You're A Million Ways To Be Cruel - NÃO CONCLUÍDA
2 New Perspective
Notas iniciais
“Pare aí e me deixe corrigir isso
Eu quero viver sob uma nova perspectiva
Você vem junto porque eu amo o seu rosto
E eu vou admirar o seu gosto caro”
(New Perspective – Panic! At The Disco)
*
O dia depois do baile foi um borrão pra quase todo mundo, já que a ressaca chegou e quase todos ficaram de cama. Hermione ficou de cama por outro motivo, ela não conseguia acreditar no que ela tinha feito e no que tinha acontecido. Foi como se algo tivera se apoderado dela e tomado o controle, as palavra de advertência de Draco surgiram em sua mente e a deixaram confusa.
O que ela estava fazendo? Por que estava agindo daquele jeito?
A antiga Hermione e essa totalmente nova e desconhecida, entraram em conflito dentro dela. Pensava no rosto dos amigos chocados e enraivecidos e a melancolia a tomava, porém logo depois o rosto de Draco surgia e a sensação de prazer que experimentava toda vez que alguém a temia, fazendo com que ela preferisse a nova Hermione.
– Argh! – Rolou na cama frustrada. Queria o conforto de ser a antiga Hermione, com a liberdade e poder dessa nova... como conciliar?
A segunda feira chegou e ela tentou agir normalmente, como se não houvesse batalha nenhuma dentro de si. Entretanto seus amigos tinham outros planos, eles não esqueceram nenhuma parte do comportamento estranho dela e começaram a agir formalmente ao seu lado:
– Bom dia Harry – Ela tentou sorrir ao vê-lo na mesa do café. Ele apenas balançou a cabeça e continuou mastigando as suas torradas. Ela deu de ombros e deixou pra lá.
Caminhando para sua primeira aula avistou Gina e tentou ir até ela, mas está lhe lançou um olhar hostil e passou pelo outro lado do corredor. Aquilo estava começando a irritá-la. Sentou-se ao lado de Rony na aula de História da Magia, mas ele nem lhe dirigiu o olhar.
Enquanto o professor falava monotonamente, ela tentava não se sentir furiosa com o comportamento dos amigos, afinal a própria o causou, e ela deveria concertar isso... acontece que ela não estava nenhum um pouco afim. Enquanto olhava pro tampo da mesa, fazendo caretas a medida de seus pensamentos, um origami pousou ao seu lado. Ela abriu-o rapidamente:
“Desista Granger, você vai ter que escolher um lado. Ou conserta seus erros, ou me deixe abrir seus olhos para uma nova perspectiva – D.M”
Ela leu o bilhete várias vezes, tentando assimilar o que ele queria dizer exatamente com essas palavras. Por fim suspirou e respondeu:
“Não sabia que era psiquiatra, Malfoy. Agora vê se me erra – H.G”
Ele já sabia que ela lhe responderia atrevida, então apenas sorriu e guardou o bilhete em seu bolso.
A semana foi se arrastando de forma lenta e torturante para a nossa castanha. A garota não conseguia se acertar com os amigos, e nem procurara Draco, apenas ficava em seu canto irritada com o mundo e se sentindo solitária e desconfortável no próprio corpo. Krum ainda falava com ela, lhe seguindo para onde fosse, como um cachorrinho adestrado:
– Victor, você quer parar de me seguir? – Ela falou alto, fazendo todos olharem.
– Me desculpe Hermione, mas eu gosto tanto de você – O sorriso nunca abandonava o rosto apaixonado.
– Mas eu não! Eu não gosto de ninguém no momento – Sua voz era ácida. Mesmo assim o búlgaro não vacilou.
– Eu sei disso – Ele falou – Mas eu não me importo, quero acompanhar você mesmo assim. – Ela ficou surpresa com a declaração, ela mesma faria isso alguns meses atrás se ela amasse alguém, mas não conseguia entender essa ideia no presente momento.
– Desculpa, mas por que você vai se desdobrar e perder o seu tempo se eu não me importo com você? O que você ganharia com isso? – Ela estava realmente curiosa, ela tinha esquecido como era sentir isso.
– Quando a gente ama, a gente não precisa ganhar nada, só fazer o outro feliz – Ela suspirou e saiu correndo dali.
Ela também achava isso, ou pelo menos um dia achou. Lembrou-se das coisas que fazia pelo Rony ou pelo Harry, apenas por serem seus amigos. De como se divertiam juntos, ou faziam as suas tarefas aos risos. Mas também imagem das brigas com o Rony surgiram, de como ele nunca parecia entender que ela gostava dele e que ele nem parecia notar que ela era uma garota. De como Harry só sabia falar que sua cicatriz doía, ou como era um azarado por ter sido selecionado para o Torneio, dificilmente perguntava se ela estava bem. Como o melhor amigo não notava que ela estava triste? As pessoas só sabiam chegar até ela se fosse para pedir ajuda com um trabalho, achavam-na esquisita, sempre com o livro na mão e sem tempo de arrumar o cabelo. Sempre a queridinha dos professores, nunca a garota dos olhos de alguém. Todos sempre egoístas, sem se importar com o que ela sentia! A raiva foi tomando conta dela e lembrou-se do porque estava agindo de forma hostil e distante, o mundo era hostil com ela, por que não deveria retribuir? Deixar de lado esse lado meigo e esquisito e se tornar o que o mundo merecia dela.
– Malfoy tinha razão. Eu preciso mesmo de uma nova visão. – Nem percebera que havia acabado no chão de uma sala qualquer, levantou-se e resolveu ir atrás de Draco.
– Hermione Granger? – Ela virou para ver quem a importunava. Era um dos monitores da Corvinal – A professora Minerva está chamando você na sala dela.
Hermione franziu o rosto em confusão, ela nem começara a aprontar ainda. Resolveu ir checar o que era:
– Ah senhorita Granger, que bom que está aqui – A professora disse ao vê-la entrar – Sinto muito por isso.
E ela apagou.
*
Draco andava em passos lentos, de volta para as masmorras. Tinha observado a Granger o dia inteiro, e sabia que até o final do outro dia, ela viria lhe procurar. Nem ele conseguia explicar a si mesmo a necessidade de tê-la, mas precisava dela. Ele tinha Blás e Nott para conversar sobre qualquer coisa, e até Astória e Pansy para ter suas satisfações sexuais, mas se sentia incompleto mesmo assim. As garotas eram totalmente fúteis, e não faziam ideia de como era ser ele, ser um Malfoy, ter que carregar o cargo de ser um dos mais fiéis seguidores do Lorde, mas também ser uma família bruxa tradicional exemplar, nem Blás e Nott sabiam como era isso. Mas talvez, se ele criasse Hermione, para ser sua, ser fiel a ele, ela a entenderia... Ela a completaria.
Chegou as masmorras e olhou ao redor, todos nas suas vidinhas, nas suas bolhas particulares. Mas ele sabia, sabia que algo estava para acontecer, algo grande. Algo que indicaria o seu destino, por isso ele precisava preparar Hermione. Desde o dia em que ela lhe espancara, ele soube que ela seria uma companheira forte, fiel e muito, ah muito, gostosa.
– Um nuque por seus pensamentos – Blás disse.
– Nada demais meu caro amigo, apenas um projeto pro futuro – Ele sorriu de lado.
– Não gostei do seu tom, Malfoy – O amigo repreendeu – Não vá fazer besteira.
– Ah, mas isso é totalmente o oposto do que eu vou fazer.
Os dois amigos ficaram por ali conversando, até que deu um certo horário e foram dormir. Eles não tinham aulas no outro dia, pois era dia da Segunda Prova do Torneio. Na opinião de Draco, só pra isso que servia aquele Torneio estupido, privá-los de aulas entediantes.
O dia amanheceu e o Malfoy se arrumou e seguiu para o Salão Principal, para tomar o seu café. Mal sentou-se à mesa e seus olhos já buscavam Granger pelo Salão, mas ela não estava em nenhum lugar à vista. Deu de ombros, ela apareceria:
– Draco, vamos logo. A prova já vai começar – Nott o chamou. Ele terminou de mastigar suas bolachas, e seguiu o amigo pra fora.
Pelo caminho todo tentou buscar os cabelos inconfundíveis da castanha, sem sucesso algum. Onde ela se meteu?
A tarefa começou e ele se concentrou no jogo, era muito do interesse dele que Potter se afogasse e morresse.
*
Hermione estava inconsciente por horas, nada a preparara para aquilo. Depois de tanto torpor, ela começou a sentir alguém tocando-a, puxando-a pelo braço. Abriu os olhos lentamente e quase morreu do coração. Ela estava dentro da água, sendo puxada por uma criatura bizarra, antes que ela pudesse lutar contra o seu algoz, ela emergiu da água e pode respirar.
Puxou o ar várias vezes pro seu pulmão, sentindo-se aliviada. Logo o frio tomou conta dela, um frio cortante, fazendo seus dentes baterem:
– Você está bem Mione?
– Krum? Ai meu Merlin, o que você fez? Me tira da água! – Hermione berrou em desespero. Ela estava com frio e fome imensas e tudo que se lembrava era de que precisava falar com o Malfoy.
– Calma Hermione! Estamos no meio da prova do Torneio, eu salvei você. – Victor tentava explicar.
– Me tirar da água! AGORA!
Krum a segurou e nadou com ela até a borda, logo Cedrico e Cho apareceram e os quatro nadaram de volta aos palanques. Assim que Hermione pisou em solo, os monitores das casas correram com toalhas grossas e quentes, ela pegou uma e se afastou da multidão:
– Hermione, espere... – Victor tentou alcança-la, mas ela lhe lançou um olhar em advertência e ele voltou para juntos dos seus colegas.
Ela enrolou a toalha, agora encharcada, ao redor de si e cambaleou pelos terrenos íngremes. Queria trocar de roupa, queria comer e tomar um chá. Ela espirrou forte:
– Pronto, agora estou gripada – Sentiu-se fraca e enjoada.
– Granger? – Ela não precisava virar para saber quem era.
– Malfoy, essa não é uma boa hora. – Ela respondeu fracamente.
– Eu sei que sou a última pessoa que quer ver, mas acho que você precisa de a... – Antes que ele terminasse sua frase, ela tropeçou e caiu no chão.
– Ai – Ela gemeu, estava tão fraca. Sua tremedeira começou a piorar e ela não teve forças pra sair do chão.
– Olha só você, no lugar onde pertence – Draco disse assim que se aproximou, olhando-a de cima. Ela grunhiu frustrada e deu um tapa fraco na perna dele – Mas é pra isso que eu estou aqui Granger, para te ajudar a conquistar seu lugar entre os melhores. – Então ele a carregou.
Ela não estava em condição nenhuma de protestar, e estava tão frio que as mãos quentes dele em sua pele foi um alivio, e assim que ele a encostou em seu peito, ela ronronou feliz. Ele caminhou calmamente de volta ao castelo, não tinha ninguém para vê-los, por isso a despreocupação. Assim que entraram no castelo, ela falou:
– Tudo bem, eu posso andar agora – Ele a ignorou – Malfoy, você não sabe onde fica o meu Salão Comunal. – Ela tentou mais uma vez e ele nada disso. – Argh! Você é tão frustrante!
Ele continuou mantendo o ritmo, como se ela não fosse incomodo algum. Ele subiu as escadas, até o quarto andar. Hermione fechou os olhos e esperou que ele decidisse para onde iriam, e pela primeira vez, não houve dor, angustia, nem raiva, apenas ela... Hermione. Ela sentiu-se bem, pela primeira vez em semanas.
– Pode abrir os olhos Granger – Assim que ele falou ela obedeceu. Ele a colocou sob seus próprios pés e ela percebeu que estavam no banheiro dos monitores.
– Por que me trouxe até aqui?
– Um obrigada seria muito bom, sabia? – Ele arqueou uma sobrancelha.
– Obrigada. Porque você me trouxe aqui?
– Acho que você merece um bom banho. Eu sempre uso isso aqui quando quero descansar – Ele deu de ombros como se fosse grande coisa. – Vá em frente.
Ele sentou-se em uma cadeira que havia ali e aguardou. O lugar era imenso, com vitrais coloridos, uma banheira que parecia mais uma piscina, com várias torneiras com todos os tipos de sais e aromatizantes que ela podia pensar. Havia velas, incensos, além de toalhas, robes, sabonetes, shampoos e qualquer coisa que fosse se precisar em um banho. Ela se desenrolou da toalha e deixou cair a seus pés, tirou o tênis e a meia encharcados e então se tocou:
– Você vai ficar aí parado, me olhando?
