Your Hunger Games V - Fanfic Interativa

24 Edgard Meminger - Scott Bryan - Allegra Prequel


Notas iniciais
Espero que gostem.

Edgard Meminger

Edgard ergueu uma sobrancelha. Estava sendo comido por sua curiosidade!

- Posso ver agora? – perguntou pela décima quarta vez.

- Não. – ela respondeu, ainda dando os toques com o lápis.

Edgard conseguiu ficar em silêncio por mais quinze minutos, até que perdeu a paciência e quase conseguiu roubar o desenho das mãos de Tabitha.

- Ah, por favor, me deixe ver!

- Não. Ainda estou fazendo o rascunho... – ela dobrou a folha.

- Não me importo. – ele pegou o papel e o observou com atenção. – Hum... – demorou.

Tabitha encolheu os ombros. Nem estava acabado ainda... E se ele não gostasse? Ela queria que Edgard gostasse... Ficou esperando ele dizer algo, mas Ed estava bem, concentrado, observando cada detalhe do desenho. Isso a deixou muito ansiosa.

- Está ótimo. – ele disse, por fim. – Você desenha muito bem. Mas o que está escrito aqui em cima?

- Você não sabe ler? – ela o encarou.

Edgard engoliu em seco.

- Está escrito “Me deixe ver”. – ela respondeu, tinha sido grossa demais... Tabitha se xingou no pensamento. Ela deveria ser gentil, e não grossa! – Já que você só fica falando isso.

Edgard a encarou por um segundo e então começou a rir. Tabitha encolheu os ombros. Será que tinha ficado tão ruim assim... Ela não deveria ter colocado aquela frase... Por que ela sempre escrevia alguma coisa quando desenhava?

- Você é mesmo muito estranha. – Edgard sorriu – Mas isso é legal. – ele devolveu o desenho – Quer continuar?

- Não.

- Não? – ele deu de ombros – Tudo bem. Quer fazer o que, então?

- Nada.

- Você é... Muito monossilábica, sabia? – ele riu.

- Hum. – Tabitha mexeu os pés, desconfortável.

- O que foi? Você não está muito á vontade.

- Nunca fiquei sozinha com um garoto. – disse, de cabeça baixa.

Edgard sorriu. Tabitha deveria ser uma menina muito diferente, é verdade. Ela não era tímida e anti-social, nem simpática e amigável. Era uma espécie neutra. Nem tão aberta, nem tão fechada. Também não era de falar muito. Porém suas ações diziam por ela mesma. Tabitha queria ser legal com os outros, porém não queria se aproximar dos outros. Edgard sabia que seria difícil de conviver com ela, mas isso não o impedia de ser amigo de Tabitha. E era isso que ele queria conquistar, a amizade dela.

Assim, quando Allegra e Robert voltaram para o quarto, trataram de sentar num circulo em volta da cama de Tabitha, com ela no meio e começaram uma série de perguntas. Edgard fazia perguntas para Allegra, que perguntava para Robert e que, por fim, perguntava para Tabitha. E Tabitha perguntava para Edgard, fazendo um ciclo vicioso.

- Qual o nome do seu primeiro amor? – Allegra perguntou á Robert.

- Milena. – ele disse. – Tabitha, você acha que eu e a Allegra combinamos?

- O quê? – a menina corou. – Ahn... Acho que sim.

Robert riu e Allegra corou junto com Tabitha. Edgard esperou pela pergunta, mas parecia que a menina estava com problemas para formular uma. Assim, ele fez um gesto para que Allegra a ajudasse.

- Ed, o que você acha da Tabitha? – Allegra sorriu.

- O quê? – Edgard olhou com meio ódio meia raiva de Allegra. – Você tinha que perguntar justo isso?

- Bom, perguntaram de mim e do Robert, e agora pergunto de você e da Taba!

Tabitha sorriu ao ouvir seu apelido. Gostava de quando Allegra o dizia... Edgard limpou a garganta. Escolheu as palavras com cuidado, para não escorregar em nenhuma.

- Bom... Eu acho a Tabitha uma garota muito boa e educada. Ela sempre tenta fazer o seu melhor, é esforçada e na maioria das vezes a gente não percebe o quanto ela tenta ser gentil.

