Your Hunger Games III - Fanfic Interativa

112 Uma Rápida Escapada da História


Notas iniciais
Só para vocês saberem o que tá acontecendo fora dos Jogos. Vou fazer capítulos intercalados entre a arena e fora dela. Boa leitura.

Denis L. Mizashi

Ótimo, concluiu. Eles não haviam matado treze tributos. Mas os tributos tinham se matado, e quase que a tributa preferida de Snow morria. Fora Meell quem tivera a idéia de levar Acaria até a Aliança da Força, que já tinha comentado que não iriam para o Banquete. Mas ele nunca tinha pensado que aquela aliança poderia chegar tão perto da porta.

- O que há atrás da porta? – Denis perguntou.
Eles estavam já perto do Distrito 1, onde se encontrariam com os donos ou o dono dos tais e-mails anônimos que diziam as artimanhas da Capital, e algo que deixou os cabelos de Denis em pé.

- Um vale – contou Meell – Um vale banhado por uma Lua eterna e um Sol sem fim. Do lado Norte é o Sol, do Sul é a Lua. É um lugar bem bonito. Flores e um riacho que corre lentamente, sem pressa. Uma brisa suave. Um calor confortável que abraça sua pele...

- Você o fez?

- Você sabe que é impossível criar lugares que nunca tenham existido – Mellyne o encarou – É claro que eu não criei. Mas minha memória o trouxe á tona. Era o meu vale, o Vale do Riacho. Lembra? Quando os Rebeldes do meu pai começaram á levantar suspeitas... Eles queriam matar o líder... Meu pai... – ela respirou fundo – Era o lugar mais lindo que eu já vira. Um paraíso na Terra. E não só porque era dentro da Vila dos Vitoriosos...

- Eu sei. – ele concordou – Meus pais também eram Vitoriosos, lembra?

- Sim... Eu estou ansiosa para rever sua mãe!

- Ah, claro... E ajudá-la na cozinha...

- Ah, por favor, Denis, ela não é tão chata assim...

- Ela quer ficar com você vinte e quatro horas por dia! Ela quer pintar as unhas com você, ela quer cozinhas com você, ela quer escovar os dentes com você! Ela parece gostar mais de você do que de mim...

- Oh, crise do filhinho renegado... – ela fez um bico feio – Que foi? Ah, encare a real. Sua mãe me odeia. Ela só faz isso pra não deixar nos deixar sozinhos no sofá...

Denis sorriu, maliciosamente.

- E pare de tentar me olhar assim por cima dos óculos – ela cutucou as lentes, borrando com as marcas de seus dedos. – Não é nada sedutor, sabia?

- Ora, e quem disse que eu quero ser sedutor? – ele deu de ombros – Vamos sair deste aerodeslizador, estou com as pernas dormentes...

- Certo, vou ter de te carregar, então?

- Claro que não, gracinha – ele cutucou seu ombro, e então saiu do aerodeslizador.

Ela tinha de agüentá-lo, mesmo? Revirou os olhos e bufou.

Denis se colocou á caminhar para o Edifício da Justiça, onde o Sr. Prefeito aguardava-o. Ele tinha uma barba branca e grande, uma cabeleira branquela e pelos nos braços brancos. Resumidamente, ele era uma figura nevada. Arg! Isso o lembrou de Snow...

Densverouix. Esse era seu sobrenome, Denis se lembrou.

- Bom dia, Senhor Densverouix. – ele cumprimentou com um sorriso no rosto.

- Boa tarde. – ele o corrigiu – E você quer mesmo me desejar um bom dia enquanto minha neta caçula está naquela Arena, e o pior, sem a pessoa que eu tinha mais confiança para cuidar dela!

- Me desculpe, mas quem tomou essa decisão foram eles, não eu.

- Ah, claro, claro, eu sei disso. Não quis culpá-lo. É só que... A Lucy... Ela é minha jóia preciosa. Assim como a irmã dela. São as únicas coisas que eu tenho. Estou tão velho... Noventa e dois anos não é mole, meu filho. Quero ver quando você chegar na minha idade...

- Não pretendo viver tanto. Acho que uns setenta e cinco já estão bom.

- Você quem sabe. É uma escolha sábia. Eu vi minha mulher morrer, meu filho morrer, a mulher do meu filho morrer, minha filhinha morrer e não pretendo estar vivo quando a minha pequena Lucy morrer.

- Ela não é mais tão pequena assim.

- É, pois é... Rubi fez um ótimo trabalho antes de falecer...

- O que? Rubi faleceu?

- Sim, sim... Três semanas atrás. Coitada, ela já tinha oitenta e oito.

- A Rubi foi minha mentora...

- Sim. Foi mentora da minha mulher, também. Era uma pessoa da família, quase. – ele abaixou a cabeça – Oh, mas deixe eu parar de lamentar. Quer entrar, Mizashi?

- Não, obrigado, eu vim aqui para outras coisas... – Denis olhou por cima do ombro, vendo Meell caminhar em direção á Vila dos Vitoriosos.

- Ah, claro. Sei. Outras coisas. – o velho prefeito o olhou com malícia.

- E-Ei, não é disso que estou falando! A Meell vem recebendo e-mails anônimos e nós viemos somente para conhecer o sujeito.

- Uhum. – continuou o prefeito – Certo, então.

Ele deus adeus e disse que tinha outras coisas para fazer, deixando Denis muito frustrado. Afinal, por que todo mundo só pensava coisas maliciosas á se respeito? Ele cruzou os braços e se conteve. Não iria correr atrás dela, como um cachorrinho adestrado.
Mellyne já tinha chegado na Vila enquanto ele ainda estava na metade do caminho. Ok, ele ia deixar ser orgulho de lado. Correu até alcançá-la, o que era fácil, contando que ele era um bom corredor.

Meell o olhou por cima do ombro.

- Vindo correndo feito um cachorrinho adestrado?

“Eu sabia que ela ia falar isso...”. Às vezes ele notava que a conhecia bem demais.

Andaram até a frente de uma casa branca, com persianas azuis e uma cerca branca, rodeada de orquídeas azuis. As telhas eram azuis desbotadas, e as árvores davam inúmeras florzinhas azuis.

- Que saudade de tudo isso... – Meell comentou com um sorriso – É tão... Branco e azul.

- Ah, por favor, não fique tirando onda com o gosto da minha mãe! – ele pediu.

Meell riu e então abriu a porteira da cerca, entrando e subindo as escadas. Ela nem bateu na porta, preferindo abri-la sem mais nem menos. Ele logo ouviu o barulho na cozinha, e sua mãe correndo até a porta para abraçá-la.

- Que saudade, Mel! – ela disse – Pensei que vocês não vinham mais aqui!

- Bem... As coisas andam bem agitadas na Capital. – Mellyne tentou respirar.

Denis pressionou as têmporas.

- E sobre o meu netinho?

- Netinha – Denis a corrigiu.

- Ei, eu sei quando é menino! E é um menininho! Eu consigo sentir!
— Ótimo. Você diz menino, o Denis menina... Que legal... – ela revirou os olhos. Às vezes Denis odiava a arrogância e o jeito sarcástico de Meell.

Mas, como sempre, sua mãe nem tinha percebido esse tom em sua voz, e já a convidava para entrar e ajudá-la á cozinhar.

Notas finais
O próximo capítulo é da Lucy!