Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
21 Peras, Hate e Uma Ninfa.
Notas iniciais
Bolina Montenegro
Papai passou as mãos pelos seus seios, fazendo-a se odiar ao máximo por ficar arrepiada. O velho sarnento sorriu, e então se deitou sobre Bolina. E a possuiu em sua própria cama, onde tinha e sofria todos os seus abusos. Bolina somente se odiou enquanto o velho se fazia por cima dela.
º º º
Bolina se sentou em sua cama. Ela não podia chorar, nem contar á ninguém, se não apanhava. E ela sabia que não seria uma simples surra. Os irmãos teriam permissão de se apoderar dela. E ela não queria isso. Não novamente. Ela ouviu os passos de sua mãe pelo corredor e então correu até sua penteadeira, pegando a escova e penteando os cabelos. Quando a velha com cabelos em tufos pela cabeça, brancos, e os olhos azuis claros, quase cegos, apareceu na porta de seu quarto, ela forçou um sorriso.
- Bolina? Você está ai? – a voz da mãe pareceu longe.
- Sim, mamãe, eu estou aqui. O que a senhora quer?
- Nada, n-nada. – a velha pareceu indecisa – Eu só... Parecia que algo estava estranho. Quer alguma coisa pra comer, minha filha?
- Não, mamãe, estou bem. – Bolina forçou outro sorriso enquanto andava até sua mãe.
- Não quer nada, tem certeza?
- Sim, mamãe, toda a certeza.
- Ahn, se é assim... – a velha colocou o dedo na boca, tentando se lembrar do que ia fazer.
Bolina abraçou sua mãe, e sussurrou em seu ombro:
- Eu vou te tirar daqui, mamãe. Nós duas vamos fugir desses monstros.
- Os monstros? Eles estão aqui de novo? – a mãe pareceu assustada.
- Sim, mamãe, estão por todos os lados. Mas eu vou tirar a senhora daqui. Logo.
- Espero que eles não me devorem...
- Não vão, mamãe. A senhora é honesta.
- Você também será poupada. Eu vou olhar bem debaixo da sua cama, antes de você ir dormir.
- Claro, mamãe, vou me lembrar de chamar a senhora a noite.
- Certo... Ahn... Então... Para onde eu vou?
- Que tal para o seu quarto? Vá descansar um pouco, mãe.
- M-mas e se... Se os monstros estiverem na minha cama?
- Não estão, eu olhei lá embaixo. Pode ter certeza, eles não estão na sua cama.
Bolina ouviu o volume da TV ser aumentado no máximo, quando o canal de esportes foi ligado.
- E onde eles estão? – sua mãe louca perguntou.
- Na sala. Vendo TV.
º º º
Bolina pegou sua mochila e guardou os materiais devidos, quando ouviu a porta de seu quarto sendo aberta. Bobby entrou, e ele segurava sua mochila. Ele sorriu para Bolina e então parou ao seu lado.
- Minha irmã, deixe que eu leve esta mochila pesada para você.
Bolina não respondeu. Ela sabia que tinha de ficar calada.
- Pequeno gênio, não? – ele passou os dedos por sua bochecha branca e rosada. – Que tal me ajudar? Hoje temos... Prova de Panemfilismo. Você vai me ajudar.
- E se eu não...
- Nem pense. – ele a colocou contra a parede, subindo sua mão até os olhos dela e entoa descendo pela garganta e tocando o seio da irmã. – Se ousar... Eu acabo com você.
- Me solte, Bobby. – Bolina pediu com esperanças. Bobby era o irmão mais novo, ele tinha mais compaixão que o pai e Benn.
Bobby olhou para Bolina e soltou-a, mas continuou com a ameaça.
- Me dê cola, e eu não... Faço nada com você. E pode ter certeza, se precisar eu chamo o Benn e o pai.
Bolina estremeceu, enquanto escorregava na parede, até abraçar os joelhos. Assim que Bobby saiu do quarto, Bolina se levantou, pegou sua mochila e a colocou nas costas. Fingir que nada havia acontecido, isso ela havia aprendido muito bem.
