Notas iniciais
Capítulo divo da nossa pequena Lucy! Filosofando!

Lucy Sant’Dio

Lucy estava deitada próximo a cama de Noah. Ela adorava ver o jeito engraçado que a respiração dele fazia sua franja voar. Lucy riu. Mas não tão alto, para não acordar o moço. Ela estava deitada no tapete da cama de Noah, no chão frio. Ela gostava de vê-lo dormir profundamente.

A porta se abriu.

- Meu anjo...? – era sua mentora.

- Sim? – Lucy virou a cabeça.

- Venha comer. – ela disse.

- Não, eu quero esperar o Noah.

- Ele vai demorar, não vai sobrar nada para você.

- Tudo bem. – Lucy respondeu, e então se virou, deitando novamente. Ela ouviu a portar ser fechada novamente, e então ela se levantou, tirou as cobertas de Noah e então se sentou na cama. Colocou suas pernas para dentro dos cobertores e então se deitou, cobrindo-se até a cabeça.

E lá dormiu.

º º º

- Eu amo você. – ela acordou ouvindo isso.

Estranhou. Somente vovô dizia isso á Lucy. Alguém beijou sua cabeça e então passou os braços por seu pequeno e frágil corpo de menina. Ela foi abraçada, e então notou que era Noah.

- Bom dia. – ele disse, com a voz dócil.

- Oi, Noah. – Lucy sorriu e abraçou Noah.

Ela ouviu um som parecido com o ronco profundo da garganta de alguém, e então de repente Noah caiu da cama. Ele estava vermelho e exasperado. No chão, e de pijama, ele olhava espantado para Lucy.

- O que você está... Na minha cama... O que... Lucy! – ele disse.

- Você gosta de mim sim! E não me acha chata! – Lucy engatinhou na cama.

- Não! Eu não gosto de você! Você é uma criança idiota e...

A expressão de Lucy fez Noah parar de falar.

- Eu não sou idiota! – ela gritou, começando á soluçar.

- Não, eu não quis dizer isso, Lucy...

- Eu não sou burra!

- Mas Lucy eu estava nervoso, por favor...

- Ela me disse que era chocolate branco! Eu não queria ter comido... – os olhos de Lucy lacrimejaram e ela chorou.

Noah não sabia o que a pequena dizia, ele nem ao menos sabia o que ele mesmo tinha dito. Para ele, tinha acordado junto com mais uma das mulheres com quem dormia. Não com... Não com Lucy! Nem ao menos sabia que ela estava em sua cama...! Ele viu ela ficar vermelha, e então berrar como um bebê triste. Ele poderia ser duro, poderia quase não ter coração. Mas Lucy já tinha se tornado sua amiga. Mesmo que fosse uma amiga distante. Ele a abraçou, e pediu desculpas. A menina continuou a chorar. E ela dizia que era uma borboleta... Borboletas...

- Elas são bonitas, Lucy. – Noah concordou, quando ela já estava parando de chorar.

- Eu sei. Nós somos borboletas. – ela disse, entre soluços.

- Nós?

- Sim. Minha mãe disse que somos borboletas dentro de vidros, prestes á morrer. Precisamos sair do bote, antes de nossas asas ficarem sem cor. – ela contou. Mais calma agora. – nós somos livres como elas. Somos graciosos e diferentes. Mas todos precisamos de liberdade, Noah.

- Sim, Lucy. Mas temos um bote com uma tampa muito dura. – disse Noah, se referindo á Capital.

- Nós só precisamos de alguém para desrosquear o pote. – ela sussurrou.

- Mas não há ninguém maior que a Capital.

- Você. – ela disse colocando a mão no coração de Noah. – Eu. Todos nós somos maiores que a Capital. Só basta haver um para desencadear nossas asas.

- Lucy... – Noah ficou em silêncio, e a menina também, deitada em seu colo.

Noah pensou e pensou. Onde Lucy tinha tirado aquela idéia? Ela queria se rebelar contra a Capital. Lucy, uma menina linda, dócil e inocente. Lutando contra o monstro sanguinário da Capital. Noah olhou para a garotinha meiga e assustada que se recuperava de uma crise de choro e que estava se aninhando em seu colo. Ela não poderia sozinha. Não... Mas ela disse “todos”. Todos. Sim, todos reunidos. Nós conseguiríamos.

