Notas iniciais
Ta, pode não ser o capítulo mais "recheado" de coisas, mas foi o meu preferido até agora.

Charlie Belcourt

Enquanto Ethan a encarava, Charlie abriu os braços, e de suas costas floresceram asas de pétalas, com aroma que a lembrou do Distrito 14. Ainda impressionada com o que acontecia, sentiu que Austin a observava e então tentou recobrou o juízo. A Aliança Carreirista estava em pé, diante dela, enquanto sua pequena e fraca aliança com Austin e Alexa estava destruída. Austin logo morreria com seu corte na testa, o sangue vermelho e vívido escorrendo. Ele não agüentaria por muito tempo. Alexa tinha morrido no Banho de Sangue, pelas mãos de Vicent, o menino do Distrito 1. Charlie nunca saberá entender como, mas assim que viu aquilo ela pegou a besta ao lado de sua perna, já armada com a flecha e desferiu uma flechada certeira na testa do garoto, que nem viu de onde aquilo veio. Austin tinha puxado seu braço e desde então eles tinham matado ao todo cinco tributos. Cinco. Três deles tinha sido Charlie. Ela não conseguia entender como tinha conseguido usar uma besta sendo que nunca treinara, mas aparentemente sua mira era perfeita, por natureza.

Também não entendeu como Ethan e Noralinne tinham se saído, mas era evidente que eles não tinham se ferido em parte alguma. Em nenhum momento... Desde o começo dos Jogos. Desde três dias atrás. Sua cabeça virou e vibrou, os olhos ardendo. Austin não estaria lá para protegê-la, enquanto Ethan e Noralinne encaravam-na. Logo eles sairiam do transe que as asas recém brotadas de suas costas e iriam matá-la ali mesmo. Charlie só tinha mais uma flecha, que apontou para Noralinne e soltou em seu peito.

Ethan não se abalou. Seu olhar era frio e impiedoso, ele não sentia nada. Era o mesmo olhar de todos os outros tributos que Charlie tinha matado até ali. Mas diferentemente dos outros, Ethan deveria sentir alguma coisa. Com o peito ardendo dentro da camiseta, ela fechou os olhos, assim que sentiu a lança atravessar seu tórax, Charlie percebeu que a o calor soltou seu corpo, e a força também. Ela caiu para o lado, enquanto som da Capital anunciava Ethan o Vitorioso da 200ª Edição de Jogos Vorazes.

Charlie acordou incrivelmente calma. Não tinha gritado durante a noite e parecia muito mais tranqüila do que quando tinha pesadelos com seus pais virando víboras (desde que a Arena da 101ª Edição tinha sido mostrada e ela vira aqueles homens parte cobra, tinha ficado traumatizada). O sonho, mais aterrorizante que qualquer outro que Charlie já tinha tido, a confortou. E ela suspirou feliz, enquanto sentia o calor ainda dentro dela, o peito subindo e descendo e o pulsar do coração. Olhou para fora da janela de seu quarto do Hotel dos Tributos. Ainda era noite, a Capital ainda estava acordada. Uma multidão em volta do Hotel gritava por seus preferidos. Na verdade, eles gritavam por todos. Durante as nove horas da noite, até as dez, o nome gritado foi de Vicent, Distrito 1. O garoto no sonho de Charlie que tinha matado Alexa. Depois das dez até as onze foi Kannya, ainda do Distrito 1. E assim continuou. Nessa ordem. Quando era duas da manhã eles gritavam por Ethan, com a voz ainda mais forte. E às três era sua vez. Charlie! Charlie! Era incrível ouvir seu nome na boca de tantas pessoas... Ela vibrava. O nome que agora gritavam era de Zandaya, e fazendo uma conta tão rápida mentalmente ela concluiu que deveria ser oito da manhã. Mas o céu lá fora era negro, como se uma terrível tempestade estivesse por perto.

