Youre Everything

12 O Velório parte 1


Notas iniciais
Pra matar a curiosidade de vocês, está aqui a primeira parte do capitulo, não sei bem quando vou postar a segunda mas garanto que vai ser bem grande!

PDV Amy

-Loira, acorda! – senti alguém me cutucar.

-Sai daqui – falei me virando.

-Acorda Amy! – esse alguém me cutucou mais forte e ainda teve a audácia de puxar o meu lençol.

-PORRA Slash! – reclamei puxando o travesseiro e colocando na minha cara.

-Nada disso, acorda! – ele puxou o meu travesseiro e eu olhei pra ele.

-O que foi? – perguntei de mal humor.

-É a sua vez de ficar com o Matheus – ele falou.

-Hein? – perguntei. Quem diabos era Matheus e por que eu ia ter que ficar com ele?

-Matheus, seu sobrinho, tá lembrada?

-Ah tá! O fofinho que eu ainda não conheci. – falei coçando o olho direito.

-Esse mesmo. Sua vez de ficar com ele. – ele falou me estendendo uma mamadeira.

-Que horas são? – perguntei me levantando, como a cortina ainda estava fechada, eu não fazia ideia da hora.

-Hum... – ele olhou no relógio de pulso – Quatro e meia.

-Cacete! – falei espantada – Eu dormi tanto assim? – e por que será que eu ainda estava com sono?

-Não loira – ele riu – São quatro e meia da manhã! – arregalei os olhos.

-E QUE PORRA TU TÁ FAZENDO NO MEU QUARTO ÁS 4 E MEIA DA MANHÃ POSSO SABER? – me estressei, como ele ousa acabar com o meu sono da beleza (cof cof) ?

-Não grita! – ele tapou a minha boca e eu prontamente o mordi – Porra Amy, dá pra colaborar? – ele falou massageando as mãos.

-Ok! – revirei os olhos e peguei a maldita mamadeira – Onde é o quarto do fofucho?

-O quarto a direita, a porta ta aberta e o Steven está lá. – ele falou e saiu do quarto.

Prendi meu cabelo em um coque e sai do meu quarto, indo para o do Matheus. Quando cheguei lá, o Steven estava babando em cima da poltrona e um bebezinho dormia tranquilo no berço. Revirei os olhos, se o bebê estava dormindo, por que razão o Slash foi me chamar? Como eu já tinha perdido o sono mesmo, me aproximei do Matheus.

Caralho!

É a cópia plagiada do meu irmão! Arregalei os olhos e me aproximei mais ainda. O menininho parecia ser meu filho com o meu irmão (ECAAA!). Mas é sério, ele tinha cabelos loiros como os meus, mas o resto do rosto era a miniatura do meu irmão, o nariz, a boca, as bochechas finas (eu sempre enchi o saco dele porque ele não tinha bochecha), o queixo, as sobrancelhas, a testa... enfim, você entendeu! Pena que eu não pude ver seus olhos, mas aposto que são verdes!

Fiquei um tempinho encarando o Matheus enquanto pensava o porquê desse nome, até que ouvi um choro, e esse não vinha do Matheus! Olhei para o lado e também não era o Steven que estava chorando, pelo contrário, esse tinha um sorriso idiota no rosto enquanto babava. Fiquei preocupada, será que era o Axl?

Sai do quarto a passos lentos e fui em direção ao quarto do Axl, que ficava em frente ao do Matheus, mas o choro não vinha de lá, ainda assim abri a porta e o vi dormindo, andei um pouco para a esquerda, como o Steven não estava lá, era óbvio que o choro não vinha desse quarto, andei mais um pouco e percebi que o choro vinha do quarto da Malu, dãã! Como eu não pensei nisso antes?!

Abri a porta devagarinho e fiquei impressionada com a cena que vi, a Malu estava deitada em cima das pernas do Duff, olhando para ele (ela já não mais chorava), ele estava sentado numa poltrona, olhando para ela e sorrindo. Izzy estava do outro lado com um violão na mão, dedilhando algumas notas que se pareciam com uma canção de ninar.

Adentrei o quarto com cuidado e fechei a porta, Izzy me viu e balançou a cabeça, fiz o mesmo e me aproximei do Duff (eu queria conhecer a minha sobrinha ué!). Quando cheguei perto o suficiente, ele me notou, quero dizer, olhou pra mim, mas continuou a cantar alguma coisa pra Malu.

