Youre Crazy!
2 a tal festa.
-- Vamos logo, Slash! Como você demora, cara, parece uma mulherzinha... – eu disse. Ele devia estar penteando o cabelo, se é que isso é possível...
-- Pronto. Vamos? – ele abriu a porta do quarto. Ele vestia uma jaqueta de couro e a calça também de couro. Estava sem camisa, deixando a mostra aqueles músculos que eu tanto apreciava. O cabelo cacheado estava o mais arrumado possível, mas pelo menos eu conseguia ver o magnífico rosto de Slash.
-- Hmm... – percebi que tinha me perdido nos meus devaneios. – Vamos logo então. No seu carro ou no meu?
-- A gente não ia de limo?
-- A limo chama muita atenção. Vamos no meu carro. – peguei as chaves e puxei Slash pela mão. Um arrepio subiu pela minha nuca só de tocar de leve a mão dele. Soltei logo, antes que ele percebesse alguma coisa. – Hm, vamos então...
Chegando ao tal pub, sentamos em uma mesa afastada de todo mundo e eu estava esperando que ninguém estragasse nada.
-- O que vocês vão querer? – perguntou o garçom – Nossa, você é o...
-- CALA A BOCA, PORRA! – tapei a boca do garçom com a mão – Estamos tentando nos... Camuflar no povo daqui. Então faça o favor e não estrague. Eu vou querer uma vodca.
-- O mesmo. – disse Slash. – Você está meio puto mesmo ou o que? – ele deu um sorriso. Ah, aquele sorriso me arrebatava...
-- Eu só quero passar despercebido uma vez. Só isso.
-- Ok então... Aí nossas bebidas.
-- Obrigada, garçom. Pode nos deixar em paz agora.
Dei um sorriso sarcástico e o garçom se virou. “Vou ficar de olho naquele filho da puta.” pensei. “Ele pode estragar tudo e ultima coisa que eu quero é que esse momento se estrague.”
-- Hey, Axl, um brinde ao nosso sucesso! – disse Slash.
-- Ao nosso sucesso! – tomamos um gole da vodca e eu pousei o copo na mesa. Uma música lenta tinha acabado de começar e ninguém podia prestar atenção de maneira alguma. “É agora.” – E ao meu amor também.
-- Seu amor? Então, um brinde à... Erin? Ou a alguma daquelas meninas de ontem?
-- A nenhuma delas. Um brinde... A você.
Ele me olhou com os olhos arregalados e sem nenhuma expressão. Era como se eu tivesse falado que a coleção de guitarras dele foi carbonizada.
-- Isso... Isso é sério?
-- Mais sério impossível.
Os lábios dele se abriram em um sorriso. Ele pegou a minha mão e me puxou para um beijo. Um beijo aparentemente rápido, mas pra mim durou uma longa eternidade.
-- Eu te amo, Axl. Sempre te amei, admirei e adorei.
-- ...
-- Vamos pra casa. Aparentemente, temos muito que conversar...
-- Claro. – larguei umas moedas em cima da mesa como pagamento. Slash pegou a minha mão e eu senti aquele arrepio novamente. Aquele era o melhor dia da minha vida. – Hm, Slash, acho melhor você dirigir, eu estou meio... Desnorteado.
-- Ah, claro, meu amor. – deu mais um sorriso estonteante e um beijo. Entramos no carro e fomos para casa ao som da nossa própria música que estava tocando no rádio:
You're crazy,
You're fucking crazy...
Yeah, you know, you're crazy...
O único que estava louco aqui era eu. Louco de amor, louco pelo meu amor. Louco por Slash.
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