Your Queen
2 Capitulo 1 - Contatos
Notas iniciais
Capitulo 1 – Contatos
Ainda olhava Esther diabolicamente. Está me olhando sem expressão, parecia nem respirar.
— Niamh!?
— A quanto tempo. – falei me aproximando e mexendo nos objetos que estavam mais próximos a mim.
— Sentiu a minha falta? – Perguntei debochadamente.
— Como? – Ela perguntou me olhando amedrontada. Ela sabia do que era capaz.
— Como? – A imitei rindo e me sentando em uma cadeira que havia mais à frente. Me sentei graciosamente e cruzei as minhas pernas.
— Podemos dizer que você caiu em meu plano perfeitamente. – Disse cinicamente – Você acreditou mesmo que eu a ajudaria? Só usei você querida, eu não tinha tanto poder do outro lado para poder voltar já que eu nem podia ver o meu corpo, então precisava de alguém que quisesse voltar e usar sua magia para me trazer de volta a vida.
— Sua... – começou a dizer Esther com raiva. Mas a interrompi.
— Sem xingamentos querida Esther. – Me levantei e me aproximei mais dela – Você sabe que não gosto de me aborrecer.
— O que você quer? – Perguntou ela se aproximando de mim e parando a alguns metros de mim.
— O que eu quero? – Repeti em voz alta me levantando. Passei por ela indo até seu filho que me analisava com o olhar.
— Não encoste nele! – Vociferou ela quando suspendia a mão para tocar o rosto do vampiro.
— Ou o que? – Perguntei já tocando o seu rosto. Ele fechou os olhos sentindo o meu toque.
– Não dê ouvidos a sua mãe maluca. – Disse acariciando seu rosto – Não se lembre, pois, e isso que irá trazer seu descontrole. Não lembrar e a melhor coisa, pois não vemos nossos demônios. E esses demônios e que fazem você se recair.
Meu corpo formigou e então me virei ficando de frente para Esther.
— Seu poder me faz cocegas. – Disse rindo.
— Saia daqui! – Rosnou Esther.
— Vou sair. Mas antes vou impedi-la de cometer mais um erro.
Esther começou a segurar o pescoço tentando respirar.
— O que está fazendo comigo?
— Não entre na minha frente. – Disse me aproximando dela – Se não... – sussurrei – Eu te mato e faço com que nunca mais volte.
Esther caiu no chão desacordada. Sorri contente. Me virei para seu filho, este me olhava surpreso.
— Me chamo Niamh.
Me dirigi até o boneco que o frendia e o puxei. O vampiro livre, sem pensar duas vezes puxou as correntes, estas se quebraram como se fosse uma linha de costura que o prendesse.
— Acho bom se apressar. – Aconselhei me dirigindo a saída – Pois não o salvarei novamente.
Dei uma piscada em sua direção e logo sai dali. Precisava me estabelecer na nova cidade e acostumar com os novos costumes. Não seria difícil, pois já via tudo, mas agora era oficialmente real. E mais do que nunca precisa procura-las e atrai-las para aquela cidade, para a minha diversão começar.
Três dias haviam se passado. Já havia me estabelecido em um quarto de um hotel no French Quarter e fiquei observando a guerra entre vampiros, lobos e bruxas. Fiquei mais no anonimato. Tinha ainda que terminar de bolar o meu plano, mas não aguentava mais ficar presa dentro do quarto do hotel só esquematizando meus planos. Eu queria me divertir e não tinha nada melhor e mais prazeroso aterrorizar as bruxas, principalmente Esther.
Esta tomava bastante cuidado. Sei que ela tentou me localizar, mas seu conhecimento e escasso em comparação ao meu. E eu já havia me precavido com outros feitiços. Sei que ela sabia do feitiço que havia me aprisionado e sei que ela tentaria usá-lo novamente.
Me levantei da poltrona em que estava e tampei com um quadro a parede onde havia os meus planos, logo em seguida me dirigindo para o banheiro. Tomei um banho, me sequei e vesti uma calça preta, com uma blusa e jaqueta de mesma cor. Calcei as minhas botas de cano curto também preta e deixei meus cabelos negros soltos. Peguei o meu celular e coloquei no bolso interno da jaqueta. Estava aprendendo ainda a mexer e precisava de contatos para começar a botar meu plano em pratica e a melhor forma de se conseguir contatos e aliados e os procurando.
Sai nas ruas movimentadas de New Orleans e segui o caminho que havia feito a três dias atrás. O cemitério Lafayette estava movimentado no dia em que acordei, vários lobos andavam por todo o cemitério e tive um pouco de dificuldade de passar por eles. Não queria confusão agora e principalmente criar inimizade entre mim e as bestas.
