Your Hunger Games V - Fanfic Interativa
27 Tabitha Nakamura
Notas iniciais
Tabitha Nakamura
Quem poderia dizer que ela iria acabar se dando bem com Bernardo. Ela, ao menos, nunca imaginaria. Mas Bernardo era um homem legal. Sim, um homem, pois já tinha dezoito. Ela ficou o resto da noite conversando com ele. Bernardo era de uma aliança somente de homens, e, mesmo que quisesse, ela não poderia entrar. Mas desde quando Tabitha queria sair de perto de Edgard? Nossa, falar assim está ficando bem vergonhoso... Bernardo também estava meio triste por ela ter deixado ele. Tabitha nunca imaginaria que Bernardo iria ficar chateado por ela ter se juntado a uma aliança sem ele. Isso a fez pensar melhor. Devia ser, dali em diante, uma pessoa boa com Bernardo, afinal ela não queria ferir ninguém.
- Bom dia. – Bernardo sorriu, enquanto Tabitha andava sonolentamente em direção á mesa onde o café da manhã estava sendo servido. – Dormiu bem?
- Sim... – Tabitha respondeu. – Ahn... Eu não como de manhã...
- O quê? Quem é que não come de manhã? — ele sorriu.
- No orfanato não tínhamos comida suficiente, por isso só comíamos o almoço, não havia café da manhã ou jantar. – Tabitha contou. – Mas acho que comer não faria mal a ninguém. – ela sorriu.
Bernardo puxou a cadeira ao seu lado para que ela se sentasse. Tabitha se sentou e começou á escolher com os olhos o que iria colocar no prato. Por fim, pegou pão francês e passou algo que parecia melado. Pegou uma xícara e despejou um líquido branco. Ia virar a xícara goela abaixou, quando Bernardo riu e disse.
- Você vai tomar leite puro?
- Leite? – ela disse. — Reite?
- Leite. Com L. – Bernardo corrigiu.
- L-Reite. – tentou mais uma vez.
- Você não consegue falar o L? – ele sorriu.
Tabitha encolheu os ombros.
- A língua dos meus ancestrais não possuía L. Acho que... Tenho uma dificuldade...
- Você disse “língua” certinho. – Bernardo a encarou.
- Língua é fácil falar. Mas reite não. Droga, l-reite. Eite... Leite!
- Isso! – Bernardo a encarou – Você conseguiu! Você disse Leite certinho!
- Sim. – Tabitha se encheu de alegria. – Sim, e disse. Eu consegui. Sozinha, eu consegui sozinha!
º º º
Enquanto arrastava-se até o quarto, ela pôde notar o jeito que Bernardo respirava. Era bem lentamente. A respiração dele possuía intervalos bem grandes, tão grandes que ela mesma ficava tentando acompanhá-lo. Assim que notou o quanto estava olhando fixamente para seu nariz, ficou vermelha e desviou o olhar, porém Bernardo não notou. Depois de terminar a comida, ela disse obrigada e agora estava voltando para o quarto. Que droga... Ela queria ficar perto de Edgard, isso sim! Porém teria de ficar somente com Bernardo. Não que Bernardo não fosse uma boa companhia, ele era sim. Porém... Nunca iria se comparar com a companhia de Edgard. Por algum motivo, ninguém nunca iria conseguir se igualar á ele. Isso fez com que ela corasse levemente.
Pensando sobre Edgard, lhe veio na mente a imagem de Allegra. Essa garota era bem confusa, na opinião de Tabitha. Confusa e bonita. Ela torceu os dedos do pé. Como gostaria de ser bonita como ela... Seus olhos eram inchados e puxados, sua boca era carnuda e ressaltada e seu rosto mais arredondado do que o normal. Como isso poderia fazer dela alguém bonita?
