Notas iniciais
Desculpa não ter postado capítulo ontem!

Blair Sunfield

Acordara com o barulho de Dominica apunhalando as costas de Danilo. O sangue esparramou-se pelo local, enquanto o canhão tocava e acordava Alec, que estava dormindo confortavelmente ao seu lado. Dominica olhou para Blair e então começou a chorar. Ela se jogou sobre as costas de Danilo e desabou em lágrimas. Ela chorava com força. Se sentia culpada, era verdade. Assim que conseguiu se controlar, se auto-apunhalou. Blair se afastou rapidamente. O que era aquilo? O que deu nela para matar o companheiro e a si própria. Será que havia acontecido algo para isso...?

Duas Horas Antes...

- Ei, Danilo, olhe este cogumelo. Ele é verde!

- Bonito. Se assarmos poderemos comer. – Danilo sorriu.

- Não, eu vou comer sozinha! – Dominica deu uma mordida forte.

- Me dê um pedacinho! – pediu Danilo, correndo atrás dela.

- Não, e não!!

Tempo Atual

Talvez fosse aquele cogumelo verde que Dominica havia encontrado. Blair arregalou os olhos, olhando para Alec. Ele, por sua vez, parecia meio atordoado. Não entendia porque ela o encarava tão fortemente. Mas sabia que ela estava preocupada com algo.

- Alec, aquele cogumelo que a Dominica colheu... Você comeu um pedaço?

- Não. – Alec piscou. – Por quê?

- Ufa! – ela sorriu. – Agora... Só é a gente...

Alec sorriu e abriu os braços, chamando-a para um momento íntimo. Sem se negar, ela o abraçou forte. Alec lhe beijou a bochecha e passou os dedos em circulo sobre suas têmporas. Nossa, como ela era linda! Um súbito desejo de tê-la nua para si o invadiu e ele teve de se segurar para não fazer algo errado com ela.

- Fico feliz que tenha sido eu e você... Temos chances...

- Sim. Nós vamos ganhar, Alec, eu sei disso! – Blair tocou seu rosto – Sinto isso... Nossa história acabará com final feliz...

- Lembra quando eu te disse que... Sua direita era bem forte?

- Sim. – ela corou.

- Bem... – ele segurou sua mão que o acariciava – Ela também sabe ser delicada.

Blair ruborizou e colocou as mãos na cintura, como que querendo recobra a pose. O que era isso? Era os últimos Carreiristas e ela estava se deixando levar pelo clima do momento? Tinham de tirar os corpos de Dominica e Danilo de perto. Assim o fizeram, colocando-nos em um local afastado. A noite ainda estava no começo, enquanto a lua brilhava com delicadeza. As estrelas eram perfeitas e o efeito de Aeroluminescência fazia tudo ficar mais lindo. O vento, a neve começando a cair novamente. O que era aquilo? Parecia que estavam fazendo aquilo exatamente para... Eles... Não, pensou Blair, não vou fazer isso! Não em rede nacional!

Por outro lado, queria muito ter um filho. E queria que fosse com Alec. Esse pensamento fez com que ela pensasse e se questionasse se ele também pensava em morar com ela depois dos Jogos, na Aldeia, terem uma família, filhinhos. Dois, ela pensou, queria ter dois. E Alec? Será que queria ter mais ou dois estava ótimo? Ela ficou se questionando. Era meio impossível saber, exceto se ela perguntasse. Mas era um assunto muito vergonhoso... Ainda não sentia a intimidade para...

- Blair, você quer se casar? – de repente a pergunta surgiu.

- Sim, eu quero – ela respondeu, sincera. Sentiu que aquela oportunidade perfeita para perguntar sem dar muito nada cara. – E quantos filhos você quer ter?

- Uns três... – ele pensou – Depende da minha mulher... O que ela achar melhor, eu faço! Mas por mim eu teria uma creche inteira! Amo crianças...

