Notas iniciais
Oiiii Amorinhas saudades de vocês. A Mila e eu pedimos milhões de desculpas porque não estamos tendo tempo de criar os capítulos ( quem diria que o ensino médio é tão complicado), mas finalmente conseguimos sentar e criar alguns capítulos. Se Merlim quiser vamos postar o outro na próxima semana. Não esqueçam de curtir a pagina no face para saberem quando postaremos os novos capítulos (https://www.facebook.com/yourselection234 )

Musica do capitulo: Demons

O sol brilhava pelo céu azul e límpido, sem indícios de nuvens. A sua posição indicava que faltava pouco para o almoço, uns quarenta minutos talvez. Pela janela de vidro a garota de olhos azuis vívidos observava toda a extensão do térreo do castelo, desde os extensos jardins até os campos com gramas verdes e cercados por bosques densos e grandiosos. Ela imaginava o quanto queria estar lá fora sentindo os raios de sol batendo diretamente em sua pele, correr pelo campo, brincar no jardim, andar à cavalo. Mas ela não podia, estava ali, como um pássaro enjaulado, observando a natureza pelas grades de sua gaiola, observando há liberdade dos pássaros que por ali voavam. Era uma tortura.

– Srta. Collin, que imprudência a sua. Trate de voltar a fazer a lição! – falou rigidamente Sra, Froster que murmurou em seguida – Que garota mais distraída!

A garota olhou assustada para sua professora, como se tivesse sido apanhada na cena de um crime sacudiu a cabeça e se livrou dos últimos indícios de pensamento que não fosse a sua lição.

Enquanto isso, não muito longe dali, em uma sala a dois corredores de diferença, a tensão pesava o ar. Trinta e cinco selecionavas olhavam apreensivas para o príncipe à sua frente. O rapaz tinha uma expressão indecifrável enquanto levava o papel que tinha em mãos à altura do peito para ter mais acesso as palavras cuidadosamente escritas em uma coluna. Nicolas limpou a garganta e começou a ler, solene, os nomes do papel.

– Srtas. Gasparoto, Campbell, Loverick, Lubomir, Swalivan, Walter, Chartrukian.

O silêncio voltou, agora mais severo. As garotas trocaram olhares, mas não disseram nada. Levaram alguns segundos para digerirem a informação.

– O que estão esperando? – o príncipe perguntou, tirando as selecionas do transe – As que não foram chamadas podem se retirar.

Essa foi a deixa para que todas se levantassem de seus assentos e saíssem da sala sem questionar.

Dez longos segundos se passaram desde que a ultima selecionada saiu. Agora o príncipe observa as jovens sentadas ali. No fundo, por mais que não quisessem admitir, sabia o que aquilo significava. Ainda tinham uma fagulha de esperança de que o príncipe mudasse de ideia e as mandasse se juntar as outras.

Já Nicolas pensava no quanto foi difícil escolher as garotas para eliminar. Ele analisou cada rosto ali e se perguntou se estaria fazendo a escolha certa ao elimina-las. No meio dessas jovens pode estar seu par perfeito e ele estar jogando a oportunidade fora. Sabia tão pouco sobre elas para tomar uma decisão tão importante, mas isso precisava ser feito. Uma hora teria que eliminar alguém e ficaria mais difícil de escolher se conhecesse todas aquelas moças. A decisão estava tomada.

– Garotas sinto informa-las mas a presença de vocês no palácio não é mais necessária, gostaria de agradece-las por terem participando da Seleção. Porém, para infelicidade de vocês, nenhuma se tornara a nova princesa de Illéa.

O príncipe mal terminou de dizer essas duras palavras e se apressou para fora do Grande Salão em direção a sala de jantar onde à mesa estava posta, frutas, carnes de todos os tipos, saladas exóticas e coloridas, batatas recheadas, massas gratinadas, caldos, molhos, cremes, tortas, trufas e tudo o que a família real tinha direito estava servido. Diferendo do baquete do dia anterior, a sala de jantar estava iluminada com a luz do sol, as grandes cortinas cor de vinho e detalhes em dourados que cobrira as enormes janelas estavam abertas, permitindo que o ambiente se enchesse com a luz do dia. Com sete cadeiras vazias, as selecionadas se perguntavam onde estavam as outras e isso era o assunto do dia. Tudo o que elas falavam tinha haver com o encontro com o príncipe.

