Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
28 Uma Conversa Diferente
Notas iniciais
Darin Astaroth
- Eu não gosto de garotas. – Darin disse.
- Você então é... – Bolina quase disse.
- Não. Eu não gosto de nada. Odeio a raça humana.
- E você é da raça humana. – Bolina sorriu, irônica.
- Mas eu sei que a raça humana é terrível. – Darin respondeu, enquanto matava as pessoas no jogo da TV.
Darin olhou com o canto do olho, para ver se Bolina ainda faria mais alguma pergunta desnecessária, mas a menina somente ficou olhando para o jogo dele. Darin terminou novamente, ganhador, para variar, e então deu o controle á Bolina, que também conseguiu vencer.
- Então, se eu quiser ficar nua na sua frente você não vai achar nada de mais? – Bolina provocou.
- Não. – Darin falou, sem interesse.
- Ok, então. – Bolina começou á desabotoar o vestido.
- Ei! Não, espere ai. – Darin falou, se virando rapidamente.
- HAHAHA, Darin Astaroth não quer me ver pelada! – Bolina riu.
- Claro que não! – Darin respondeu.
- Pode virar, eu não tirei minhas roupas. Não sou tão idiota assim, Darin.
- Você é idiota.
- Eu sei, mas não tanto quanto você pensa.
- Ah, ta. – Darin sorriu.
- É sério, Darin. Não sou tão burra assim.
- Você apóia os alemães!
- Eu não sabia o que eles faziam com os judeus! – Bolina tentou argumentar.
- Eu teria o maior prazer de te matar, Bolina. – Darin afirmou, enquanto desligava o jogo.
- Você não pode fazer isso.
- Mas eu teria coragem.
- Ah, isso é fato. – Bolina revirou os olhos.
Darin observou enquanto Bolina se sentada e deitava na cama. Os cabelos cacheados dela se espalharam pelo lençol do colchão, e ela fechou os olhos cor de mel, e suas bochechas gordas... Darin, você estava perto de uma garota linda, mas porque você não conseguia gostar dela... ? Darin se perguntava isto á cada segundo enquanto observava Bolina apenas pensando no nada.
- Quer saber? – Bolina disse, afinal. – Vamos treinar um pouquinho? Me ensina á matar pessoas sem dó.
- Haha, eu sou autista. Isso me faz meio... Sóciopata.
- Hum... – Bolina comentou.
- Você não sabe o que é sócio...
- Sei sim. – Bolian abriu os olhos.
- Ok. Eu finjo que acredito.
- Ah, você é impossível, Darin.
- Sim.
Darin sorriu enquanto se deitava junto com Bolina. Ele fechou os olhos e então relaxou.
- É assim que você irá me ensinar á matar? – Bolina perguntou. Darin conseguiu sentir o hálito quente dela.
Tentou se afastar.
- Sim. – respondeu. – Simplesmente trate as pessoas como... Nada. Pronto.
- Hum, bom conselho o seu. Mas adivinhe: Eu não consigo.
- Você irá morrer, então. – Darin respondeu.
Bolina deu de ombros e então se levantou, quando o mentor dele entrou no quarto.
- Oi, para vocês. – ele disse.
- Olá, Senhor Huttson.
- Como vai, Bolina?
- Bem, e o senhor?
- Contando que meu escravo, digo, tributo está aqui em vez de massagear os meus pés...
- Ah, por favor, velho imbecíl! – Darin se irritou, e não abriu os olhos.
- Saia do nosso quarto. – ordenou Bolina.
- Não. – o mentor respondeu.
- Estou mandando.
- Eu sou o mentor, você me obedece.
- Correção: O Darin te obedece, eu não. Agora some daqui. Se não eu te...
- Ela te mata, idiota. – Darin resmungou, ainda deitado e com os braços abertos.
O mentor ficou em dúvida. Por fim, saiu do quarto. Bolina bateu a porta somente para provocá-lo. E Darin riu. Bolina também riu, e então se sentou ao lado do corpo relaxado de Darin. Darin recebeu uma bitoca na bochecha.
- Ei, que isso. – Darin se afastou, rapidamente.
Bolina deu de ombros e então se deitou na cama, sem se importar se seu vestido estava subindo demais de suas pernas. Darin não se importou, e então se deitou ao lado dela.
- Não há nada que possamos fazer aqui? – Bolina perguntou, erguendo a cabeça.
- Não. – Darin suspirou. – Nada. Que tédio!
- Normalmente eu sinto tédio quando meu pai... – Bolina não terminou a frase, mas também não esboçou nenhum sentimento.
- O que tem seu pai? – Darin perguntou.
- Ótimo assunto para passar o tédio. – comentou Bolina. – Meu pai me abusava desde os oito anos. Depois vieram meus irmãos e... Ah, que desespero. Mas eu estou aqui agora. E eles não podem fazer nada comigo.
- Que bela história de vida você tem – Darin riu.
- E você?
- O que tem eu?
- Sua história. Todos temos uma.
- AH, bem, sou um pobre órfão que fora adotado por uma família de um pai e uma menininha. Eu á odeio. E ele me odeia. Ele pensou que pudesse substituir o ferimento que sua esposa fizera ao morrer três meses antes, mas eu só piorei as coisas. Isso antes de eu começar á matar pessoas por nada mais do que prazer. Gostou? – Darin perguntou, sabendo que Bolina se assustaria.
- Hum. Boa história. – ela somente disse.
- Normalmente as pessoas não encaram deste jeito.
- Ah, eu não ligo. Quantos homens já dormiram comigo...! – Bolina riu. – E você mata pessoas por prazer. Eu deveria aprender á matar pessoas por prazer, também. Talvez os abusos tivessem parado antes...
Darin queria escolher bem as palavras, mas não sabia qual usar.
- Hum. – somente resmungou.
- Somos dois órfãos. Você sem os pais, e eu sei minha mãe e sem o homem que seria meu pai.
- Você já engravidou? – Darin simplesmente perguntou para que o assunto não parasse por ali.
- Não. Na verdade eu nunca menstruei.
- Mas quantos anos você tem?
- quatorze. – ela respondeu. – Mas acho que sou estéril. Sabe, isso é um milagre na minha causa.
- Pode ser. – Darin concordou. – Você nunca terá filhos, isso é ótimo. Eu não vou ter filhos.
- Sim. – Bolina concordou. – Você deixou isso bem claro quando disse que não gostava de mulheres.
- E nem de homens. – ele acrescentou.
- Sim, isso também. – ela sorriu.
Darin estava adorando aquela conversa, pela primeira vez na vida. Ele sabia que poderia compartilhar com Bolina algo.
[http://pagetopremiere.com/wp-content/uploads/2012/02/Picture-51-290x160.png?9d7bd4]
Fale com o autor