Notas iniciais
Agora as histórias ganharam forma!

Heikki Aaltonen

Lola se sentou ao meu lado e então checou mais uma vez a bandagem que havia feito em meu braço.

- Vai ficar bem. – ela disse. – Minha vó confirmou que era somente um trincado e logo passaria.

- Três dias?

- Veremos. Algumas pessoas tem recuperação mais avançada. – ela respondeu. – Bem... Quer ver TV agora? Só pega o canal da Arena...

- Tudo bem. – respondi.

Lola pegou o controle na mesa de centro e ligou a TV, que chiou até se sintonizar. Heikki estava bem, mas ela insistia em perguntar se ele conseguia sentir o osso fraturado. Irritou-se muito, confessou, mas a atenção dela o fez sentir bem. Mimado, eu? Imagina. Ninguém nunca mima Heikki Aaltonen.

- Ah, já me cansei de ver as cenas dos Jogos passados! – Lola reclamou. – Cheio de mortes e... Violência! Sangue por todo lado e... Morte...

- Sim. É assim que tem de ser. Sempre assim. – respondeu, frio.

- Talvez não... há exceções, Heikki...

- Não. Não tem como ter exceções. Se você não mata, morre. É simples.

- Eu morrerei, então...

Encarei Lola.

- Não. – respondeu. – Somos uma dupla.

- Mas depois você vai me matar...

Heikki sentiu vontade de que aquelas não fossem palavras verdadeiras, mas eram. Ele a mataria, no final, de um jeito ou de outro. Somente um voltaria. E entre ele e Lola, é claro que ele escolhia se salvar.

º º º

A cabeça de Lola caiu para o lado. Ela estava dormindo á alguns minutos, e Heikki sabia que não demoraria para isso acontecer. Ele pegou a cabeça dela com cuidado e colocou-a para o outro lado, mas Lola, sorrindo, se jogou novamente para cima dele.

- Ah, para com isso. – Heikki disse, irritado.

- Você é um fofo bravinho. – ela respondeu, abrindo os olhos, sonolentamente.

- Por favor, me respeite...

- Você tem um fraco por mulheres, não... ? – Lola perguntou.

Heikki corou, o que era quase raro.

- Não! – ele respondeu.

- Então não há problemas em eu ficar deitada sobre você, certo?

- AHn... – os olhos de Heikki faiscaram. – Tem SIM. Você vai se apaixonar por mim, e eu não vou agüentar menina nenhuma suspirando por ai!

O sorriso bobo de Lola desapareceu e o ódio tomou conta da doce e delicada menina.

- Quer saber? – ela gritou. E então se inclinou, segurando a camiseta de Heikki com tanta raiva que enforcou o homem. Beijou-lhe os lábios, delicada como sempre fora, ou como sempre era na maioria das vezes, e o soltou, deixando-o respirar. – