Youre Everything

13 O Velório (parte dois)


Notas iniciais
Eu ia escrever mais um pouco, mas to com preguiça , sorry :(

-Fui eu, Venetia – um coroa se aproximou dela e a encarou severo.

-Você Don? Por que você faria isso? – ela parecia profundamente ofendida.

-Por que ele e os amigos dele e da Erin tem tanto direito de estar aqui quanto a gente – gostei desse cara! Quem é ele?

-Você está se referindo a bandinha dele? – ela perguntou com desdém e sem querer, eu ri sarcástica.

-Cuidado com as palavras – avisei parando de rir e a encarando séria. Parece que foi a primeira vez que ela me notou, depois de passar os olhos por mim, olhou para o Axl.

-COMO VOCÊ SE ATREVE? – ela gritou, assustando o Matheus, que resmungou um pouco.

-A quê? – meu irmão estava tão confuso quanto eu.

-A TRAZER UMA VAGABUNDA QUALQUER PARA O ENTERRO DA MINHA FILHA! – á essa altura, o que não faltava ali eram câmeras, estavam gravando cada fala absurda da projeto de Umbridge. Senti alguém se posicionar ao meu lado e olhei, era o Slash, logo atrás estavam o Steven, o Duff e o Izzy.

-OLHA LÁ COMO TU FALA DA AMY! – Axl deu a Malu para o Steven e se aproximou da Venetia, eu fiz o mesmo, dando o Matheus para o Slash.

-Axl, tá bom. – falei me aproximando dele.

-E AINDA DEIXA OS MEUS NETOS COM ESSAZINHA AÍ! MAS EU VOU LIGAR PRO MEU ADVOGADO E É AGORA! – ela gritou pegando o celular e discando alguma coisa, antes que ela concluísse, eu segurei o seu braço.

-Pode ligar pra Deus e o mundo depois, mas saiba que você estará cometendo o maior erro da sua vida. – falei em tom um pouco mais baixo que o normal.

-VOCÊ ESTÁ ME AMEAÇANDO? TIREM ESSA LOUCA DAQUI! ELA ESTÁ ME AMEAÇANDO! – Ela deu dois passos pra trás e alguns seguranças se aproximaram, mas não puseram a mão em mim porque os meninos fizeram uma roda pra me proteger.

-Você não vai tocar na loira! – Duff falou ameaçadoramente para o grandão.

-É? E quem vai me impedir? – o segurança desafiou, quando Duff levantou o punho pra dar um soco nele, o tal do Don falou alto.

-Parem com isso! Mas que falta de respeito! Não vêem que estão em um velório? Já não basta todo esse sofrimento que nós temos que passar? – ele se meteu no meio dos dois.

-Isso mesmo, tira eles daqui Don! – a Umbridge falou.

-Primeiro Venetia, eu gostaria de ouvir o que a mocinha tem a dizer – ele se virou pra mim e eu suspirei aliviada.

-Eu só queria explicar que não é nada do que a sua senhora – fui bem sarcástica – está pensando. Eu não sou uma garota de programa ou coisa do tipo, sou Amy Bailey, a irmã do Axl. – ao mesmo tempo em que todo mundo ficava calado me fitando, senti um monte de flashes contra a minha linda face.

-Irmã? — Venetia se surpreendeu – Você só pode estar brincando!

-Não, eu...

-Tu é uma mentirosa isso sim! Uma aproveitadora barata...

-Olha aqui Venetia – Axl se aproximou dela – Eu deixo numa boa você me xingar o quanto quiser, mas nem tenta humilhar a minha irmã, que eu não vou deixar – ele falou num tom tão frio que até eu tive medo.

-Você está falando mesmo a verdade? – o tal do Don se aproximou de mim.

-Sim, se quiser ver um exame de sangue ou a minha identidade... – falei colocando a mão no bolso, mas ele me interrompeu.

-Não precisa, se você promete dar a sua palavra, eu acredito em você. – ele sorriu gentil e eu agradeci mentalmente por isso, a minha identidade tinha ficado em cima da mesinha do meu quarto.

-Eu juro, sou irmã do Axl. – falei dando o meu melhor sorriso.

