apontou para mim — que depois de tantos anos, volta a passar um Natal comigo. Assim como cada um de vocês, eu tenho uma pessoa, ou melhor, duas, que eu queria que estivesse aqui comigo, mas infelizmente não puderam. Mas tenho certeza de as duas estão nos vigiando, do céu, guardando nossos lugares. Minha querida Erin e meu amigo Jimmy, esse brindo é pra vocês! – ele levantou a taça e todos o acompanhamos, em um brinde.

–Nesse ano, eu sofri, chorei, sorri, me magoei, dei risadas, passei noites acordado, fiz vários shows, viajei, fiquei porre, briguei com alguém, fui preso, tomei banho de mar, tomei banho de chuva, tomei banho de piscina, me reuni com pessoas que eu amo... enfim, não me arrependo de nada que eu fiz nesse ano, pois eu vivi acima de tudo! Esse próximo brinde, vai ser a vida! – nós brindamos mais uma vez e Gerard pediu a palavra, Axl a deu.

–Bom, acho que alguns aqui já devem me conhecer, sou Gerard Way, vocalista do My Chemical Romence e o que vou falar agora não tem nada a ver com minha banda, e sim, com o meu coração... há alguns anos, conheci uma pessoa muito especial para mim, com quem eu rápido fiz amizade e ah... quer saber? Que se foda! Frankie, você é muito melhor do que eu em palavras, mas eu sou melhor em gestos, tenho certeza, portanto... – ele pegou o Frank e lhe deu um beijo de tirar o folego, quando acabou perguntou – Frank Anthony Thomas Iero Junior... Você quer namorar comigo?

–Sim! – Frankie sorriu feliz – E não quero um namoro normal, quero um a nossa altura. Quero te levar ao parque, eu quero te beijar debaixo das estrelas, talvez a gente vá mais longe, a gente não se importa! – nós rimos — Você sabe que eu amo quando você me ama. Ás vezes, é melhor quando é público. Eu não tenho vergonha, não importo que nos vejam nos abraçando e beijando, uma exibição de amor. Vamos nos encontrar na saída de incêndio. Eu gostaria de disparar um alarme hoje. A emergência do amor não me deixa esperar. Apenas siga, eu vou te guiar. Eu preciso de você com emergência. Vamos fazer amor num lugar onde possam nos descobrir. Vamos nos perder em luxúria. A gente não se importa. Todos estão indo, vamos nos divertir! Ou talvez seja errado, mas você está me excitando. Vamos fazer uma visita á sua mãe. Nos agarrando no quarto enquanto ela estiver fora. Talvez ela nos escute gritando, mas a gente vai continuar até ela vir bater na porta. Se continuarmos com isso por aí, seremos o assunto da cidade. Eu direi ao mundo que estou apaixonado. Vamos abrir os olhos dos cegos, porque… Eu não me importo com prioridades. Vamos quebrar as regras, ignore a sociedade. Talvez nosso vizinho curta dar uma espiada, é verdade. E daí se eles olham o que a gente faz? Vamos ao parque, eu quero te beijar debaixo das estrelas. Talvez a gente vá mais longe, a gente não se importa. A gente não se importa. – recitou, beijando-o outra vez, todos aplaudiram e eles se sentaram.

Foi a vez de Ozzy se levantar.

–Porra, eu acho que só to fazendo isso porque já bebi mais do que eu posso contar! – nós rimos – Sharon minha querida, com todas essas declarações de amor, lembrei que eu também amo você...

–Ah seu canalha, então quer dizer que você tinha esquecido?! – ela perguntou, arrancando mais risadas da gente.

–Não my love! Quero dizer que me fez refletir sobre a gente! Sobre o Jack, nosso pequeno. Eu não tenho palavras bonitas como o baixinho ali – apontou para o Frank – mas saiba que eu sinto por você é tão puro quanto o amor dos dois. Dá pra ver daqui que é uma coisa bela, e apesar de eu estar bêbado, digo isso de todo o meu coração...