– Sim.
– Enquanto eu tomo banho? Está maluco Malfoy? – Ela disse constrangida.
– Eu já vi você nua Granger. Além disso é o mínimo que você pode me fazer, você não acha? – Ela enrubesceu e ele sorriu cafajeste.
– Quando você me viu nua? E como vou saber que você não vai me atacar?
– Bom, eu vi você e aquele grifinório, juntos. Aquele que você obliviou – Ela ficou chocada – Bem, Granger apesar de tudo eu sou um cavalheiro, fui educado para isso, só vou ataca-la quando você me pedir – E piscou para ela.
– Ah tanto faz – Ela respondeu tentando evitar seu constrangimento. Não queria pensar naquele dia, no que ela fez ou no que ele poderia ter ouvido. Além disso, ela meio que confiava nas palavras dele e continuou a se despir. – Se vai ficar aí, pelo menos arrume algo para eu comer.
Ela tirou a saia lentamente, e abriu cada botão da sua blusa, apesar da vontade de rasgar tudo e se meter debaixo de uma água quente. Antes que ela tirasse suas peças intimas, ligou as torneiras de agua quente e despejou seu sal de banho preferido na água, almíscar. Colocou um shampoo, condicionador, sabonete, esfoliante e hidratante na borda da banheira, enfim o encarou novamente:
– Você não me ouviu?
– Que tom atrevido, Granger! – Ele riu – Tudo bem, vou arrumar algo para você comer, assim que começar a tomar seu banho. – Ela revirou os olhos, mas abriu o fecho do sutiã.
Assim que ela liberou seus seios, eles saltaram vermelhos e duros por causa do frio. Tirou a peça de seus braços e jogou no chão, tentou ignorar o olhar de Malfoy e se concentrou em baixar a última peça. Assim que a calcinha chegou aos seus pés, ela chutou para longe e entrou na banheira:
– Satisfeito?
– Você não imagina o quanto! – Draco estava realmente maravilhado pela visão do corpo dela, as curvas ainda se formando, os seios medianos, as pernas e coxas sem marcas e proporcionais, a barriga lisa e chapada. Ela era muito bonita. Mas isso também havia sido um teste, a antiga Hermione jamais se despiria em sua presença, mas agora ele podia confiar nela. Só precisava fazê-la enxergar isso.
– Agora eu quero comer, e beber algo quente – Ela disse sem olhar pra ele, esfregando-se com a espuma.
– Tick! – Ele chamou alto, e um elfo se materializou rapidamente.
– Senhor Malfoy, chamou Tick senhor? – Um elfo pequeno, com a pele de tom azulado e grandes olhos violeta, disse. Ele era bem novo e gordinho, parecia um bebê elfo.
– Tick, quero que você traga comida para a minha... convidada. Ela quer algo quente para beber, e algo reforçado, ela não come desde ontem.
– Se o senhor pede a Tick, Tick atende – O elfo fez uma reverencia.
– Ah Tick, quero que traga roupas para ela – O elfo acenou mais uma vez e com um estalo sumiu.
A água havia parado de encher a banheira, e Hermione estava sentada lavando os cabelos, deixando seus seios na linha da água. Notou a conversa entre o Malfoy e o elfo e perguntou:
– Como um elfo de Hogwarts obedece a você?
– Granger, ele não é de Hogwarts, é o meu elfo – Ele explicou – Tenho ele, desde que nasci.
– Está explicado porque não consegue fazer nada sozinho – Ela riu e deu de ombros quando ele fechou a cara para ela.
– Você devia me respeitar, sou seu superior.
– Ah mas não é mesmo – Ela respondeu irritada- Se está fazendo isso por mim, esperando algo em troca, você está muito enganado.
– Eu estou? – Ele a olhou zombeteiro – Granger, a única coisa que eu quero é que você aceite que não é mais a mesma e me deixe guia-la em um mundo bem mais legal que o que você vive. – Ela suspirou em derrota.
– Não preciso admitir nada, eu sei que não sou mais a mesma. Eu nem consigo ser mais a mesma – Ela disse com certa melancolia – Se eles ao menos se importassem comigo – Ela bateu forte na água, os olhos demonstrando mágoa e fúria.
