Youre Everything

2 As verdades que você negou


Notas iniciais
Eu editei, coloquei o capitulo 2 e 3 juntos, já que originalmente era assim mesmo, mas não se preocupem, eu não mudei nada.

Encontrei a ala dos bebes, era bem grande, tinha uns 20 ou 30 bebes ali dentro. Como eu ia dizendo, sempre tive vontade de ter um irmão mais novo, pena que por ironia do destino, fui o último dos 8 irmãos.

Fui olhando de bebe em bebe, era um mais lindo que o outro, um asiático com o nome de Bruno Chun, um moreno de cabelos cacheados que não parava de sorrir, seu nome era Laura, uma menininha gordinha que dormia profundamente chamada Amanda, uma outra ao lado dessa que não parava de chorar um segundo e se mexia tanto que eu não pude ver o nome na pulseirinha. Um garotinho loiro que estava só parado me olhando passar, se chamava Lucas, um carequinha que parecia irritado, já que estava com a testa totalmente enrugada, seu nome era Caius.

Quando cheguei no fundo do corredor perceber que ali era o lugar dos gêmeos, os berços eram duplos e tudo mais. Fiquei observando esses também, no primeiro berço tinham duas menininhas morenas super idênticas, mas não tinham nome, só estava assim no berço: gêmeas Spears. Do lado dessas tinha um casal, que também eram super parecidos, esses eram os “gêmeos Smtih”, passou uns dois casais e um em particular me chamou a atenção. Eles eram tão iguais, mas mesmo assim tão diferentes entende?

Se não, eu explico: a menininha não estava chorando ou se remexendo que nem os outros, simplesmente estava ali, como se perguntasse a si mesma, "que porra eu to fazendo num lugar como esse?" ela olhava tudo ao redor como se examinasse aos mínimos detalhes, e quando olhou pra mim, a sua expressão não mudou, foi como se eu fosse só mais um pirralho ali ou como se eu fizesse parte da decoração do hospital.

Ela era quase tão branca quanto uma folha de papel, tinha os olhos verdes e era ruiva. Suas feições eram ainda mais delicadas, as bochechas rosadas, o nariz fino e o queixo reto.

Ao lado dela estava o seu irmão, ele era muito loiro, com os olhos azuis, cabelo liso e nariz fino e reto. E não podia estar mais diferente da irmã em seu berço, ele não parava quieto, se mexia tanto que a manta que o cobria já estava totalmente fora do corpo. Eu já estava passando para o próximo berço quando uma coisa me chamou a atenção.

PDV AXL

As porcarias das perguntas não acabavam! Parece que quanto mais eu escrevo, mais surgem perguntas.Como é que eu vou saber o nome da tataravó materna da Erin? E no que essa informação vai ser útil para o hospital? Quando eu já estava quase acabando, uma enfermeira chegou sorrindo.

-O senhor é William Rose?

-Sim — ela pegou meu braço e saiu me levando, o que eles querem comigo agora?

-Por favor, me acompanhe — ela disse, como se eu já não estivesse fazendo isso! — preciso urgentemente de um exame de sangue!

-E a senhorita acha que eu posso lhe ajudar a conseguir um? — perguntei confuso e ela riu.

-O exame não é para mim, é para o senhor.

-Primeiro, nada de senhor, eu só tenho 2O anos. E que história é essa de exame de sangue? Quando eu concordei em vim pra cá não me falaram nada disso. — reclamei.

-Desculpe por isso, mas achamos que o senhor é o...

-Judith! Ainda bem que eu lhe encontrei. A senhorita do quarto 473 acabou de acordar e está perguntando pelas crianças. É melhor você ir lá falar com ela. — outra enfermeira nos parou no meio do corredor e sorriu pra mim, depois continuou andando.

-Sério? Isso é ótimo! — ela se virou pra mim — O senhor ouviu? A senhorita Everly acabou de acordar!

-Se ela acabou de acordar, significa que eu já posso ir embora não é? – perguntei esperançoso e ela me olhou confusa e assustada.

-Mas o senhor não quer nem ver como ela está?

-Não, a única coisa que eu realmente quero no momento é achar meu amigo e voltar pra casa. Se você me der licença... – eu disse dando meia-volta e indo em direção ao elevador.

-Senhor, tenho certeza que. – parei e olhei pra ela.

-Por favor, tudo o que vocês me pediram eu fiz, me deixa ir embora ok? Eu não quero falar com ela e ela provavelmente também não tem nada pra me dizer. Enquanto eu falava uma coisa começou a apitar no bolso dela, ela tirou e arregalou os olhos pra mim.