–Ainda bem que não é dos rins, né? Por que é bom você economizar esses! – ela o cortou de novo.

–Caralho mulher! Me deixa terminar?

–Ok, ok, continue.

–Certo, hum...bom, eu digo isso de todo o meu coração... Sharon, eu te amo! – falou e ela sorriu, levantado e abraçando-o.

–Eu sei disso, ou não estaria com você! – eles se sentaram e quem se levantou dessa vez foi o Brian.

–Aproveitando-o o embalo da situação, quero comunicar uma coisa e fazer um pedido! – falou sorrindo e nós o olhamos curiosos.

–Primeiro, queria dizer com imensa felicidade que a Melanie está gravida! – nós todos sorrimos e os parabenizamos – pois é, daqui a alguns anos vamos ter várias criancinhas correndo por aí! – falou apontando para os gêmeos.

–E o pedido? – alguém falou.

–Sim, isso! – ele respirou fundo.

–Melanie, queria primeiro te dizer que isso não é um gesto impulsivo, eu já pensei e planejei a muito tempo, ia fazer mais tarde, mas a situação me deixou inspirado...

“Bom, como disse o Gerard, foda-se as poesias ou textos bonitos, o que importa é meu sentimento por você! Então... Melanie Sullivan Haymer... Você aceita se tornar uma Haner e me aturar pelo resto de sua vida? – perguntou e ela sorriu.

–Que pergunta idiota! É claro que a minha resposta é Sim! Eu já te aguento por anos e anos, o que são mais alguns? – ela sorriu e eles se abraçaram, ele deu a aliança pra ela.

Dessa vez, quem se levantou, não foi nada mais nada menos que... Billie Joe!

–Er, bom, eu também gostaria de dizer que minha mulher, que infelizmente não pode estar aqui, está grávida e dessa vez são gêmeos! – falou emocionado, todos

–Mais alguém gostaria de falar? – Axl perguntou e mais ninguém se pronunciou – Então, eu gostaria de propor um novo brinde: ao amor!

Todos se levantaram e ergueram suas taças.

–Feliz Natal!! – dissemos ao mesmo tempo.

–Por favor, fiquem a vontade! – Axl disse e logo começamos a nos servir.

Depois da refeição, resolvi dar uma volta pelo jardim. Quando passava pelo portão, ouvi alguém discutindo.

Me aproximei e quase caí pra trás ao ver Kurt ali, ele discutia com o segurança, que não deixava ele passar. Me aproximei e falei:

–Pode deixar Guilherme, eu autorizo.

–Mas senhorita Bailey, eu tenho ordens expressas do senhor Rose...

–Deixa que eu me entendo com o meu irmão. Agora deixa eles passarem. – falei, notando que Frances estava com ele.

–Certo. – meio a contragosto, Guilherme abriu o portão. Assim que me viu, Frances veio correndo pro meu colo.

–Tia Amy!

–Princesinha! – falei lhe abraçando – Como é que você está?

–To bem! Feliz natal!

–Pra você também querida, mas o que vocês vieram fazer aqui? – perguntei, estranhando.

–Eu pedi po papai me tlazer aqui, pra eu desejá feliz natal pá você, po tio Duffy e po tio Is-és.

–Que fofa! – falei colocando ela no chão de novo. – Entrem!

–Eu vou ficar aqui. – Kurt avisou, seu tom dizia que não tinha como ele mudar de ideia.

–Ok então, prometo que não vamos demorar! – falei e ele assentiu, se sentando na beira da calçada.

Entrei com Frances e a primeira pessoa que vimos foi Duff.

–Tio Duffy! – falou soltando minha mão e pulando em cima dele, que a encarava completamente surpreso.

–Frances? – perguntou confuso.

–Sim, feliz Natal tio Duffy!

–Obrigado minha flor, pra você também! – falou dando beijo em sua bochecha.

–Cadê a Malu e o Matheus? – perguntou.

–Estão lá em cima, quer ir vê-los? – perguntou e ela disse que sim, me chamando pra eu ir junto.