- Noah. – ele olhou para a porta, onde seu mentor estava escorado. – Ela tem razão. – ele disse. – Solte as borboletas.

º º º

Lucy se sentou onde os homens mandaram. Ela estava em um caminhão, junto com mais quatro meninas. Todas a olhavam como se ela fosse um... Um cachorrozinho. Faziam perguntas do tipo: Cute cute, cadê o bebê? Que fofura! O papai e a mamãe, como vão? E várias do tipo. Lucy tentou ignorar, mas elas mexiam em seus cabelos louros e apertavam suas bochechas. Ela tentou se encolher, mas o cinto de segurança não permitia. Quando finalmente chegou ao Hotel onde ficariam, ela saiu do caminhão correndo. Mas ao olhar a multidão, se perdeu totalmente. Onde estava Noah? Onde estavam Meell e Gordinho? Ela precisava sair dali, preciava...

- Opa, criança, olhe por onde pisa. – um cara com o número 7 em sua roupa disse e voltou á falar com outras pessoas.

Lucy sentiu que todos não estavam nem ai com ela, ela estava sozinha. Aquilo era pior que o sótão... Onde estavam aqueles que ela conhecia? Ela começou á chorar.

- Lucy! – ela ouviu, e alguém segurou seu braço. Era o mentor de Noah. – Lucy! Eu disse para você ficar no caminhão que eu ia t e buscar lá!

- Mas elas ficavam...

- Ah, tudo bem, você está aqui agora, isso é o que importa. Vamos, a Meell está com o Noah, e eu não confio nele quando o assunto são mulheres...

º º º

Lucy se sentou ao lado de Meell, e então fez tranças no cabelo dela. Noah estava entretido com seus próprios pensamentos. E o mentor dele estava andando de um lado para o outro. Até que três pessoas chegaram.

- Até que enfim! – exclamou o mentor.

- Equipe de produção do boy! – o gay riu. – Cade o bofe?

Noah nem ao menos ouviu, estava pensando...

Seu mentor o ergueu e então o deu aos homens. Lucy somente olhou aquelas pessoas tão estranhar levarem Noah com elas. Ele nem ao menos parecia lembrar do mundo... Lucy se virou para sua mentora, e então perguntou:

- Onde o Noah vai?

- Ele vai cortar o cabelo e ficar bonito para hoje á noite. – ela respondeu.

- E eu também?

- Sim. Mas você já é linda, meu amorzinho.

Lucy sorriu e então olhou para o mentor de Noah. Ele parecia intrigado. Estava inquieto, não para um segundo. Ela se sentia incomodada deste jeito.

- O que foi? – Lucy por fim perguntou.

- Nada... – ele resmungou.

- Fala! – ela pediu e então pulou nas pernas do homem. – Você tem que falar! Me responde!

Ele sabia que Lucy nunca teve as respostas de que precisava. Sabia que Lucy era uma garota que ansiava por respostas mais que tudo, e sabia que Lucy tinha várias perguntas. Após vê-la ficar trancada em um sótão ele não poderia negar-lhe uma resposta...

- Porque eu quero soltar uma borboleta. – ele respondeu, olhando dentro dos olhos azuis de Lucy.

- Então deixe ela livre, está esperando o que? – a garota disse.

- Eu morrerei se fizer isso.

- O que vale mais a pena? As asas de todas, ou a sua vida?

\"\"

Lucy Sant'Dio

Notas finais
A Música: ToriBouvier
Minha idade: Midnight
O pq da Jujuba: Asukin (sim, ele até pesquisou nas minhas antigas fanfics!Claro, que quando ele errava eu dizia...)

Tori e Mid, por favor, Tori mande uma ficha (igual a do primeiro capítulo da fanfic) com seus dados corretos, vc entrará na história. Mid, mande a ficha e escolha o nome da próxima YHG 5 e Asukin... Vc fica sem prêmio! Já é uma grande vitória me ter! Pasospaospaosapos'