Your Hunger Games V - Fanfic Interativa
22 Angus Woodberry - Tabitha Nakamura
Notas iniciais
Angus Woodberry
Angus estava quase certo de que se piscasse mais uma vez, aquele garoto branco iria atacar Faith. Ele a encarava de forma muito... Bruta. Nos treinos, no tempo livre, até mesmo no jantar oficial. Aquele garoto branco... Angus cerrou os punhos, iria falar com ele agora mesmo. Angus não queria que ninguém se envolvesse com Faith, pelo menos não na idade prematura.
- Ei, branco – ele se aproximou do garoto – estou percebendo seu olhar de instinto masculino em cima da minha irmã.
- Branco? Olhar de instinto? – o garoto branco riu. – Do que se ta falando, meu irmão?
- Meu irmão é o... – Angus se controlou – Olhe, o que você quer com a Faith?
- Faith? – Logan ergueu uma sobrancelha. – Quem é Faith?
- Aquela menina ali – Angus apontou para a Irma, que estava belíssima dentro do vestido cor de amanhecer.
- Ah... O nome combina com a beleza dela...
- Um... Dois... Três...
- Por que ta contando?
- Estou tentando não esmagar a sua cabeça! – Angus o colocou contra a parede – A Faith é minha irmãzinha, nem se atreva a chegar perto dela.
- Você é convencido demais. – Logan sorriu – Sua irmãzinha nem é lá essas coisas pra você ficar preocupado.
- O que? – Angus o bateu contra o pilar – Desde quando você é homem? Desde ontem? Está dizendo que a minha Faith não é atraente? Se você é homem, tem de achar ela atraente!
- Cara, se decide logo. – Logan cruzou os braços – Se quer ou não que eu dê em cima da sua irmã?
- Não!
- Pronto. – Logan ergueu a mão – Ponto final.
Angus o viu dar as costas e sair para ir comer. Ele tentou não resmungar de raiva, porém foi inevitável. Quando chegou perto de Faith, ela logo percebeu seu humor.
- Ei, o que está havendo? – ela sorriu – Algum mané te desafiou?
- Nada. – Angus respondeu – Acho que vou parar o meu quarto...
- E me deixar aqui sozinha?
- Acho melhor ficar aqui... – ele se sentou na cadeira. – Faith, me faz um favor?
- Claro, Angus?
- Me traga um copo d’água?
Faith piscou e foi buscar o copo d’água. Enquanto isso, Angus reorganizava seus pensamentos. O que aquele garoto queria, afinal? Olhava de um jeito nada agradável. Como se estivesse ler a mente de Faith. Ele não agüentou e deu um murro na mesa, sem perceber que um Patrocinador estava prestes a se sentar na cadeira ao lado.
- Ah, desculpe, estava com a cabeça quente – ele se levantou.
- Não, meu jovem, é com você que quero falar – o velho sorriu – Vejo que você e sua irmã têm um vinculo forte.
- Ah, sim. Eu amo a Faith muito, não consigo aceitar que ela está aqui só por minha causa. Por isso não a deixarei morrer.
- Sim, eu acredito em você. – o Patrocinador concordou com um meneio – Agora... Quais são as suas chances de vencer?
- E... Eu não sei. – Angus piscou os olhos várias vezes.
- Mas o que você acha. Nas estatísticas, dizem que você e Faith tem 25% de chance de ganhar. Mas o que você acha? O que sente no fundo do coração? Eu já tive essa conversa com vários tributos dos anos anteriores.
- Bom... Eu... Realmente quero ganhar.
- Sim, isso todos querem. Mas não basta querer. Você acredita em si mesmo? Está seguro de que, quando o tempo se esgotar, e vocês tiverem de correr em direção a Cornucópia, irá proteger a si e a sua irmã?
Angus não respondeu. Estava pensando. Onde aquilo iria dar?
- Então? Me responda. Se não o fizer, pode dizer que perdeu a maior chance da sua vida. Posso fazer seus 25% virarem 60% num piscar de olhos. Uma simples garrafa de água pode virar o jogo. Por isso é tão legal. – o velho riu – Por isso todos gostam. Do mesmo lado que estão ganhando, também estão perdendo. Nunca há alguém mais forte ou mais fraco. Se você tem uma chama na mão, do que adianta ao redor haver fogo? A chama é sua. E ela é especial. Entende?