–Eu vou lá com seu papai, ver se ele não quer comer alguma coisa. – falei e ela sorriu, eu sai dali e encontrei o Kurt no mesmo lugar, fumando um cigarro.

–Aceita? – perguntou quando me viu.

–Não, obrigada. – sorri e ele deu de ombros.

–Você não quer comer alguma coisa? Ou beber? – perguntei.

–Não, mas por favor, veja se a Frances quer. Nós não comemos nada e ela deve estar com fome.

–Tenho certeza que o Duff vai perguntar isso – o assegurei – mas e a Courtney? Não está aqui por que? – perguntei tentando ser simpática, ele parecia um pouco abalado.

–Nós brigamos – ele suspirou – e eu saí de casa com a Fran, ela deve estar por aí. – deu de ombros.

–Vocês saíram de casa? Vão ficar aonde? – perguntei preocupada, ele sorriu minimamente.

–Não se preocupe, eu sei me virar e a Frances vai ficar na casa do padrinho dela.

–Ah. – falei, eu nem poderia convidar ele pra passar uns dias aqui em casa, o Axl teria um treco.

–E você? Parece estar um pouco abalada. – falou me analisando.

–É tão evidente assim? – perguntei preocupada.

–Não, eu sou bom em ler pessoas. – falou e eu me sentei ao seu lado.

–Aconteceram algumas coisas hoje... – falei vagamente.

–Foi com o Duff, né? – falou e eu fiz careta, depois o olhei assustada.

–Co-como você sabe?

–Eu chutei na verdade. Mas naquele dia, eu percebi os olhares que você mandava pra ele e que ele te mandava, e quando você falou dele ainda agora, percebi certa magoa em sua voz. Mas sua reação me disse tudo. – eu corei.

–É, é com ele sim. – falei.

–Vocês namoram?

–Não, e parece que esse é o problema! Hoje eu peguei ele e uma mulher transando no escritório, eles nem trancaram a porra da maldita porta! Eu não falei nada, só mandei eles serem silenciosos e saí dali. Depois, ele ainda veio atrás de mim perguntando o que tinha de errado! Porra, eu sei que ele não é nada pra mim, mas eu to gostando dele! Caralho! – praguejei enquanto enxugava algumas lágrimas que caíram.

–Hoje eu peguei a Courtney me traindo também, por isso saí de casa. E ela devia estar drogada ou coisa do tipo, pois quando me viu, começou a rir. Me irritei e tirei Frances daquele lugar emundo que eu costumava chamar de casa. – falou amargo.

–É Kurt, a vida não é fácil! – falei olhando para os meus próprios pés.

–Ninguém nunca disse que era! – falou e eu concordei, sorrindo sem humor.

–Quer beber alguma coisa? Eu to morrendo de sede!

–Tem cerveja? Ou só champanhe mesmo? – perguntou com um sorriso sarcástico, eu revirei os olhos.

–É claro que tem, vou pegar.

Entrei e rapidamente peguei duas garrafas de Heineken, saindo em seguida.

–Toma – estendi e ele pegou.

–Valeu. – voltei a me sentar do lado dele.

–O que você pretende fazer? – perguntei e ele deu de ombros.

–Não faço ideia. Acho que vou comprar uma casa e providenciar a guarda de Frances, por enquanto, é só isso mesmo.

–Com quantos anos ela está?

–Fez 5, eu estava em turnê e a mãe dela não fez nada. – disse com raiva.

–Ela já está estudando? – perguntei tentando mudar de assunto.

–Sim, vai entrar pro primeiro ano escolar ano que vem. – disse orgulhoso.

–Nossa, com quantos anos ela começou a estudar?

–2, é o que a lei recomenda pelo menos.

–Bom saber. – falei, rezando para lembrar disso quando os gêmeos ficarem maiores.

–Não se preocupe, a gente não costuma esquecer uma coisa dessas. – falou e eu sorri.

–A Frances parece ser bem calma. – falei e ele sorriu.

–E é, é o meu anjinho, meiga, carinhosa, inteligente. Completamente ao contrário da mãe! – falou voltando a ficar com raiva.

