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1 My Laxus
Notas iniciais
Sob uma radiante lua resplandecente rodeada de brilhantes estrelas, a cidade de Magnólia descansava após mais um dia exaustivo. Entretanto, diferente de todos os magos já adormecidos, que prezavam pelo seu precioso tempo de descanso, numa antiga pensão próxima ao porto, ainda havia alguém acordado.
— Laxus... — perdido em devaneio e delirio, o jovem tentou conter seus vagarosos gemidos.
O ambiente estava empesteado por um odor de testosterona, iluminado apenas pela luz do luar que vinha de uma única janela um pouco distante da cama.
Focando apenas em suas mais íntimas fantasias, o homem tocava o seu corpo, aliviando todo o sentimento reprimido por um alguém que não lhe concedia a reciprocidade desse amor.
Com leves latejos a caimbra começava a dominar o exausto corpo do jovem, que possuído pelo forte emocional não cedia um segundo sequer de descanso ao seu fisico.
Passando-se alguns poucos minutos, Freed atingiu o climax de sua prazerosa fantasia. Nāo aguentando mais, ejaculou logo em seguida.
Sobre seu abdômen, o sêmen morno e o suor frio misturavam-se enquanto dele escorriam.
A fadiga fora substituida pelo viciante ecstase do orgasmo, seus musculos contraiam-se pela cama desejando mais doses.
Freed gemeu baixo, mordendo o travesseiro para que os moradores do quarto ao lado não o ouvissem em seu momento intimo.
Depois de uns dez minutos, guardou uma peça de roupa lilás que segurava em uma das mãos em uma gaveta ao lado da cama. Pensando no amanhã, quando a usaria de novo para saborear novamente o doce cheiro do amado.
Mas de tão incontrolavel desejo, abriu novamente a gaveta, pegou a camiseta lilás, e deliciou-se mais uma vez com o cheiro que ela exalava. À sua mente veio no mesmo instante os seus misteriosos olhos azuis, a cicatriz de raio, o aparado cabelo loiro e o irritante sorriso de escarnio. Um arrepio percorria-lhe a espinha simplesmente por pensar em cada traço marcante do loiro.
Abraçou o travesseiro, imaginando estar junto ao seu líder, e naquela posição adormeceu.
Em seus sonhos despertava após uma grande e longa noite de sexo e sono. Deitado ao peito nu de Laxus, enquanto dele r.ecebia carinhosamente cafuné e palavras de afeto
"Eu te am.."
Era o que Laxus ia dizer. Mas Freed acordou exatamente nesse instante com gritos que vinham do outro lado da porta.
"FREEEEEEEEEED-SAAAAAN"
— Estou indoo! — resmungou, reclamando para si mesmo por ter sido acordado justo naquele momento.
Vestiu uma camisa marrom que estava jogada ao chão e abriu a porta de cueca.
A menina que do outro lado esperava assustou-se, cobrindo os olhos após gritar de espanto e vergonha. Ao lado de Wendy, que ficou tão vermelha quanto um pimentão, uma gatinha branca olhava-o com desaprovacão.
— Hey, Wendy e eu somos damas! — repreendiu a Exceed indignada- Vista algo antes para que possamos sair!
—Me desculpem mesmo, Wendy e Charlie. — desculpou-se rapidamente, a pequena Exceed o intimidava muito.- Mas vocês me pegaram num momento inconveniente. Em alguns minutos me apronto, e então partiremos juntos à Guilda.
Charlie soltou um suspiro de impaciência, mas concordou.
Wendy descobriu os olhos, mas continuava vermelha.
Desde a primeira vez que o mestre ordenara Freed a acompanhar Wendy nas missões da pequena, gostou tanto da garotinha que decidiu acompanhá-la sempre que pedisse. Desde então, os três tornaram-se grandes amigos.
Wendy via em Freed o irmão mais velho que nunca teve, e Freed uma divertida e fofa companheira.
No caminho em direção à Fairy Tail encontraram Elfman e Evergreen juntos, e como sempre se afastavam e incitavam ódio um contra o outro na presença de outras pessoas. Tentanto disfarçar o não tão secreto caso que tinham.
Um pouco mais à frente para a sorte de Freed, encontraram também Laxus, que de um vendedor carismático comprava-lhe algumas maças.
Este usava o casaco casual de sempre. Mas desde que Freed roubara sua camisa lilás favorita em uma noite de festa e bebedeira na Guilda, este passou a usar nas missões uma outra preta com um grande e amarelo raio estampado.
Olhando para a camisa, Freed lembrou instantaneamente da noite em que pegara a camisa do amigo.
A Guilda comemorava a volta dos que ficaram presos durante 7 anos na ilha sagrada de Tenroujima.
Laxus não era de beber, mas por mil jewel numa aposta contra Cana e Bickslow, ele cedeu.
Contudo como estava muito bêbado para voltar para casa sozinho, Bickslow também, e Evergreen não estava por perto, ele teve de os levar para casa.
O quarto de Laxus não era o chiqueiro que ele imaginava, talvez pior. Mas para isso pouco ligou.
Depois de uns minutos tentando colocar Laxus para dormir, notava-se porque ele normalmente não era muito de beber.
Ele liberara tudo o que tinha bebido, e bem... o que havia comido também, tudo em cima da cama onde estava deitado. Talvez ele não tivesse um bom organismo para lidar com álcool.
Os lençóis foram trocados, mas Laxus ainda estava vestido com uma linda camisa branca manchada de diversos tons de amarelo, laranja, e alguns restos do que comera na festa.
Depois de ter lhe dado um bom banho, e roupas limpas, Freed notara a camiseta lilás que Laxus normalmente usava, totalmente amarrotada e jogada em cima de uma mesa.
