Youre Everything

4 Arredondadinha não! Achatadinha!


Notas iniciais
Explicações lá em baixo! Espero que gostem.

PDV Duff

Quem eles pensavam que eram para não acreditarem em mim? Bando de filhos da puta! Os levei para ver os bebês também, quem sabe assim eles finalmente acreditariam em mim. O problema é que quando chegamos lá a Sabrina veio correndo em nossa direção.

-Oh meu Deus, Duff! Por que você não me disse que toda a banda vinha para o hospital? – ela perguntou sem desviar os olhos do Izzy, que também não parou de olhar para as pernas e os seios dela com cara de safado.

-È Duff, por que você não falou que tinha pessoas interessantes aqui nesse andar? – Izzy perguntou com um sorriso safado.

-Cala a boca Izzy, a Sabrina não é um pedaço de carne. – lhe lancei um olhar frio — E Sabrina, eu realmente não sabia que esses idiotas viriam pra cá.

-Idiotas? Assim magoa meus sentimentos! – Steven se fingiu de ofendido colocando a mão no coração. Eu revirei os olhos, estava impaciente, queria mostrar logo os meus queridos sobrinhos para eles.

-Desculpa Sabrina, mas como ainda agora, estamos com pressa. – falei os puxando para a parte dos bebês.

-Nós já voltamos! – Izzy falou antes de ser arrastado para o nosso lado pelo Slash.

Levei-os diretamente para os berços da Maria Luiza e do Matheus.

-Pronto, vejam com os seus próprios olhos e me digam se estou drogado ou não. – eu disse com um sorriso vitorioso.

PDV Slash

Olhei para aqueles bebês e não acreditei, era como estar vendo o Axl bebê ali na frente, claro que tinha alguns erros propositais, por exemplo, o garotinho era loiro e tinha olhos azuis, mais tinha todas as feições do ruivo. Já a menina, tinha todas as feições da Erin, mas tinha os cabelos ruivos e os olhos muito verdes. Era uma coisa surreal.

-Caralho... o ruivo fez o trabalho completo nesses daqui hein? – Steven murmurou sem acreditar.

-Se ele tivesse dois irmãos gêmeos, não seriam tão parecidos com ele como esses daí são. – eu disse e o Duff riu, concordando comigo.

-Não tem como não dizer que não são filhos dele. Então por que ele me ligou dizendo que a Erin era uma vadia? – Izzy perguntou confuso.

-Por que ele é retardado, ele se recusou a ver os bebês. – Duff respondeu.

-Como assim ele se recusou?

-Ele achava que o motivo da Erin ter fugido era ter ficado grávida de outro, então quando ele soube que ela estava grávida antes de sumir, pirou.

-Caralho, mas o que tu fez pra ele vir aqui e saber que os filhos são dele? – perguntei curioso, eu sabia que o Duff era um ótimo manipulador, afinal, ele já trabalhou como telemarketing e se deu muito bem. Mas convencer o Axl era uma coisa totalmente diferente, ele é a pessoa mais teimosa que eu já conheci, quando ele mete uma coisa na cabeça, é quase impossível tirar.

-Nós brigamos e depois de nos entendermos, eu o trouxe aqui, acho que ele nem percebeu do que se tratava, simplesmente me seguiu. Quando chegou aqui, ele ficou um tempo olhando para os dois e finalmente entendeu que ele era pai.

Olhamos pra ele chocado.

-E como ele reagiu?

-Acho que ele ainda não reagiu.

-Como assim? – perguntei.

-Ele ficou normal, e depois disse que queria falar com a Erin.

-Normal? Ele ficou normal? – Izzy perguntou pasmo.

-Isso não é normal! – falei.

-Acho que a ficha ainda não caiu. – Steven comentou.

-Ou ele estava preocupado demais com a Erin e surpreso demais com essa novidade que o subconsciente dele está bloqueando as informações. –falei.

-Ou as reações, vai ver ele entendeu mas não consegue expressar. – Duff completou.

-Verdade. Hoje nós vamos no Club comemorar! – falei e o pessoal riu e concordou.

PDV Axl

Fiquei com a Erin até ela caí no sono e saí do quarto em busca do resto do pessoal, espero que a minha menininha melhore logo. Sim, menininha, apesar de ser 6 anos mais velha que eu (ela tem 26), a Erin sempre será a minha Sweet Child, não importa o que aconteça.

Fui pro ultimo andar, tenho certeza de que eles estavam babando em cima das minhas preciosidades e não me enganei, quando cheguei lá em cima todos estavam em frente aos meus filhos.

Meus filhos. Porra, se alguém me dissesse ontem a noite que hoje eu seria pai, eu diria que essa pessoa precisaria urgentemente parar com as drogas por que né.

Mas hoje eu vejo que o destino pode realmente nos surpreender, o que ontem era loucura, hoje é a mais simples e pura realidade.

Me aproximei sem fazer barulho e peguei parte da conversa do Duff com o Slash, o Izzy e o Steven estavam um pouco mais afastados.

-Acho que apesar de ter a cara da mãe, ela tem o nariz do Axl não é? – Slash perguntava para o Duff, eles observavam atentamente a Maria Luiza.

-Acho que não, o nariz do ruivo é completamente reto e fino, o dela dá uma arredondadinha na ponta. – Duff também se aproximava para olhar melhor.

-Claro que não! Olha desse ângulo aqui – Slash saiu de onde estava e botou o Duff naquele lugar – Viu? É igualzinho!

-Não! Eu ainda continuo vendo ele redondinho na ponta! – Duff insistiu.

-Deixa de ser teimoso, porra! É idêntico ao do Axl! – Slash bateu pé e Duff se virou pra ele.

-Não é! O nariz do Axl não dá uma arredondadinha na ponta!

-E nem o dela! – Eles já estavam a ponto de gritar e eu queria achar um espelho pra se o meu nariz dava uma arredondadinha na ponta ou não.

Izzy se virou pra mim, a essa altura, ele já tinha parado de fazer não sei o que e se virou pra observar o bate boca, Steven estava no celular.

-Por que vocês não se viram e comparam com o nariz do Axl, que está atrás de vocês? – Izzy falou rindo.

Os dois se viraram e começaram a analisar o meu nariz também, Izzy se aproximou de mim também e ficou a observar o meu nariz.

-Se fuderam! Os dois estão errados! – Izzy acusou.

-Como assim? – nós três perguntamos.

-O Duff falou que os narizes de vocês não são iguais. E o Slash falou que não dá uma arredondadinha na ponta. Mas na verdade, os dois não dão uma arredondadinha na ponta e sim, uma achatadinha, portanto, são iguais. – ele concluiu sorrindo.

-Sério que o meu dá uma achatadinha na ponta? – perguntei surpreso, nunca tinha reparado nisso.

-Sim, mas é bem de leve, quase imperceptível, até pode ser confundida com uma arredondadinha na ponta.

-Huum, o quê é que dá uma achatadinha na ponta? – Steven perguntou malicioso, ele só tinha ouvido a última parte da conversa, já que estava no telefone.

-O meu nariz, eles estavam discutindo se o meu nariz arredondava na ponta ou não. – falei.

-Ah, isso? – ele perguntou entediado. – E eu pensava que era alguma mais interessante.

-Interessante, é Steven? – Duff movimentou as sobrancelhas e Steven corou.

-Bom, quero dizer, não interessante para mim do ponto de vista de fora, mas interessante se for o meu entende? – ele falou se enrolando, eu e o pessoal caímos na gargalhada.

-Não! Mas essa passa, loiro! – Duff falou e passou os braços pelo ombro do Steven na hora em que uma enfermeira saiu não sei de onde.

-Com licença, ouvi falar que o possível pai dos gêmeos Everlin estava aqui em cima.é algum de vocês?

-Sim, sou eu. – falei.

-Ah, por favor, me acompanhe. – quando eu ia começar a andar, o Duff se mete.

-Você vai levá-lo para dentro da sala?

-Sim, por quê?- ela perguntou confusa.

-Nós podemos ir junto? – o loiro-nada-inconveniente se meteu.

Ela ficou olhando pra eles por um tempo e por fim deu de ombros e disse sim.

Ela nos levou para o outro lado do vidro, mas antes de entramos na sala, tivemos que colocar uma touca na cabeça, lavar as mãos, colocar luvas nas mãos e nos pés e por uma máscara.

