Your Hunger Games V - Fanfic Interativa
14 Colheita Distrito 11 (Parte 1)
Notas iniciais
Charlotte Brown
Quatro dias vivendo com Lício. Algumas horas era Charlotte, em outras era Fleur. Ele era bem sádico e insaciável. Charlotte jamais gostaria de um homem como ele, porém Fleur sim. Ela estava confusa, era verdade, mas senti prazer de estar ao lado de Lício. Sim, havia concordado em dormir novamente com ele por causa do dinheiro, porém... Porém nada. Ela havia gostado de estar em carros importados e mansões de luxo.
- Você tem quantos anos? – Lício perguntou enquanto ela lia o livro mais grosso da biblioteca da mansão.
- De... – ela começou, mas empacou.
- Dez-alguma-coisa? Você ainda não tem dezenove?
Ela não respondeu.
- Você vai parar a Colheita, então? – seu rosto tomou um ar mais sombrio.
- S-Sim. – ela respondeu.
Lício suspirou e então se sentou na cama, a sua frente.
- Charlotte... Me apeguei a você. Por tudo que há de mais precioso, não vá para os Jogos.
- Não sou eu quem decide. – ela disse. – Eu durmo com o prefeito em troca de tesseras grátis, ou seja, ele tira meus bilhetes e me dá comida. Mas os bilhetes anuais ficam. Ou seja, eu já tenho uns seis na urna.
- Se eu pudesse trocar de idade com você... – ele comentou – As pessoas ricas raramente vão para os Jogos.
Charlotte se manteve em silêncio, até o horário em que deveria se arrumar para os Jogos. Lício deu a ela um dos vestidos de sua mãe falecida. Lício era muito apegado a família, por isso haviam tantas coisas em sua mansão. Coisas que eram lembranças de parentes já mortos ou de amigos distantes. Charlotte tomou o banho e então pegou o vestido, colocando-o no corpo.
- Tem certeza que não vai usar sutiã? – ele perguntou ao vê-la.
- Não tenho sutiãs descentes para este tipo de roupa – ela respondeu, sincera – Meus sutiãs são encardidos e não podem remover as alças.
Ele sorriu e abriu o armário a esquerda da cama do quarto dos pais.
- Aqui, fique com este. Um presente meu para você. – ele entregou nas mãos dela – As alças são fixas, porém têm brilhantes, o que pode deixar mais refinado.
- Eu pareço estar indo num jantar de gala – ela riu – Uma senhorita de herança.
- Você tem um rosto delicado e bonito. Normalmente as burguesas tem os mesmos traços que você. Parece, realmente, uma riquinha.
- Meus pais eram da terceira linhagem dos Waterloo.
- Uhm... Eu conheço eles. São ótimas pessoas.
- Sim. Minha mãe é filha do tio da primogênita da herança. – ela respondeu, com certo orgulho na voz. – Quer dizer, isso não faz nenhuma diferença, já que só iremos conseguir o dinheiro se dezenove membros da família morrerem...
Lício a encarou, um tanto fascinado. Charlotte era bem mais atraente que Fleur. Claro que Fleur tinha seu lado erótico e sedutor, porém Charlotte era uma mulher diferente de todas as outras que já havia conhecido. Era carismática e feliz, mesmo com o pouco que tinha. Mesmo vendendo seu corpo a noite, ela era uma típica trabalhadora de dia. Na biblioteca se enchia de livros para ler, e rumores diziam que as crianças gostavam de quando ela contava histórias de terror. Seu gosto pelo drama era absoluto. Lício gostava de como Charlotte era simples e sofisticada. Organizada e hiperativa. Sua personalidade às vezes entrava em choque. Ela gostava de dias de chuva e frio, porém adorava ficar vendo o Sol nascer e banhá-la de manhã. Também gostava de dormir, porém não reclamava para acordar de manhã. Odiava sonhar a noite, porém adorava contar seus pesadelos. Um tanto complexa. Isso chamava a atenção de Lício. Ele se sentiu feliz por ter entrado naquele bar à noite. Se não tivesse ido lá, talvez não tivessem se re-conhecido na biblioteca, e talvez nem estivessem ali, agora. Lício sentiu que aquela era a mulher. A mulher que não iria olhar para seu dinheiro, mas sim para seu coração. A mulher que de noite iria saciar seus desejos mais ocultos, e de dia iria trabalhar e cuidar das crianças com amor e um carinho incondicional.
- Quer casar comigo, Charlotte? – perguntou.
- O quê? Casar com você? – ela ergueu a sobrancelha – M-Mas você é um herdeiro, e eu uma... Prostituta!
- Você quer? – reforçou a pergunta.
Ela não sabia o que responder. Então teve uma idéia.
- Depois da Colheita, irei fazer um almoço para nós, e então te dou a resposta – assim teria tempo para pensar – Porém a Fleur adoraria se unir ao seu dinheiro – ela riu.
- Não estou interessado na Fleur, e sim na Charlotte... – ele tocou sua cintura, puxando-a para perto – Para a doce e sensível Charlotte, que me arrebatou... Pensei eu jamais te encontraria... Pensei que uma mulher assim não existisse... Mas estive errado. Não sei se é amor, já, mas sei que a amarei eternamente...
- Foram só quatro dias, como pode julgar que tipo de mulher eu sou? – ela não se afastou dele, porém quebrou o encanto olhando fixamente para dentro dos olhos azuis dele.
- Sei que tipo de mulher você é quando te observou cuidar das rosas do jardim de minha mãe, quando você passa os dedos sobre a tela da TV somente para sentir os arrepios quando a desliga e quando você pula na cama todas as manhãs tentando me acordar. É isso que eu quero que aconteça pro resto da minha vida.
Ela se deixou revelar um sorriso, e isso disse a Lício que, não importando o que iria acontecer, ela aceitaria. Mas se conteve. Não podia tirar conclusões precipitadas, afinal ela disse que só depois da Colheita que iria contar, e Charlotte era alguém imprevisível. Na verdade Charlotte e Fleur eram imprevisíveis (acho que é a única coisa igual nelas).
Lício tocou o corpo dela suavemente. Primeiro, com as mãos na cintura, acariciou as coxas e então com a outra a envolveu pela cintura, deixando-a encostada em seu peito. Logo em seguida beijou sua testa, sentindo que as pernas dela se entrelaçavam com as suas. Ele a tomou e seu peso se tornou nada. A levou para a cama, já beijando seu pescoço.
- Não, eu tenho que ir pra Colheita. – se levantou.
- Volta logo, ta?
- O mais logo possível.
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