Notas iniciais
Gente, hoje eu to bem Anos 60... Então todos os capítulos, um aviso: Quem não gosta de MPB, nem precisa abrir as músicas. E quem nao gosta de MPB : Por favor, se mata.

Darin Astaroth

Linda Demais — Roupa Nova

- Eu não gosto de garotas. – Darin disse.

- Você então é... – Bolina quase disse.

- Não. Eu não gosto de nada. Odeio a raça humana.

- E você é da raça humana. – Bolina sorriu, irônica.

- Mas eu sei que a raça humana é terrível. – Darin respondeu, enquanto matava as pessoas no jogo da TV.

Darin olhou com o canto do olho, para ver se Bolina ainda faria mais alguma pergunta desnecessária, mas a menina somente ficou olhando para o jogo dele. Darin terminou novamente, ganhador, para variar, e então deu o controle á Bolina, que também conseguiu vencer.

- Então, se eu quiser ficar nua na sua frente você não vai achar nada de mais? – Bolina provocou.

- Não. – Darin falou, sem interesse.

- Ok, então. – Bolina começou á desabotoar o vestido.

- Ei! Não, espere ai. – Darin falou, se virando rapidamente.

- HAHAHA, Darin Astaroth não quer me ver pelada! – Bolina riu.

- Claro que não! – Darin respondeu.

- Pode virar, eu não tirei minhas roupas. Não sou tão idiota assim, Darin.

- Você é idiota.

- Eu sei, mas não tanto quanto você pensa.

- Ah, ta. – Darin sorriu.

- É sério, Darin. Não sou tão burra assim.

- Você apóia os alemães!

- Eu não sabia o que eles faziam com os judeus! – Bolina tentou argumentar.

- Eu teria o maior prazer de te matar, Bolina. – Darin afirmou, enquanto desligava o jogo.

- Você não pode fazer isso.

- Mas eu teria coragem.

- Ah, isso é fato. – Bolina revirou os olhos.

Darin observou enquanto Bolina se sentada e deitava na cama. Os cabelos cacheados dela se espalharam pelo lençol do colchão, e ela fechou os olhos cor de mel, e suas bochechas gordas... Darin, você estava perto de uma garota linda, mas porque você não conseguia gostar dela... ? Darin se perguntava isto á cada segundo enquanto observava Bolina apenas pensando no nada.

- Quer saber? – Bolina disse, afinal. – Vamos treinar um pouquinho? Me ensina á matar pessoas sem dó.

- Haha, eu sou autista. Isso me faz meio... Sóciopata.

- Hum... – Bolina comentou.

- Você não sabe o que é sócio...

- Sei sim. – Bolian abriu os olhos.

- Ok. Eu finjo que acredito.

- Ah, você é impossível, Darin.

- Sim.

Darin sorriu enquanto se deitava junto com Bolina. Ele fechou os olhos e então relaxou.

- É assim que você irá me ensinar á matar? – Bolina perguntou. Darin conseguiu sentir o hálito quente dela.

Tentou se afastar.

- Sim. – respondeu. – Simplesmente trate as pessoas como... Nada. Pronto.

- Hum, bom conselho o seu. Mas adivinhe: Eu não consigo.

- Você irá morrer, então. – Darin respondeu.

Bolina deu de ombros e então se levantou, quando o mentor dele entrou no quarto.

- Oi, para vocês. – ele disse.

- Olá, Senhor Huttson.

- Como vai, Bolina?

- Bem, e o senhor?

- Contando que meu escravo, digo, tributo está aqui em vez de massagear os meus pés...

- Ah, por favor, velho imbecíl! – Darin se irritou, e não abriu os olhos.

- Saia do nosso quarto. – ordenou Bolina.

- Não. – o mentor respondeu.

- Estou mandando.

- Eu sou o mentor, você me obedece.

- Correção: O Darin te obedece, eu não. Agora some daqui. Se não eu te...

- Ela te mata, idiota. – Darin resmungou, ainda deitado e com os braços abertos.

O mentor ficou em dúvida. Por fim, saiu do quarto. Bolina bateu a porta somente para provocá-lo. E Darin riu. Bolina também riu, e então se sentou ao lado do corpo relaxado de Darin. Darin recebeu uma bitoca na bochecha.

- Ei, que isso. – Darin se afastou, rapidamente.

Bolina deu de ombros e então se deitou na cama, sem se importar se seu vestido estava subindo demais de suas pernas. Darin não se importou, e então se deitou ao lado dela.

- Não há nada que possamos fazer aqui? – Bolina perguntou, erguendo a cabeça.

- Não. – Darin suspirou. – Nada. Que tédio!

- Normalmente eu sinto tédio quando meu pai... – Bolina não terminou a frase, mas também não esboçou nenhum sentimento.

- O que tem seu pai? – Darin perguntou.

- Ótimo assunto para passar o tédio. – comentou Bolina. – Meu pai me abusava desde os oito anos. Depois vieram meus irmãos e... Ah, que desespero. Mas eu estou aqui agora. E eles não podem fazer nada comigo.

- Que bela história de vida você tem – Darin riu.

- E você?

- O que tem eu?

- Sua história. Todos temos uma.

- AH, bem, sou um pobre órfão que fora adotado por uma família de um pai e uma menininha. Eu á odeio. E ele me odeia. Ele pensou que pudesse substituir o ferimento que sua esposa fizera ao morrer três meses antes, mas eu só piorei as coisas. Isso antes de eu começar á matar pessoas por nada mais do que prazer. Gostou? – Darin perguntou, sabendo que Bolina se assustaria.

- Hum. Boa história. – ela somente disse.

- Normalmente as pessoas não encaram deste jeito.

- Ah, eu não ligo. Quantos homens já dormiram comigo...! – Bolina riu. – E você mata pessoas por prazer. Eu deveria aprender á matar pessoas por prazer, também. Talvez os abusos tivessem parado antes...

Darin queria escolher bem as palavras, mas não sabia qual usar.

- Hum. – somente resmungou.

- Somos dois órfãos. Você sem os pais, e eu sei minha mãe e sem o homem que seria meu pai.

- Você já engravidou? – Darin simplesmente perguntou para que o assunto não parasse por ali.

- Não. Na verdade eu nunca menstruei.

- Mas quantos anos você tem?

- quatorze. – ela respondeu. – Mas acho que sou estéril. Sabe, isso é um milagre na minha causa.

- Pode ser. – Darin concordou. – Você nunca terá filhos, isso é ótimo. Eu não vou ter filhos.

- Sim. – Bolina concordou. – Você deixou isso bem claro quando disse que não gostava de mulheres.

- E nem de homens. – ele acrescentou.

- Sim, isso também. – ela sorriu.

Darin estava adorando aquela conversa, pela primeira vez na vida. Ele sabia que poderia compartilhar com Bolina algo.

[http://pagetopremiere.com/wp-content/uploads/2012/02/Picture-51-290x160.png?9d7bd4]

Notas finais
Gente, sei que Roupa Nova não é tão anos 60, mas... Fala sério, é melhor que Britney!