Já Allegra era perfeita. Pele extremamente branca, olhos claros e redondos. Uma boca grossa, porém não tão carnuda como a de Tabitha. E por fim, seus cabelos. Aqueles cabelos encaracolados eram... Ah! Como gostaria de tê-los! Os cabelos de Tabitha eram escorridos. Tão escorridos que era até difícil prender algo neles. Encontrou uma estante com alguns livros no quarto. Na estante havia várias cores diferentes. Os livros vermelhos ficavam em um lado, os azuis do outro e os brancos no meio. Era como um bandeira, sorriu Tabitha. Nessa prateleira estava escrito “França”. Ela pensou e pensou, porém não conseguiu saber de onde vinha “França”. Pegou o primeiro livro, que era o “Volume 1”. Leu o primeiro parágrafo. Era sobre um país de muitos anos atrás, que tinha se chamado França. Nele foi feito várias obras extraordinárias. E foi lá que nasceu a Revolução. Revolução... Será que era possível fazer uma em Panem? Ela sorriu. Também viu que lá havia nascido um famoso homem chamado Napoleão Bonaparte, que era militarista. Pensou depois de ver algumas fotos de pessoas francesas famosas. Aquelas pessoas se pareciam muito com Allegra! Tabitha sorriu, sim, Allegra deveria ter descendência francesa!
Ela se lembrou de algo que papai havia dito á ela. Japonesa! Isso, ela era japonesa! Se debruçou na estante, em busca dos livros sobre o país que seria Japonesa. Mas não achou. O mais próximo que conseguiu achar foi Japão. O pegou, mesmo assim. E descobriu que japonesa não era o nome do país, e sim o nome dos descentes. Tabitha leu com curiosidade tudo sobre seu país. Depois pegou o segundo volume, o terceiro, até que leu a coleção inteira sobre o Japão. Descobriu que na antiguidade o Japão era considerado o pais mais desenvolvido e com a mais alta tecnologia. Como se Japão fosse a Capital. Ela descobriu que a habilidade de desenhar veio mesmo de seus antepassados e que eles tinham a própria língua e a própria escrita, diferente de vários países que só falavam inglês. Também descobrir que Japão era uma ilha que ficava quase para baixo da linha do equador. Também leu que havia um vulcão chamado Fuji, este vulcão podia ser visto de qualquer canto do país.
Quando Tabitha acordou, já era de tarde. Ela havia dormido tanto assim? Seu estômago roncava alto, e ela mal conseguia dar um passo.
- Acordou, hein. – Bernardo comentou. – Depois de ler tudo isso deve ter ficado muito cansada.
- Eu quero... Comer... – ela disse.
- Vai lá na sala, acho que se você pedir as avox trazem o resto do almoço pra você.
Tabitha assentiu e foi para a sala, em busca de algo para comer. Pediu e logo trouxeram quase um jantar inteiro. Sim, um jantar, afinal quem come sobremesa no almoço, certo? Ela comeu com vontade, devorando tudo. A mesa estava farta e, mesmo depois de ter comido tudo o que cabia dentro de sua barriga, a mesa ainda estava cheia. Por fim, se levantou e foi descansar novamente em sua cama, no quarto. Perguntou á Bernardo se algo havia acontecido. Ele respondeu que não. Logo mais eles seriam informados de que uma equipe e preparação iria entrar no apartamento para arrumá-los para as entrevistas e a recebida das notas. O treinamento intenso no Distrito 14 fez Tabitha perder os quilos dos quais ela se orgulhava, e assim ela estava fina e magra como nunca. Mas forte. Sim, ela percebeu o quanto parecia agüentar o livros nos braços. Seu cérebro também parecia estar mais forte.
Logo uma equipe de preparação (seis pessoas) entraram e se dividiram para arrumar Tabitha e Bernardo. Tabitha foi somente lavada e lustrada, enquanto o tratamento de beleza com Bernardo foi bem mais intenso. Ele tinha pelos no corpo inteiro, e já Tabitha não tinha nenhum. Os poucos que ela tinha foram roubados dela no dia passado, no banheirão, como preferiu chamar. Ainda pensava que tudo aquilo parecia um holocausto. “Você só vão tomar uma chuveirada”. Era algo bem intimidador da parte daquela mulher alta e chata.