Nunca viu um céu tão feio em toda sua vida. Nunca ouviu nada sobre tempestade pesadas na Capital, mas imaginou se não seria óbvio. A Capital era tão poluída e desprezível que até as nuvens saberiam onde despejar sua fúria. Com isso em mente, Charlie ouviu do lado de fora de sua porta uma agitação. Com os pés descalços no carpete, ela foi até a porta entreaberta, espiando silenciosamente. O representante e os dois mentores estavam conversando enquanto café era servido na mesa onde comiam. O cheiro de café atravessou o corredor e chegou até as narinas de Charlie, fazendo-a estremecer e sentir o estômago vazio pedindo por comida.

Mas não era hora de acordar, era hora de ficar esperando até dar dez da manhã e então descer. Mas ela não queria esperar tanto assim... Não sabia se levaria uma bronca ou não caso saísse de lá, mas assim que abriu a porta e pisou no laminado frio que era o chão do corredor, ela estremeceu, com um choque percorrendo seu corpo inteiro. Uma visão do sangue de Alexa sendo esparramado para fora da garganta assim que a espada de Vicent cortou-a apareceu na frente de seus olhos.

Charlie cambaleou para trás, se encostando no batente da porta. Ainda atordoada, ela olhou novamente para a sala, onde os adultos a encaravam, curiosos. Ela respirou fundo. Foi um sonho, disse a si mesma, apenas um sonho... Nada mais... Ela atravessou o corredor, chegando até a mesa. Lá escolheu uma cadeira aleatória, sentando-se com as pernas cruzadas (para conseguir alcançar os pães no meio da mesa), mas ninguém tirou os olhos dela, deixando-a desconfortável.

– Acordou cedo hoje. – sua mentora cortou o silêncio.

Eva Matilde. Essa era a vitoriosa da 199ª Edição. Ano passado, Charlie se lembrou, a mulher que um ano atrás era considerada apenas uma garota de quatorze anos, tinha matado a Aliança Carreirista inteira envenenando uma pequena quantidade de rio sujo. Não era algo eficiente, e na casa de Charlie todos julgaram que Eva era idiota por envenenar um rio já poluído e que nenhum outro tributo usaria. Mas ela não era idiota. Os animais da floresta, todos, bebiam daquele rio poluído, que não tinha nenhuma impureza para eles. O veneno também não os matou, mas assim que o primeiro caçador do Distrito 7 pegou um coelho e o comeu, caindo adormecido num sono eterno, Charlie entendeu tudo: Eva tinha atingido não a água dos suprimentos, mas a caça, que era muito usada por todos os tributos da arena. Com certeza envenenar os animais que eram alimento era bem mais útil, pois água se tinha aos montes. Logo todos os tributos estavam dormindo num sono eterno.

Eva, que tinha caçado dois esquilos e uma coruja, apenas se escondia, comendo aos poucos. Em quatro dias todos os tributos dormiam, e um silêncio tomava conta da floresta. Apenas animais era visível, os que não tinham sido usados como alimento e arma.

Logo foi anunciado que Eva era a única não afetada pelo sono e que ela seria coroada Vitoriosa da 199ª Edição de Jogos Vorazes. Mas antes disso, ela teria de terminar seu trabalho, encontrando todos os tributos e cortando a garganta deles. Eva, que tinha demonstrado ser altamente vulnerável quando via sangue (o que ela viu muito no Banho de Sangue a assustou) teria de lidar com o medo do líquido vermelho, que jorraria para longe sempre que ela cortasse uma garganta. E agora ela tinha 23 gargantas para cortar. Charlie no começo não entendeu, mas quando seu melhor amigo explicou que a Capital não ficou feliz pela esperteza de Eva e quis se vingar dela, obrigando-a a combater seu medo de frente.

Olhando para aquela garota, que tinha agora quinze anos e parecia mais uma mulher, ela sentiu vontade de ser tão esperta quanto ela. Eva tinha cabelos cacheados (do jeito que Charlie sempre invejou as outras) e até o final das costas, negros como carvão. E os olhos eram esverdeados quase puros. Ela tinha um ar de inocência que se misturava ao de maturidade. Com certeza Charlie ficava feliz por tê-la como mentora. Diferente de Charlie, Eva tinha uma beleza de alguém mais velha do que realmente era.