- Realmente não entendo.
- Onde eu quero chegar é: Você tem uma escolha importante a fazer. – o velho colocou as mãos nos joelhos – Faith não é mais uma garotinha, ela sabe se virar sozinha. E quando a hora chegar, ela terá de se defender sozinha, também. Você não pode proteger ela para sempre. Ela tem que saber como se virar. E se você ficar em cima, ela nunca vai aprender.
Angus franziu as sobrancelhas. O que era aquilo? Aquele velho sabia mais dele do que ele próprio. Queria uma resposta, e não mais perguntas... Por fim, se levantou, indo embora. Aquele homem estava tentando confundi-lo, e Angus prometeu para Faith que não iria arranjar mais brigas...
º º º
Tabitha Nakamura
- Taba! – Ayume gritou – Eu te amo!
- Eu amo a Taba! – Sayume entrou na frente.
- A Taba é minha! Eu amo a Taba mais! – Yume puxou o braço de Tabitha.
- Ei, meninas, eu sou de todas. A irmã mais velha de todas... – Tabitha sorriu.
- Mas você gosta mais de mim! – Sayume gritou.
- Não, de mim! – Yume se encolheu.
- Todo mundo sabe que ela gosta mais de mim! – Ayume puxou o braço de Tabitha.
Tabitha levou as irmãs, que se grudavam ao seu corpo pequeno e reto, até a mãe, que estava na cozinha preparando o peixe para o almoço. Tabitha adorava ficar as tarde de sábado com as irmãs. Elas eram todas lindas e espertas. Ayume era a mais fofinha, com seus cabelos bem mais lisos do que das outras irmãs. Sayume era a hiperativa, que não parava quieta um segundo, e Yume era a quieta e pensativa, que tinha vergonha de fazer quase qualquer coisa. Tabitha nem sequer iria pensar que um dia seria como Yume.
Ela se tornou uma pessoa amarga e quieta. Mas não do mesmo jeito doce como Yume, e sim de uma forma mais violenta. Tabitha perdeu a mãe para uma epidemia que estava tomando conta do distrito, e algumas semanas depois, o pai. Quando estava sozinha com as irmãs, foram mandadas para o orfanato. Lá Sayume foi adotada, e alguns meses depois, Ayume. Yume era a única que tinha sobrado, e, como a menina quase sempre ficava quieta, Tabitha seguiu seu exemplo. Quatro anos depois, quando de repente um casal de idosos resolveram adotar Yume, que já tinha nove anos, Tabitha finalmente percebeu o quanto estava sozinha. Ninguém queria adotar uma criança de doze anos. Somente os mais novos iam embora.
Tabitha nunca mais viu as irmãs. No orfanato, não havia ninguém que quisesse falar com ela, ou que ao menos olhasse para ela. Toda as meninas sofriam com a depressão da perda dos pais ou do abandono. Tabitha na maioria das vezes ficava trancada no quarto, com a cabeça entre os joelhos, esperando o dia em que veria Sayume, Ayume e Yume. As trigêmeas.
- Tabitha Nakamura? – a diretora do orfanato a puxou pela orelha. – O que a senhorita fez no banheiro?
Tabitha a olhou com dúvida, e negou com a cabeça, como se dissesse que não havia feito nada.
- Você acha que vai escapar? As outras meninas me contaram tudo! Você que entupiu o vaso com papel higiênico. – ela segurou mais forte a orelha de Tabitha – Vai ficar sem comida por meio dia!
Ela foi jogada na cama com força. A porta se fechou com um estrondo, enquanto do outro lado era trancada á chave. Uma. Duas. Três. Quatro. Cinco. Seis. Tabitha contou as horas, até que finalmente a porta se abrir e a orientadora entrou. A Irmã Mercedes era sempre mais fácil do que a Irmã Tereza, a diretora.