- Certo. – Allegra assentiu – Mas você acha ela bonita?

- M-Mas... – Edgard cerrou os punhos se segurando para não arrancar a cabeça do pescoço de Allegra. – Mas é claro que sim.

- E você gosta de ficar com ela, no tempo livre, não?

- Sim. – ele fechou a cara.

- E você adoraria ficar o dia inteiro sozinho com ela, não?

- Quer parar com isso? Se você quer saber se eu gosto da Tabitha, a resposta é não. – ele disse. – Mas que coisa! Vocês sabem que eu tenho a Alice e a Patty, não quero me apegar á mais ninguém!

- Se eu fosse você, não diria isso na frente da Tabitha. – Allegra apontou para a garota – Dizer que não gosta dela... Isso é maldoso. Eu gosto de você, Taba, pode ficar tranqüila. Eu vou sempre estar com você.

- O quê? Mas não foi isso o que eu quis dizer! – Edgard interrompeu – Eu gosto, sim, dela!

- Ah, então você gosta mesmo dela!

- Não! Quer dizer sim, quer dizer... Ah, eu nem sei mais! – ele colocou as mãos na cabeça – De que tipo de gostar você está falando?

- Do gostar óbvio. – ela riu. – Você é meio doidinho, Ed.

- EU SOU O DOIDO AQUI? – ele perguntou. – Ah, meu Deus... Pronto, já foi. Agora é minha vez de perguntar!

Allegra assentiu. A roda de perguntas continuou. Porém agora estava um clima diferente no ar. Era difícil encarar Tabitha quando ela ia fazer alguma pergunta, e parecia que ela também não queria olhá-lo. Por fim, quando os mentores entraram no quarto anunciando que aquele seria o último dia deles no Distrito 14 e que, por isso, iriam fazer um passeio especial, logo se levantaram e foram se arrumar. Almoçaram e se juntaram aos outros tributos.

Iriam fazer uma expedição pela mata do Distrito 14, depois iriam entrar numa caverna e visitar a reprodução de um labirinto subterrâneo. Edgard ficou meio apreensivo com o Labirinto. Não gostava de se sentir preso á quatro paredes, sem ter para onde ir. Porém todos estavam com ele e, por isso, ele não podia passar vergonha. No fim, eles viram o campo de flores silvestres e voltaram aos quartos. O Distrito 14 era mesmo impressionante. Cheio de lembranças e memórias de antigas arenas. Haviam cidades em ruínas ao Sul, a Grécia Antiga á Norte e várias outras arenas de todos os lados. Eram representações, e não as arenas verdadeiras, porém mesmo assim pareciam que ali era o cenário de várias mortes. Por isso Edgard se sentiu mal.

Pensou se na Arena seria capaz de matar alguém. Com certeza não... Ele ficou ainda mais mal quando percebeu que seria um fardo morto e pesado para seus companheiros. Talvez até Tabitha fosse capaz de matar, menos ele. Decidiu que iria tratar de superar aquele medo de ver sangue inocente ser derramado.

- Vamos partir hoje á noite, pois amanhã teremos um dia agitado na Capital. – os mentores informaram.

- Onde está Margot? – perguntou Robert – A Representante?

- Ficou na Capital. Eles têm de tratar de assuntos importantes, como os Patrocinadores, as roupas e as entrevistas. – contou o mentor. – Agora vamos, você tem de tirar essa bunda gorda da cama e trabalha!

Edgard juntou suas coisas, ou seja, nada. Mas logo notou que Tabitha estava com certa dificuldade de recolher seu material de desenho. Ele suspirou. Não queria dar mais motivos para Allegra dizer que ele gostava de Tabitha, porém também não queria deixá-la carregar tudo aquilo sozinha. Decidiu ajudá-la. Pegou o estojo com os lápis variados e o caderno de desenho, deixando-a levar as folhas com os desenhos que ela havia feito (suas irmãs e ele mesmo). Edgard pensou e então tomou a decisão de não mostrar aquele desenho á mais ninguém, pois isso só daria ainda mais motivos para Allegra falar dele e de Tabitha. Ah, como era difícil ser amigo dela!

