Your Love Is My Drug
3 Capítulo 3
Acho que seria uma boa hora para estudar.
Limpei meu sangue e entrei, ela estava na recepção, mostrando o seu cartão e sorrindo, como sempre. Bom, eu nunca tinha entrado ali, então criei um cartão, bem rapidinho e fui atrás dela.
– Hum, oi de novo.
Ela parou e deu meia volta, quando me viu, sorriu, não entendi o porquê, mas gostei.
– Oi. — Ela fez uma cara de preocupação. — O que aconteceu com sua boca?
Puta merda, começou a sangrar de novo.
– Me envolvi em uma briga. — Falei abaixando a cabeça.
– Nossa, deixa eu limpar isso aqui. — Ela pegou alguns lenços na sua bolsa e com todo cuidado, foi tratando daquele ferimento.
– Obrigada, já to bem melhor agora. — Dei um sorriso.
– Mas então, por que que você passa em uma biblioteca depois de uma briga?
Putz, o que eu falo?
–Han, é que eu lembrei que tinha que pegar um livro aqui, aproveitei o caminho, foi isso? É, foi isso. — ok, eu sou péssimo com mentiras, ela riu, acho que não acreditou muito, depois continuou a procurar.
– Tá procurando que livro?
– "Silêncio" da Becca Fitzpatrick, mas a recepcionista disse que tá emprestado, vou ter que esperar pra pegar semana que vem — ela fez uma cara de dexepção.
Eu já tinha ouvido falar desse livro, não sei aonde, mas tinha. Se eu não me engano, sei aonde conseguir.
– Bom, eu vou indo nessa tá?
– Ah claro, e ve se coloca um curativo e não se mete mais em brigas.
– Pode deixar — dei uma piscadinha.
Sim, eu sei que eu devia ter ficado lá com ela, mas ela queria estudar e afinal, eu tenho uma outra coisa pra fazer neste exato momento.
[...]
Tomei um banho muito rápido, me joguei na cama, queria dormir um pouco mas não consegui. Então, fui procurar o livro.
– Mãe, onde tá aquele livro...Chamado Silêncio?
– Deve tá na estante...Por que?
– Ah, quero emprestar pra uma amiga.
– Amiga né?
– Mãe, para com isso.
– Tá bom, já parei.
Peguei o livro e coloquei na bolsa. Makena tinha acabado de chegar da escola, ela é minha irmã, adorava ela.
– E aí mané?
– Oi sua chata.
– Apanhou de novo foi?
– Não é da sua conta irritante.
Assim, era o nosso amor. Fui até a garagem, conversei com meu pai sobre a Lisa, ele me deu alguns conselhos, falou que eu tinha que virar amigo primeiro e com o tempo, ir me aproximando mais.
– Mas pai, e se ela não quiser ser minha amiga?
– Olha, pelo o que você falou, acho que ela não seria tão estúpida a ponto de ignorar meu filhote.
– PAIIÊ.
[...]
Me joguei na cama, fiquei pensando naquele rostinho, em como ela era especial para mim. Foi tantos pensamentos, tantas cenas inventadas que acabei pegando no sono....
Continua...
Notas finais
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