-Ok – ele se aproximou da Umbridge e falou alguma baixo no ouvido dela, ela olhou furiosa pra ele, mas parou de brigar com o meu irmão e mandou os seguranças embora.

Quando finalmente pudemos entrar, me sentir pior ainda pelo Axl, passar por tudo isso o que ele estava passando e ainda aguentar o chilique de uma mulher dessas não é fácil.

Quando estávamos chegando perto do caixão, ouvi um celular tocar e olhei para os lados, era o Duff, ele pediu desculpas com um sorriso amarelo e foi atender lá fora, com uma cara não muito feliz.

PDV Duff

-O que foi Manu? – perguntou com um tanto de raiva, á essa hora ela já devia saber onde eu estava.

-Você está no velório da Everly, Duff? – revirei os olhos.

-É óbvio que sim.

-E por que você não me chamou? – ela parecia ofendida, e eu estava confuso, ela nunca foi amiga da Erin.

-Eu não sabia que você queria vir pra cá...

-Duff, você faz ideia do que está nesse velório significa? – ela perguntou incrédula.

-Hum, que a Erin morreu? – falei ainda mais confuso, isso era óbvio não era?

-Não Duff! A impressa toda de Los Angeles está aí em uma cobertura ao vivo! Está aí signifi...

-Então pra você é tudo uma questão de status social? – dessa vez quem estava incrédulo era eu.

-Claro que não Duff! – ela se fez de ofendida – Mas eu só liguei pra dizer que estou a caminho daí, e também para elogiá-lo é claro.

-Me elogiar por quê?

-Não se finja de bobo Dudu, a sua “postura” de protetor da pirralha da irmã do Axl foi marcante. – ela disse com certo sarcasmo na voz, ela achava que era uma cena?

-Primeiro, não me chama assim, eu já avisei – falei com raiva – Segundo, não foi uma “postura” de protetor, eu realmente estava defendendo a Amy. Terceiro Manu, você não devia... – ela me cortou.

-Como assim você realmente estava defendendo a pirralha? Peraí, depois você me explica, eu já estou chegando, tenho que desligar. – ela desligou e eu bufei de raiva.

PDV Amy

Depois que Duff saiu um pouco irritado, me deu vontade de segui-lo só pra ver quem era, mas não pude fazer isso, o Axl precisava de mim mais do que tudo nesse momento. Nós estávamos nos aproximando do caixão a passos lentos, quando finalmente chegamos perto do caixão, pude ver o quanto era linda, meu irmão teve sorte de ter uma mulher como ela. Pelo menos eu acho isso, nunca falei com ela pessoalmente, né?

Mas pelo jeito que todos falavam dela, posso concluir que era uma pessoal especial, gentil, saudável, generosa, bondosa, alegre e mais um monte de adjetivos.

Senti meu irmão soluçar ao meu lado e o abracei.

-Não fica assim, Cherry – falei abraçando seus ombros (era o máximo que eu conseguia, isso que dá ser baixinha ¬¬)

Ele não falou nada, apenas continuou encarando a Erin, olhei ao redor e vi que tinham várias fotos dela espalhadas por ali. Agora eu descobrir da onde vem os olhos azuis do Matheus, ela tinha olhos tão bonitos, parecia o mais profundo azul do mar de um oceano que nunca se poluiu.

Observei também as pessoas ao meu redor, os meninos da banda estavam chorando ao olhar para o caixão, a Malu estava em um sono tranquilo e o Matheus estava acordado, quietinho.

Algumas pessoas estavam espalhadas aqui ou ali, a maior parte devia ser modelo, é sério, posso jurar que vi a Gisele Büchen ali, tinham alguns garotos (que deviam ser modelos também) circulando com os olhos marejados e outras pessoas desconhecidas para mim.

Senti Izzy se aproximar do Axl o passar o braço por cima dos ombros dele, devia ser bem difícil para a banda ver isso,tanto a morte de uma amiga quanto o sofrimento de um irmão, não que isso esteja sendo fácil para mim, mas eu não sofro com a morte dela, não vou sentir a sua falta, simplesmente porque eu não a conheci. Mas eu vou sofrer porque o meu irmão vai sofrer, na verdade, já está sofrendo, e isso nunca é fácil.

