Your Hunger Games V - Fanfic Interativa
44 Blair Sunfield
Notas iniciais
Blair Sunfield
Enquanto corria, sentia a culpa tomá-la por inteira. Só parou de correr quanto Alec a tomou nos braços e a beijou. Isso fez seu coração se desmanchar. Mesmo sendo uma assassina de sangue frio, ele ainda conseguia beijá-la normalmente. Isso a encantava.
- Você fez o certo... – ele garantiu. – Não tinha espaço para ele junto de nós... Na vitória...
- Aquela garotinha, e agora ele... Eu reagi por puro reflexo de auto defesa, não queria matá-los! – ela bateu dando socos no peito de Alec. – Eu me odeio... Treinei a vida inteira para depois ficar aqui lamentando as mortes que causei!
- Eu a amo – ele garantiu – Não se importa com mais nada, somente com isso. Não pense nos outros, somente em nós. É egoísmo, sim, mas é isso que nos manterá vivos e sobre plena consciência.
Ela assentiu. Jurou a si mesma que de agora em diante iria somente pensar em Alec e em si mesma. E foi isso o que fez no próximo confronto contra uma aliança de três membros. Era tributos fracos, sim. Alec conseguiu matar Seamus facilmente, e ela atingiu uma faca de arremesso na testa de Alicia. A terceira fugiu.
Ela se virou em direção a Alec, som um sorriso esforçado. Porém ele saiu correndo dentre a mata. Quando ela ouviu os gritos de piedade da garota, e depois os gritos de medo, dor e morte, Blair teve noção do quanto aquilo era sério. Até mesmo Alec, que não tinha manchado suas mãos de sangue nem uma vez, já havia matado dois...
Ela esperou, até que Alec voltou, sujo de sangue, sorridente e a rodou no ar. Blair lhe beijou o rosto e disse que estava feliz por estarem vivos. Agora só restavam cinco. Ele, ela, Allegra, Robert e quem mais? Era um enigma... Mas por enquanto a única coisa que passava por sua cabeça era voltar para a Cornucópia.
- Vamos voltar para nosso acampamento – sugeriu. – Lá eles juntarão os tributos restantes.
- Sim. – concordou Alec. – Blair...
- Sim?
- Eu sei que vamos continuar vivos. Sinto isso.
- Assim como eu?
Ele sorriu e a abraçou forte, queria que aquelas palavras durassem para sempre. Por um instante teve a sensação de tê-la em seus braços novamente. Fazendo amor, naquela noite. Era um prazer que ainda o inundava, mesmo dias depois do ocorrido. Será que isso também passava pela cabeça de Blair? Mas é claro que sim! Independente de qualquer coisa, ela ainda era uma mulher, por isso também sentia essas coisas... Pelos menos era assim que pensava.
Enquanto retornavam para a Cornucópia e, provavelmente, o lugar onde ocorreria o final da Centésima Décima Oitava Edição de Jogos Vorazes, Alec pôde sentir o cheiro de Blair invadi-lo e fazê-lo levitar no ar. Sua vida não faria mais sentido sem ela, isso ele tinha certeza. Por isso prometeu que a protegeria para sempre, para que pudessem ter uma vida melhor no Distrito 2. Junto com papai, mamãe, maninha e sogra. Não vamos morrer, nós não vamos morrer... Se esforçava a pensar, para que a coragem e a segurança lhe sorrissem e ele pudesse se sair bem naquela última luta.
Chegaram até a Cornucópia. Havia um rapaz morto por ali, e a entrada da Cornucópia estava fechada. Alec deduziu que talvez os Idealizadores quisessem impedir uma possível fuga do massacre que estaria por vir. Um tornado invadiu o lugar e pousou Allegra e Robert no chão, intactos. Os dois casais se encararam com raiva e ódio esfumaçando e borbulhando pela boca, olhos e ouvidos.
Robert tinha uma espada, e com ela tentou atingir o ombro de Alec. Ele se desviou e segurou o punho de Robert, o cotovelou na barriga, e o mesmo soltou a espada rapidamente. De mãos nuas, a única coisa que podia fazer era entrar numa briga corpo a corpo com Alec. Afinal, aquele cara nem deveria ser tão bom em luta, assim, pensou Robert.
Enganado até os dentes, recebeu socos, inúmeros, um atrás do outro. Socos no rosto, na barriga, no pulmão, coração... Tudo. Até não conseguir mais resistir. Simples assim, morreu.
A raiva já zunia nos ouvidos de Allegra, enquanto ela lutava e se agarrava nos cabelos de Blair, mas quando ela ouviu o canhão, foi ai que a adrenalina a invadiu. Determinada a vencer aquela luta, Allegra atingiu a boca de Blair com o cotovelo e a fez cair no chão. Pisou em seu pulmão e se abaixou. Socou-lhe o rosto. O sangue descia pelo nariz de Blair. Pronta para lhe puxar os cabelos, novamente, Allegra sentiu alguma coisa pontiaguda atingi-la no pescoço. Alguns segundos depois, caiu numa convulsão, e então morreu.
Blair se levantou, desorientada. Mas conseguiu ver o rosto de sua heroína, e também ela atirando em Alec.
- Não! – Blair gritou.
- Calminha. Este dardo é diferente. Eu só tinha dois dardos de veneno para morte. este aqui é sonífero. – explicou Charlotte. – Ele só vai dormir um pouquinho...
