Notas iniciais
Primeiro capítulo, espero que gostem. haha ;3

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Manhattan, New York, E.U.A


A brisa que acabará de passar fazendo todos os meus pelos se oiriçarem era terrivelmente gelada, fechei minha jaqueta colocando logo em seguida minhas mãos no bolso da calça. Fechei os olhos com força ao sentir o vento passar novamente.


Balancei a cabeça, passando a mão sobre a minha touca, e observei da enorme varando do meu quarto as pessoas lá em baixo que passavam de pressas e entravam em várias lojas, de lá saindo com muitas sacolas.


Mesmo já quase anoitecendo a rua ainda era totalmente agitada.


Dei de ombros voltando para meu quarto com passos lentos e pequenos, e encarei Katy com a seu ursinho pendurado em sua mão. Sorri andando em direção a pequena e dando um rápido cheiro em seus lindos e belos cabelos. A mesma estendeu os pequenos bracinhos para mim, entortei os lábios pegando a mesma no colo, que estava cada vez mais pesada, em pensar que dias atrás era leve como uma pena.


Katy logo adormeceu em meus braços, mais ainda sim continuava a brincar com meus cabelos.


Tão frágil, tão pequena e tão linda... Uma verdadeira princesa. (http://weheartit.com/entry/33658714)


Logo que nos mudamos para cá minha mãe conheceu Petter e não demorou muito e então se casaram. Nos damos muito bem e sou grata a ele por fazer minha mãe feliz. E logo tiveram Katy, a alegria da casa. Eu realmente amo essa pequena, não só pelo fato dela ser minha irmã mais também porque adoro crianças. Andei até seu quarto, deixando ela em seu berço rosa com detalhes roxos que tinham uma combinação perfeita em alguns corações em volta. Em seguida ligando o pequeno e delicado mobile da mesma cor de roxo do berço que logo começou uma música de ninar, suave que poderia até mesmo me deixar sonolenta. Desci as escadas, me sentando no sofá e colocando em qualquer canal.


– Ho céus, graças a Deus em casa – ri fraco ao encarar minha mãe que agora passava pela porta em seguida se jogar no sofá ao meu lado.


– Dia cansativo? – perguntei enquanto a mesma tirava os seus saltos.


– E como Jasmine, não aguento mais passar pela porta daquela boate e aguentar mais um dia de trabalho e aquelas pessoas chatas. – suspirou.


Minha mãe trabalha em uma famosa boate aqui em Manhattan, na decoração deis de que viemos do Brasil para cá, eu tinha quinze anos e hoje já tenho dezessete. Nos mudamos logo depois que meu pais se divorciaram, e então meu pai foi morar em Ontário, numa pequena cidade chamada Stratford e nós para cá. Ele era um pai presente e sempre me ligava, me manda presentes e tudo mais. Em algumas datas comemorativas nos víamos, mais de uns tempo pra cá não era mais assim, ele apenas se dedicava agora a sua nova família. Esquecendo-se de sua outra filha aqui.


– Minha pequena já dormiu? – perguntou mamãe se referindo a Katy, depois de um longo silêncio.


– Sim, bem alimentada e tomada banho – sorri fraco, enquanto ela tinha seus olhos fechados.


– Muito obrigada filha, acho que não seria nada sem você – falou ela, me fazendo sorrir boba.


– Você não tem que me agradecer mãe – a abracei de lado. – Petter não vem pra casa hoje? – perguntei.


– Parece que teve algum imprevisto na empresa e ele vai ter que ficar mais um pouco lá. – disse ela.


– Hm, entendi.


– Que tal uma pizza? – disse ela.


– Seria uma boa – sorri fraco – Eu ligo – disse me levantando e correndo em direção ao telefone.


– Ok, vou subir e tomar um banho. Me grita quando chegar – assenti enquanto discava o número que já sabia de cor pelo fato da minha mãe não saber nem um ovo frito sem que queime algo ou deixe ele cru. Então nossa única salvação era sempre pedir um pizza, comida japonesa ou iamos diariamente em alguns restaurantes aqui perto. Não demorou muito pra chegar, então logo tratei de chamar minha mãe e nos sentamos no sofá assistindo um filme de romance que passava na TV enquanto comíamos e tomávamos nossa Coca-Cola.


– O seu pai me ligou hoje – falou minha mãe.


– Hm – fiz pouco casso dando de ombros.


Eu realmente não estava nem ai para o fato dele ter ligado, depois de longos quatro meses sem dar uma noticia ele se lembra de mim? Ho, claro, ele estava ocupado demais com a sua nova família para sequer um segundo lembrar de sua filha.


– E ele falou que queria te visitar Jas – revirei os olhos – E também me pediu que deixasse você passar um tempo com ele em Stratford – disse ela agora me encarando, a encarei de volta arqueando as sobrancelhas.


– E claro você não deixou, não é mesmo? – ri encarando seu rosto, que estava sério e um pouco apreensivo – Não é mesmo? – perguntei novamente mordendo os lábios, rezando e torcendo mentalmente pra que a resposta fosse um “não”.


Porque de fato não queria ir para essa cidade totalmente desconhecida por mim, não conheço ninguém lá e também não quero conhecer a “nova família” do meu querido pai, que em falar nele, estou com muita raiva então... EU NÃO QUERO IR.


– Filha vai ser legal você ficar um tempo lá e... – não deixei que ela terminasse e me levantei berrando.


– Eu não vou mãe – bufei irritada batendo o pé.


Não sou mimada nem nada, mais quando eu não quero alguma coisa ou ao contrária eu faço de tudo para conseguir o que quero, e a primeira coisa sempre é... Birra. Hey, e não me olhem estranho.


– Mais filha, entenda que ele está com saudades e quer passar um tempo com você – sorriu ela, apenas revirei os olhos – Pensa pelo lado bom, você conhecerá novas pessoas e também a nova família de seu pai – tentou convencer ela me fazendo soltar uma risada sarcástica.


– Conhecer a nova “família” dele é algo bom? – disse com um certo desgosto.


– Jasmine Marie Villegas, porque esse drama todo? Você não ficará a vida inteira lá, apenas alguns meses – falou ela séria.


– Apenas alguns meses? – esbravejei – Mãe você não vai fazer eu ir, EU NÃO VOU – gritei correndo em direção ao meu quarto, trancando a porta e logo em seguida me joguei na cama bufando de raiva.


Eu não acredito que minha mãe estava concordando deu ir pra Stratford, que nem ao menos pronunciar o nome direito dessa cidade eu sei. Ela sabe o quanto fiquei triste quando eles se divorciaram e ainda mais quando ele se mudou para longe e encontrou uma mulher e casou-se com ela. E o pior, ela tem uma filha da minha idade.


Então é claro que eu não vou.


Notas finais
hey, e então gostaram? Mereço alguns reviews??
Sei que não está tão legal mais o começo sempre é meio sem graça, mais depois vai ficar melhor, eu prometo...
E em relação a outra fic, não sei se vou excluir mais também não sei se vou continuar;; vou pensar ok?
Então é isso lindas, espero que acompanhe aqui. s2
Smac ;*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.