Vi Steven chorando muito ao lado do Slash e fui pro lado dele.

-Stie, vai tomar um copo de água, respirar ar fresco – ouvi Slash falar.

-Mas e a Malu? – ele perguntou olhando para ela.

-Eu seguro – falei me aproximando.

Ele me entregou a Malu com cuidado para ela não acordar e foi para fora da capela, numa espécie de jardim que tinha ali.

Com a Malu no meu colo, dei uma voltinha por ali, vendo umas fotos da Erin e observando as pessoas, o que me preocupava mais era o Axl, mas eu sei que o Jeffrey dá conta. Observei o Madonna sair da capela com uma cara furioso e fui atrás dele, mas infelizmente a projeto de Umbridge se meteu na minha frente.

-Você devia se vestir melhor para acompanhar o seu irmão. – ela disse sarcástica.

-Você tem razão, mas a questão é que eu cheguei ontem de Lafayette e a ultima coisa que eu tenho me preocupado é roupa. – falei perdendo totalmente o loiro de vista.

-Lafayette? Onde fica isso? – ela me olhou um tanto surpresa e debochada.

-Você deveria estudar mais um pouco a geografia do seu pais. Lafayette fica em Indiana, a cidade em que eu e o Will nascemos. – falei.

-Garota, você e eu sabemos que isso tudo é uma armação e que você não é irmã dele. A questão é: quanto você quer pra me dar essa criança e sumir daqui? Eu te dou cobertura. – ela falou baixo se aproximando.

-Eu já disse sra. Everly, eu não sou uma atriz contratada ou qualquer coisa do tipo. O Will é mesmo o meu irmão e nada do que você disser vai me sair do lado dele hoje. Com licença. – sai dali antes que eu me irritasse mais ainda com essa mulher. E o pior é que ela ainda queria ficar com a Malu, se o Axl estivesse por perto, não quiero nem pensar no que aconteceria.

Quando eu estava quase chegando a porta, vi Duff chegando com uma mulher loira com os cabelos até a cintura mais ou menos, corpo bem definido com peitões e bunda, um vestido que devia ser mais ou menos do tamanho da minha blusa e um sorriso enjoativo estampado nos lábios. Duff não parecia estar tão feliz quanto ela, pelo contrário, parecia furioso. Assim que me viu, puxou ela consigo e veio na minha direção.

-Manu, essas são Amy, a irmão do Axl e Malu, minha afilhada! – ele exclamou orgulhoso, olhando para a Malu.

-Ah, oi Mya! Oi bebezinho – ela nem nos olhou – Dudu, vou ali com a Amélia rapidinho, ok? Já te encontro. – ela saiu andando em direção a uma mulher tão esnobe quanto ela.

-A situação tá preta né, Dudu? – falei tirando onda.

-Shut up – ele murmurou e eu ri.

-Se você não queria que ela viesse era só não ter convidado – falei dando de ombros.

-E quem disse que eu convidei? – ele perguntou mal humorado.

-Então a situação está pior do que eu pensei – murmurei e ele assentiu com a cabeça.

-Você nem imagina.

-Então porque vocês ainda estão juntos? – perguntei confusa, ora, se eu não gostava de algum namorado, eu terminava com ele, era tão simples.

-Porque... – ele me encarou pensativo – É complicado! Com licença – ele saiu do meu lado, estranho!

PDV Duff

Essa pergunta da projeto de gente me deixou pensativo. Porque eu ainda estava com a Manu afinal? Antes eu dizia pra mim mesmo que era porque eu não queria terminar por telefone, mas também eu nunca marquei um lugar pra gente conversar. Quando ela chegou eu disse a mim mesmo que não era o momento, afinal estamos em um velório, não é?

Mas eu fico pensando, qual vai ser a próxima desculpa que eu vou dar a mim mesmo? Será que eu ainda a amo? Não, provavelmente não. Na verdade, eu acho que nunca a amei, só foi uma distração para eu não sofrer tanto com o fim do meu outro namoro. Seria medo então? Mas de que? Dela não é, eu sei que é inofensiva. Mas seria medo de ficar só?