Reparei nela e fiquei impressionada (de novo!), ela tinha os olhos semelhantes ao do Axl, e o cabelo também, mas fora isso, não tinha mais nada dele. Talvez o nariz, mas eu não tenho tanta certeza.

-Princesa – o Madonna falou baixinho, mas de uma forma que eu escutasse – Essa aí em cima, é a tia Amy, ela é nova aqui, mas você vai gostar dela. – ele disse sem me olhar.

Esse gesto dele me tocou, eu realmente não esperava isso. Sorri meio sem jeito pra Malu, que me olhava com os olhos atentos.

-Oi pequenina! – falei me aproximando, sem saber mais o que falar, dei um beijo na sua testa e ela riu, isso mesmo! Ela me amostrou a gengiva banquela!

O Madonna e o Izzy me olharam espantados.

-Como você fez isso? – Izzy se aproximou, largando o violão – Até agora ela só riu pra uma pessoa! E eu e o resto dos meninos venho tentando fazer ela rir diariamente! – ele parecia ligeiramente ofendido.

-Sério? Pra quem mais ela riu? – perguntei interessada.

-Pro Duff! – ele falou e eu olhei para o loiro, que sorria orgulhoso.

-E o que tu fez pra ela rir? – perguntei.

-Cócegas! Olha aqui. – ele se aproximou da barriga dela, e deu uma espécie de fungadinha. A Malu novamente abriu a boca em um sorriso, que fofinha!

-Que legal! – falei com um sorriso maior do que a cara.

-Gente, a Malu precisa dormir! – Jeffrey falou.

-Tu é muito chato! – falei lhe mandando língua e saindo do quarto, afinal, eu tinha que ficar com o outro fofinho.

Cheguei ao quarto do Matheus e tudo se encontrava na mesma situação, como eu não tinha nada pra fazer, resolvi acordar o Steven (é, eu sou do bad!)

-Steven! – falei cutucando-o, o que adiantou de nada, já que nem parar de babar ele parou.

-Steven acorda! – falei balançando-o um pouco mais forte, mas não levantei a minha voz, o Teteu poderia acordar (é o Matheus ok, gente?).

-Hum? – ele falou se espreguiçando.

-Steven cuidado... – tarde demais, ele foi de cara no chão. Coloquei a mão na boca pra abafar a risada, não seria muito bom se o Matheus acordasse.

-Merda! – ele murmurou enquanto se levantava – O que aconteceu?

-Nada não, eu só to entediada. – falei olhando para o relógio que tinha em cima da cabeceira, já ia dar 5 horas.

-E você me acordou por isso? – ele reclamou me olhando com cara feia.

-É, eu quero conversar com alguém! – falei puxando-o para fora do quarto. Nós descemos e fomos para a sala.

-E por que você não chamou o Axl? Ele adora conversar! – ele falou se largando no sofá, me sentei ao seu lado.

-Eu sei, desde criança ele era assim. Mas eu não quero perturbá-lo agora, ele está passando por uma fase difícil. – falei suspirando.

-Verdade, você fez bem em não acordá-lo. E quanto ao Slash?

-Ele me acordou não faz nem meia hora pra ficar com o Matheus, é bom deixá-lo dormir também.

-Ok, esse passa. E o Izzy? Vocês se conhecem desde Lafayette não é mesmo?

-É sim, mas sabe, eu nunca me dei bem com ele. Em parte é por minha causa – confessei – Eu sempre o perturbava porque tinha ciúmes, na minha mente de criança, o meu irmão não poderia ter mais nenhum amigo a não ser eu. E quanto o Jeffrey se tornou o melhor amigo dele eu tentei fazer de tudo pra aquela amizade acabar, mas ainda bem que eu não conseguir, não sei o que seria do Will sem o Jeffrey por perto. – falei olhando para as minhas mãos.

-AHÁ! Sempre soube que no fundo você morria de ciúmes de mim! – Jeffrey apareceu do nada me assustando, filho da puta!

-Você estava escutando a nossa conversa? – perguntei incrédula.

-Não seja tão convencida! – Ele falou se sentando no pufe que tinha na minha frente – Eu só estava descendo e ouvi vocês falando, só isso.

-Por que será que eu não acredito em você? – perguntei brincando e ele revirou os olhos.

-Por que vocês não estão dormindo? – ele mudou de assunto.

-Essa loira me acordou! – Steven apontou pra mim enquanto bocejava.