º º º
Bolina passou cola para Bobby, lógico, e foi mandada para a diretoria. Não tinha como explicar porque colara, não podia contar da ameaça, então foi mandada para casa, onde, ao chegar, levou uma bronca do pai, e ficou de castigo em seu quarto. Um pequeno detalhe: Seu pai ficou junto.
º º º
Bolina só não engravidava, pois até hoje nunca tivera sua primeira menstruação. Ela dava graças á Deus por isso. Quando Bobby chegou, a enquadrou junto com Benn, e não teve escapatória. E logo após eles saírem de seu quarto, mamãe parou na porta.
- Como foi na escola hoje, filha? – a velha louca perguntou.
- Vá morrer, mãe! Assim a senhora se polpa de mim.
º º º
Quando Bolina finalmente soube que ela iria para os Jogos, não deixou de abrir um sorriso e pular de alegria. Nessa noite o pai nem os irmãos foram para seu quarto no meio da noite. Mas uma pessoa que ela não esperava.
- Estou com medo, Bolina. – a mãe entrou. – Eu vi os monstros debaixo da cama.
Bolina acolheu á mãe louca, e lhe colocou para dormir em sua cama. Se deitou logo em seguida, e lá passou o resto da noite, conversando sobre monstros com a velha louca que um dia havia protegido a filha dos mau tratos que recebia agora.
Bolina não conseguiu dormir naquela noite. Ela não queria dormir, queria ficar conversando com sua mãe, sua amiga. Ela era louca e insana, mas Bolina á amava. Ela havia adotado aquele momento como sendo o melhor de sua vida. Ela estava deitada, com o braço da mãe sobre sua cintura, enquanto ela murmurava seu medo pelos tais monstros que assombravam sua cama. Bolina se sentia feliz.
º º º
Assim que Bolina se sentou no banco que havia na Prefeitura, ela suspirou, enquanto ninguém entrava pela porta de despedidas. Já era de se esperar. Papai nunca viria, nem Bobby ou Benn. Mamãe talvez quisesse vir, mas ela estava fora de cogitação de sair pelas ruas do Distrito 2. Bolina suspirou, enquanto os Pacificadores á chamavam para fora. Ela se deixou levar, enquanto eles a empurravam e xingavam. Os Pacificadores sempre eram pessoas do Distrito 2, e este ano seu pai estava alistado para virar Pacificador do Distrito 9, e Bolina estava ansiosa e muito feliz por isso. Mas quando soube que iria aos Jogos, deu de ombros. Seu fim era um só: Morrer do pior jeito possível para uma menina de quatorze anos.
- Oi. – Bolina ouviu ao seu lado, quando o seu companheiro na Arena se juntava á ela. Logo os outros dois tributos estavam juntos também.
- Oi. – ela respondeu, curta.
Os outros cumprimentaram também, mas nada mais do que um aceno de cabeça. Este ano o trem para a Capital tinha sofrido algumas transformações, pois seriam o dobro de tributos a bordo, e por isso eles iriam precisar de dois trens, um ao lado do outro, conectados por um tubo transparente, que fazia a ligação entre eles. As árvores ao redor do trem mostravam que o Distrito 2 estava entrando em época de colheita, e as árvores de pêra que tanto sobreviviam ali no local dariam frutos e mais frutos. Qualquer um gostaria de pegar os frutos quando visse quão bonitos eram. Mas somente alguém de fora do Distrito 2, pois, como o Distrito 2 e 1 tinham conduzido a Revolta, os Capitalistas resolveram criar plantar e colocarem elas no Distrito 2, para assim, envenenar seus camponeses e revoltados. Assim morreram muitos, uma epidemia que não tinha cura.
- Seu nome é Bolina, certo? – o garoto perguntou enquanto eles esperavam os outros tributos entrarem.
- Sim. – Bolina respondeu. – E você é Darin.
- Correto. – ele respondeu, frio. – Só quero que saiba que eu odeio você.
- Não há muita diferença de minha parte. – Bolina deu de ombros.
Darin á examinou de norte á sul, e chegou á conclusão de que ela só estava meio desconsolada com tudo aquilo. Darin riu, e entou no trem. Bolina não sabia onde esconder a cara.
Bolina Montenegro
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