Essas perguntas estavam me deixando louco.

Resolvi ir pro jardim fumar um pouco, eu estava tentando parar com esse vício. Mas quando eu fico muito confuso tenho recaídas, como agora.

Acendi um cigarro e dei um trago, sentir a nicotina passando pelos meus pulmões e entrar no meu organismo foi uma sensação de êxtase que eu não sentia há certo tempo. Soltei o ar e observei a fumaça sair da minha boca e meu nariz, passando pelo ar. Depois umas três tragadas eu senti uma mão sobre meus ombros. Fico espantado ao saber que era Gerard Way, o vocalista de uma banda que era muito amiga da Erin, eles até abriram alguns shows pra gente há alguns meses.

-Oi Gee – falei, quando se faz alguns shows com outras bandas, você adquiri certa intimidade.

-Oi Duff, eu soube o que aconteceu com a Erin a pouco tempo – ele disse triste – Se eu soubesse que ela estava no hospital há mais tempo, eu teria vindo antes...

-Ela ficou pouco tempo no hospital, foi tudo muito rápido – falei dando mais um trago e o oferecendo um cigarro, ele negou com a cabeça.

-Não fumo mais – disse simplesmente.

-Sorte sua – falei dando um último trago e jogando o toco no chão, pisando logo em seguida.

-Eu vi os gêmeos. – ele mudou de assunto – Eles são tão parecidos com os pais, né? Principalmente no rosto.– falou impressionado.

-A Malu acordou? – perguntei.

-Sim, os olhos delas são iguaizinhos aos do pai, menos as feições, ela é a cópia da Erin com erro de tinta! – ele falou e eu ri.

-O engraçado é com o Matheus acontece exatamente ao contrário. – falei me lembrando de sua face.

-É mesmo, quando eu olhei seus olhos parecia que eu estava vendo a Erin ali. – ele disse triste, me aproximei e passei o braço por seus ombros.

-Não fique triste por não ter vindo vê-la – falei.

-Porque eu não ficaria? Nós praticamente crescemos juntos! – ele falou com a voz embargada.

-Eu sei Gee, mas foi mais triste ver como ela estava. Muito magra, fraca, quase não sorria, eu quis dizer que pelo menos você só ficou com as boas memórias com ela.

-Ela estava tão mal assim? – ele perguntou baixinho e eu afaguei seus cabelos recentemente tingidos de ruivo.

-Não pense nisso Gee, se lembre dos momentos que passaram juntos. Você já foi vê-la? – perguntei.

-Não tive coragem.

-Então vamos lá, eu também ainda não me despedi dela. – falei pegando sua mão e o guiando para dentro, ele era quase como um irmão mais novo, tinha 17 anos e sua banda fazia sucesso nos EUA, em pouco tempo estariam em turnê pelo mundo com a gente.

Entramos e passamos por algumas pessoas que nos cumprimentaram. Parecia que o meu coração ia explodir, eu não gosto de velórios, me sinto claustrofóbico. Nos aproximamos do Axl, que desde que chegou aqui não arredou o pé de perto do caixão, vi que ele não estava mais chorando, acho que lágrimas já não são o suficiente para o que ele está sentindo.

Observei a Erin deitada no caixão, ela estava com um vestido branco muito bonito e simples ao mesmo tempo, acho que não foi a mãe dela que escolheu. Estava com as mãos juntas ao peito e segurava uma única flor branca. Os cabelos caiam em volta aos ombros e tinha uma expressão tão serena, que você poderia pensar que estava dormindo.

-Você está bem? – perguntei ao Axl e se limitou a balançar a cabeça.

-Eu sinto muito – Gee se aproximou do Axl.

-Eu também sinto Gerard. – ele suspirou.

-E-eu não sei o que falar, mas... eu – Gee começou a falar, mas não conseguiu terminar.

-Tudo bem Gee – Axl sorriu triste – Eu lhe entendo.

Senti alguém me puxando pra trás, olhei confuso e vi a Manu. Olhei pra ela com raiva e a levei a uma parte mais reservada, quase chegando aos banheiros.