-O Slash me acordou pra cuidar do Teteu, mas quando eu chego lá ele tá dormindo que nem um anjinho! – falei – Depois eu perdi o sono e chamei o Steven.

-Quem é Teteu? – Steven perguntou.

-O Matheus!

-Ah! Gostei do apelido! – Steven falou feliz.

-Eu achei meio gay! – Jeffrey se meteu.

-Ele é uma criança Jeffrey! É claro que não é gay! – revirei os olhos.

-Será que algum dia você vai aprender a me chamar de Izzy? – ele perguntou.

-Hum... – fingi pensar e ele revirou os olhos – provavelmente não! – confessei.

-Então eu nunca vou parar de te chamar de Pigmeu! – ele concluiu e eu bufei, tacando uma almofada na cara dele.

PDV Axl

Acordei com dor de cabeça, seria normal em uma antiga noite normal de farra. Mas infelizmente a causa da dor de cabeça não foi nada alcoólico, e sim, uma noite mal dormida de tanto chorar. Levantei sem me preocupar em olhar as horas e fui ao banheiro. Quase pulei de susto ao ver minha aparência, meus olhos estavam inchados e vermelhos com duas bolsas roxas embaixo deles, meus lábios estavam rachados e cortados devido às tantas vezes que eu os mordi e pra completar, parecia que no lugar do meu cabelo, morava uma família de periquitos raivosos.

Tirei a cueca que eu tinha colocado ontem e entrei no chuveiro, eu não poderia descer com essa aparência. Sentir a água escorrendo pelo meu corpo foi uma sensação maravilhosa, fiquei no chuveiro tempo o suficiente para os meus dedos enrugarem, saí de lá me sentido um pouquinho melhor.

Troquei de roupa, colocando uma calça jeans e uma blusa preta, deixei meus cabelos soltos para secarem mais rápido e vi que horas eram. Me espantei ao saber que eram 6 horas da manhã, não devia ter ninguém acordado aqui em casa. Mesmo assim, desci.

Me espantei ao ver a Amy dando mamadeira pro Matheus. Me aproximei deles e dei um beijo na testa de cada um.

-Bom dia. – Amy falou me olhando com ternura.

-Assim espero. – falei tentando dar um sorriso, mas deve ter saído algo parecido com uma careta.

-Vai sair? – ela me perguntou quando me viu pegar as chaves do carro.

-Tenho que resolver algumas coisas, mas eu não demoro, avisa aos meninos. – falei e ela assentiu.

-Mas você não vai nem comer nada? – perguntou me olhando preocupada. Só a menção de comida me fazia ficar enjoado.

-Eu como na rua. – falei indo para a garagem o mais rápido o possível, ela sempre sabia quando eu mentia.

Entrei no carro e o liguei, saindo em direção a Beverly Hills. Depois de meia hora eu cheguei à mansão Everly, me anunciei e me deixaram entrar. Estacionei em frente a casa e desci, Don Everly me esperava na porta. Ainda bem, eu sempre me dei melhor com ele do que com a cobra da Venetia.

-Oi Don. – falei lhe dando um aperto de mão, ele sorriu tristemente.

-Olá Axl, entre. – ele me levou pra dentro e nós sentamos no sofá.

-Como está tudo? Você precisa de algum tipo de ajuda? – perguntei.

-Não se preocupe com isso Axl, eu e minha mulher já resolvemos tudo. O velório começará as 8:00hs e o corpo vai ser enterrado as 3:00hs da tarde. – ele falou com certa dificuldade.

-Aonde? – perguntei.

-No cemitério de Beverly Hills, fica á 10 minutos daqui de casa – ele me explicou o caminho e depois eu voltei pra casa.

Parei com o carro na garagem, eu não queria entrar, não queria sair do carro. Tudo o que eu queria era morrer e me encontrar com a Erin.

Mas eu não podia, eu tinha que ser forte por ela, pelos meus filhos, pela minha banda e agora pela minha irmã, parece que Deus me enviou mais um motivo para eu não desistir da vida. Com um suspiro alto, saí do carro e entrei em casa pela porta dos fundos, que dava pra cozinha, Izzy estava sentado na mesa, comendo alguma coisa e Amy estava no fogão.

-Já voltou? – Amy se virou pra mim e me analisou – Você não tomou café, né?

-Eu não to com fome... – falei tentando ir pra sala.