– Onde será que elas estão? – uma das garotas perguntou.

– Essa resposta é obvia. – falou uma segunda com deboche a voz. – Elas foram eliminadas.

Já Nicolas não falava nada. Era a primeira refeição do rapaz com as selecionadas, mas ele sentia que não estava pronto para isso. Estava inquieto, não olhava para nenhuma delas, mantinha a atenção no prato de comida a sua frente, apesar de não ter nem tocado na comida. Nick revirava as batatas, de vez em quanto colocava algum grão na boca, mas não tinha apetite.

O príncipe estava tão atarefado que não conseguiu jantar com seus pais naquele dia e pedira para que fosse servido em seu quarto. Porém já haviam se passado horas e sua comida não havia chegado, já era sabido que o príncipe não era uma das pessoas mais pacientes do mundo então não entendia porque tanta demora. Quando finalmente viu Amma adentrar o quarto não viu os olhos marejados e vermelhos da garota e foi logo lhe dando uma bronca por ter demorado a levar sua comida, mas parou de falar assim que notou que Amma chorava sem explicações. Em um momento de compaixão o príncipe pegou a bandeja da mão da garota e levou ate o criado mudo depois encaminhou a criada para sua cama onde a colocou sentada.

– O que aconteceu Amma?

– Me... me desculpe – a garota fez uma pausa – Me desculpe, Majestade!

– Porque você esta chorando?

– Não devo importuna-lo com meus problemas Majestade.

– Já não lhe falei para me chamar de Nicolas? Agora você poderia fazer a gentileza de falar porque esta chorando?

– Eu não sabia, meus pêsames.

Depois disso Nicolas ficou calado não sabia o que dizer e muito menos o que fazer, ficou com medo de fazer algo errado e Amma voltar a chorar. Esse era seu ponto fraco, não suportava ver mulheres chorar entrava em panico e não sabia o que fazer. Queria poder consolar a garota mas achou melhor ficar lá parado, sem falar, apenas olhando para a janela. Após algum tempo ele pegou a bandeja de onde estava e colocou no colo e logo começou a comer, Amma permanecia sentada com as mãos ao lado do corpo sem se mexer. Lembrando-se que os criados só comiam depois que toda a família real já tivesse terminado de comer ele mergulhou a colher na sopa que estava a sua frente e levou até perto da boca de Amma que se assustou com o movimento e acabou derramando a sopa em seu vestido.

– Me diga como consegue ser tão desastrada? — falou Nicolas em um tom bravo

Mas para sua surpresa Amma não abaixou a cabeça, pelo contrario olhou nos olhos do príncipe e disse:

– Me diga você como pode ser um cavalheiro em um momento e no outro se parecer com um bárbaro?

– Como ousa falar assim comigo? Não tem medo do que pode acontecer com você? Não se esqueça que é a minha criada.

– Não por muito tempo.

– Como assim?

– O príncipe Noah esta voltando para o palácio e eu fui designada para ser sua criada.

– Como é? Você não pode me deixar, não pelo Noah.

– Ele pelo menos não é rude comigo e a escolha não foi minha ele mesmo solicitou já que era sua criada antes dele ir para a Itália.

Ao perceber que essa conversa não iria acabar bem Amma se levantou fez uma referencia e saiu do quarto de Nicolas o deixando lá parado feito uma estatua de mármore.

No dia seguinte, Tobby estava sentado em um banco no jardim, esperando a sua amiga. Não queria demonstrar, mas estava ansioso em vê-la. Talvez seja um pouco de besteira, mas estava nervoso, apesar de eles se encontrarem diariamente. A verdade é que a jovem princesa tomara a maior parte dos pensamentos de Tobby e ele sentia algo indescritível na sua presença. Mas hoje era diferente, se sentiu tão feliz quando Aurora pediu para que um guarda o chamasse. Este lhe passou o recado de que a princesa tinha um assunto urgente com ele. Suas mãos suavam e sentia algo estranho dentro de si.

Ouviu os sons de passos e ergueu a cabeça. Aurara estava radiante, diferente, mas radiante. Usava um vestido levemente rosado, com uma saia rodada, curta e com pequenas pedrinhas enfeitando seu dorso. Ao invés das botas, tinha nos pés um sapato com salto baixo e o cabelo estava solto (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=121885494&.locale=pt-br ). Como sempre não usava muita maquiagem e no topo da cabeça tinha um coroa prateada, algo que a menina odiava usar. Tobby soltou uma risada ao vê-la.