-Pra que tudo isso? – Slash perguntou quando acabou de colocar tudo.

-Os gêmeos de vocês são saudáveis, mas nasceram a menos de 6 horas, todo cuidado é pouco, todo lugar tem bactérias e para um recém-nascido, elas podem ser fatais.

-Hum

-Tome, vista o avental. – ela nos deu um avental e nós finalmente pudemos entrar.

Nós cinco nos aproximamos e a enfermeira parou ao meu lado com uma prancheta.

-Eu vou precisar do seu endereço e telefone.

-Pra que? – perguntei.

-Bom, daqui á dois dias no máximo eles vão ser liberados, e vão ter que ir pra algum lugar.

-A Erin vai ser liberada daqui a dois dias? – perguntei.

-Na verdade, eu só cuido da parte das crianças, não sei sobre as mães, mas se tudo ocorreu bem, ela vai ser liberada amanha. – ela sorriu.

-Ok. – não adiantava falar pra ela que a Erin com certeza não seria liberada amanha, ela não entenderia.

Dei meu endereço e ficamos uns 10 minutos só olhando para o Matheus e a Maria Luiza.

-Vocês não querem segura-los? – a enfermeira perguntou e nós nos olhamos assustados.

-Acho melhor não sabe? Nós não somos muito delicados... – Slash falou e nós concordamos.

-Que isso, algum dia vocês vão ter que carregá-los.

-È, mas não hoje. – Steven deu deliberadamente um passo para trás.

-Vejam bem, como eles são só dois, apenas dois de vocês precisam se preocupar agora. – ela sorriu pra nos dar coragem – Então, quem vai ser o primeiro corajoso?

Ah, foda-se! Eu dei um passo à frente e ela sorriu mais ainda e pegou a Maria Luiza no colo pra me dar.

-O papai é? – ela se aproximou e a colocou nos meus braços, eu a peguei com todo cuidado, rezando para que ela não caísse. Ela era tão pequena que dava medo de respirar perto do seu rostinho.

A encarei pela primeira vez, e por incrível que pareça, ela não começou a chorar, apenas ficou me olhando com seus olhos verdes tão idênticos aos meus.

Pela minha visão periférica, vi que Duff e Slash brigavam um com o outro pra saber quem ia pegar o Matheus no colo, acabou que a enfermeira deu pro Izzy segura-lo, nem devo dizer que ele quase teve um ataque e que o Slash e o Duff ficaram igual duas crianças de 5 anos com cara emburrada né?

Mas a minha atenção estava voltada mesmo para a minha filhinha, ela é tão linda! É a cara da mãe!

Depois de um tempo o Duff me cutucou.

-Que foi? – olhei pra ele.

-Acabou o tempo.

-Hum? – perguntei confuso.

-Eu sei que tu é o pai e tal. Mas eu também quero segurar a Malu!

-Malu?

-Maria Luiza é muito grande, Malu fica melhor. – eu ri com essa.

-Peraí, ajeita os teus braços! – ele ajeitou e eu coloquei a minha filhinha lá. Para a minha infelicidade ela não chorou quando viu a cara do Duff, mas isso é detalhe.

-Oii Malu! Eu sou o titio Duff! E aquele mal educado que não se apresentou, é o seu papai, o Axl. – eu revirei os olhos. – Mas não se preocupe, eu tenho certeza de que a sua mamãe não vai deixar você ser como ele, e se não lhe der educação, o titio aqui dá, ok?

-Duff, dá pra parar de falar mal de mim e dá Erin para a nossa própria filha? – perguntei indignado e ele riu baixinho.

-Viu? Tomara que você também não pegue o temperamento do seu papai, se não o seu irmão vai sofrer na sua mãozinha!

-Duff!

PDV Izzy

Quando a enfermeira me deu o Matheus no colo eu quase tive um treco, ela queria mesmo que eu segurasse uma criança recém-nascida?

Bom, parece que sim. O Axl não teve muita dificuldade de segurar a Maria Luiza, então não deve ser muito difícil, meus braços estavam tremendo um pouco quando a enfermeira o colocou no meu colo.

-Deixa eu ver ele mais de perto! – Slash e Steven se aproximaram de mim. Duff foi em direção ao Axl, mas acho que esse estava tão entretido olhando para a Maria Luiza que não o notou.

-Ele é tão pequenininho! –Steven exclamou chegando mais perto.

-Será por que ele é uma criança Steven? – Slash disse sarcástico.

-Por favor, isso lá é exemplo que se dê? – falei.

-Desculpa Matheus, não faça isso ok? – Slash disse, o estranho era o Matheus tinha parado de se remexer, agora ele estava quietinho, só nos observando.

-Hey Matheus, eu sou o Tio Steven. – Steven falou sorrindo que nem um abestado para o Matheus.

-E eu sou o Tio Slash. – preciso mesmo?

-E eu sou o Tio Izzy. Acho que ele vai aprender o meu nome mais rápido – falei orgulhoso.

-Por quê? – Steven e Slash perguntaram ofendidos.

-Duh! O meu nome é o mais fácil! Acho que ele só vai saber falar Slash corretamente quando tiver 12 anos!

-Verdade – Slash ficou pensativo – Mas ele pode me chamar do que ele quiser! – ele concluiu sorridente.

-È, e a mim também.

-Acho que ele só vai conseguir chamar o pai dele pelo nome quando já for bem grandinho! – Comentei.

-Mas pela cara que o Axl tá fazendo, acho que ele não se importaria se algum deles o chamasse de taquara rachada. – Slash apontou para o ruivo, que só faltava babar em cima da Maria Luiza, que agora estava no colo de Duff.

-Hey, já está na minha vez de pega o Matheus no colo! – Slash protestou e eu passei o Matheus para ele.

-Toma antes que tu ponha um ovo! – Falei enquanto colocava o Matheus em seus braços.

-Cala a boca! – ele falou enquanto analisava o Matheus.

-Não chega muito perto. – falei.

-Por quê? – ele me olhou confuso.

-Feiúra excessiva assusta bebês, sabe. – falei rindo da cara dele.

-Izzy, vai te...

-Olha a boca perto do meu filho. – Axl falou chegando perto da gente.

-Já cansou de babar em cima da Malu? – Steven falou.

-Até tu Steven? – Axl o olhou de cara feia.

-Eu o que? – ele perguntou confuso.

-Fica chamando a minha filha de Malu.

-Bom, é mais prático que Maria Luiza, mas como assim “até eu”?

-O Duff está nesse momento conversando com a “Malu”. – Axl vez careta e nós viramos para olhar o Duff, ele realmente estava conversando com a Malu, eu a chamei de Malu? Isso pega! Mas o Steven tem razão, é mais prático que Maria Luiza.

-O quê é que ele está falando pra ela? – Slash se mostrou interessado.

-Sinceramente? Eu não quero nem saber, só espero que não esteja ensinando ela a me xingar, por que se for isso eu mato aquele projeto de travesti! – Axl disse e nós caímos na gargalhada.

De repente eu ouvi um choro de bebê e olhei para Slash, ele estava olhando completamente assustado para Matheus, que chorava alto. Olhamos ao mesmo tempo para Maria Luiza, que ao ouvir o choro do irmão, começou a chorar também.

-O que está acontecendo? Ela do nada começou a chorar! Eu juro que não fiz nada! – Duff chegou ao nosso lado.

-Eu não sei, parece que ele estar com dor. – Slash disse olhando para Matheus.

-Slash, você não está apertando ele? – perguntei.

-Não, quero dizer, acho que não, eu mal estou segurando ele.

-Mas estar segurando ele? Quer dizer que meu filho pode a qualquer momento cair do seu colo seu irresponsável? – Axl olhou feio pra Slash.

-Não! Eu quis dizer que eu não estou apertando ele, mas estou amparando. – o moreno se defendeu.

-Gente, acho melhor chamar a enfermeira. –eu disse.

-E cadê aquela irresponsável que não está aqui? Meus filhos podem morrer a qualquer momento! – Axl se desesperou olhando para os lados, como se a enfermeira fosse se materializar na frente dele a qualquer momento.

-Calma aí, eu vou chamá-la. – Steven saiu correndo na direção em que a enfermeira foi.

-Axl, calma, eu tenho certeza de que eles não vão morrer! – eu disse.

-Sério? Pois parece que a Maria Luiza está sendo torturada aqui no meu colo. – Duff falou.