–E como ela é na escola?

–Bom, só elogios. Ela fica quietinha e presta atenção na aula e...

–Que porra é essa? O que ele está fazendo na minha casa? – Nem preciso dizer quem falou isso, é?

Me levantei e fui pra frente de Axl.

–Por favor, se acalme! – pedi e ele me olhou com raiva.

–O que esse cara tá fazendo na minha casa, Amy?

–É meu convidado, e ele só está aqui por causa da Frances. – assegurei.

–Seu convidado? E cadê a filha dele então?

–Está lá dentro com o Duff, por favor, não se altere!

–Você não vai falar nada? – perguntou olhando para o Kurt, que nesse tempo, continuou sentado.

–Não, eu vim aqui pela minha filha e não arrumar confusão já que estou na sua casa. – deu de ombros e vi que Axl relaxou um pouco.

–Ótimo. – falou e deu meia volta, no meio do caminho, Duff, Slash, Steven e Frances aparecem.

Os meninos olham assustados para o Axl e para o Kurt, eu faço sinal negativo com a cabeça e eles passam pelo Axl sem dizer nada, mas vem na direção do Kurt.

–Oi Slash, Duff, Steven. – Kurt cumprimenta.

–Oi Kurt, novidades? – perguntam.

–Não muitas. – fez careta – Feliz natal pra vocês.

–Pra você também! Não quer comer nada? A Frances já fez uma boquinha! – Slash falou e Kurt sorriu.

–Não, obrigado. Viemos rápido, não foi Fran? – perguntou a menininha, que fechou a cara.

–Papai...

–O que nós conversamos? — a interrompeu.

–Ok, tchau tia Amy, tio Is-és, tio Duff e tio Tiven!

–Tchau querida! – nós todos falamos.

–Tchau pessoal. – Kurt falou.

–Boa sorte – falei e ele sorriu agradecido.

–Pra você também. – pegou a Frances no colo e saiu.

–Do que ele estava falando? – Slash perguntou.

–Ele saiu de casa com a Frances. – falei e eles todos ficaram surpresos.

–Nossa, e onde eles vão ficar?

–Ele disse que a Frances ia ficar na casa do padrinho dela, ele ia se virar.

–Ah, espero que eles fiquem bem. – falou e eu assenti.

–Está na hora de abrir os presentes! – Frank chegou ao nosso lado, animado – Aconteceu alguma coisa?

–Nada não. – eu disse e segui ele – Vamos abrir os presentes!

Todos fomos pra sala.

Estavam todos lá, quero dizer, notei que muitas pessoas já tinham ido embora, mais ainda tinha uma grande quantidade ali.

–Eu começo! – Ozzy disse animado e completamente bêbado, nós reviramos os olhos.

–Ok, comece. – Axl disse.

Ele foi em direção a árvore e pegou um presente verde relativamente grande.

–Esse aqui vai pro meu filhinho! – falou e Jack veio correndo abraçar o pai.

–Thank you daddy! – pegou o presente e foi abrir. Ozzy pegou outro, que era uma caixinha e deu pro Slash.

–Acho que está certo, não lembro direito dessa merda. – falou com o cenho franzido.

Slash abriu a caixinha e todos gargalhamos quando vimos uma calcinha comestível ali dentro, Slash ficou roxo.

–Tem certeza que isso é pra mim? – perguntou e Ozzy rapidamente tomou a caixinha das mãos dele.

–Não porra! Isso é pra Sharon! – pegou e deu pra mulher, que sorriu safada e deu um beijo nele.

–Esse aqui é o teu! – deu outra caixinha pro Slash, nessa tinha um conjunto de palhetas.

–Agora sim! – Slash sorriu – Valeu amigão!

–De nada porra. Agora esse aqui é pra pequena Bailey fudidamente gostosa! – falou e me estendeu uma caixa. Fiquei um pouco receosa, vai que era outra calcinha comestível!

Abri e pra minha surpresa, encontrei um perfume de nome francês.

