Notas iniciais
Me perdoem qualquer erro, escrevi essa fic no celular, rs.
Espero que gostem, boa leitura.

As noites estavam sendo mais frias do que o normal. A brisa que o mar trazia parecia cortar as maçãs do rosto. Não estou reclamando, entenda. Eu aprecio este clima.

Aliás, estava um tanto interessante, pois o céu mostrava-se limpíssimo. Conseguíamos visualizar muito bem as estrelas e a lua minguante daquela noite fria. Estávamos próximo à Dressrosa, revendo o plano para que nada saísse errado. Afinal, duas coisas que eu havia concluído sobre os Chapéu de Palha eram as seguintes: é realmente difícil conseguir a atenção deles, mesmo para dizer algo de extrema importância é uma luta. A outra é de mesma dificuldade: fazê-los seguir as instruções dadas. Iríamos nos espalhar em dois grupos por Dressrosa no dia seguinte, sendo que um terceiro grupo ficaria para tomar conta do navio.

Terminada a revisão do plano, todos direcionaram suas atenções para coisas que lhes interessavam. Sentei-me próximo a carranca do Sunny. Não demorou para que o capitão do navio viesse até mim e logo se sentasse entre minhas pernas.

– Oi, Torao. – ele sorria – Está frio, né? – esfregava uma mão na outra agora – Quer me abraçar? – ele perguntou numa espécie de indireta e logo esticou os finos braços para agarrar meu pescoço.

Deixei uma risada baixa escapar.

– O que foi? – ele quis saber.

– Hm, nada.

Luffy aconchegou-se de modo que julgava melhor entre minhas pernas e levou meus braços para cima de seus ombros. – Já pensou em se agasalhar? – perguntei.

– Ah, não preciso! Tenho o Torao que pode me esquentar. – riu.

Percebi um sorriso em minha face. Enterrei meu rosto na curva do pescoço do pequeno e fechei os olhos. Por mais ridículo que esse tipo de coisa possa ser, sim, eu desejava que o tempo parasse. Toda vez que Luffy sorri para mim, me abraça, me beija, é como se me pegasse de surpresa. Meu pulso acelera e me sinto um grande idiota.

Sempre achei um desperdício de tempo as pessoas correrem atrás da felicidade. Mas tenho que admitir: estou muito feliz com o que tenho em meus braços. Poderia dizer que Luffy havia se tornado algo para eu chamar de felicidade. Sou hipócrita, não?

Todavia, aquele sorriso, risada, voz, gestos faziam meu peito aquecer. Pobre Trafalgar Law, apenas mais um ser humano condenado a amolecer-se perante o amor.

Ouvi a voz infantil me chamar e murmurei em resposta. Luffy riu e encolheu o ombro. – Está fazendo cócegas.

Ergui a cabeça e me deparei com os olhos grandes e redondos me encarando. – Por que você sempre tem essa cara de mal humorado?

– Não estou mal humorado.

– Mas é que parece. – fez bico e passou a acariciar meu rosto. Voltei a fechar os olhos e fiquei sentindo aquele carinho gostoso. Senti os lábios alheios tocarem os meus agora, um contato rápido. A risada peculiar invadiu o ar.

– Qual a graça? – perguntei mais sério do que gostaria.

Ele apertou minhas bochechas e riu mais. Eu devia estar parecendo um idiota. Retirei delicadamente suas mãos de minha face e o beijei. Seus lábios estavam um pouco gélidos. Nos separamos e ele voltou a afundar em meu torso. O silêncio reinou por alguns instantes. – Olha, Torao!

– Hm?

– As estrelas. Parece que elas estão fazendo uma ponte até a lua!

Ergui meu olhar e realmente, era uma bela visão subjetiva: as estrelas concentravam-se numa espécie de ponte no meio do céu escuro e seguiam até onde podíamos ver a lua.

– Será que eu consigo ir até lá? – tinha um grande sorriso no rosto agora.

– E você quer ir até lá?

– Sim!

Sorri. Aquele brilho que Luffy tinha no olhar diante de coisas tão simples me fazia desejá-lo ao meu lado ainda mais.

– Torao! – ele gritou e o olhei interrogativo – É tão bonito – me abraçou e escondeu o rosto em meu pescoço agora – o seu sorriso. – completou com a voz abafada. Parecia tímido, o que me fez repensar, pois não era de seu perfil coisas como timidez.

Retribuí ao abraço. – Obrigado.

– Você deveria sorrir mais vezes. – disse erguendo o olhar. Suas bochechas pareciam um pouco mais rosadas.

– Não é algo que estou acostumado a fazer.

– Mas eu gosto do seu sorriso! – exclamou manhoso.

Era inevitável. Sorri novamente. – Pois saiba que eles são todos seus.

– Eh? Torao! – Luffy atrapalhou-se fazendo-me rir. Segurei seu queixo e o trouxe para um novo beijo. Senti os dedos finos entrelaçarem em meus cabelos e o puxei para mais perto. Ficamos assim por um curto tempo. – Se são meus, quero vê-los com mais frequência. – disse.

– Não posso prometer nada, mas...

– Ah, Torao, assim não vale! – reclamou apertando meus ombros.

Ri novamente. Segurei sua nuca e, sorrindo, voltei a beijá-lo.

Os únicos sons que ouvíamos vinham do mar e do vento. A tripulação devia estar dormindo a essa altura. Bem, não me importo. A única coisa com que queria gastar minha atenção era Luffy. Ri entre o beijo. Ri de mim mesmo. Seu jeito tão único, tão lindo. Ah, me encontro completamente apaixonado, completamente perdido. Aquele garoto estava me fazendo o idiota mais imbecil dos mares e eu estava adorando a minha hipocrisia.

Notas finais
Ficou bem bobinha, mas acho que tudo bem, rs. Eu até que gostei um pouco e espero que tenham gostado!
Reviews são bem-vindas sempre.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!