Os estilistas entraram. Bernardo tinha uma estilista velha e corcunda, porém ela vestia roupas muito bonitas. Era... Como se diz... Tabitha tinha acabado de ler o traje típico japonês... ela esqueceu. Mas sabia que vinha da tradição de sua família, e isso já fez ela gostar da senhora, que também parecia simpática. Já seu estilista era um homem de dois metros de altura, com ombros largos e peitoral que sobsaia qualquer sombra.
- Você disse que gosta de roupas diferentes e de um estilo que só você tem, certo? – o estilista disse. – Vou misturar seu estilo com o gótico e acabei desenhando isso aqui. – ele mostrou. – Acho que ficará muito bom em você. Com o laço, e a foice...
- Eu não sei usar foices.
- É só um enfeite, não é para ser usado. – o estilista suspirou – Meu nome é Yuuki.
- O nome do décimo imperador? – ela abriu os olhos.
- Do o quê?
- N-Nada. – ela baixou os olhos – Estava lendo um livro e... Fiquei interessada, só isso.
O estilista deu de ombros e continuou contado cada parte do vestido, de como seria em seu corpo, de que tecidos iria usar, enfim, de tudo. Quando Tabitha já estava quase dormindo na cadeira, começaram á puxar seus cabelos. Iriam amarrá-los para que não saíssem do lugar quando colocasse o vestido. Tirou seu pijama e pegou o vestido, colocando de baixo para cima.
- Espere! – Yuuki disse – Você não usa sutiã?
- O quê? E-Eu... Não preciso. – Tabitha encolheu os ombros.
- Precisa sim, Sandora, vá buscar um sutiã para esta dama latina.
- Dama latina?
- Não sei o que quer dizer, mas já ouvi vários estilistas famosos dizendo isso. Deve ser alguma referência á platina... Como... Uma dama da platina. Latina... Platina... Sei lá.
Tabitha assentiu e pegou o sutiã das mãos de Sandora. Com vergonha, os colocou. Eram um tanto grandes demais para ela, porém debaixo da roupa não faziam tanto volume assim, por isso ela aceitou. Colocou o vestido e se deixou ser paparicada, com os laços e enfeites. A foice foi dada um pouco antes deles saírem para a Entrevista. Era grande e a lâmina também era bem grande. Tabitha gostou e desejou saber manusear uma arma como aquela. Talvez um dia aprendesse...
Notas finais
--YHG--
Só quero deixar uma palavrinha com vocês. Uns dias atrás eu vi um comentário de um dos meus leitores em outra fanfic. Não vou expor o autor nem a fanfic, para não desmerecer a fanfic, mas ela tem um nível inferior no Nyah! Fanfiction. Bom, só quero deixar claro que, se aquilo foi uma indireta para mim, então vou dizer o que eu penso, Jason. Se um capítulo tem 200 palavras e é ricamente vazio, e há dois capítulos assim, e compara um capítulo grande com esses dois... Ah, fala sério! Então você gostaria que eu postasse capítulos de 500 palavras duas vezes por dia? Não quero desmerecer a fanfic, mas eu tentei ajudar o autor. Dei dicas e tudo mais, porém ele não foi humilde o suficiente para abraçar minha ajuda. E você fica paparicando-o... Isso irrita. Não é por minha fanfic, nem por nada, mas o que mais irrita é a falta de experiência e a teimosia do autor. Estou acompanhando somente para ver até onde vai. Se você quer parar de ler a fanfic, tudo bem. Mas de agora em diante eu irei colocar uma meta, para provar á você do que sou capaz.
Teremos dois ou três capítulos por dia. todos acima dos 1500 palavras. Se eu não conseguir atingir a meta, podem abandonar-me. Vou me superar. Só acho que não seria legal fazer uma fanfic com mais de cem capítulos, como a YHG3, pois fica cansativo. Bom, era só isso, mesmo.
Até, jujubas... Hoje a noite tem mais capítulo.
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