- Tabitha, você não precisa esconder nada de mim. Já pagou o castigo, mas me conte: Foi mesmo você? Não consigo acreditar nisso. Logo uma menina tão calma e quieta...
- Não fui eu, Irmã. – Tabitha encostou a cabeça no busto da orientadora. – Não fui eu.
- Diz a verdade?
- Por que mentiria? Eu já paguei por isso, pra que iria mentir. – Tabitha ergueu os olhos – Acredita em mim?
- Sim. – Mercedes a abraçou forte. – Me encontre hoje à noite na cozinha.
Tabitha assentiu. Irmã Mercedes teve que sair do quarto, pois não era nem para ela estar ali. Tabitha fechou a porta e voltou para a cama, com o lençol puído e sujo. Três dias depois, Tabitha foi acusada de ter feito a bagunça de farinha e ovo na cozinha, uma bagunça grande demais para uma menina só. Sua punição foi ficar do lado de fora, no Sol, sem água ou comida. Ela cumpriu a tarefa. Uma semana depois, foi acusada de organizar uma guerra de bexigas d’água entre as meninas que estavam dormindo. A punição era se ajoelhar por dezesseis horas sobre milho, feição, arroz, e muitos outros grãos. Assim ela passou até o ano virar. Completou treze anos. Agora que ninguém mais iria querer adotá-la. As meninas de treze anos do orfanato sempre eram colocadas na escola. E na escola, Tabitha notou o quanto seu corpo estava cheio de cicatrizes. Sempre quieta, fugindo dos olhares mal-intencionados dos alunos. Era a mais esperta da sala, embora ficasse no fundo, perto dos bagunceiros. Também era discriminada racialmente e por ser órfã. Uma vez, Tabitha foi espancada nos fundos de uma mercearia. Com isso, ela não sentia mais dor. Não sentia mais nada.
Na primavera, enquanto voltava para o orfanato, Tabitha pensou ter visto alguém gritar seu nome. Mas ela estava passando em frente a um parque onde crianças brincavam e gritavam loucamente. Ela deveria ter ouvido coisas. Do outro dia, gritaram seu nome de novo. E no outro. E no outro. Até que Tabitha resolveu procurar no parque, de onde vinham aqueles gritos.
E encontrou os donos dele. Era Sayume, que, agora crescida, tinha dez anos. A irmã a cumprimentou formalmente e contou como a família que a adotara era rica. Disse que amava os estudos e que dava festas de quinze em quinze dias, somente para as pessoas mais ricas da região. Quando se despediram, Tabitha ficou um tanto triste por não ter ouvido o “Taba”. Mas as irmãs eram pequenas quando tudo aconteceu, talvez não se lembrasse do vinculo que tinham.
No outro dia, ela foi falar com Sayume de novo. E esta já estava rodeada de amigos. Amigos vestidos com roupas caras, amigos que olharam torto para Tabitha. Tabitha percebeu o jeito como Sayume havia ficado sem graça e envergonhada. Resolveu não aparecer mais. E Sayume não reclamou. Com isto, a tristeza de Tabitha só aumentou. Não encontrou nenhuma das outras irmãs. Mas, quando chegou uma tarde em casa, sentiu que não iria mais ser como antes. Não tinha como os laços de irmãs ser reconstruído. Elas já haviam criado uma outra família, tinham outros pensamentos. Nem se lembravam de mamãe e papai. Isso entristecia o coração de Tabitha. Ao menos consideração...
E agora ela estava lá, naquele jantar sofisticado. Onde impressionar era o fator ideal. Quieta, olhando fixamente seu prato já vazio, ela sentiu o estômago roncar. Queria repetir. Mas haviam muitos Patrocinadores perto da mesa de comida. Hesitante, ela puxou o braço de Edgard.
- Pode pegar um pouco para mim? – pediu baixinho.
Ele a encarou, meio duvidoso. Tabitha suspirou. Ninguém a levaria á sério. Ele iria perguntar porque ela não se levantava e ia sozinha até a mesa, que nem ficava tão longe assim. Tabitha encolheu os ombros, pousando o prato novamente sobre a mesa onde estava sentada junto com sua aliança.
