You're A Million Ways To Be Cruel - NÃO CONCLUÍDA
15 What The Hell?
Notas iniciais
“All my life I’ve been good but now
I’m thinking ‘what the hell’
All I want is to mess around, and
I don’t really care about (...)”
(What the Hell – Avril Lavigne)
*
A semana que seguiu a transformação de Hermione, foi de longe a mais agitada do ano. Os alunos não se acostumaram ao verem os dois pelos corredores, quase se comendo, no período entre aulas. Astória ainda deu muitos escândalos e humilhou-se diversas vezes, ao presenciar uma dessas cenas calorosas do casal:
— Sinceramente, essa vadia já está me enchendo – Bradou Hermione, após botar a Greengrass pra correr.
— A mim também. O que faremos?
— Eu sei lá. – Ambos andavam de mãos dadas, depois de uma aula de Poção. – Mas isso não pode continuar assim. Vamos arrumar uma distração para ela, ou algo assim. Assustá-la não vai nos ajudar, quando precisarmos de...
— Eu sei. – Ele a cortou e depois suspirou longamente – Graças a Merlim é sexta. Vai dormir comigo hoje? – Ele perguntou cheio de malícia.
— Claro, você me deve um stripper – Ela lembrou-lhe, piscando os olhos em falsa inocência. O sorriso de resposta que atravessou o rosto dele durou pouco, pois logo uma sombra pairou sobre eles.
— Malfoy e Granger, quero os dois em minha sala agora.
— Mas não acabamos de sair de lá? – Ela disse petulante.
— Calada – O professor respondeu. Snape deu meia volta e não olhou para trás para ver se eles lhe acompanhavam. Os dois se entreolharam e sem nenhuma concessão aparente, ambos seguiram o passo do professor.
Ao passarem pelo batente da porta, a mesma bateu atrás deles e trancou-se.
— Estamos aqui – Anunciou Draco, ao ficarem de frente para escrivaninha do professor.
— Vocês perderam o juízo? – O mais velho disse tentando controlar a sua fúria eminente.
— Eu não estou entendendo – Disse Hermione com ar de inocência – O que nós fizemos?
— Malfoy – Ele disse agora virando-se para o rapaz – Não quer me explicar que circo foi esse que tive que presenciar na última semana? Você quer ser morto? Você quer que sua mãe seja morta?
O ar de zombaria de Draco foi substituído por uma raiva latente. Quem aquele professor achava que era?
— Caro professor Snape. – Sua voz distorcia as palavras – Sugiro que se informe dos fatos antes de ficar falando asneiras...
— Ora seu moleque...
— Escuta aqui você – Hermione falou petulante — Não meta-se onde não é da sua conta! O senhor pode nos punir e repreender quando se trata de assuntos escolares, mas com quem Draco trepa ou não, realmente não é da sua ossada, senhor— A ironia ácida era pesada em cada sílaba — Sugiro que nos deixe em paz.
— Mas que petulância...
— Nós realmente já acabamos por aqui — Draco falou incisivo e tomou Hermione pelo braço e os dois foram embora.
Snape viu o jovem casal sair e socou a mesa a sua frente. Quem eles achavam que era? Snape sabia que se contasse o que se passava ali para o Lorde das Trevas, seu afilhado ia ser punido. Sem falar em Dumbledore que não ia gostar nada disso. Porém a raiva que ele sentia era muito maior e sem pesar as consequências, enviou um patrono.
*
Pansy acordou cedo naquele sábado de manhã, ela realmente estava cansada da vida escolar e de todo o resto. Draco a apunhalara pela costas e agora ainda havia seu pai lhe dizendo por cartas que queria lhe marcar ainda naquelas férias, como se precisasse de uma marca horrível em chamas em seu braço.
Caminhou pelos corredores, de cabeça baixa e os cabelos negros caindo sobre seu rosto. Estava sem uniforme e esperava assim não ser reconhecida, já que vagava em corredores que a Grifinória usava com frequência. Passos lentos e preguiçosos rumavam em sua direção, passando pelo outro lado do corredor, sem se dar conta, o seu coração começou a bater mais rápido em um misto de ansiedade e expectativa.
— Com licença. — A pessoa parou a sua frente, lhe obrigando a parar. Ela ainda não havia levantado o rosto — Vai parecer uma pergunta estranha, mas você não foi a garota que estava chorando uma semana atrás? — Ela sorriu involuntariamente, mas apenas afirmou que sim com a cabeça — Eu conheço você? — Novamente movimentou a cabeça positivamente. — Poderia me deixar ver seu rosto?
Pela sua altura, Rony realmente só enxergava a cabeleira negra dela. A garota era pequena e parecia ser tímida. Pansy relutou em falar, mas finalmente disse:
— Você não quer saber quem eu sou — A sua voz parecia pastosa, magoada. E realmente era como se sentia, estava sozinha e ninguém queria conhecê-la de verdade. Bom, ela não podia culpar mais ninguém além de si mesma.
— Tudo bem — O garoto deu de ombros e ela sentiu um misto de alegria e tristeza — Eu vou ficar de olho em você e descobrir sozinho quem é. Bom dia. — Ele falou já se afastando.
— Bom dia — Ela sussurrou, mas ele ouviu.
*
Astória Greengrass era uma garota relativamente insuportável, ela mesma não se suportava as vezes, mas não sabia ser de outra forma. Ainda não eram nem 8hrs da manhã, e ela já estava furiosa. A noite toda ela passou ouvindo gemidos e gritos de Hermione Granger, que vinham do quarto de Draco. Sua fúria foi tamanha que suas unhas acabaram por ferir seus ouvidos e rosto. Ela marchava pelos terrenos de Hogwarts a esmo, importando-se apenas com a sua fúria e mágoa.