–Nossa Ozzy! Obrigada! – falei lhe dando um abraço, ele sorriu e fez um gesto com a cabeça.

–Agora... – ele pegou três caixas do mesmo tamanho mais ou menos, uma era azul, outra era rosa e outra marrom – Toma caralho! – jogou em cima do Axl, que estava surpreso.

–Hey! Isso não vale! – Slash protestou.

–Cala a tua boca porra! – Ozzy brigou – Apenas uma é pra ele, o resto é pros gêmeos.

–Ah

Axl ia abrir a marrom, mas Ozzy o impediu.

–Essa é a do Matheus, a sua é essa. – deu a caixa pink, nós caímos na gargalhada – Foi mal Axl, a mulher lá na loja que não soube embalar!

Axl fechou a cara, mas a abriu, era uma garrafa de vinho tinto, pela cara do Axl, ele gostou muito!

–Valeu Ozzy.

–Ok, agora é a do Stie. – falou e estendeu uma caixa pro Stie.

Era uma camisa escrito “Hugs Free” (abraços de graça), Stie adorou a vestiu na hora, e ainda abraçou o Ozzy.

–Agora a do Duff. – falou e deu uma caixa com um formato comprido.

–Caralho velho! É um dos melhores! – Duff falou enquanto analisava o whisky.

–Eu sei, o meu preferido! – falou e dei o presente do Izzy, que eram 3 boinas, dois pares de meias e três cuecas personalizadas com o nome do Izzy.

–Agora é minha vez! – Slash gritou, impedindo o Izzy de agradecer, Ozzy se sentou.

–Esses aqui vão pros meus sobrinhos queridos, é uma pena eles estarem dormindo! – falou e jogou duas caixas em cima do Axl.

–Esse aqui é pro Ozzy e a Sharon, espero que saibam aproveitar! – falou e eles abriram, era um “jogo do sexo”.

–Esse aqui vai pra loira, você estava precisando de um! – falou e me jogou uma caixa, era um celular. Sorri agradecida.

–Esse aqui é pro ruivão. – jogou outra caixa pro Axl, era uma jaqueta branca com o símbolo dos Guns nas costas.

–Essa aqui é pro Izzy. – falou e jogou e quando Izzy abriu, ficou mais roxo que uma berinjela, era um Kama Sutra.

–Esse aqui é pro Dudu. – falou e jogou uma caixa pro Duff, era uma jaqueta de couro.

–Esse aqui é pro casalzinho ali. – falou jogando um envelope para o Frank e o Gerard, eram duas passagens de ida e volta pro Havaí. Os dois só faltaram ter um infarto.

A vez do Slash passou, depois foi a do Izzy, ganhei um porta joias, depois foi a vez do Frank, ganhei um par de brincos de diamantes (!!!!), do Gerard ganhei uma pulseira, todos os dois com vários coraçõezinhos, na vez dos menininhos do A7x eles se desculparam comigo, dizendo que ainda não me conheciam e que não poderiam comprar presentes por isso, mas compensaram autografando a guitarra linda que eu ganhei do Axl. Detalhe: eu não fui a única que ganhei uma guitarra, a Melanie também ganhou uma do Brian que era tão linda quanto a minha! Quando chegou a minha vez, fiquei um pouco nervosa.

–Esse aqui vai pra pessoa mais importante na minha vida – falei e dei meu presente pro Axl, ele meio que combinava com o do Slash porque compramos juntos, era um tênis da Nike personalizado com o nome do Axl, ele disse que amou.

–Esses dois são pros gêmeos – falei estendendo pro Axl também, que colocou em cima de uma pinha de presentes fechados, todos pros gêmeos.

–Esse aqui vai pro Jeffrey. – falei sorrindo marota, fazia um tempinho que eu não o chamava assim. O presente dele era um LP original e autografado pelos Beatles, eu sabia como ele amava a banda.

–Esse aqui é pro Slash – falei e estendi meu presente, era um novo Notebook, o dele quebrou semana passada e ele ainda não tinha comprado um novo.

