Notas iniciais
Espero que gostem,desta fic de amor/ódio!No final é bem fofinha!JKD

Os dedos de (y/n) tamborilavam pela mesa de mármore, enquanto encarava o computador desligado. Não sabia o que poderia fazer no seu tempo livro que, naquele dia, acabou por ser bastante. Os seus pensamentos procuraram uma solução, acabando por não conseguir optar por nenhuma das que passaram pelo seu raciocínio. Podia ir falar com Eridan ou Gamzee, mas não lhe parecia muito atrativo naquele momento. Podia conversar com Aradia ou Feferi, mas ambas estariam muito ocupadas a falar de relacionamentos, o que, diga-se de passagem, parecia demasiado chato para (y/n). Pensou ainda em falar com Vriska, mas não sabia minimamente onde era o paredeiro da sangue-azul.
Um novo pensamento passou pela sua mente, tornando-se o mais interessante de todos. (y/n) tinha a certeza que, naquele momento, o jovem Karkat Vantas estaria fechado no quarto a fazer alguma coisa inútil no seu computador. (y/n) levantou-se da cadeira, achando a ideia de perturbar o seu inimigo bastante atrativa, afinal, o mesmo tinha-lhe pregado uma partida a semana passada, e merecia a vingança.
Saiu de casa e direcionou-se à casa do jovem sangue-vermelho. Passados vinte minutos viu finalmente a grande habitação cinza, onde a única divisão possivél de observar era um quarto, com a luz ligada. Com um sorriso interior, abriu a porta de entrada que, como sempre, estava aberta. (y/n) nunca percebera o porquê, mas também não fazia menção de perguntar. Quando entrou, fechou a porta atrás de si, muito lentamente, tentando ao máximo não produzir nenhum som, para não chamar a atenção do troll.
Olhou à sua volta, tentando advinhar o lugar onde, supostamente, Karkat estaria. Observou uma escadaria e, calmamente, decidiu subi-la. (y/n) deu de si cara-a-cara com um corredor gigante. Os seus olhos fixaram-se na última porta, onde uma tabeleta com a inscrição “KARKAT” estava afixada. Decidiu que, muito possivelmente, aquele era o quarto do seu inimigo.
(y/n) abriu a porta do quarto de Karkat muito lentamente, tentando ao máximo não produzir nenhum barulho. Primeiramente, olhou à sua volta, observando o quarto com tons deprimentes de cinzas mas, felizmente, algumas coisas vermelhas. Observou o rapaz sentado ao computador, um sorriso maléfico aparecendo gradualmente na sua face. O jovem com cabelos negros e olhos vermelhos estava completamente concentrado no ecrã não notando os passos em sua direção. (Y/n) aproximou-se de Karkat e, quando estava bem atrás dele, tocou-lhe num dos cornos, muito suavemente, sabendo que o ocorrido iria causar sensações estranhas no rapaz, devido à sensibilidade daquela parte do corpo dos trolls. Como era esperado, o rapaz arrepiou-se e, virou-se bruscamente. Por azar, a velocidade e agressividade do movimento causaram um desequilibrio, que levou Karkat a cair da cadeira para o chão, com um estrondo. Soltou um gemido de dor, sentindo as costas doerem. Por fim, decidiu repreender a causadora daquela confusão.
– M-mas que merda é que pensas que estás a fazer, idiota?
(y/n) colocou-se em cima do rapaz empurrando as costas do mesmo contra o chão gelado. O rapaz fora completamente apanhado de súbito. O rosto do rapaz ficou repleto de fúria ao perceber quem quem se encontrava com ele naquela posição vergonhosa, era a sua inimiga.
– A te dar o que mereces.
Karkat, com um riso macabro, inverteu as posições, sem se preocupar se era demasiado pesado para a rapariga, que soltou um gemiso de dor.
– É a vingança da semana passada, é?

~ Flashback ~

(y/n) encontrava-se sentada no meio do relvado verde, olhando para o céu, não se preocupando muito com o que se passava à sua volta. A relva mexia-se consoante a direção da brisa, que mudava de direção a cada cinco minutos. As nuvens, bem brancas, formavam formas fofas e delicadas que incentivavam ao toque.
Os seus olhos abriram em choque quando sentiu água gelada cair em cima de si, seguida de um riso irritantemente familiar.
Levantou-se num pulo, parando à frente do jovem Vantas, que possuia um sorriso de escárnio nos lábios.
– Idiota! Qual é a tua ideia?!
– Provocar-te, estúpida. — explicou, ficando a meros cinco centímetros de distância de (y/n). — E admite, tu gostas. — comentou, troçando, enquanto lhe mexia nos cabelos.
– Eu odeio-te! Tás louco?!
Ele soltou um sorriso vitorioso, afastando-se (y/n).
– E achas que eu o que, sua merdinha? Que gosto de ti?
(y/n) empurrou-o, jurando a si mesma que iria se vingar daquele patife.