-O que foi? – perguntei um tanto irritado.

-Nossa amor, pra que tanta hostilidade? – ela se segurou na minha gravata e veio se aproximando de mim.

-Você não percebe que está sendo inconveniente? – perguntei segurando os seus ombros antes que ela se aproximasse demais – Primeiro foi chegando aqui sem ser convidada, depois ainda confessa que só veio pra aparecer, e agora ainda por cima sai me puxando com tudo quando eu estava em uma situação delicada com os meus amigos, vai dizer que isso não é ser inconveniente?

PDV Amy

Senti um cheiro estranho, será que eu estava perto de algum lixeiro? Olhei para os lados e vi um abaixo de mim, ah, devia ser isso! Sai dali com a Malu e fui em direção a um garçom, eu estava com sede.

Bebi um gole da água, achei estranho eu ainda estar sentido aquele cheiro, não tinha nenhuma lixeira por perto nesse momento. Olhei para a Malu.

-Está sentindo esse cheiro amor? – perguntei sabendo que ela não ia me responder, mas é sempre bom estimular as crianças a falarem, mesmo que essa só tenho menos de uma semana de vida.

Sai dali também, mas o cheiro me perseguia. Será que era essa roupa? Eu meio que já estava com ela há um três dias. Discretamente me cheirei e vi que não era eu. Bom, só me restou uma opção.

-Foi você Malu? – perguntei lhe cheirando, ah não, foi ela!

Aproveitei que eu estava com a bolsa dela que tinha pegado do Duff e fui para o banheiro com ela, mas parei assim que vi quem estava lá, atrapalhando minha passagem.

-Er... Com licença... – falei tentando passar despercebida, mas infelizmente eu só sou baxinha, não invisível.

-Ah, você é a Mya, não é? – a loira peituda do Madonna perguntou.

-Amy. Se você puder sair da frente... – perguntei pouco educada, eu sinceramente não fui com a cara dessa daí.

-Claro – ela se arredou – Mas você vai ao banheiro com o bebê?

-Não, vou ao trocador.

-A Malu fez o numero dois? – Duff perguntou.

-Claro que não Duff, que ultraje! – A loira se fez de ofendida.

-Eu disse MALU e não MANU – ele esclareceu.

-Bom, como eu ia dizendo, vou ao trocador – disse querendo sair dali, o clima estava muito pesado.

-Peraí tampinha! – o Madonna se meteu na minha frente – Você por acaso já trocou uma frauda?

-Tecnicamente não, mas eu me viro – dei de ombros.

-Nada disso! Eu não vou deixar a Malu em suas mãos se você nunca nem viu como se troca uma frauda! – ele pegou a bolsa da Malu do meu ombro e foi empurrando meu ombro pro trocador.

-Mas e a sua namorada? – perguntei confusa.

-Não se preocupe. Ela está preocupada demais com a aparência para entrar no trocador, deve estar por aí procurando algum repórter ou fotógrafo. – falou limpando um local para eu por a Malu.

-Primeiro passo: você a distrai com qualquer coisa – falou pegando uma chupeta de dentro da bolsa e dando pra Malu – Agora você coloca ela em cima dessa mesa – ele me apontou o local e eu coloquei-a lá.

-E agora? – perguntei indecisa.

-Observe – ele ficou no meu lugar.

Primeiro ele levantou o vestido dela, mas não o tirou, deixou um pouco acima da barriguinha. Depois soltou as duas abas da frauda e a tirou, devo confessar que não saiu uma coisa muito cheirosa dali. Ele enrolou a frauda e me deu – Joga no lixo.

-Tá achando que eu sou o que? Tua puta? – perguntei me divertindo da cara dele.

-Para de frescura pirralha, acha logo um lixo e joga isso fora – revirei os olhos e peguei a frauda praticamente com a ponta dos dedos, achei uma lixeira quase embaixo do pé dele e joguei lá.

-Tinha uma lixeira bem aqui! – apontei indignada.