–Esse aqui é pro Stie. – falei e lhe entreguei um papel, estava escrito “Vá na garagem” ele saiu correndo – É uma aparelhagem completa no carro dele. – expliquei.

–Esse aqui é pro Duff – falei tentando fazer com que minha voz não tremesse, o presente dele era uma correntinha de ouro, com um pingente escrito “Duff”

–Esse aqui é pro Gerard – lhe estendi meu presente, foi um quadro de uma pintura divina que eu vi, era ele e o Frank se beijando, a pintora era realmente bom e parecia que era uma foto, não uma pintura, quando eu vi, fiquei apaixonada.

–Nossa Amy! Está lindo demais! – eu sorri e passei pelo Frank, piscando e indo na direção do Mikey, a ele, dei relógio, assim como pro Ray e pro Bob (falta de imaginação é foda, né gente?)

–Agora o do Frank – falei sorrindo – Só um minuto! – praticamente corri em direção ao jardim, eu tinha deixado o presente do Frank ali, peguei cuidadosamente e voltei com ele no colo, quando Frank nos viu, só faltou pular de tanta emoção, ele estava lagrimando.

–Eu sabia que você queria um... – falei estendo o pequeno filhote de labrador pra ele.

–É uma fêmea e ainda não tem nome... – falei enquanto ele a pegava cuidadosamente.

–Eu gosto de Sophie... – falou baixinho, ele não tirava os olhos do pequeno filhote, eu sorri e voltei a me sentar.

Stie se levantou e deu seus presentes, eu ganhei mais uma pulseira. Depois foi a vez do Duff, ele se aproximou de mim e me estendeu uma caixa, antes de eu abrir, ele me passou um bilhete.

“Eu ia dar pra você quando entrei no seu quarto mais cedo, acabei esquecendo…

Espero que me perdoe por mais cedo, fui um idiota e agi sem pensar…

Posso colocar em você?”

A ultima parte eu não entendi, até abrir o presente. Era uma cordão de ouro com detalhes em rubi, olhei pra ele e fiz que sim com a cabeça, como negar?

Ele pegou o cordão e eu virei, levantando meu cabelo, ele prendeu o cordão e eu me virei, lhe dando um beijo na bochecha e sussurrei em seu ouvido.

–Obrigada por isso, eu gostei muito e foi mais do que eu merecia. Mas infelizmente isso não muda o que aconteceu. – falei e me afastei, ele sorriu triste e me deu um beijo na testa, se afastando logo em seguida.

Quando todos acabaram de distribuir os presentes, olhei no relógio e vi que já eram 3 da manhã, a Malu e o Matheus estavam aqui embaixo, dormindo no carrinho ao lado do Axl, que conversava tranquilamente com Sebastian Bach enquanto bebia sua segunda taça de champanhe, sendo que na primeira ele mal tocou, assim como essa. Do lado da taça, tinha um copo de água, que já estava quase vazio.

Sentei-me na beira da piscina, tirando os sapatos e colocando meus pés dentro d’água. A casa já estava quase vazia, a maioria dos amigos do Axl e do Slash tinham ido embora, Ozzy finalmente decidiu dormi e está praticamente desmaiado em um quartinho que temos ao lado do estúdio, sua mulher e filho foram pra casa. Os meninos do Avenged Sevenfold já foram assim como os do My chemical Romance (Frank eu praticamente tive que expulsar, jpa que toda hora que ele me via, sorria, me abraçava e dizia obrigado, estaria tudo bem se ele não fizesse isso a casa minuto!) Os únicos que permaneciam aqui eram Billie Joe, senhor Elton John e seu namorado (desse foi mais forte que eu, tive que pegar um autógrafo!), DJ Ashba (não, não é o nosso Dj, apenas um amigo do Axl com quem o Slash não se dava muito bem), Tom (agora sim, esse é o nosso Dj!) e mais algumas pessoas que eu não conhecia ou tinha me esquecido o nome.

De repente, escuto uma gritaria vinda lá de fora e todos se levantam, indo ver quem é. Chegamos na porta e vimos a Venetia (é! Ela mesma!) e um cara que devia ser um segurança, junto com uma mulher bem vestida e um cara de terno.