-Não senhor! – a baixinha se meteu na minha frente – Você não pode adoecer! Senta aqui – ela me fez sentar ao lado do Izzy.

-Amy, não precisa fazer... – ela me interrompeu de novo.

-Shut up, se eu fiz panquecas pro Jeffrey, por que eu não iria fazer pra você, que é meu irmãozinho querido? – ela sorriu se voltando para o fogão.

-Aonde você foi? – Izzy me perguntou.

-Na casa da... – pigarreei – Na casa dos pais da... – de novo – Na mansão Everly – concluí.

-Alguma novidade?

-O velório vai começar as 8:00hs e o enterro vai ser ás 3:00 da tarde. – falei sentido um nó na garganta.

-Hum... – ficou um silencio desconfortável na mesa.

-Cherry, sabe uma coisa que aconteceu hoje? – Amy perguntou em uma óbvia tentativa de mudar de assunto.

-O que? – perguntei enquanto via o Izzy se engasgar.

-Ela ainda te chama de Cherry? – ele perguntou rindo.

-Assim como eu ainda te chamo e sempre vou chamar de Jeffrey! – Amy o cortou – Como eu ia dizendo Cherry, a Malu riu pra mim hoje de madrugada! – ela comentou feliz enquanto mexia alguma coisa.

-Legal maninha – tentei parecer empolgado – Sabia que até agora ela só tinha sorrido pro Duff?

-Eu sei! O Jeffrey falou isso e o Madonna ficou com um sorriso idiota no rosto! – ela revirou os olhos enquanto despejava as panquecas em um prato e colocava cauda de morango por cima, exatamente como eu gosto.

-Bom apetite! – ela falou enquanto colocava o prato á minha frente. Enquanto ia comendo eu percebir que apesar de tudo, eu estava genuinamente feliz pela minha irmã, ela tinha chegado ontem e até onde eu sei, estava se enturmando com o pessoal. Isso é ótimo, pois seria péssimo se ela não falasse com ninguém. Até mesmo com Izzy e com o Duff, ela está se dando bem (apesar das ocasionais brigas).

Terminei de comer tudo rapidamente e olhei no relógio, já eram 7:20hs, merda! Nós íamos nos atrasar.

-Izzy, Amy, vão acordar o resto do pessoal, nós temos que sair daqui o mais rápido o possível. – falei me levantando e subindo também. Troquei de roupa, colocando um terno e prendendo o meu cabelo. Sai do quarto e entrei no quarto do Matheus, que ficava em frente ao meu.

-Bom dia filho. – falei enquanto abria as cortinas, ele acordou resmungando coisas incompreensíveis.

Peguei-o no colo e o levei para o trocador, do jeito que ele é preguiçoso, ia reclamar e chorar se eu desse um banho, por isso apenas troquei sua frauda e o coloquei dentro de um conjuntinho azul, aquela cor me lembrava os olhos da Erin, assim como os olhos do Matheus, que eram idênticos aos da mãe. Terminei de arrumá-lo e arrumei a bolsa dele, deixei lá dentro duas fraudas descartáveis e duas de pano, alguns mordedores e chupetas, só faltavam as mamadeiras.

PDV Duff

Acordei com o Izzy me cutucando, ele falou que era pra eu me arrumar que o velório da Erin começaria em menos de meia hora.

Velório da Erin.

É tão estranho falar isso, principalmente da Erin, uma pessoa tão jovem, tão cheia de vida... Mas eu infelizmente aprendi que a morte pode ser cruel e às vezes, desnecessária, como agora.

Troquei de roupa (colocando um terno com gravata e calça social – eu estava parecendo um pinguim!) e passei pelo quarto do Matheus, como não tinha ninguém, ele já deve ter descido, passei pelo quarto do Stee e também não tinha ninguém, passei pelo da loira irritante e estava vazio, passei pelo quarto da Malu e me surpreendi ao ver a loira lá, arrumando a minha princesinha.

Observei as duas, Amy estava trocando a frauda da Malu enquanto essa chupava uma chupeta e a olhava atentamente.

-Que roupa eu coloco em você? – Amy falou enquanto abria o guarda roupas da Malu – Pelo visto você está melhor do que eu! – falou enquanto remexia por lá.

-Quer ajuda? – ofereci entrando no quarto.

-Não precisa, já encontrei. – Amy falou tirando um vestidinho verde e lilás da cruzeta.

-Não acha que esse está alegre demais? Nós vamos á um velório. – lembrei.