-Senhor, eu não sei o que aconteceu entre vocês, mas ela realmente precisa do senhor aqui. E ela está tendo uma parada respiratória agora! – ela disse rápido antes de sair correndo.Como assim ela tá tendo uma parada respiratória? Fui correndo atrás da mulher. Quando cheguei no quarto me deparei com uma cena que eu não tenho nem palavras, era horrível! A Erin estava se contorcendo na cama, sem-conseguir respirar e um monte de enfermeiros estavam ao redor dela, não entendi muito bem, mas passou dois segundos e eles já tinham cortado a garganta dela e enfiaram um tubo respiratório por ali. Eu e ela respiramos aliviados quando os batimentos cardíacos dela voltaram ao normal.

-O que aconteceu por aqui? – a enfermeira que me trouxe aqui perguntou para um dos enfermeiros.

-Ela acordou bem e perguntou aonde estava, eu expliquei toda a situação para ela e ficou assim.

-Será que ela entrou em choque? – me intrometi.

-Não, isso não causaria uma parada respiratória, acho que ela está piorando mais rápido do que nós esperávamos. – ele lançou um olhar significativo pra enfermeira e saiu.Fiquei olhando para a minha Erin, sim, porque apesar de tudo ela ainda é minha, sempre vai ser minha, minha mulher, minha amiga, minha companheira para todas as horas e principalmente minha Sweet Child. Erin estava completamente entregue naquela cama, as costelas estavam enfaixadas, tinha uma cicatriz horrível na barriga, uma perna quebrada e a outra arranhada , o rosto coberto por feridas...Não sei quanto tempo fiquei olhando ela ali, mas tomei um susto quando o meu celular tocou, era o Duff.

-Que foi cara? – perguntei.

-Axl, aonde você tá?

-No quarto da Erin.

-Ah, e como ela está?

-Desacordada.

-Vem pro último andar agora, tenho uma coisa urgente pra te amostrar.

-O que foi agora Duff?

-Vem logo, tchau.

Guardei meu celular e me virei pra porta, quando escuto alguém me chamar, quero dizer, não exatamente, mas a Erin com certeza chamou alguém.

-Amor, Bill... – me virei pra ela assustado, será que ela me viu aqui?

[N/A: pra quem não sabe, “Bill Bailey” era o apelido do Axl quando ele morava em Indiana]

-Erin, como você está? – me aproximei da cama e toquei seu rosto de leve.

-Bill, eu... – ela tentou falar mais eu a calei, era melhor ela não forçar a barra agora, ainda mais que ela ainda estava com aquele tubo enfiado na garganta.

-Fique quietinha, eu vou chamar uma enfermeira. — falei olhando para os lados, só agora que eu me toquei que a enfermeira tinha rápido do quarto.

-Não, eu preciso... te falar... uma coisa. – ela falou fraquinho, tive que me aproximar para entender.

-Erin, por favor, não faça esforço.

-Não, você precisa saber. William... eu...eu estava... – quando ela ia terminar e falar a porta abre com tudo.

-Porra Axl, qual a parte do “urgente” você não entendeu? Eu to te esperando há... Ah, oi Erin, como você tá? – Duff chegou perto da Erin e fez careta – isso deve doer não? – ele apontou para os milhões de fios que estavam grudados no corpo dela.

-Um pouco, cadê o resto do pessoal? – Erin respondeu ainda com a voz fraca.

-Ah, ficaram lá em casa.

-Duff, a Erin estava para me contar uma coisa que ela julga ser importante. – tentei ser educado.

-Ah, pode falar, eu espero. – ele se sentou numa poltrona que tinha ali e pegou uma revista.

PDV Duff

Tentei me fingir de indiferente para ver se ela falava logo, era melhor ele saber por ela do que por mim, disso eu tinha certeza.

-Duff, o que a Erin queria me falar é realmente sério, seria uma boa se você parava de ser inconveniente uma vez na vida e saísse desse quarto! – o ruivo já estava quase pra gritar.

-Não tem problema... ele vai saber de qualquer jeito. – minha “cunhadinha” me defendeu. Puff, mal ela sabe que eu já sei de tudo.

-É ruivo, para de ser tão estressado! – provoquei.

-Eu vou parar de ser estressado quando você sair desse quarto seu loiro aguado! – dessa vez ele realmente gritou.

-Por quê? Ela só vai dizer que tava grávida quando foi embora! Grande coisa! – assim que eu terminei de falar coloquei as duas mãos na boca, que merda eu fiz? Olhei para a Erin e ela estava mais branca que uma folha de papel, olhando para o Axl de olhos arregalados. Quando ao Axl, bom, ele estava mais duro que uma estátua no lugar dele, não mexeu um fio de cabelo desde que eu abri a boca, o que será que eu fiz? Passou uns dois minutos e ele ainda continuava lá, parado, praticamente nem piscava, oh meu Deus! Será que eu matei o cantor da minha banda?