º º º

Scott Bryan

Enquanto ele esfregava os cabelos, para tirar o suor, Bernardo estava fazendo a barba, e Percy estava tentando se concentrar nas fezes que não saiam. De uma forma muito rápida, eles tinham ganhado intimidade. Scott não se importava de tomar banho com mais dois homens no banheiro (desde que não estivessem debaixo do chuveiro, com ele). Ele tentava se concentrar em qualquer coisa, porém Elena sempre voltava para sua mente. Por quê...? Scott não queria desfazer a aliança, mas também não queria ser mal com Elena.

- Ei, Scott, se quiser sair da aliança, tudo bem. – Bernardo disse. – Acho que eu pareço o vilão, separando o casal de ficar junto.

- Não, não pense assim. – Scott negou com a cabeça – Você não tem culpa de nada. Fui eu quem não notei o quanto Elena era importante para mim. Agora sofro as conseqüências. E não vou sair da aliança. Não vou trair vocês. E Elena já entendeu e aceitou. Ela sabe que iremos nos ver na arena, e lá nós iremos ficar juntos.

- Ei – Bernardo parou o que fazia e se virou para o chuveiro – Por que você não convida a Elena pra vir pra aliança?

- É uma aliança só de cuecas, lembra? – Scott negou. – Não vou trazê-la para cá.

- Eu concordo com o Bernardo – Percy disse da patente. – Se só tiver cuecas, vai ficar algo muito competitivo. Nós iremos brigar muito rápido. Acho que uma mulher iria fazer a gente ficar com a cabeça no lugar.

- Não ia não. Ai sim que nós iríamos nos exibir. E nós não vamos brigar. – Scott defendeu.

- Vamos sim. – Percy insistiu.

- Não vamos! – Scott disse com força.

- Nós vamos! – Percy não desistiu facilmente.

- Está vendo, Scott. – Bernardo sorriu – Já estamos brigando.

- Não vou convidar ela. – Scott disse – E encerrou o assunto!

º º º

Allegra Prequel

Ela não entendia o que Edgard estava vendo em Tabitha. Até pareciam melhores amigos! Aquela tábua... Edgard era seu companheiro de Distrito, seu. Não dela. Allegra suspirou e foi para a sala, onde todos os tributos esperavam para pegar o trem e ir para a Capital. O trem chegou rapidamente, e eles entraram. Todos ficaram no mesmo vagão, assim as alianças se conheciam. Os Carreiristas de um lado, a Aliança A de outro, a Aliança B de outro, a C e a D. E a Aliança E. Brenda havia se tornado uma Carreirista, e agora se enturmava bem. Com seu jeito agressivo. Dava para perceber o jeito que Robert a olhava (de ódio). Eles se odiavam!

Allegra se sentou ao lado de Edgard, queria ficar mais tempo com ele, já que ele só ficava coma Tabitha. Afinal, ela também merecia atenção! Era uma garota e sentir ciúmes de seu companheiro de distrito era normal, não? Ela segurou a mão de Edgard e sorriu para ele.

- O que foi, Allegra? Está feliz hoje?

- Sempre que posso ficar perto do meu companheiro, eu fico feliz. – ela sorriu novamente.

Edgard sorriu para ela, apertando sua mão.

- Você está com ciúmes da Tabitha, não? – ele entendeu.

- Ah, Ed, eu também mereço atenção! – ela pediu. – Você me deixa o tempo todo sozinha com o Robert! Ele é muito irritante! – ela sussurrou.

Edgard assentiu e deitou a cabeça no ombro de Allegra.

- Você merece sim.

Notas finais
Eu já tenho a lista dos tributos principais (que narraram a maioria da fanfic, mas isso não quer dizer que os outros tributos não irão narrar também de seu ponto de vista):
Blair Sunfield - 02
Allegra Prequel - 13
Thabitha Nakamura - 06
Dominica Leopoldini - 01
Angus Woodberry - 10
Scott Bryan - 07

Quem não tiver o tributo ai, não se preocupe, ele vai aparecer. Todos irão aparecer! Haha, beijos e boa noite. (ou dia, ou tarde...)