-Eu sei pra onde nós vamos! – ela revirou os olhos – Mas eu não posso vesti ela de preto, nem eu to de preto! – eu reparei na roupa dela, ela realmente não estava de preto, e sim, com a mesma roupa de ontem, uma calça jeans e uma blusa do The Who não muito feminina. Cabelos presos em um rabo de cavalo e nem um pingo de maquiagem.

-Aonde estão as tuas roupas? – perguntei curioso.

-Que roupas? – ela olhou pra si, como se estivesse nua no quarto.

-As que você trouxe pra Los Angeles! – falei o óbvio enquanto pegava o vestido dela e vestia a Malu.

-Ah, essas. – ela falou pra si mesmo.

-Sim, essas. Onde elas estão? – voltei a perguntar.

-Pra que você quer saber, Madonna? – ela perguntou me encarando divertida, eu revirei os olhos.

-Fiquei curioso, você não trocou de roupa desde que chegou – falei dando de ombros.

-Então você acha que eu fedendo?

-Não, só acho estranho. – falei pegando um sapato verde e calçando a Malu.

-Elas estão em casa. – ela falou me passando a escova de cabelo.

-Aqui? – perguntei enquanto penteava os poucos fiozinhos ruivos.

-Não! Em Lafayette. – ela falou me passando a colônia e pegando a escova de volta.

-Mas você não tinha “se mudado” pra cá? – perguntei passando um pouquinho de colônia na minha mão e passando na Malu.

-Sim.

-Sim? Mas e as suas coisas? – perguntei não entendendo nada.

-Você é muito curioso Madonna! – falou pegando a Malu e saindo do quarto.

Bufei e arrumei a bolsinha da Malu.

PDV Amy

Desci rindo da cara do loiro, ele era tão curioso!! Veja bem, não é que eu não goste dele a ponto de não querer compartilhar qualquer informação, mas é que eu ainda não me sentia preparada para falar por que eu vim pra cá, além dos motivos óbvios, é claro.

Cheguei na sala e todos já estavam reunidos.

-Cadê o Duff? – Slash perguntou quando eu fui para o seu lado.

-Já deve tá descendo, ele ficou arrumando a bolsinha da Malu. – expliquei e eles assentiram.

-Quem é que vai levar quem aqui? – Axl perguntou.

-Eu acho melhor você levar as crianças Axl, porque do jeito que a Venetia é, vai acabar implicando com a gente se cada bebê for em um carro. – Izzy falou e todos concordaram.

-É bem capaz mesmo – meu irmão falou e o Duff apareceu.

-Duff, você não acha que é melhor o Axl levar os gêmeos? – Slash perguntou.

-Hum... – o loiro olhou para os bebês e para o Axl – Verdade.

-Ok então, eu vou na frente com os gêmeos e com a Amy, e vocês vão me seguindo, certo?

-Certo afinal, ninguém sabe onde é a capela mesmo! – Steven falou.

Eu me sentia um pouco deslocada ali, tipo, todos estavam de terno, até o Slash, que apesar de estar com a cartola, estava com um terno um pouco estranho, mas que continuava sendo um terno. Axl olhou pra mim como se estivesse lendo meus pensamentos e falou.

-Não se preocupe, depois nós vamos comprar as suas roupas. – ele falou passando o braço pelo meu ombro e me guiando para a garagem. Quando cheguei lá, notei o que eu não tinha notado quando cheguei ontem: a beleza de todos os carros, era um mais lindo que o outro, o que eu mais gostei foi o azul, era lindo *-*E para a minha total surpresa, adivinha quem entra no carrinho? O Duff ¬¬ Sinceramente, o carrinho não merecia isso!

Coloquei a Malu na cadeirinha enquanto o Axl colocava o Matheus, depois que eles já estavam seguros, nós entramos e saímos em fila, o Axl e eu estávamos na frente, o Slash atrás, logo depois o Steven, depois o Duff e por último o Izzy.

-Amy – Axl falou depois de uns 10 minutos em silêncio – Eu não sei se vou conseguir.

-É claro que você vai! – falei apertando delicadamente os seus ombros – Você é mais forte do que imagina.

-Não sou Amy, não em relação a Erin, não com a minha Sweet Child – ele deixou algumas lágrimas caírem e as secou com uma mão.

-Axl, para o carro. – falei séria e ele me olhou confuso, mas mesmo assim parou o carro.

-O que foi?

-Deixa eu dirigir. – falei soltando o um cinto.