-Isso, isso que ele falou é verdade Erin? – Axl perguntou baixinho, mais a tensão era tanta que dava pra ouvir o som da respiração de cada um ali.

-William, por favor, me escuta. – ela pediu chorando.

-Eu perguntei se é verdade Erin! – ele se aproximou dela furioso, eu até ia me meter, mas sei que ele não encostaria um dedo nela.

-Me escuta por favor!

-È verdade ou não? Responde! – eu nunca tinha visto ele assim, parecia que ele ia explodir.

-Sim, sim é verdade! – ela chorava tanto que mal dava pra escutar a resposta. Ele não disse mais nada, se virou e saiu do quarto quase chorando também.

-Desculpe por isso. – disse ao me aproximar dela.

-A culpa não foi sua.

-Na verdade foi, eu não devia ter gritado daquele jeito.

-Como você sabia?

-Eu estava vendo uns bebes lá em cima e me deparei com casal que me chamou a atenção, quando vi o nome, não tive duvidas.

-E como eles são? – ela perguntou baixinho, deve ser horrível pra ela não poder ver os próprios filhos.

-A menininha é a cara do pai – falei e ela sorriu – já o menino é mais parecido com você, cabelos loiros, olhos azuis...

-Eles estão bem?

-Pelo que eu pude ver, sim. Estão ótimos. — Mal terminei de falar e o meu celular toca, era o Izzy.

-Duff, o que aconteceu? – ele perguntou preocupado.

-È complicado, o Axl te ligou? – perguntei adivinhando o que tinha acontecido.

-Sim, ele está transtornado! Ta falando coisa com coisa, onde vocês estão?

-No hospital.

-Como assim no hospital? Me explica direito o que aconteceu.

-Não posso, você sabe onde o Axl está? – perguntei agitado, e se ele pegou o carro e saiu?

-Ele me disse que ainda estava no hospital mais não queria falar com ninguém, disse que a Erin é uma vadia que traiu ele quando eles ainda estavam juntos, e disse que você também é um traidor que ficou do lado dela e enganou a ele e a todos. — ele falou e eu suspirei, por que eu fui me meter nas discussões deles?

-Porra, não me diz que ele realmente falou isso! Eu preciso encontrar ele agora! Izzy, depois eu te ligo pra contar o que aconteceu, preciso ir atrás do ruivo o mais rápido o possível, tchau. — desliguei o telefone e virei para a Erin — Querida, preciso ir atrás do Axl.

-Ok — ela respondeu fracamente — Hey, Duff.

-Hum? — me virei de novo pra ela e me aproximei, ela não podia falar muito alto com aquele tubo azul enfiado garganta abaixo!

-Diz pro Bill que eu o amo, nunca deixei de amá-lo, e o Matheus e a Maria Luiza são sim filhos dele, e nada nesse mundo pode mudar isso.

-Tudo bem, eu digo — dei um beijo na testa dela — a propósito, gostei dos nomes que você escolheu. — sorri e sai do quarto preocupado.Primeiro porque vi que ela estava muito mal, então o acidente deve ter sido muito feio e ela está piorando.Segundo porque eu não fazia ideia de onde o Axl poderia estar. Resolvi voltar para a recepção do hospital, não foi surpresa nenhuma o Axl não estar lá.Cheguei perto da recepcionista e perguntei:

-Você por acaso não viu um ruivo passar por aqui a 10 minutos atrás?

-Eu acabei de chegar aqui senhor, mas aguarde um minutinho, eu vou perguntar para a Mônica — ela se distanciou e foi falar com a outra recepcionista que eu acho ser a tal da Mônica. Fiquei pensando que se a outra não souber a resposta, eu vou ter que sair perguntando por aqui, só espero que ninguém me reconheça.

-Eu to te falando Mô, melhor não falar isso pro moço, ele vai te chamar de louca! — ouvir a primeira recepcionista brigar com a tal da Mônica.

-Eu to te dizendo Ju, eu tenho certeza de que vi aquele ruivo do clipe da MTV aqui no hospital! — comecei a prestar atenção, nas duas ultimas semanas houve apenas um ruivo na MTV, e esse ruivo era justamente o cantor da minha banda que estava sumido.

-Com licença senhoritas — as duas me olharam e a "Mô" arregalou os olhos — Eu sem-querer ouvir vocês duas conversando e acho que é esse ruivo mesmo que eu quero encontrar. — esclareci.