"Bem, mereço ser remunerado após meu exaustivo trabalho de babá de bêbado, né Laxus-sama?" disse Freed ironicamente à Laxus, que roncava monstruosamente.
Passou um tempo acariciando os cabelos do dorminhoco, e saiu, voltando para casa.
Por mais que Freed ache que não, Laxus lembra da noite, de como ele cedeu ao seu amigo esverdeado, a sua camisa preferida por ter lidado tão bem com um bêbado insuportável quanto ele.
Ainda no caminho para a Guilda, Freed e Laxus conversavam, ou melhor, trocavam algumas poucas palavras.
As vezes ele conseguia tirar do loiro mau humorado um pequeno sorriso, bastava isso para ele ganhar seu dia.
Passaram-se uns poucos minutos, e finalmente chegaram a Fairy Tail.
Os gritos de alegria vindos de dentro do prédio da sede podiam ser ouvidas a quilômetros de distância.
Parece que até que todo dia, é dia de festa. — comentou Wendy, soltando uma risadinha, e correndo para dentro da Guilda logo em seguida. Ela mal pudia esperar para fazer sua próxima missão.
Quase todos estavam reunidos, com excessão de alguns que partiram mais cedo para suas missões.
Todos contentes, bebendo, brigando, rindo. De uma forma geral: fazendo confusão. Um dia típico e normal na maior e melhor guilda de Fiore.
Freed se direcionou ao mural, onde Wendy estava com Charlie escolhendo que tipo de missão fariam, mas não conseguia tirar os olhos de Laxus.
O observava do seu jeito discreto de sempre.
Juntos de Laxus ao bar, Bickslow e Evergreen zombavam dele. Gritando incentivos:
—Tá esperando o que seu mané?!- Bick e Ever berraram para Freed.
O barulho que emitiam na Guilda era tanto, que Freed teve dificuldade de ouvir e entender.
Quando finalmente entendeu, retirou a sua expressão de bobo apaixonado e disfarçou.
Bick e Ever riam bastante.
Com as bochechas coradas ele tentava focar no que Wendy dizia, mas era obvio que o foco de sua atenção era outro.
Estava começando a reviver o sonho interrompido pela manhã ali mesmo, nem mesmo toda a gritaria parecia fazer voltá-lo à realidade.
Só quando conseguiu ouvir Laxus acabar a frase, ele foi capaz de voltar ao mundo real.
Após Wendy ter escolhido a missão, eles estavam prontos para partir.
Mas ele viu algo que o inquietou durante todo o trajeto.
Enquanto se despedia de Ever e Bick, viu Mirajane colocar-se sobre o balcão do bar, e beijar Laxus em sua bochecha direita.
Bick e Ever ficaram sem palavras. Cada um segurou Freed pelos braços.
Todavia ao contrário do que esperavam, ele não saiu aos tapas com a garçonete demoníaca.
— Até mais Freed-san, Até depois Wendy e Charlie ! — disse Mira, meiga, gentil e fofa como sempre.
Mas em total indiferença com a moça, de um modo frio e gélido, respondeu-lhe:
—Até mais ver, Mirajane.
Deu um abraço em Laxus, que bufou e lhe deu uns tapinhas no ombro.
Até, Freed.- Lazus despediu-se, como sempre, de uma forma normal, sem demonstrar qualquer afeto ou emoção. Mas que deixavam um certo mistério na cabeca de Freed, que tentava encontrar algo que representasse uma chance de os dois ficarem juntos, e como sempre, nada encontrava.
Os três partiram então em missão. Teriam de visitar uma cidade vizinha, e ajudar um banqueiro com alguns mafiosos. Normalmente não era este o tipo de missão que Wendy pegava, mas como ela havia evoluido bastante seu poder mágico, o mestre Makarov decidiu deixá-la pegar missões menos bobas.
Durante todo o trajeto de trem, os três conversaram sobre a missão, até Charlie iniciar um novo assunto com uma pergunta nada muito delicada:
—É aquele tal do Laxus de novo né? -perguntou Charlie a respeito da mudança de Freed.
Ele corou. Wendy não entendia nada.
As bochechas rosadas dele não só confirmaram as suspeitas de Charlie, como fizeram Wendy entender tardiamente.
— Eu sabia que era isso. Poxa Freed, na guilda há tantos caras, você escolheu justamente o mais impossível de te dar uma chance. — Reclamou Charlie
—CHARLIE! — repreendeu Wendy.- Não seja tao insensível.
—Mas ela tem razão Wendy. — concordou Freed- Já é impossível o Laxus nutrir algum sentimento por mim. Com a Mirajane neste mundo, as chances são inexistentes.- suspirou e focou a atenção em seu prato de comida, no qual ainda não havia tocado. Havia perdido o apetite logo cedo.
Wendy não falou nada, mas Freed entendeu aquilo como um "Tem razão."
O que o deixou ainda mais pra baixo.
A menina não aguentou vê-lo desse jeiro, logo soltou:
—Mas o Happy também não é isso tudo, Charlie. — zombou Wendy. Com esse comeentario ela então conseguiu o que queria, fez Freed rir. Embora tenha causado náusea e enjôo na exceed.
Freed soltou um sorriso para Wendy. Algo que representasse um "Muito obrigado, minha pequena!".
Charlie também soltou um, mas este soava mais como "Vou te matar Wendy".
Pensando para si mesmo em como era sortudo por tê-las ao seu lado, Freed sentia-se amado e sustentado por todo o apoio que delas recebiam. "À elas devo algo que nem todo o afeto do mundo seria capaz de pagar. Obrigado meninas, por não permitirem ao tolo apaixonado aqui suportar sozinho toda essa dor.
Porem, o que Freed não sabia, é que com os acontecimentos seguintes, sua dívida iria apenas aumentar.
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