-Ah, é verdade. Mas por que tu tá reclamando? Sou eu que to fazendo o trabalho sujo aqui! – falou passando os papeizinhos molhados na Malu, dessa vez ele pelo menos não me pediu para jogar isso fora, eu me recusaria!

-Ok, e agora? – perguntei quando ele acabou de limpa-la.

-Abre a bolsa dela e pega uma pomada roxa e uma frauda limpa – peguei as coisas e entreguei pra ele.

Ele passou a pomada dela (era contra assaduras) e colocou a frauda.

-Pronto princesa! Está cheirosinha de novo! – ele falou fazendo cócegas nela, que deu aquele sorriso de neném.

-Você poderia ficar com ela um pouco? – perguntei – Eu queria ver como o meu irmão está.

-Tudo bem, só leva a bolsa tá bom? É rosa demais pra mim! – eu gargalhei e peguei a bolsa, saindo dali.

Me aproximei do Izzy e do Axl, meu irmão ainda estava com os olhos fixos no caixão e o Izzy estava ao seu lado.

-Cherry – falei chegando perto – Você já está há muito tempo aí, não quer comer algumas coisa? – perguntei mesmo já sabendo a resposta.

-Não Amy, obrigada – respondeu sem me encarar.

Eu suspirei e balancei a cabeça, mas fiquei calada. Virei para o Izzy e perguntei.

-Que horas são?

-Quase meio dia – ele respondeu ao olhar o relógio.

-Vai almoçar, eu fico aqui com ele.

-Não, vai você, eu dou meu jeito. – ele falou.

-Para com isso você também – reclamei – Vai almoçar.

-Vai primeiro, depois eu vou, juro.

-Não! Vai você, eu não estou com fome – falei apesar de está sentindo um pouco de fome sim.

-Você está mentindo! Só comeu um pouquinho no café, vai almoçar.

-Porra, por que vocês dois não vão almoçar? – Axl se virou olhando pra gente com raiva.

-Eu vou depois do Izzy, melhor ficar... – comecei mas ele me interrompeu.

-Vocês pensam que eu tenho quantos anos pra precisar de babá? Vão logo almoçar os dois! – ele mandou e eu abaixei a cabeça e sai com o Izzy.

-Tua culpa! – falei quando a gente saiu de perto dele.

-Minha? Ta doida, pigmeu?

-Se você tivesse ido quando eu mandei, nada disso teria acontecido, eu não queria deixá-lo sozinho.

-E você acha que eu queria? Outra coisa, eu não te obedeci porque não recebo ordens de pirralhas!

-Jeffrey, eu só não te mando ir se fuder, porque estamos num velório! – falei enquanto nós íamos em direção ao Steven e o Slash que estavam conversando, ele revirou os olhos.

-Vamos almoçar – Izzy os chamou.

-Aonde? – Slash perguntou, ele estava com o Matheus no colo, esse brincava com o cordão de caveira dele.

-Tem um restaurante aqui perto, fica a menos de 1 quilometro. – falei.

-É de comida chinesa? – Steven perguntou.

-Não, é um restaurante normal. – falei.

-Oh, então vamos? – perguntou.

-Deixa só eu achar o Duff – Izzy falou olhando ao redor.

Logo achamos o loiro e o chamamos.

-Ok, levem a Malu com vocês, eu vou ver se acho a Manu e isso pode demorar. – ele falou dando a Malu pro Izzy.

Arrumamos os bebes em suas cadeirinhas no carro do Izzy e quando eu ia entrar no carro, todos se meteram na minha frente.

-Hey! E eu? – perguntei.

-Espera o Duff – Izzy riu, filho da puta!

-Desculpa Amy! – Slash me lançou um ultimo olhar enquanto Izzy acelerava. Chutei o ar e xinguei alto.

Fui caminhando em direção ao lindo carro do Madonna. Bom, pelo menos eu ia andar nesse carrinho, né?

Cheguei perto e o vi destravando o carro.

-Hey Madonna – chamei alto e ele me lançou um olhar incrédulo.

-Quer que saia daqui a pouco em uma revista qualquer esse apelido ridículo que você me deu? – perguntou baixando o tom de voz e se aproximando.

-Foi mal, péssimo hábito! – falei pondo a mão na boca, se eu queria uma carona, era melhor não abusar, né?