–Que gritaria é essa? – Slash perguntou.

–Eles não querem me deixar entrar! – gritou apontando para os nossos seguranças.

–E com razão! Desse jeito você vai acabar acordando as crianças! – falei e ela me lançou um olhar mortal, acho que até hoje não acredita que eu sou irmã do Axl...

–Não venha me falar como eu devo agir perto dos meus netos! – vociferou e eu arqueei uma sobrancelha.

–Não estou fazendo isso, apenas prevenindo. – falei e Slash fez sinal pros seguranças a soltarem.

–O que você veio fazer aqui? – Duff perguntou. Axl ainda estava lá atrás.

–Eu trouxe uma assistente social e meu advogado para provar que vocês não estão em condições de cuidar dos meus netos! – falou entrando e passando direto, os três logo atrás.

–Desculpe lhe decepcionar, mas está tudo na perfeita ordem aqui em casa. – falei dando um sorriso cínico.

–Aposto que devem ter gente transando pelos cômodos! Deve ter drogas, bebidas, prostitutas, pessoas bêbadas... está anotando isso? – se virou para a tal assistente social, que parecia entediada.

–Eu tenho que conferir primeiro. – falou em tom monótono.

–Então o que você está esperando? – Venetia parecia fora de si, foi quando Axl finalmente apareceu com o carrinho da Malu, Stie vinha logo atrás com o carrinho do Matheus.

–O que está acontecendo aqui? – Axl perguntou.

–Venetia trouxe uma assistente social e um advogado pra provar que aqui não é seguro pra cuidar das crianças. – falei dando um sorriso sarcástico, ele arqueou uma sobrancelha.

–Oh, vocês querem começar por onde? – perguntou e eu prendi uma gargalhada, Venetia o encarava surpresa, mas não perdeu a pose.

–Pela cozinha! Aposto que deve ter bebidas e mais bebidas por lá! – falou entrando, ninguém a segurou.

–Tem champanhe, só isso. É normal em qualquer casa que você for nos estados unidos, ainda mais na data de hoje, que você deveria estar comemorando com seu marido. – Slash falou.

A assistente social, sem alternativas, a seguiu e o advogado fez o mesmo. O segurança se sentou e começou a comer uns salgadinhos que tinha em cima da mesa.

Aquela cena era patética! Não do segurança, mas da Venetia.

Todos fomos em direção a cozinha, onde as cozinheiras e os garçons nos encaravam assustados, Venetia saia a procura de sei lá o que pela geladeira.

–Tem no mínimo umas 15 garrafas de champanhe aqui! – falou apontando pra assistente social, que parecia mais interessada em abrir um chiclete.

–Sim senhora Everly, mas como disse o senhor agora a pouco, é perfeitamente aceitável no Natal.

–Eles todos devem estar bêbados! Você trouxe aquilo que eu pedi? – a moça fez que sim – Ótimo, teste-os!

A moça tirou alguma coisa da bolsa, era um aparelhinho pequeno, com um tubo descartável na ponta.

–Um bafômetro? – Duff estava incrédulo.

–Sim, e é bom vocês não se recusarem a testar! – falou quase nos desafiando, ela queria que nós nos recusássemos!

–Primeiro o ruivo, ele é o pai! – ela praticamente cuspiu a palavra pai.

Axl se aproximou e soprou no negócio lá, depois de alguns segundos, apitou o resultado.

–Baixo, no máximo deve ter comido um bombom de licor ou coisa do tipo. – A assistente falou e Venetia encarava surpresa.

–Isso testa pra drogas? – perguntou.

–Não, mas as drogas alteram bem o organismo e o dele estar perfeito.

Eu sorri e me aproximei, soprei aquele negócio e me afastei, logo apitou.

–E essa? Completamente bêbada, não? – Venetia perguntou e eu me segurei pra não partir pra cima dela.

–Na verdade, ela está mais limpa que o senhor Rose. Nenhum por cento de álcool. – a assistente falou e Venetia me fuzilou com o olhar, eu sorri vitoriosa.