-Você não está ajudando. – falei pra ele, mas acho que não me ouviu, já que a cada segundo os bebês choravam mais alto.

-O que foi Malu, você pode falar pra mim o que você quer. – Duff falou pra Maria Luiza e eu revirei os olhos, até parece que ela de repente ia aprender a falar só pra respondê-lo.

-O que aconteceu? – a enfermeira chegou com o Steven logo atrás.

-Eles começaram a chorar do nada, parece que eles estão sentindo dor. – Slash respondeu.

-Quem começou a chorar primeiro?

-O Matheus. – falei e ela o pegou no colo, olhou atentamente fará ele e concluiu.

-Eles estão com fome.

-Fome? – nós 5 perguntamos em coro.

-È, faz duas horas e meia que eles não se alimentam. Me dê ela também – Ela pegou os dois no colo e saiu, mas antes disse – Vocês podem voltar amanha rapazes, o horário de visitas acabou.

Saímos dali e fomos direto para elevador, quero dizer, eu parei assim que vi a Sabrina, não sei por que, mas alguma coisa nela me chamou a atenção.

PDV AXL

Izzy parou para falar com a menina loira que trabalha na lanchonete e nós seguimos para o elevador.

-Pra onde vocês vão agora? – perguntei.

-Não sei, nós queríamos ir a um pub, quer ir? – Duff perguntou.

-Não sei, acho que... – fui interrompido pelo meu celular, que começou a tocar escandalosamente, vi que era o Allan, nosso produtor.

-Quem é? – Slash perguntou.

-O Allan. – falei antes de atender.

“Alô”

“Axl, você está com todos da banda aí?” ele parecia preocupado.

“Sim, por quê?” perguntei confuso, nós não tínhamos show hoje, tínhamos?

“Ótimo, vocês já estão chegando?” ele parecia visivelmente tranquilo.

“Aonde exatamente? Nós estávamos indo...” ele me interrompeu, quase gritando.

“Como assim, aonde? No show de vocês, onde mais?”

“SHOW?” olhei espantado para os meninos, que arregalaram os olhos.

“É!! SHOW SEU FILHO DA PUTA! NÃO ME DIZ VOCÊS NÃO ESTÃO AQUI PERTO!”

“Defina perto”

“Em San Francisco!!” eu quase podia ver a veia na testa dele explodindo.

“Show em San Francisco” comentei tentando parecer calmo “é claro que nós não nos esquecemos! Só tivemos um pequeno imprevisto, mas já estamos chegando!”

“Espero mesmo Axl, a multidão aqui quer ver vocês, melhor não desapontar”

“Tudo bem, relaxa, nós já estamos quase chegando” ele suspirou de alivio.

“Ok então, estou esperando por vocês, cheguem em meia hora” ele desligou e eu aproveitei que ainda estávamos no elevador sozinhos.

-Espero que vocês saibam que essa noite nós vamos gastar muito dinheiro. – falei tentando parecer calmo, eu não era muito bom nisso, fato.

-Por que, o que o Allan queria? – Slash perguntou.

-E que história é essa de Show em San Francisco? – Steven me olhava curioso.

É, acho que ninguém por aqui sabia da novidade.

-Nós temos que estar em San Francisco em meia hora para fazer um show. – eu disse, esperando as suas reações.

-Puta que pariu! San Francisco? Ele tá doido? São 3 horas de viagem, ou mais, daqui pra lá! – Slash me olhava incrédulo.

-Ele acha que nós somos mutantes? Eu mal consigo chegar na minha casa em meia hora! Imagina em San Francisco! E como é que ninguém sabia que tinha show hoje? – Duff perguntou.

-Porra, o Izzy sabia! Ele disse que hoje à noite nós íamos fazer um show um pouco longe e deveríamos ensaiar. Ele disse isso antes do ensaio. – Steven comentou.

-Sério? Eu não prestei atenção! – Duff falou enquanto apertava o botão do ultimo andar do prédio.

-Nem eu! – nós três falamos e depois caímos na gargalhada.

-Amanha a gente vai voltar aqui, não vai? – Steven perguntou.

-Se nós estivermos vivos... – Slash, o meu grande e otimista amigo!

-Credo! Até parece que o Allan vai matar a gente por chegar um pouquinho atrasado.