Alec logo caiu, num sono profundo. Blair ficou em estátua. Charlotte lhe acenou e, com a zarabatana em mãos, parecia nada ofensiva, pelo contrário, ela parecia inofenciva. Porém aprendeu a desconfiar sempre das pessoas muito seguras de sim.
- Independente de quem vença – Blair abaixou a cabeça – Por favor, se for você, leve o Alec junto... Por favor... Não custa nada dividir a vitória com ele.
- Sim, eu prometo. – ela disse – E essa não é qualquer promessa, a promessa e uma prostituta é algo bem valioso, sabia...
Blair arrumou os punhos. Charlotte riu e apontou a zarabatana. Assim que atirou o primeiro dardo, como num raio, Blair se desviou. Charlotte ergueu uma sobrancelha. É, talvez não fosse a toa que todos falavam que Blair era bem elástica... Mas ela não poderia vencer a velocidade de seus dardos. Com um pouco mais de força, desta vez, assoprou seu quinto dardo, que não atingiu Blair por um erro de cálculo. Charlotte tinha feito somente sete dardos para munição. Caso errasse mais dois, seria o fim. O sexto foi um fracasso total, pois o nervosismo já tomava conta dela, mas o último, aquele último dardo... Esse atingiu em cheio o ombro de Blair. Com a vitória nas mãos, ela jogou a zarabatana para o chão. Assim que o tocou, a zarabatana se desfez e o chão se descompôs. Num caminho sem volta, elas estavam num precipício. Caso caíssem, não tinha como se salvar. Blair lutava para permanecer de olhos abertos.
Charlotte pegou Alec nos braços e o jogou em direção a Blair.
- Tome seu namoradinho. Não preciso dele. – ela cuspiu as palavras. – cuide dele você.
- Safada... – ela gemeu.
- Pode lutar o quanto quiser, você logo dormirá como um bebezinho inofensivo, e então eu a derrubarei abismo abaixo. Como é saber qual será o motivo de sua morte? Você tem sorte, muitos nem sabem do que morrem...
Charlotte empurrou Alec para ela. Assim que o corpo de Alec, pesado e alto, a atingi, Blair rolou para fora da ponte, indo para o abismo. Com um olho no sono e outro no mundo, ela conseguiu se agarrar com uma das mãos e com a outra segurou o pulso de Alec. Sua respiração estava falha, não era possível manter a calma, e seu coração disparava. O suor tomou conta dela, e o tremor.
O fim estava próximo. Charlotte gargalhou de prazer. Finalmente! Lício, eu o veria de novo, meu amor! Pisou nos dedos de Blair, fazendo-a falhar cada vez mais na missão de se manter presa a ponte. Lutando contra a dor nos nós dos dedos e contra o veneno do sono, Blair continuava persistente. Se pudesse fazer alguma coisa... Mas o quê?
- Se é tão boa assim, por quê não vem e me solta com as mãos?
Charlotte a encarou e se ajoelhou, segurou a mão de Blair e com uma dor no olhar, soltou-a. mas que disse que Blair a soltou também. Blair puxou Charlotte abismo abaixo, fazendo-a cair como uma bala. Assim que também sentiu os dedos soltarem a ponte, seu corpo perdeu o peso, e ela só pôde sentir o pulso de Alec antes de apagar na mais profunda morte.
º º º
Charlotte estava na cadeira ao lado, sendo retirada do local. Blair tentou se manter em pé, mas falhou na missão. Procurou por Alec... E o encontrou sendo carregado por homens de branco. Correu até ele, parecia que não conseguia ouvir nada. Tomou o corpo de Alec dos braços dos homens de branco, mas antes que pudesse fugir, sentiu o sonífero ser aplicado em seu braço e voltou a dormir.
º º º
Flour apresentou os vencedores da Centésima Décima Oitava Edição de Jogos Vorazes. O rosto dos tributos passava no telão na ordem da morte, na poltrona ao seu lado, um casal nada elegante respondia a suas perguntas. Eram dois Carreiristas, que droga. Ele gostava de torcer pelos mais fracos, Flour gostava de ver os mais fracos ganhando!
- O que vocês vão fazer a partir daqui?
- Viver nossas vidas. Fugir das responsabilidades, ter uma família. – Alec respondeu.
- Mas como irão fugir das responsabilidades e ter uma família ao mesmo tempo?
- Vamos fugir da responsabilidade dos Jogos. – ele interrompeu. – Vamos para o Distrito 14, quero treinar os tributos, continuar na ativa! – mentiu, na verdade ele queria se livrar dos jogos que seus filhos teriam de passar.
- É um hobbie muito apreciado lá. – concordou Flour. – E você, Blair?
- Ah, sei lá. – ela deu de ombros – Quero descansar minha mente. E ficar o mais longe possível do distrito 11... E do 2...
- E em relação a família de vocês nos distritos?
- Nossas famílias? – Alec fingiu pensar – Vamos levá-las também.
Notas finais
FIM!!
a YHG saga acaba aqui! Mas comecei uma nova fanfic, Beta - The Play [Fanfic Interativa]: http://fanfiction.com.br/historia/413730/Beta_-_The_Play_Fanfic_Interativa/
Vou sentir saudades de vocês, jujubas! Vocês serão para sempre minhas JUJUBAS DOCE AMÉRICA!
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