– Eu me importo... quer dizer, eu posso me importar – Ele deu de ombros.
– O que você quer dizer? – Curiosidade e uma pitada de esperança tomaram conta dela.
– É difícil, não é? Tentar se adequar os outros e perceber que não dá? Não quando você vê que está fazendo papel de idiota, e que ninguém se importa de verdade. – Ele falou como se fosse especialista – Eu já passei por isso. Mas no fim eu enxerguei que a verdade era aquela dos meus pais, e que tentar ser diferente não daria em nada. Então sou o que sou, e sou feliz assim. Sem reprimir nada.
– Você não entende – Ela discordou enquanto esfoliava o corpo – Eu era boa, gostava deles, amava-os, mas de repente parecia que eles não gostavam tanto assim de mim. As pessoas fazem chacota de mim por ser quem eu sou, e essa raiva começou a crescer, esse tédio... grr, essa frustração – Ele a olhava curioso.
– Você não precisa parar de fazer o que você gosta, é só desprezá-los e direcionar essa raiva a quem merece. – Ele disse – Eu vou mostrar as coisas que você gosta, Hermione.
– Hum, vamos começar a nos tratar pelo primeiro nome? – Ela disse jocosa – Então Draco, o que são as coisas que eu gosto?
– Acho que podemos nos tratar pelo primeiro nome, você é uma sague ruim, mas tem futuro. E não será sangue ruim pra sempre, não se você não quiser. – Ele sorriu – Você quer que eles paguem, não é?
– Cada um! – A face dela ficou vermelha ao lembrar de todas as vezes que se sentiu humilhada e impura. Indigna dela mesma. E de todas as vezes que Rony e Harry se divertiram as suas custas, ou quando falavam de sua feminilidade pelas suas costas.
– Essa será a minha garota – Ele respondeu satisfeito consigo mesmo.
Hermione ficou pensativa enquanto terminava o resto de seu banho. Se aliar a Draco, ser uma pessoa diferente, até, com certeza, ser uma pessoa má, era isso que ela queria? Ou ainda lutaria pelos princípios que tinha e com o quais foi criada? Lutar contra si mesma e sozinha, ou ter ajuda de Draco e se tornar algo novo, algo que ela já estava adorando? A resposta era clara e obvia, como agua cristalina. Ela sorriu de lado, sentindo-se satisfeita.
O elfo voltara com todas as coisas que Draco pediu, e organizou a comida em uma bandeja sobre uma mesa que havia por ali. Trouxe um vestido para ela, que ela nunca tinha visto. Malfoy dispensou o elfo, e ela pode sair da banheira. Pegou a toalha e secou-se devidamente, não estava mais com vergonha de ter Draco ali, apesar do olhar de luxuria do rapaz, ele ficou sentado no mesmo lugar e sem sinais de se mexer. Ela enrolou uma toalha seca no cabelo e caminhou até a cadeira onde estava as roupas que o elfo trouxera:
– Ele me trouxe uma calcinha e um sutiã? – Ela riu ao pegar as peças, que formavam um belo conjunto negro. Malfoy sorriu e deu de ombros. Ela vestiu a peça, que caia perfeitamente nela e era um contraste gritante com sua pele alva.
– Que sexy – Ele assobiou. Ela gargalhou e pegou o vestido verde esmeralda. Ele era solto, indo até o meio das suas coxas e de alças caídas, deixando um decote discreto. Ela adorou.
– Nossa, ele é lindo — Ela disse fitando-se no espelho. Ela secou seu all star branco e o calçou.
– Venha comer Hermione, você deve estar faminta.
– Sim, mestre – Ela zombou, mas sentou-se para comer. E realmente ela estava morta de fome, em um piscar ela devorou tudo. – Agora eu sei porque gosta daqui. Como vai ser a partir de agora?
– Bem, podemos nos encontrar pelo castelo. Há salas vazias de sobra para isso. Podemos conversar e eu posso te dizer meios para se livrar da raiva e tentar ser discreta, por que sinceramente você não é nenhum pouco.
– Vai ser como aulas de etiqueta e terapia?
– Não encare isso como algo chato como aula – Ele falou – Mas como um caminho para se chegar a novos lugares...
– Uma perspectiva?
– Isso Hermione, tudo que eu quero de você é lhe oferecer novas perspectivas.
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