-Se eu fosse você não duvidava Duff, toda vez que eu chego atrasado pra um show, ele me desconta 1% do meu salário. – falei.

-E como você ainda tem dinheiro? – Slash debochou.

-Vai te fuder! – mostrei o dedo do meio.

-Sozinho não dá, né? – Slash disse enquanto a porta do elevador se abria e nós saiamos.

-Slash, segura a porta do elevador, eu vou lá, vai ser rápido! – Duff dizia enquanto foi correndo em direção ao Izzy, que já estava praticamente engolindo a moça em cima do balcão.

PDV Duff

Me aproximei e vi Izzy por cima da Sabrina, eles estavam se beijando de uma forma bem inapropriada para menores.

-Izzy, nós temos que ir. – falei pegando ele pela parte de trás da gola da camisa e o trazendo comigo. Acho que ele se engasgou, mas não importa.

-PORRA DUFF! VAI TE FUDER! QUE MERDA TU PENSA QUE TÁ FAZENDO? ME LARGA! – ele não parava de tagarelar enquanto andava pra trás, é claro que eu ainda não o tinha soltado, nem sei como ele sabe que sou eu aqui.

Meti ele dentro do elevador com o resto do pessoal e a porta se fechou no momento em que eu o larguei.

-CARALHO SEU BASTARDO!! NÃO TAVA VENDO QUE EU ESTAVA MUITO OCUPADO? SABE QUANTO TEMPO DEMOROU PARA QUE ELA ME BEIJASSE? VOLTA PRA LÁ AGORA! – ele gritava na minha cara (deixando muitas salivas por ali, devo mencionar), enquanto literalmente socava o botão do ultimo andar, mas não adiantaria de nada, o elevador já estava descendo.

-Izzy, se acalma, nós temos que fazer um show agora, se esqueceu porra? – Axl perguntou.

-Me acalmar? Eu não consigo me acalmar! O Duff é um tremendo filho de uma...

-Hey, nós temos outras prioridades! Você pode ter a menina que você quiser a hora que você quiser, mas agora é hora do show! – Slash disse.

-Literalmente. – concordei.

-Show? Que show? – ele perguntou confuso, parecia mais calmo agora.

-O de San Francisco. – falei enquanto a porta se abria, mas ainda não estávamos no térreo, era uma senhora de idade que queria entrar, bem na hora em que o Izzy voltou a dar pití.

-PUTA MERDA! NÓS TINHAMOS QUE ESTAR EM SAN FRANCISCO MEIA HORA ATRÁS! – ele bateu na própria testa, olhando o relógio. A senhora que entrou olhou feio pra ele.

-Olha a boca menino! Se fosse meu filho eu lavaria a tua boca com sabão! – ela falou e nós começamos a rir, pra que?

-Credo! Vocês estão usando maquiagem? E brincos? E pulseiras? E colares? Vocês por acaso são gays?

-Não senhora, e nós não estamos usando maquiagem! – Steven disse, tentando contornar a situação.

-E o que é isso na boca dele? – ela apontou pra boca do Izzy, que estava com batom borrado, devia ser da Sabrina.

-È da minha, er...hum... – Izzy começou, mas não sabia como terminar, resolvi ajudar.

-É da namorada dele, senhora. – falei e ele me lançou um olhar agradecido.

-E vocês pretendem se casar? – Izzy abriu a boca em choque, sem saber o que falar, Axl virou a cabeça pra parede, Slash fingiu que estava muito interessado mexendo no seu sapato, Steven colocou a mão na boca e eu abafei a minha risada com uma ‘tosse’.

-Co-como?

-Sim meu filho! Assumir um compromisso com uma garota é ter que se casar com ela. – nessa hora, a porta do elevador se abriu, praticamente suspiramos de alivio em conjunto.

-Eu... eu vou conversar com ela a respeito! Com licença... – Izzy foi o primeiro a sai.

(...)

Já estávamos a 15 minutos no aeroporto, a atendente disse que seria bem rápido, mas pelo visto ela não tem noção do tempo.

Um minuto depois, eu a vejo caminhando em nossa direção, thanks God!

-Pronto, vocês já podem ir, portão 7. – nós finalmente pudemos embarcar no jatinho, segundo o piloto, chegaríamos em menos de meia hora, é o que eu espero!