– Sim – concordou Charlie – Acordei mais cedo. A gritaria não me deixou dormir.

– Mentira – o mentor de Ethan sorriu, enquanto abaixava sua xícara de café, após um longo gole – Você teve um pesadelo.

– Você não está errado – Charlie abaixou a cabeça, lembrando-se das asas em suas costas e então percebeu que tinha se esquecido qual era a arena do sonho. Não se lembrava se era uma floresta, como a de Eva, ou se era um castelo medieval.

– Eu nunca estou – o tom de voz de Hetvan, o mentor, não era de arrogância, mas de inteligência. – Eu ouvi seus ruídos de noite.

– Eu pensei que não tinha gritdo.

– Você não gritou – o mentor sorriu, com uma simpatia que Charlie imaginou não existir em mais nenhum homem no mundo. – Você murmurou. Eu entrei no seu quarto, e você murmurou.

– O que murmurei? – ela quis saber.

– Asas – Hetvan sussurrou por cima da mesa, com iluminação. – O que você estava sonhando, Charlie?

– Com uma arena – ela contou.

– Que Arena? – Eva parecia entretida e muito atenta ao que a pequena garota ruiva lhe contava.

– Uma arena onde eu participava, junto com Ethan, Noralinne, Austin, Alexa e Vicent. Não me lembro de mais nenhum outro tributo que esteja junto comigo neste edição. É como se somente esses tivessem sido escolhidos para aparecerem na minha mente – ela contou – Agora não me lembro que tipo de arena era, mas eu peguei uma besta na Cornucópia e... Espera, vou contar tudinho: Quando eu olhei para o lado, no Banho de Sangue, Vicent estava decapitando Alexa com uma espada grossa. Ela caiu, jorrando sangue sobre a... A neve! – ela se iluminou – Era isso, era neve, a arena era toda com neve e... Um lago congelado que sempre que o Sol o tocava ele se partia.

– Uma arena muito interessante, é verdade – Hetvan comentou com Eva, enquanto estudava o rosto de Charlie – continue com o sonho.

– Então: Eu vi Vicente fazendo aquilo com minha aliada, e logo peguei a besta aos meus pés, que eu não sei como tinha ido parar ali. Eu atirei e acertei a testa dele.

– Uau. – exclamou o representante, pela primeira vez dando notícia de vida e de não ser uma Avox camuflada de Capital – A testa?

– Bem no meio – completou Charlie, se lembrando com horror – e o sangue dele escorreu lento, mas logo morreu. Eu matei três tributos durante os Jogos, foram quatro dias de mortes. Austin matou dois. No final, tivemos de enfrentar a Aliança Carreirista.

– A de Emma e Estephan?

– Não. A do Ethan.

Os mentores e os representantes seguraram o ar, enquanto ansiavam por uma continuação de Charlie. Era como ela estivesse contanto uma história de ninar para três crianças, mas ela se sentiu feliz com a atenção que recebia.

– Asas cresceram das minhas costas, era de pétalas e o cheiro... Era como o Distrito 14. Austin tinha se machucado, não seu como, mas tinha uma faca de arremesso presa em seu estômago e um corte profundo em sua testa. Ele logo morreria. Noralinne e Ethan estavam intactos, incrivelmente. E eu só tinha mais uma flecha na besta. Quando mirei, foi em Nora. Acertei-a no peito. Ela morreu. Ethan me matou com uma lança e foi coroado vitorioso.

– Só? – o mentor de Ethan colocou a mão no queixo – Duvido muito que este tenha sido o sonho completo...

– Mas foi – Charlie insistiu.