Adentrei o covil da cobra mãe, mas este estava vazio. Então me sentei e esperei e comecei a olhar os objetos em volta. Havia vários objetos negros, mas um me chamou a atenção, uma ampulheta. Me levantei e fui até ela.
— Se eu fosse você não tocava nisto! – Ouvi uma voz masculina atrás de mim.
Me virei com meu melhor sorriso debochado.
— Outro bebê da cobra mãe Mikaelson. – Debochei.
— E você? – Perguntou se aproximando.
— Isso não vem ao caso. Vim realmente ter uma conversinha com sua querida mamãe. Ela está?
— No momento ela está ocupada cuidando do bem da nossa família.
— Bem da nossa família. – O imitei.
Me aproximei do filho mais velho de Esther e com apenas um estralar de dedos o fiz desmaiar.
Sai do cemitério contrariada, precisa da cobra mãe para o início dos meus planos.
As ruas de New Orleans ainda estavam movimentadas e a música tocava alto. A música foi uma das coisas que mais me chamou a atenção, ela deixava a cidade alegre com suas canções animadas, mas também a deixava triste quando era tocada músicas tristes. Aquela cidade era encantada e isso também me fascinava. Enquanto estive do outro lado eu via essas ruas, mas a energia que sinto agora não era igual, a magia e o encantamento eram outros.
Virei na esquina e dei de cara com um bar chamado Rousseeau, era um dos mais movimentados do bairro. Iria me virar para continuar seguindo a rua em que estava, mas algo me puxava para lá, minha cabeça falava para eu sair dali, mas meu coração queria que eu fosse. Dei um suspiro e resolvi entrar.
O Rousseau estava lotado. Pessoas riam, bebiam e conversavam feliz totalmente alheias ao que ocorria a suas voltas, não tinham noção do perigo, pois logo que entrei identifiquei vários lobos ali dentro.
O ambiente era agradável, mas sombrio. Seus moveis eram negros bem lustrados. Eu podia sentir o cheiro do lustra moveis. Além de ter uma visão melhor do que a dos humanos, minha audição e olfato também eram melhores, mas não tão bom quanto ao dos vampiros.
Quando me sentei tocava uma música que por incrível que pareça havia ouvido em uma rádio a poucas horas e havia me apaixonado. Arsonist’s Lullabye só não me recordava a banda que tocava essa música.
Me dirigi ao balcão e me sentei em uma das cadeiras que estavam vazias e logo pedi uma doze de Whisky, outra coisa que havia me apaixonado.
Fechei meus olhos levando o copo aos lábios e tomando um pequeno gole da bebida e apreciando à música. Parecia que estava em outro mundo enquanto fazia aquele gesto. Mas quando abri meus olhos o vi me olhando fixamente do outro lado da bancada. Sorri maliciosamente e levantei meu copo. No segundo seguinte ele estava sentado ao meu lado.
— Olha quem está aqui. – Disse, logo em seguida tomando toda a bebida de meu copo de uma vez – O filho encrencado de Esther.
— Oh! Eu mesmo! – Disse ele entrando na brincadeira.
— Posso saber o nome do filho encrencado? – Perguntei.
— Elijah.- Respondeu pegando em minha mão e dando um beijo nas costas da mesma.
Com aquele gesto a mulher durona que estava ali se evaporou. Fiquei sem graça e corei, coisa que eu nem imaginava que poderia fazer novamente. E como se uma força sobrenatural puxasse meus olhos para os deles eu olhei, me perdendo na imensidão e escuridão de seus olhos e neles eu pude ver a menina que fora um dia. A menina inocente, ingênua e sonhadora. E não pude segura-la dentro de mim. Com um simples olhar ele tirou aquela menininha de dentro das quatro paredes que a aprisionava. O que estava acontecendo comigo? Me perguntei.
— Niamh.
— Sinto que vamos nos dar bem Niamh.
Desviei o olhar e aprisionei a menininha novamente dentro da caixinha de concreto que criei dentro de mim. Respirei fundo e pedi mais uma doze de Whisky.
— Então...-começou ele – Onde esteve esse tempo inteiro?
— Me adaptando a essa nova vida.
Ele me olhou confuso.
— Não sou dessa década e nem desse século. – dei uma pausa bebendo mais um pouco do meu Whisky recém colocado – Sou de um tempo longínquo.
— E o que faz aqui agora?
— Tentando concertar o estrago que cometi a muito tempo.
Ele me olhou curioso. E eu vi uma brecha para que eu pudesse colocar meu plano em pratica sem precisar de Esther.
— Quer conhecer a minha história Elijah?
Olhei novamente em seus olhos castanhos e me perdi novamente. E naquela hora eu sabia que estava completamente perdida.
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