Slash se aproximou e assoprou o negócio.

–Um pouquinho a mais que o senhor Rose, devo arriscar que bebeu uma taça de champanhe?

–Quase, na verdade, foi um gole de gim, nada mais. – falou sorrindo.

Depois foi a vez de Duff, o mesmo por cento que Axl, e por ultimo, foi o Steven, que estava um pouco acima de Slash, mas na medida do permitido pra se dirigir ou fazer outra coisa.

–Satisfeita? – Axl perguntou.

–Não, quero saber o que meus netos fazem aqui essa hora da madrugada!

–Eu que devia perguntar o que você faz na minha casa a essa hora da madrugada! – rebateu.

–Eles dormiram e nós achamos melhor não deixa-los sozinhos lá em cima, por isso ficaram aqui em baixo. Acho que é totalmente aceitável, não? – Stie perguntou.

–Espera! Está faltando um! Cadê o moreno? – Ela se deu conta que o Izzy não estava aqui.

–Saiu, foi deixar uns amigos que vieram sem carro na casa deles. – expliquei.

–Aposto que estar jogado em algum canto da casa, bêbado! – debochou.

–Chega Venetia! – Axl me passou a Malu e foi pra frente da ex-sogra – Não acha que está exagerando? Você vem na minha casa todo dia praticamente, se mete onde não é chamada e eu nunca falei nada. Mas aparecer aqui em pleno Natal pra tentar tomar meus filhos já é demais! Por favor, eu peço que se retire! – fez gesto em direção a porta.

–É isso? Você está me expulsando? Está me impedindo de ver meus netos? – falou com um sorriso vitorioso na cara, era isso o que ela queria, que o Axl perdesse o controle e falasse o que não deveria.

–Não – me meti – Se você quiser ver seus netos, ficar com eles, tudo bem! Mas você não tem o direito de invadir a nossa casa em pleno Natal pra estragar o clima de festa e felicidade em que estávamos!

–Cala a tua boca sua piranhazinha de merda! – falou e veio em minha direção, mas o advogado a segurou – Quem tu pensas que é pra falar comigo desse jeito? Você não passa de uma prostitutazinha de quinta categoria!

Eu juro que só não dei um tapa na cara dela porque o Duff veio pra trás de mim e passou os braços por mim, segurando a Malu junto comigo.

–Pra fora da minha casa! – Axl vociferou – Eu não te dei o direito de xingar a minha irmã! Sai da minha frente Venetia, antes que eu faça alguma besteira!

O advogado dela falou alguma coisa em seu ouvido e ela saiu, junto com o segurança, por incrível que pareça, a advogada ficou e nos encarou.

–Eu não sou contratada pela dona Everly, e sim, pela juíza que comanda o caso de vocês. Então, fiquem tranquilos, eu grave tudo e mostrarei a fita a juíza no dia do julgamento, que só pra relembrá-los, vai ser no dia 6 de Janeiro as 7 horas. – falou e saiu logo em seguida.

–Nossa, depois dessa eu vou beber um pouco de whisky! – Slash falou e eu revirei os olhos, é o espírito do Natal!


Notas finais
O que acharam? Fiquei um tandinho triste por que quase não recebi reviews no cap anterior! Mas eu entendo que muito devem estar viajando ou coisa do tipo, de qualquer forma, comentem, por favor! Nem que seja só pra dizer que odiaram e que eu devo me matar depois dessa!
O capitulo do Ano Novo deve vim daqui a um dia ou dois, depende da minha preguiça de postar hahahahaha
Beijinhos
Jana Moura
P.S. Pra quem gosta do casalzinho Frank e Gerard, eu também tenho uma fic só deles, se chama "Common People" se você se sentir interessado ou apenas curioso, passe no meu perfil e vá lá!
P.S² O que acharam de eu ter incluído Avenged Sevenfold nesse cap e no anterior? Eu gosto muito deles e queria fazer essa pequena homenagem ao The Rev, até mais!