Notas iniciais
Espero que gostem!

O Final

Olhe, eu realmente não sei como a autora decidiu a vitória. Eu, na minha opinião, daria ela para Charlie e Alexei. Acho que eles são muito interessantes, aprenderam muito na Arena e evoluíram. Deixaram a inocência, amadureceram, lembraram de seus erros... E principalmente: Mataram tributos importantes. E agora estamos aqui, neste dilema: Charlie – Alexei – Max. Sei que o Carreirista é forte demais, mas esse final... Não entendo ela. Nunca entenderei, essa é a verdade. Sou apenas um narrador, não? Bom, espero continuar no meu cargo quando ela começar a nova edição... Agora, vamos ao capítulo!

– Isto é... Diamantes... – Charlie tocou as pedras, impressionada.

– Uma mina – concluiu Alexei, examinando o local – Cheia de caminhos diferentes... Um verdadeiro labirinto.

Um ruído fez as orelhas de Charlie coçarem.

– Mais alguém achou a porta. – ela sussurrou baixinho.

– Max, o último. – Alexei respondeu, no mesmo volume.

– Vamos sair.

– Não podemos.

– Então vamos em frente.

– Você escolhe o caminho – ele disse, quase que sem escolhas.

Ótimo, uma menininha de doze anos iria escolher um caminho dentro de uma mina de selenita, onde um passo em falso poderia resultar na morte dos dois. Por sorte Alexei conseguira seu rastreador, que dizia onde os bestantes estavam. Notaram, agora, que só estavam vivos por causa daquelas dádivas. Se não fossem elas, teriam morrido. Charlie agradeceu mentalmente ao seu mentor. Alexei não o fez, apenas tentou entender porque tinham salvado-o daquilo. O que ele tinha de especial? Mas agora havia um Carreirista atrás deles, e não sabiam se ele também tinha alguma dádiva especial.

E de fato tinha. Max colocou seu dispositivo numa pedra próxima. Ele piscou por alguns segundos, escaneando o andar. Logo um mapa surgiu na tecla e Max observou os caminhos. Tinha ganho aquilo ainda no palácio, alguns minutos atrás. Agradeceu aos seus Patrocinadores e ao mentor. Agora ele tinha de fazer valer a dádiva. Ao encontrar sua “amada” morta, teve noção de que agora só restavam mais alguns, talvez apenas um para combater contra ele. A verdade é que não tinha contato.

Alexei sentiu o tornozelo reclamar quando pisou em falso. Logo isso, agora! Tentou ignorar a dor, seguindo a pequena. Quando notou a pequena faixa de luz vinda de um dos corredores que ligava aqueles em que estavam, pegou o pulso da menina e a puxou me direção a ele, onde encontraram a saída. Um grande número 12 estava ali, marcando a entrada para o Décimo Segundo Andar do Labirinto. E as luzes ofuscaram a visão. Era rosa, violeta e amarelas, todas girando. A fumaça deixava o ambiente ainda mais abafado. Alexei sentiu os pelos da nuca se eriçarem. Instintos, pensou. Empurrou Charlie para trás de uma das mesas do salão negro e de luzes rodopiantes. Era uma boate, dava para perceber. Quando terminou de se encolher atrás de outra mesa, o Carreirista estourou porta a fora. Ele estava ofegante com sua corrida. Logo se acalmou e colocou uma espécie de placa com tela colorida sobre uma das mesas ali. Era onde Charlie estava escondida.

Neste momento eu não percebi nenhum entusiasmo na escrita da autora. Eu realmente estou em depressão. Sei e tudo que irá acontecer e acho que não concordo com nada do que ela fez. Mas como eu posso ir contra um roteiro? Afinal não sou eu quem o segue fielmente? Ah!

A menina segurou sua lança firmemente. Esperou até que o garoto estivesse distraído o suficiente e saltou, atacando-o. Estava escuro, entretanto o Carreirista tinha reflexos divinos e conseguiu segurar o cabo da arma, fazendo-a parar no ato. Charlie sentiu uma bola na garganta. Até agora Alexei não tinha se movido.

E-ele vai me trair... Vai me deixar morrer aqui e vencer junto com esse cara...

As lágrimas brotaram enquanto esses pensamentos saltavam por sua mente. Charlie não queria ser traída daquela forma. Tinha pavor daquele homem, tão grande. Sua sombra era ainda mais escura que a boate, e Charlie teve um tremor súbito. O pânico a tomou, fazendo seu corpo paralisar. Jamais conseguiria! Nunca! Agora já estava em crise, soluçando e sentindo náuseas fortes. Era o fim, era o fim! E realmente era.

Com um sorriso triunfante, Max a acertou com um soco, atordoando-a.

Com um sorriso triunfante, ele chutou seu joelho, fazendo-a gritar de dor e cair sobre as pernas, fraca.

Com um sorriso triunfante, ele a estocou com o punho da lança, no estômago, fazendo a pequena vomitar todos os doces que tinha devorado.

E então, com os dedos quase sendo amputados, mas firmemente sobre a lança, Charlie puxou a alavanca de seu líquido corrosivo, e meio segundo depois o Carreirista a tinha soltado. Com a mão sendo dissolvida diante de seus olhos, ele encarou a pequena ruiva. Estava prestes a pegar-lhe pelos cabelos, e pegou. Jogou a cabeça de Charlie contra a parede, outra vez, outra vez. Charlie ouvia o sangue se mexendo, junto com os impactos. Estava tonta, desorientada. E seu crânio não agüentaria. E nenhum sinal de Alexei.

Traída. Condenada. Agora era seu veneno contra a resistência de seu próprio crânio. O veneno não era rápido, mas as pancadas que Max a fazia sofrer eram brutais. Num determinado momento, Charlie sentiu o sangue escorrendo pela testa, depois inundando seu nariz e a obrigando a respirar pela boca. Mas engasgou, logo sentindo o gosto metálico na língua.

E então – olhou para o corpo de Max, onde seu ombro já estava totalmente destruído. Charlie viu sua lança no chão, ao lado de seus pés flutuantes. Mordeu os dedos de Max, fazendo-a soltar por reflexos. Ele já estava abaixando, mas ela pegou a lança e a direcionou para ele, soltando ainda mais corrosivo. Atingiu o rosto do Carreirista. Ele urrou de agonia, sentindo seus olhos murchando nas órbitas. Agarrou Charlie pela cabeça e começou a espremê-la. Sua mão útil estava mais fraca agora, mas não menos mortal. Max era capaz de quebrar um crânio com apenas uma mão, Charlie o vira fazer isso na sala de treinamento.

Aquela era uma batalha final. Esperto, ela pensou, deixar que eu e o Carreirista decidamos quem vencerá junto com você... Mas eu não deixarei barato...

Quando olhou para a vida uma última vez, o cérebro de Max escorria por sua bochecha, depois tocando o queixo, e então caindo no chão. Mais pedaço se escorregavam pelo rosto, e aos poucos ele morria. E ela também.

Quando percebeu, já estava envolta de trevas.

º º º

Alexei

Acordou enquanto arrancavam os pelos de sua perna. Gritou de dor e logo repudiou a equipe de preparação com xingamentos terríveis. Pousou a cabeça novamente na cama, tentando se lembrar de algo, mas um breu tinha tomado sua visão. Só sabia de uma coisa: tinha usado uma menina para vencer. E tinha vencido. Quando seu rosto caiu para o lado, e ele já estava pronto para cair num sono profundo de novo, notou que na cama ao lado havia um cabelo ruivo.

Notas finais
E Fim.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!