— AI — Ela berrou quando esbarrou em algo.
— Você não olha por onde anda, não? — Ou melhor, alguém. Astória levantou os olhos e viu de quem se tratava.
— Não sou eu que não tenho os olhos abertos — Ela disse esnobe. Cho Chang corou de raiva.
— Vaca — Murmurou antes de sair de lá.
*
Hermione sentiu que estava despertando, sentiu os lençóis em sua costa e suspirou sentindo-se bem, havia um formigamento gostoso em seu sexo e seu quadril mexeu-se involuntariamente:
— Acordou? — Ela ouviu Draco dizer. Abriu os olhos e ele lhe sorria sexy. Totalmente desperta, sentiu os dedos dele em seu clitóris.
— Eu posso me acostumar a acordar todo dia assim... — Sua voz gemendo a última sílaba.
Quando Draco percebeu que ela estava realmente desperta, parou com a carícia e subiu em cima dela, penetrando-lhe com virilidade.
— Oh — Ela gemeu novamente.
*
— Pans? — A garota estava tomando café e sentiu seu amigo ao seu lado, mas não dirigiu-lhe nem o olhar e ele sentiu-se obrigada a chamá-la — Você está bem?
— O que você acha de Draco e Hermione juntos? — Ela soltou antes que pudesse perceber-se. Mas essa era uma das perguntas que estavam entaladas em sua garganta fazia dias. Ela precisava saber, se pelo menos ele estava do seu lado.
— Ah eu acho legal — Blás deu de ombros — Ela é bem legal e gostosa. — Pansy sentiu que mais uma estaca fincara-se em seu coração. — Porque, não gosta dela? — A garota suspirou e disse:
— Ela me assusta, não sei porquê, mas tenho medo dela. — Um frio subiu pelo sua espinha, pois nem bem ela terminara de falar e os dois, Draco e Hermione, irromperam pelas portas do Salão, de mãos dadas e aos risos e sentaram-se perto de Blás.
Pansy não aguentou e saiu dali. Blás riu da colega e virou-se para cumprimentar o casal. Realmente o feitiço de Draco era forte, nenhum dos dois fazia ideia do que lhes acontecera.
— Olá Malfoys — Ele disse zombando.
— Zabini — Respondeu Hermione.
— Blás, porque a Parkinson saiu correndo? — Draco perguntou curioso.
— Sei lá, essa garota está muito estranha essa semana — Resolveu não comentar o que a colega disse, pois achava uma besteira. — Vou indo, aproveitem o café casal maravilha.
Assim que o colega se levantou, Hermione virou-se para o namorado:
— Acha que ela está lembrando de alguma coisa?
— Creio que não, se não a memória de Zabini também estaria voltando. Não vamos nos preocupar com isso.
— Certo, temos coisas mais urgentes pra resolver, tipo precisamos de aliados aqui.
— Têm certeza que você quer recrutar pessoas, mesmo antes de ser comensal oficial e sem ordens do Lorde? — Uma sobrancelha erguida lhe dando um ar de desafio.
— Eu... Nós vamos precisar de nosso próprio exército. Já discutimos sobre isso.
— Tudo bem — Ele ergueu as mãos em um sinal universal de rendimento — Só estava checando, então vamos fazer isso.
*
Blás saiu do Salão, em direções aos jardins. Era sábado, não fazia sentido ficar dentro do castelo. Observou os poucos estudantes que ali estavam, mas uma voz alterada lhe chamou a atenção:
— Me solte, eu não tenho nada com isso.
— Não acredito que você apoia eles Lovegood!
— A única coisa que eu apoio é o amor, e quer soltar o meu braço? Está me machucando!
Zabini se aproximou ainda mais para ver quem era a outra garota. Gina Weasley estava vibrando em vermelho, e não só pelo cabelo, mas seu rosto estava afogueado de tensão e cólera. Ele viu ela apertar ainda mais o braço da loura e esta gemer de dor:
— Você é louca Luna? Apoiar aquela repugnante relação? Você quer morrer? — Por mais forte que Luna pudesse aparentar a dor aumentava e ela começou a lagrimar. Blás sentiu uma raiva muito grande por ver uma criatura com ar tão inocente, sofrer assim.
— Larga ela Weasley! — As duas pareceram assustadas com o interrompimento.
— Quem é você para...
— Vai querer medir forças mesmo? — Ele encarou a ruiva de cima, pois era mais alto que ela. Gina vacilou na sua expressão e soltou o braço de Luna.
— Não acabamos ainda — Ela disse para outra garota e saiu, fazendo questão de esbarrar no ombro dela.
Ao ver Gina indo embora, Luna virou-se para Blás, ainda com uma expressão assustada e agradeceu:
— Não precisa agradecer, você apoiou o Draco e a Granger, então... — Deu de ombros.
— Estou com ódio da Gina. Quero que ela pague! — Ela falou firme, com a sua voz infantil, mas Zabini percebeu o quanto ela poderia ser perigosa se quisesse... E gostou.
*
— Onde você estava? — Harry exigiu saber ao ver a namorada entrando como um furacão na Sala Comunal.
— Brigando com a Luna... Grrr.
— Brigando com... Gina você perdeu a noção? — Ele disse frustrado.
— Ela está apoiando aquela palhaçada Harry! Como pode? Hermione nos apunhalou pelas costas e fica aí desfilando feliz, como se fosse a rainha do mundo.
Harry fechou a expressão e tentou encobrir a tristeza, perdera a sua melhor amiga e agora a sua amada estava ficando maluca. Gina interpretou errado a dor de Harry e correu para abraça-lo.
— Não se preocupe Harry, eu vou dar um jeito nisso.
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