Ela se forçou a lembrar da arena de Hetvan. Ele era o Vitorioso da 193ª Edição, ela recordou. Ele foi o mais novo tributo da história a ganhar. E foi o mais inteligente, também. Com doze anos, ele foi o mais novo integrante da Aliança Carreirista. Junto com os tributos do 1, 2 e 4, Hetvan aniquilou os mais fracos, começando pelo Distrito 12 e descendo, até chegar ao 5. Quando somente os Carreiristas e sua companheira estavam vivos com ele, decidiu que seria melhor que se separassem. Caiu dentro de uma Armadilha Carreirista, onde os outros o abandonaram dentro de um vulcão. Logo escureceria, e durante a noite o vulcão explodia. Todos na casa de Charlie tinham dito que Hetvan era um psicopata enquanto ele entrava mais e mais no vulcão, em vez de procurar um meio de sair. Charlie, após ver muitos dos tributos do 3 usando as armadilhas da própria Arena contra seus inimigos e sabendo que Hetvan era muito esperto, não acreditou que ele estava andando sem destino. Quando ele chegou até onde queria, o coração do vulcão, jogou uma pedra lá embaixo, na lava borbulhante. Era incrivelmente fundo e as paredes eram incrivelmente resistentes. Enquanto ele estudava o vulcão, a Lua se erguia. Quando estivesse num ponto certo no céu, a lava começaria.

Hetvan, desprovido de qualquer arma e somente com uma garrafa de água e um pouco de pomada (que tinha recebido de um pára-quedas para curar uma ferida no ombro), arrastou uma pedra lisa e parecida com uma prancha de surf, jogou-a dentro do da lava borbulhante. Diferente da pequena pedra, a prancha não afundou.

Ele pegou outra pedra pequena, jogando-a, e esta afundou. Com isso, Charlie concluiu o mesmo que ele: Quando menor, mais afunda.

Ele se jogou no vulcão sem nem piscar, caindo ajoelhado em sua prancha de pedra. O peso dele o fez flutuar ainda mais, como se o impacto não fosse nada. Era um defeito da arena, algo que os Idealizadores não prestaram atenção e agora ele usaria contra sua condenação de morte. ele esperou, vendo a Lua bem no ponto certo, em que era visível pelo buraco de onde sairia a lava. Esperando com ansiedade e roendo as unhas, Charlie o viu começar a voar, enquanto surfava na lava. Tinha achado-o incrível com aquilo.

Hetvan acabou com os Carreiristas, usando os sua prancha. Com ela em mãos, leve, ele golpeou todos os tributos Carreiristas, fazendo a lava queimar em suas peles e os levar á dor profunda, enquanto ignoravam Hetvan, ele se direcionou até o “líder” da Aliança, que nunca tinha gostado de Hetvan. Com o pavor no rosto, ele não se defendeu. Hetvan afundou-o na areia branca da praia vulcânica, enquanto o rosto do garoto ficava embaixo de sua prancha cheia de lava e ele gritava, até seu canhão. Com cuidado, Hetvan matou os outros ainda agonizando em dor. Todos pediram desculpas para ele, mas Hetvan não perdoou nenhum.

Com isso, ele se tornou uma lenda. A Vingança. O Surfista da Vingança.

Olhando para o rosto de Hetvan, agora, Charlie logo reconheceu que ele tinha crescido sem a aparência de uma criança de doze anos, ele era mais que amável. Não podia comprar sua aparência atual com a daquele menininho que tinha esmagado com uma prancha a cara de um rapaz voluntário de dezoito anos do Distrito 2.

– Está me encarando, Charlie? Isso é desconfortável – ele sorriu, enquanto pegava um pão do cesto no meio da mesa.

– Desculpe – pediu ela, não envergonhada, mas ainda impressionada. – Estava lembrando da sua arena.

– Ah, sim, Ilha Vulcânica – Hetvan virou o rosto para Eva – A sua foi uma Floresta de Caça, não foi?

– Exatamente – Eva deu um meneio. – O que você acha que será sua Arena? Este ano os tributos poderão escolher o estilo da roupa, se é de verão ou de inverno. Dependendo da escolha, os favorecerá. Mas de acordo com as porcentagens e que as últimas arenas foram todas de inverno, os mentores estão achando que este ano a arena será de verão.