-OH MY GOD!! — ela gritou, assustando a mim e a amiga dela — Você também faz parte da banda! Suspirei.

-Sim, agora você pode me dizer pra onde aquela criatura foi? — eu já estava quase perdendo a paciência, era melhor ela me responder logo.

-Oh, sim. Ele primeiro foi em direção ao estacionamento, mas deve ter visto o grupo de fotógrafos procurando por ele, então deu meia-volta e entrou no banheiro.

-E como ele parecia estar? — perguntei.

-Muito irritado, mas eu acho que foi por causa dos fotógrafos que estão ali,

se você for lá é capaz deles verem você e o bombardearem de perguntas.

-Muito obrigado pela dica, mas eu preciso ir. Tchau.

Sai dali e fui correndo em direção ao banheiro masculino, mas no meio do caminho fui barrado por uma pequena multidão de fotógrafos e repórteres, que assim que me viram vieram correndo em minha direção, maldita hora em que eu fui ser famoso!Se eu souber quem foi o filho da puta que avisou que nós estávamos aqui no hospital eu juro que eu mato estrangulado, corto os pedaços e dou pro cachorro do Izzy comer! Exagerado eu? É a convivência com o Axl!

-Sr. Duff, recebemos uma noticia de que Axl Rose morreu de overdose aqui nesse hospital, é verdade? — fiquei tão chocado com a pergunta que demorei a responder, o que foi a deixa para outro repórter fazer outra pergunta:

-Sr. Duff, onde está o resto da banda? Eles estão vindo pra cá? — quando eu ia responder que não, uma loira veio e empurrou a primeira repórter.

-Deixa de falar merda, é claro que Axl Rose não morreu! Nós ouvimos falar que o Guns está se separando, que essa é a ultima semana de shows que eles farão, é verdade Sr. McKagan?

-Se isso for verdade então quer dizer que amanha é o ultimo show da banda?

-Eu ouvir falarem que sim! — um baixinho se intrometeu — e na revista ainda dizia que depois disso cada um vai morar em um país diferente! — ele afirmava com convicção, maldito fofoqueiro!

- É verdade? — a loira estava a ponto de chorar — e vocês não pretendem

se reunir nunca mais?

-SE VOCÊS CALAREM A PORRA DA BOCA EU VOU PODER RESPONDER!! — todos ficaram em silêncio — Pra começar, o Axl não morreu! E até onde eu sei a banda não pretende se separar tão cedo. E que

merda é essa de que eu vou me mudar? Estou muito feliz morando aqui nos EUA. Nós não vamos acabar de fazer shows essa semana e qualquer outra pergunta desse tipo é mentira ok? Agora deixem em ir em paz ao banheiro, por favor! — Sai dali empurrando tudo e todos e finalmente pude entrar no banheiro. Aparentemente não tinha ninguém, mas a ultima cabine estava com uma placa de interditado, ele devia estar lá, bati na porta.

-Axl, ta aí? Abre a porta! — Pedi.

Silêncio.

-Axl, eu sei que você está ai dentro, abre essa porta. — Eu conseguia ver os

sapatos dele, por que diabos ele tem que ser tão teimoso? Tudo o que eu consegui em resposta foi silêncio.

-Porra meu, se você não abri essa porra eu vou... — Nem terminei de falar e ele

respondeu, eu sou foda!

-Sai daqui Duff, me deixa só.

-Não, você é meu amigo! E além do mais a Erin pediu pra...

-NÃO FALA NESSA PUTA! — Ele gritou — Não quero ouvir uma palavra do que ela

disse, é tudo mentira mesmo!

-Axl, se acalma e entende a situação! Ela não te traiu!

-Não? — A voz dele era pura ironia — Então ela só trepou com outro cara e ainda

engravidou, mas não me traiu? Ela fez o que então?MÁGICA?

-Axl, abre a porra da porta pra gente poder conversar direito. — Pedi.

-Não, vai embora, eu não quero conversar com ninguém, muito menos com um

traidor!

-Traidor? Do que você está falando? — Perguntei confuso.

-Para de mentir! — ele abriu a porta e me encarou com raiva — Admite Michael, você sempre soube que a vadia da Erin tinha me traído! Mas nunca falou nada, até me consolou enquanto eu quase me matava de culpa por nada! Vai ver até foi contigo que ela me traiu, você é o pai dessa criança! – Ele estava puto, é verdade, mas isso não dava a ele o direito de me culpar por uma coisa que eu não tenho nada a ver. Olhei pra ele chocado e com raiva.