-Não Amy, eu to bem.

-Milhares de acidentes ocorrem por dia por que a pessoa no volante estava chorando, e eu não vou deixar isso acontecer agora.

-É sério Amy, foi só algumas lágrimas.

-Não Cherry – falei saindo do carro e dando a volta, pude sentir o olhar confuso do Slash as minhas costas, todos tinham parado atrás da gente.

-Amy...

-Vai por mim Cherry, eu sei dirigir. – falei puxando-o do volante.

-Ok, mas se você bater o meu carro... – ele começou e eu entrei no carro, fechando a porta.

-Eu sei, eu sei – falei revirando os olhos enquanto ele entrava no carro de novo.

Dei a partida e nós seguimos tranquilamente, com o Axl me guiando pelo caminho. Vez ou outra eu o via chorar, mas sempre que ele via que eu estava vendo, ele rapidamente secava as lágrimas. Liguei o rádio pra matar o tédio e instantaneamente me arrependi, estava tocando Sweet Child O’ Mine.

-Desculpe – falei me apressando pra desligar, mas ele parou a minha mão.

-Se eu não aguentar uma musica, como eu vou conseguir encará-la pela ultima vez? – perguntou levanto as mãos ao rosto.

-Você sabe que não precisa fazer isso. – falei enquanto fazia uma curva fechada.

-É claro que eu preciso Amy! Eu ficaria mil vezes pior se não á visse hoje! – ele falou com a voz abafada.

-Não estou dizendo de não a vê-la. Estou falando da hora, você poderia vir só para o enterro, seria menos doloroso.

-Não. Eu não posso deixá-la com aquela megera da mãe dela. Ela precisa de mim, eu sinto isso.

-Cherry – falei carinhosamente – Ela não precisa de você, ela está...

-Morta, eu sei – ele me cortou friamente – Mas ela continua precisando de mim.

Não discuti, era a ultima coisa que eu queria fazer agora, ainda mais com ele nesse estado.

Chegamos á uma capela que eu logo soube que era a certa, pela quantidade de fotógrafos.

-Quem chamou esses filhos da puta pra cá? – Axl se estressou.

-Calma Cherry, deixa eles, estão apenas fazendo o trabalho deles. – tentei acalmá-lo antes de a gente descer.

Estacionei o carro e logo milhões de fotógrafos nos rodearam, devia ser um tédio passar por isso toda vez que eles saiam de casa.

-Olha, não dá uma palavra pra eles, se eles perguntarem alguma coisa, não responde! – Axl falou enquanto se soltava do cinto.

-Ok – falei desligando o carro e destravando as portas.

-Vem comigo! – ele desceu e eu logo fiz o mesmo, por um segundo fiquei cega com tantos flashes.

-Sr. Rose, como o senhor estar reagindo com a morta da sua namorada? – um jornalista perguntou e eu vi o Axl ignorar, abrindo a porta do carro e tirando a Malu de lá, coberta com uma frauda na cabeça.

Tentei fazer o mesmo quando tirei o Matheus, mas ele não aceitava de jeito nenhum nada tapando a visão dele. Travei o carro com uma mão e fui em direção ao Axl, que me esperava.

-Tá pronto? – sussurrei no seu ouvido e ele assentiu.

-Vamos! – falou pegando a minha mão e me guiando pra dentro. Sorte a minha que eu vim de tênis, porque se fosse de salto eu já teria caído, o chão era feito de umas pedras desreguladas e eu estava tento o máximo de cuidado para não tropeçar.

Mal chegamos à entrada da capela e uma mulher baixinha e um pouco gordinha com os cabelos loiros presos em um coque (por alguma razão ela me lembrava muito a professora Umbridge) ela veio nos “receber”.

-Quem te disse pra vir pra cá? – ela falava olhando diretamente para o meu irmão, por pouco eu não pulei em cima dela, quem ela pensava que era? A rainha da Inglaterra? A professora Umbridge?

Notas finais
Poxa, fiquei triste com voces, eu faço um capitulo grandão e só um review? (por falar nisso, muito obrigada a baju0427)
Sério, eu juro que não escrevo apenas com a intenção de ganhar reviews, se eu quisesse isso, faria história de crepusculo, Harry Potter ou coisa do genero, mas eu sinceramente fico triste quando não recebo quase nenhum, bom, era só isso, não vou implorar por reviews, mas fica a dica, ok?
Beijos