Notas iniciais
Bom capítulo.

Blair Sunfield

Eu gosto de poder falar dos outros. É legal. Comparado a minha vida de narrador, é só isso o que eu faço. Então, se minha vida se resume a isso, eu tenho que gostar, certo? Bom, essa é a minha filosofia.

Blair estava no peito de Alec, enquanto fingia chorar desesperadamente. Todos no Distrito gritaram para ela que tudo ficaria bem, e deram apoio. Alec a levou para dentro do edifício, enquanto a Colheita se encerrava. Ele não sabia se Blair estava chorando de verdade ou não. Por fim, enquanto as portas se fecharam atrás deles, ela se soltou de seus braços e suspirou, limpando o rosto.

- Você não está chorando de verdade, não é?

Ela sorriu.

- É claro que não. Só no começo. – ela disse, deixando o sorriso de lado.

A representante deles na Capital entrou na sala pela porta e sorriu. Ela tinha cachos desbotados e olhos sedutoramente violetas. Vestia uma saia laranja e um terninho laranja e brilhante, combinando. Sua pele era branca e parecia ter glitter grudado. Ela tinha lábios finos e roxos.

- Ótimos atores – elogiou – Seriam ainda mais perfeitos se... Fossem... Namorados.

- Ah, sim, somos namorados – Blair respondeu.

- São? Que maravilha! – a mulher exclamou – Ah, e meu nome é Lux.

- Lux? Bonito. – Blair sorriu.

- Você acha? Normalmente os tributos me odeiam.

- Por quê odiariam você? – Blair pareceu triste.

- Bom, meu nome parece Luxuria, como o Distrito 1. E a rivalidade entre 1 e 2 é grande...

- Ah, eles não conhecem a verdadeira Lux! – Blair a abraçou de lado – A simpática e bonita Lux! Não é, Alec?

- Claro. Linda mesmo – ele sorriu também. – E bem humorada.

Luz corou e então sorriu de orelha a orelha.

- Nossa, ninguém nunca me disse isso! Já amo vocês... – ela respirou fundo – Uma pena eu ter de mandá-los para a arena...

Alec e Blair se entreolharam.

- Não se preocupe, Lux, nós iremos voltar.

- Isso, claro que vão! – ela sorriu. – Vou deixá-los um pouco sozinhos, talvez vocês precisem.

Quando Lux saiu do quarto, Alec segurou os ombros de Blair e a encarou.

- Namorados? Nós não somos namorados!

- Eu sei. – ela suspirou – Mas depois disso qualquer um vai pensar que somos. Se... Eu inventar alguma coisa como... A Fiora, eles não irão se comover. Mas se nós namorarmos eles irão gostar da gente. Nós combinamos, Alec. Não tente dizer que não. O seu estilo combina com o meu. Você não é fortão, nem eu. Você é magro, igual a eu.

- Sou bom em luta.

- E eu em flexibilidade. Juntos você sabe que somos quase invencíveis, mas precisaremos mais do que nossas habilidades e confiança um no outro. Eu odeio isso mas vamos ter de aceitar. – ela respirou fundo – Eu jamais te amaria.

- Eu sei disso. Nem eu. – ele suspirou também – Olhe, eu não vou cooperar muito com isso, mas tudo bem, desde que eu não tenha de te beijar.

- Não precisa me beijar. Só dizer que é meu namorado acho que já vai enrolar eles.

Alec sorriu.

- Certo. Então somos uma ótima dupla, hein.

- Ah, se somos! – ela riu.

Alec se sentou na poltrona de veludo que ali estava. Iriam ficar ali até suas família viessem e dissessem adeus aos dois. Porém nada aconteceu. Por fim, Blair sugeriu que os dois não contassem a ninguém que não eram namorados, nem mesmo para os mentores. Todos tinham que pensar que eles realmente estavam juntos. Por fim, ela se sentou no colo de Alec, já cansada de esperar tanto.

A porta se abriu, revelando um homem robusto e esportivo, de aparência jovial. Blair não gostou muito de seu cheiro de suor ambulante. Parecia que o homem estava suando o tempo todo. Porém ele era conhecido por beber o suor dos oponentes mortos para sobreviver no deserto. Ele se chamava Suuour, não por muita coincidência...

- Tributos – ele disse – Sou Suuour. Mas me chamem de Suu.

- Oi Suu.

- E ai, tudo bem com vocês? – ele perguntou, bebendo a sua lata de alguma bebida cara da Capital.

- Sim, muito bem. Acabei de salvar um garotinho dos Jogos – Alec respondeu, abraçando Blair. – E a minha namorada está segura, agora.

- Ah, então são namorados. Entendi agora toda aquela ceninha. E então, são bons em quê?

- Flexibilidade. Mira. E força. – respondeu Blair.

- Força? Você?! – o mentor riu.

- Eu sou forte para agüentar grandes impactos e o cansaço. Sou eu quem canso o adversário, por isso tenho de ser forte nesse aspecto. – ela respondeu, dura.

- Sabe, eu não gostei de você. – Suu sorriu. – E você, carinha?

- Sou bom em lutas corporais e sou bem forte. – ele respondeu. – E o mentor Kinder?

- Kinder é uma mulher – ele respondeu. – Isso ninguém consegue decifrar. Todos pensam que é um homem! Não dá pra perceber que Kinder é nome de mulher? Kinder é a mentora de Blair.

Blair levantou uma sobrancelha, mas não perguntou porque Kinder não estava lá. Por outro lado, ficou em silêncio. Quando Suu deixou a sala, eles foram conduzidos para dentro do carro que os levaria para o trem que iria levá-los até a Capital.

Notas finais
O próximo é dos caras do 10! E como somente pediram as vagas das meninas do 3 d 12, eu irei completar as vagas restantes. Beijos.