-Porra William, escuta o que tu tá falando! Não faz sentido algum! Eu transar com a Erin? Isso nem sequer faz sentido! Eu nunca te trairia dessa forma, eu não sou um filho da puta qualquer que tu tá acostumado não! Eu te consideromeu irmão, eu faria coisas por ti que não faria para os meus irmãos de sangue! Mas agora você pisou feio na bola! — Disse e me virei pra sair dali antes que eu falasse mais merda e acabasse de uma vez com o que restava da nossa amizade, não que eu achasse realmente que ainda existisse uma.

-Duff, espera. — Ele me chamou. Eu parei de andar mais não me virei, ia esperar ele falar — Eu fui um idiota, um verdadeiro filho da puta, foi mal cara. Eu não devia ter te acusado de nada, eu sei que você não transaria com a Erin enquanto eu a namorasse...

-E nem depois — interrompi.

-É, e nem depois, mas na hora da raiva, aquela foi a primeira coisa que me veio a mente, me perdoa? — Eu sabia o quanto pedir desculpas diretamente era difícil pra ele, ele quase nunca fazia isso, sempre dava um jeito de compensar fazendo outras coisas, mas nunca realmente pedia desculpas na cara. Me virei para ele ainda magoado, mas reconheci o esforço dele.

-Tudo bem cara — de repente, eu tive uma ideia — quer dizer, não tá

tudo bem, vem aqui.

Fui andando para fora do banheiro e ele me seguiu confuso.

-Pra onde nós vamos? — Ele me olhou desconfiado.

-Confia em mim, eu te garanto que não vou te levar para a Erin.

Nós entramos no elevador e ele ficou mais desconfiado quando eu apertei no ultimo andar, mas ficou calado dessa vez. Quando a porta abriu, nós demos de cara com a Sabrina, ela arregalou os olhos quando viu o Axl, que estava distraído tentando saber onde estava.

-Depois, Sabrina. Estamos ocupados. — Ela fez que sim com a cabeça e se afastou.

-Como tu sabe o nome dela? — Ele perguntou curioso, fui empurrando ele pelo corredor enquanto respondia.

-Antes de aparecer lá no quarto da Erin, eu estava aqui, batendo bato com a Sabrina e vendo umas coisas.

-Que coisas?

-Peraí, cada coisa no seu próprio tempo. — O guiei pelo longo corredor cheio de bebes e só parei quando chegou à ala dos gêmeos, procurei um casalzinho em especial e me aproximei deles.

-Aqui Axl, aquela "coisa" urgente que eu queria que você visse era eles aqui.

Ele se aproximou curioso, acho que nem passou pela sua cabeça a possibilidade daqueles bebes serem seus filhos.

PDV Axl

Me aproximei curioso dos bebês, afinal, por que cargas-d'água o Duff me trouxe para ver bebês?Tinham dois embrulhos na caminha de bebê, um era um menino e outro era uma menina, primeiramente observei o garotinho. Ele era bem loiro com cabelos lisos, branco como uma folha de papel e olhos azuis bem vivos, ele não parava quieto, não parava de se mexer pra lá e pra cá e de resmungar, tinha um gênio daqueles! A que parecia ser sua irmã, observei, estava mais quieta, ela era tão branca quanto o irmão, olhos extremamente verdes e cabelo liso e ruivo, por que será que ela me parecia tão familiar? Tentei pensar nas pessoas de olhos verdes que eu conhecia, tinha o Steven, mas eu acho que ela não era não filha dele, muito bonita. Tinha o Nikki, mas ele não era ruivo e nem loiro. Tinha o Duff, mas eu acho que não é filha dele por que eles simplesmente não se parecem.

Eu sabia que eu conhecia uma pessoa que se encaixaria pra ser o pai dessa criança, mas eu simplesmente não consigo lembrar quem é. Caramba, quem eu conheço que é ruivo, tem cabelos lisos, olhos verdes, nariz reto e pele clara?

Putz, se eu não soubesse diria que é minha filha, mas até parece que eu ia...

-Duff, me diz que o que eu to pensando não é real, me diz que eu to drogado! Me diz que...- Pedi alarmado.

-Desculpa cara, mas isso é real.

-Não pode ser possível. — murmurei pra mim mesmo — Peraí, você não está querendo dizer que essa garotinha é minha filha, né? — perguntei tentando entender o negócio.

-Sim, e o irmão dela também, já que eles são gêmeos no caso. — Arregalei os olhos.

-Quer dizer que agora eu... sou... pai?

Continua

Notas finais
Capitulo betado por Any Kaulitz, de novo, muito obrigada flor!