- Bom, e dois? O que acha de dois?

- Um menino e uma menina?

- Estava pensando em dois meninos... – admitiu.

- Ah, mas eu quero ter uma menininha, para chamar de princesinha...

- Mas a sua mulher ficaria com ciúmes, eu aposto.

- Não, minha mulher ia saber que eu a amava antes de ter meus filhos e que ela é a única que eu faço bebês.

Blair corou.

- Talvez tenha razão.

- Sim, eu sei que tenho. – ele a abraçou. – E você, quer ter quantos filhos?

- D-Dois. – ela corou novamente, dessa vez mais forte.

- Então é por isso que queria saber se eu aceitaria ter só dois filhos... – ele sorriu, satisfeito – Sim, madame, eu aceito.

Ela ruborizou novamente. Nossa, de repente estava ficando constrangida por qualquer coisa que ele dissesse. Era algo como efeito do ar. Parecia tudo mais calmo, tudo mais leve.

- Vamos pedir uma coberta grossa e macia?

- Coberta? Para o quê?

- Eu sei que você não quer ficar exposta em rede nacional quando fizermos amor.

- N-Nós vamos fazer?

- Você não quer? – ele ergueu as sobrancelhas, meio decepcionado, meio assustado.

- Não é isso, é que... Minha mãe está me vendo agora! Seus pais também! O que vão pensar de mim se eu ficar tão exposta assim... Não quero causar má impressão.

- Você não causa. – ele tocou seu rosto com uma doçura admirável – Eles sabem que nos amamos, e sabem que isso irá acontecer, mais cedo ou mais tarde. Não importa agora. Já sou seu eternamente, Blair.

- Como pode dizer isso com tanta certeza?

- A verdade é que eu nunca me apaixonei de verdade por ninguém. E o que sinto por você... Lamento dizer, mas é mais que o amor que eu sinto por meus pais, minha irmã ou por mim mesmo. Eu a amo de uma forma sem fim. Não é preciso muito para saber que o que sinto é eterno.

- Então... Eu deveria dizer o mesmo?

- Não. Só diga o que você realmente sente. – ele a puxou para si mais uma vez, envolvendo-a. – E me faça feliz do jeito que só você sabe...

Sentia-se excitada e ao mesmo tempo relaxada, como se a voz de Alec fosse o que ela precisasse ouvir para esquecer tudo o que havia ocorrido, as mortes, e a aliança... Tudo ficou para trás, para outro mundo. Entregou-se levemente, enquanto Alec lhe tocava em regiões vitais: Atrás das orelhas, no pescoço, seu ventre... Parecia que ele sabia exatamente onde deveria tocar para fazê-la amolecer.

Nua, elas sentiu o corpo ser aquecido completamente pela presença de um cobertor grosso. De primeira ela estranhou, mas logo ignorou o surgimento daquilo e se deixou cair nos braços de Alec. Aquela sensação de se entregar a ele era... Única. Em uma palavra: Patro. Patro é uma palavra que eu inventei: Uma palavra que significa estar muito feliz, sentir como se fogos de artifício explodissem dentro de você. Isso é Patro. No momento ela estava patrociosamente feliz.

- Eu te amo, Blair.

Ele sussurrou algo em seu ouvido que a eriçou por inteira. Como era sedutor, meu Deus!

- Eu também te amo, Alec.

Responde não tão sedutoramente igual a ele.

Queria viver aquilo para sempre. Fizeram amor por vezes seguidas. A noite inteira. Faziam amor, e então ficavam abraçados. Trocavam palavras de eterno amor, juras de fidelidade e expectativas para um futuro a dois. Depois voltavam a fazer amor por horas. Era um ciclo viciante. Um ciclo que ela queria que nunca terminasse.

Notas finais
Esse capítulo não ficou hentai, ficou fofo e romântico e era exatamente isso que eu queria *-* Beijos.