-Vocês querem alguma coisa, rapazes?

-Uma garrafa de Jack Daniel’s e 5 copos. – Slash falou e a atendente desapareceu.

-Slash! — Izzy repreendeu.

-O que foi? O acordo dizia que não podíamos ficar bêbados, não que não podíamos beber!

-Você sabe que um copo leva a outro!

-Qual é! Vai ser uma garrafa! E eu vou dividir com vocês.

A aeromoça voltou com o Jack Daniel’s e os copos. Slash encheu os 5 e os dividiu, bebi o meu e me aconcheguei melhor na poltrona.

PDV Axl

Bebi meu copo um pouco devagar, estava distraído pensando na Erin, até que o Slash falou meu nome.

-... não concorda, Axl?

-O que? Com o que exatamente? – falei e eles riram.

-Ta no mundo da lua, é? – Izzy perguntou

-Ou melhor, no mundo da Erin? – Steven riu.

-O que vocês estava falando? – mudei de assunto.

-O Steven que ouvir o rádio, mas Slash prefere o CD do Sex Pistols.

-E daí? – perguntei.

-Decide, qual dos dois?

-Ah, sei lá, pergunta pro Duff, ele deve estar mais interessado. – falei sarcástico, vendo o Duff roncar em cima do travesseiro do avião, caramba, são 10 horas da noite! Porra, 10 horas? Era pro gente estar em San Francisco 8 e meia! Mas quer saber? Foda-se! Nós nunca entramos no horário mesmo.

-Se ele entrar 5 horas da tarde em um avião, ele dorme! Parece que é um espécie de macumba! – Slash riu.

-Verdade, por que será que avião dá tanto sono nele? – comentei.

Ficamos pensando por um minuto, mas depois demos de ombros e voltamos á nossa antiga discussão.

-Mas sim, é CD ou rádio?

Passageiros do vôo 17733, coloquem o cinto de segurança, iremos aterrissar em 15 minutos.”

Ouvimos a voz do piloto e voltamos pros nossos lugares, menos Duff é claro, que não saiu do lugar dele em nenhum minuto. Como já estávamos chegando, resolvi acordá-lo.

-Duff. – o cutuquei e nada – Duff! – nada.

-DUFF ACORDA SEU PORRA!! – gritei e ele deu um pulo, só não caiu por causa do cinto de segurança.

-Caralho! Da pra fazer menos barulho? O pessoal que tá dormindo lá em baixo na terra acordou com esse teu grito! – ele reclamou e eu ri.

-Eles vão acordar é quando eu começar a cantar Jungle no show! – provoquei e todos sorriram. – A propósito, quero abri o show com essa, ok? – perguntei e eles assentiram.

Era sempre assim, nós não tínhamos uma lista com sequencias que tocávamos em cada show, apenas tocamos aquilo que queremos tocar naquele momento, mas hoje eu realmente estava com vontade de abrir com Jungle.

Logo descemos do avião, direto no locar onde seria o show e Allan veio correndo na nossa direção.

-Vocês querem me matar? A multidão estar enlouquecida! Por pouco não quebraram tudo agora a pouco! Por que demoraram tanto?

-Longa história...

-Ok, eu me preocupo com isso depois, vão logo antes que eu perca a minha cabeça! – ele nos empurrou para o palco, os meninos subiram e se ajeitaram, a multidão foi a loucura quando os viu, eu ainda estava lá embaixo. Troquei de roupa, bebi água e peguei o microfone, é agora ou nunca!

Que comece o show...!

Notas finais
E aí, o que acharam?
Quero pedir mil desculpas pela demora! Mas é que uns dias atrás eu escrevi esse capitulo e não gostei nadinha do que saiu. E por mais que eu tentasse, eu não gostava do que eu tinha escrito! Aí eu dei um tempo, pra ver se a inpiração chegava, sabe?
Até que hoje eu terminei e achei que podia estar legal, por isso espero que tenham gostado.
Quero pedir desculpas também pros comentários que eua apaguei antes, sem querer, foi quando eu juntei o segundo capitulo, no terceiro, espero que esteja tudo bem ok?
Bom, acho que já falei demais, boa noite!
E se não for noite, bom dia ou boa tarde!
beijinhos!