- Mas é claro que posso. – Ed sorriu e pegou o prato de Tabitha, indo até a fila, tirando um pouco de comida e trazendo. – Não sabia o que você iria querer, então coloquei o que você tinha comido antes.
Tabitha assentiu e, enquanto comia em silêncio, se perguntou se ele havia observado o prato dela. Como ele se lembrava do que ela havia comido? Eram perguntas que costumavam a vir, e que costumavam passar. Eram perguntas das quais as respostas não eram necessárias. Mas mesmo assim, Tabitha se alegrou pelo gesto gentil de Edgard. Teria de recompensar. Talvez se fizesse algo como... ela não sabia. Nada que fizesse seria gentil o suficiente para recompensar Edgard. Ele havia ignorado o fato do “por que” dela precisar de outra pessoa para pegar comida, e foi. Ela não tinha coragem de fazer algo na frente dos outros. Também era tímida demais para entregar um presente. E se o chamasse para conversar, seria o mesmo que assinar um papel dizendo que gostava dele. Ela não queria que pensassem que ela amava cada um da aliança. Mas era a verdade.
Tabitha sentia por cada um, um amor incondicional. Haviam abrigado ela, haviam acolhido. Como recompensar algo tão gentil... Ela não sabia. Não fazia idéia. Seu corpo ainda era reto, como o de quatro anos atrás. Eram pessoas tão boas, pessoas tão amáveis! Todos ali pareciam ser assim. Quando a garota carreirista entregou a faca que ela havia deixado cair. Ou quando o menino do quatro ofereceu uma garrafa d’água quando ela estava cansada. Quando Allegra cedeu sua toalha para ela usar depois do banho, ou quando Edgard pegou comida para ela. Todos eram gentis... Pessoas que Tabitha não havia visto em nenhum momento de sua vida. Uma vez ela se perguntou porque as pessoas eram tão cruéis. Mas agora se perguntava porque só havia conhecido aquelas pessoas agora.
Ninguém nunca tinha sido gentil com ela. Mas eles eram. Não se importavam com os olhos dela, ou com sua forma magrela. Ela era da família. Uma família que se mataria, mas que mesmo assim, para ela, seria eterna. Se perguntou, então, se não estaria sonhando. Mas, afinal, esta era somente mais uma das perguntas das quais não haveria uma resposta.
Notas finais
Ayume: http://s2.jsyxw.cn/yanxiu/club/t/01/15/Img131501_t.jpg
Yume: http://image.dhgate.com/albu_319752757_00-1.0x0/hottest-cute-toddler-girl-kid-vintage-lace.jpg
--YHG--
Sério, eu sei que já disse isso á vocês, mas... Não sei como consigo. Temos 199 reviws certinho! Bem, e como vocês me conhecem, vou fazer algo! Aquele que acertar a pergunta, irá ter de fazer uma escolha importante para os Jogos, ou melhor, para a Tabitha.
A pergunta é: Como será a Arena 118;
Alternativa A - Muito frio, com neve e ventanias.
Alternativa B - Um lago enorme, com vários navios grandes, que servem como ilhas para os Tributos atravessarem.
Alternativa C - Um deserto enorme.
Alternativa D - Vai ser novamente um Labirinto, para relembrar a YHG3 e a 100ª edição.
Alternativa E - Um shopping center.
Alternativa F - Um jogo de RPG controlado pela mente.
ALternativa G - Uma ilha asiática chamada Japão, cheia de mangás, animes e pessoas como a Tabitha.
Alternativa H - Um zoológico de bestantes.
Alternativa I - Uma melancia gigante! (Magali Aproves)
Alertnativa J - Uma tartaruga gigante que carrega um mundo nas costas.
Alternativa K - Um braço humano grande.
Alternativa L - O Facebook.
Alternativa M - Um colégio estadual, com chiclete grudado nas mesas e paredes rabiscadas.
Alternativa N - O orfanato da Irmã Tereza.
--YHG--
Escolham uma alternativa. Quem acertar pode escolher, e se ninguém ganhar, eu faço sorteio, mesmo. Uma dica importante: Dá muita vantagem ao Distrito 7 e 12!
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