– E você, Charlie, via escolher roupa de inverno ou verão? – Hetvan virou seu rosto novamente para a pequena menina, que se espelhava nele. Queria ser inteligente como Eva, corajosa como Hetvan. Se Hetvan, com doze anos, tinha conseguido, ela também conseguiria.

– Inverno – ela falou.

– Mas é quase certo de que a Arena será quente. – Eva disse.

– Não me importo. Se ela for quente, eu posso tirar as roupas, mas se for fria... Eu terei vantagem. Mesmo que tenha de carregar casacos e botas de frio, eu pelo menos terei essa vantagem.

Eva sorriu, orgulhosa da resposta da pequena. Charlie tomou seu café e comeu seu pão antes que Ethan acordasse, e quando ele chegou até a sala o assunto sobre seu sonho ou sobre suas estratégias em Arena já tinha terminado. Ele estava mais quieto do que o normal, e respondia as perguntas de seu mentor, Hetvan, sem muito interesse. Deveria ficar honrado em ter alguém como Hetvan como seu mentor, pensou Charlie, mas ela duvidava muito que Ethan soubesse da incrível façanha da arena dos outros mentores fora a arena que ele estaria prestes a entrar.

Ela julgou que talvez estivesse abalado, pois as pessoas tinham gritado seu nome durante uma hora inteira, sem cessar ou que era o fato de logo ir para Arena, dali dois dias. Ou, ela ainda pensou, por causa da noite anterior. Ele deveria ter tido algum pesadelo, como ela. Mas Charlie não se lembrava de ter escutado nenhum barulho do quarto de Ethan, então ficou sem idéias.

Quando as dez horas chegaram e eles foram para seus quartos, trocar o pijama e colocar a roupa para as Apresentações, Charlie sentiu que alguém a esperava na porta, e assim que terminou de escovar os cabelos ruivos que tinham acordado muito rebeldes, ela foi ver quem era. Hetvan, segurando alguma coisa embrulhada em tecido de saco-de-batata. Mesmo com aquele tecido grosso envolvendo o objeto, Hetvan o segurava com delicadeza.

– Vim lhe desejar boa sorte – ele disse, sorridente e muito amável, como sempre.

– Obrigada – Charlie devolveu o sorriso, com as covinhas aparecendo.

– Aqui, para te dar sorte – ela pegou o embrulho que ele ofereceu.

Quando o abriu, de olhos fixos naquilo, notou que era um lobo uivando, totalmente prateado e com uma cordinha branca prendendo-o. Um colar improvisado.

– Não é nada muito sofisticado como as coisas da Capital, mas este é o símbolo de nosso Distrito. – ele falou, com a voz suave. – Lobos são muito inteligentes.

– Pensei que o nosso símbolo fosse uma coruja. O nosso distrito é representado por uma coruja – Charlie piscou, cética. Não podia acreditar que alguém tão brilhante como Hetvan não sabia daquilo.

– Sim – ele concordou com um meneio – Mas não foi desse distrito que eu falei.

E com um rápido passo para trás, ele deixou Charlie sozinha na porta, encarando seu novo amuleto de sorte, enquanto absorvia aquelas palavras.

Notas finais
Eva: http://24.media.tumblr.com/tumblr_m8ifd0THs21rd1zaeo1_500.jpg Hetvan: http://media.tumblr.com/7ba337646a7d5bc960f00d01d445e03a/tumblr_inline_mp8pmhUKDu1qz4rgp.jpg ------------------------------------------------------ Charlie, esperta e tudo mais, cúpido e tals... Mas não percebeu por que o Ethan estava quieto XD Ah, e quero que vocês Patrocinadores-Jujubas coloquem uma coisa no reviw: Os três tributos preferidos, em ordem. Tipo, o seu garoto preferido e sua garota preferida, depois o seu segundo garoto e garota, assim vai. Capítulo que vem eu vou decidir quais leitores ATIVOS é que PODERAO enviar paraquedas. Beijos.