– Do que é que você está rindo? – perguntou a garota sentando ao lado do amigo.

– Você está diferente.

– Eu sei, estou ridícula.

– Não ia dizer isso, na verdade você está muito bonita.

Aurora corou um pouco e olhou para o chão, mas logo voltou a olhar para Tobby.

– Hoje fui obrigada a usar essas roupas, daqui a pouco tenho um chá com algumas damas importantes de Não-Sei-Onde – ela falou, arrancando uma risada de Tobby. – Na verdade eu queria falar com você antes.

Ele ficou ainda mais nervoso, mas por dentro estava muito feliz.

– O que? – perguntou com interesse e com um grande sorriso.

– Eu estava pensando se... – ela fez uma pausa e respirou fundo. – É que eu queria fazer algo grande para marcar o começo da Seleção e para deixar as coisas mais interessantes. Algo como uma pegadinha, um trote.

O sorriso de Tobby se desvaneceu. Não era exatamente o que queria ouvir. Estava um pouco desapontado.

– O que foi? Não gostou da ideia? – perguntou Aurora.

– Não é nada. Gostei da ideia, mas como você pensa em fazer isso?

– Eu não sei ainda, mas preciso de sua ajuda.

– Por mim tudo bem, mas não quero me meter em encrencas.

– Não vamos nos meter em encrencas, eu prometo.

Na tarde do dia seguinte, na primeira oportunidade que teve Nicolas foi ao encontro com sua mãe, a rainha. Ele estava impaciente e o assunto o atormentara a noite toda. Suas mãos suavam enquanto ele esperava na biblioteca.

– Espero que tenha um bom motivo para ter me convocado momentos antes de uma reunião importante que terei agora Nicolas – falou a rainha, com a voz calma, porem firme.

Ela adentrou o local andando com a cabeça erguida a postura correta como sempre. De fato estava mais elegante, o vestido de cor jasmim lhe caia muito bem e as joias davam um visual mais elegante a mulher. O cabelo estava em um penteado elaborado, como os que a rainha Liara usava em reuniões importantes. Normalmente ela usava o cabelo solto em ocasiões menos importantes.

– Depois de ter dito aquilo tudo, feito tudo o que fez, o Noah vai voltar e vai ter os menos privilégios que antes? – o príncipe foi direto ao ponto, exaltando um pouco a voz.

– Cuidado com o seu tom, sou sua mãe e a rainha.

– É claro que você vai defender o coitadinho do Noah, afinal, ele sempre será seu filhinho preferido e perfeito. Depois de fazer tudo o que fez, ao invés de ser punido, vocês passaram a mão na cabeça dele. Eu posso não ser o príncipe perfeitinho, educado e inteligente como o Noah, mas eu nunca fui contra a minha propiá família. E o que eu ganho com isso? Sou obrigado a me casar ainda jovem e ficar aqui cheio de tarefas e obrigações reais com o país enquanto ele está lá, na Itália, se divertindo e seguindo o sonho dele. São só alguns meses de diferença, então por que vocês dão tantos privilégios a ele? Isso é injustiça! Agora ele pode voltar quando bem entender e ir embora quando bem entender enquanto eu não posso nem ir no jardim sem dar satisfação a alguém. Como se não bastasse terei que abrir mão da minha criada para servir a ele. É claro que quando ele voltar tudo vai estar esperando por ele, o quartinho, os livros, até a empregada bonitinha dele.

O jovem falou se respirar, enquanto a mãe ouvia com paciência e sem interromper.

– Nicolas, você sabe que amamos vocês três igualmente, independente do que deixam ou não de fazer. Vocês são nossos filhos. Você deveria se sentir honrado em estarmos te dando uma tarefa dessas. Se estamos confiando Illéa a você dever ter um motivo. Não estamos privilegiando ninguém. Cada um tem seu dever e o seu é aqui, conosco – a rainha se aproximou do filho e acariciou seu rosto delicadamente – E se confiamos isso tudo em você quer dizer que confiamos no seu potencial, achamos que você fará grandes escolhas e não por que amamos mais o Noah. Você deveria se sentir honrado.

– Mas eu não me sinto. Não quero me sentir. – o príncipe disse, tirando o a mão da mãe de seu rosto e saiu da sala apressadamente.

Notas finais
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