-O que você quer? Já não era pra vocês terem ido? – perguntou desconfiado, era a primeira vez que eu pedia desculpa pelo apelido.

-Eles já foram – falei rápido, rezando pra que ele não entendesse, mas quem disse que eu tenho sorte?

-E te deixaram aqui pirralha? – ele gargalhou alto.

-Para com isso! – falei entrando no carro. Meu Deus! Que sonho! Esse carro é perfeito!

-Gostou? – perguntou ao me ver analisar tudo dentro.

-É perfeito! – sussurrei passando a mão pelo painel.

-Como o dono! – falou me amostrando todos os dentes.

-Sai pra lá! Tá me achando com cara de dentista? – perguntei e ele logo fechou a cara, eu sorri.

-Pirralha... – seja lá o que ele ia falar, parou ao ver alguém vindo em direção ao carro. Virei pra onde ele estava olhando e vi a vaca peituda.

Observei ela vindo rebolando até o carro e abrindo a porta do carona, que no caso, era onde eu estava.

-Você? – perguntou ao me ver ali.

-Duh! Achava que era quem? A Madonna? Me desculpa, mas se você esperava ela abriu a porta errada, é aquela ali. – apontei para a porta do Duff, que revirou os olhos e bufou, mas graças a Deus, ficou calado.

-Dudu? Você vai deixar essa pirralha ir no meu lugar?? – Ok Amy, você não ouviu isso, respira, concentra...

RESPIRA E CONCENTRA O CARALHO!

-Hey loira aguada! – falei me desprendendo o cinto e saindo do carro, ficando “cara a cara” com ela – Se tu quer manter esse silicone todo onde está, é melhor pensar 100 vezes antes de me chamar de pirralha de novo. Isso é só um aviso! – falei baixo, sem desviar os olhos dela, depois entrei no carro e bati a porta com força, ouvi ela entrando logo depois de mim, atrás é claro.

Eu até deixava os meninos me chamarem de pirralha, mas a vaca peituda? Nem pensar!

-Amy, pelo amor de Deus, se você bater essa porta de novo, eu juro que te jogo porta a fora do meu carro! – Duff falou, ignorando completamente o fato de eu ter ameaçado a namorada dele.

-Foi mal – murmurei, é obvio que eu não queria machucar o lindinho, foi só um descuido.

-Dessa vez passa. – ele falou sem desviar os olhos da estrada, a vadia ficou quieta a viajem inteira, pra sorte dela.

Rapidamente chegamos ao restaurante em que os outros estavam, foi fácil achar, era o restaurante mais próximo, e parece que todos tinham ido pra lá, até mesmo os fotógrafos. Quando Duff estacionou – o que demorou um pouco, o lugar estava quase lotado – nós descemos e entramos no restaurante, foi fácil achar os meninos, praticamente ocupavam todo o lugar com as três mesas juntas. Seria melhor se no lugar dessa Barbie paraguaia, o meu maninho estivesse aqui, mas nem tudo é perfeito, né?

-Os dois já estão alimentados, só estávamos esperando vocês pra pedir a comida. – Steven falou, apontando para os bebês que dormiam e depois pra gente.

-Valeu, cadê o garçom? – Duff perguntou.

Depois de alguns minutos o garçom chegou e perguntou o que queríamos, cada um pediu o seu e depois comemos.

[...]

Notas finais
Quem aqui viu rock in rio???
Eu só vi no sabádo (por causa do Red Hot, claro)o show foi perfeito *-* Pena que esse novo guitarrista fudeu com o solo de otherside, californication e mais algumas, voces notaram?
Eu queria ver o de domingo, mas eu sai e perdi o começo, quando cheguei, minha irmã ficou me enchendo o saco e eu tive que dormi, é a vida...
Mas é CLARO que o melhor show ainda está por vir, domingo, se preparem, vai ser o melhor show que o rock in rio já viu.
A madrinha da minha irmã vai pro Rio só pra ver o Guns, sortuda, não?
Por falar nisso, alguém aqui foi ou vai pra lá? Por favor, respondam!
Beijos...