~ Fim do Flashback ~

– Pff! Donde tiraste essa ideia? — ironizou, tentando empurrar o rapaz de cima de si, o que se era praticamente impossivel.
– Fracota. Também, és rapariga, é óbvio que és fraca. — gozou, apoiando uma mão ao lado da cabeça da rapariga.
– Tás a chamar as raparigas de fracas, imbecil?!
– Eu mudarei de opinião quando conseguires fazer alguma coisa, estúpida.
(y/n) agarrou-lhe pela camisola e, com toda a sua força, empurrou-o contra a parede. Karkat bateu nas mesma de costas, soltando um grito de dor, enquanto um pequeno fio de sangue lhe descia pelo canto da boca, devido à força do choque.
A rapariga sentiu um pouco de arrependimento mas, afinal, era o seu inimigo. Ela não se podia deixar perder.
Karkat limpou o canto da boca, olhando, espantado, a mão com uma mancha de sangue vermelho-doce.
(y/n) olhou o rapaz, achando um pouco sexy a forma como ele se encontrava, ou seja, magoado. Era a primeira vez que o olhava daquela forma, o que foi um pouco estranho para ela. Mas tinha de admitir, Karkat ficava muito atraente com o fio de sangue a escorrer pelo canto da boca. Os pensamentos de (y/n) desconexaram-se por segundos, levando-a a agir pelos seus instintos.
– T-também não era preciso...
O jovem Vantas foi interrompido ao ser, de novo, empurrado contra a parede, mas, desta vez, apenas soltou um suspiro dolorido. Um par de lábios nos seus impediu que resmungasse e, em vez disso, ficasse completamente confuso com a atitude repentina da suposta inimiga.
– Ficas muito adorável confuso, sabias? — perguntou (y/n) ao ouvido de Karkat, com uma voz bastante sedutora.
Não querendo ficar indefeso perante a rapariga, inverteu, pela segunda vez naquele dia, as posições, prensando (y/n) contra a parede dura e gelada.
– Tu também — murmurou enquanto começava a, lentamente, dar beijos no pescoço. Os beijos gradualmente começaram a evoluir para mordidas e chupões, consoante os sons que (y/n) fazia, que eram bastante apelativos a Karkat.
(y/n) apertou-lhe os ombros, cravando, ao deleve, as unhas, devido à dor/prazer que sentia.
Karkat separou-se, de repente, olhando-a nos olhos e, sem esperar, roçou os seus lábios, ao de leve, sobre os dela. (y/n) suspirou e, impaciente, beijou-o com brusquidão, sendo que apenas se separaram quando precisavam de ar, abos sorrindo.
Karkat colocou os braços à volta da rapariga num abraço, o qual (y/n) respondeu, carinhosamente.
– Isto até foi divertido — admitiu (y/n), colocando a cabeça no ombro do jovem, que lhe afagou os cabelos (h/c), docemente.
– Foi sim — confirmou Karkat.
Ficaram em silêncio por segundos, apenas admirando as respirações levemente descompassadas e as caras coradas de um tom claro de vermelho. Karkat pegou no queixo da rapariga, forçando-a a olhá-lo nos olhos vermelhos sangue.
– Continuo a odiar-te... — comentou, sorrindo levemente e roçando os dentes bicudos no pescoço de (y/n).
– Nem eu disse o oposto, imbecil.
– Ah, tu adoras-me, admite. — continuou o jovem Vantas, abraçando-a.
– Não — negou (y/n), sorrindo ao perceber que Karkat se irritara.
Vantas mordeu-lhe com força o pescoço, até deitar um pouco de sangue, que sogou com agressividade.
Com um sorriso, afastou a cabeça levemente, até poder olhar nos olhos da rapariga nos seus braços. Aproximou-se da bochecha da mesma e mordeu-a, até poder voltar a provar o sangue vermelho.
– Podes parar de me morder? Foda-se! Isso doi!
– Nah. — recusou com um sorriso atrevido — Sabe bem...
(y/n), como vingança, puxou a sweater cinza para baixo, até poder ver os ombros do rapaz, e, sem esperar um segundo, fincou os dentes no mesmo.
– Au- resmungou, empurrando-te do seu colo e preocupando-se com a ferida.
(y/n) sorriu, observando a vista e, sem uma única despedida, direcionou-se para a saída. Olhou para trás a tempo de ver os olhos vermelhos fixados em si.
– Até logo, idiota — despediu-se, fechando a porta negra atrás de si.
(y/n) soltou um suspiro, sentindo uma sensação estranha dentro de si. Nunca esperara encontrar-se numa situação destas com um rapaz, muito menos o meu inimigo, que, naquele dia, mostrara ser mais que isso.

Notas finais
Espero que tenham gostado :3Review?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!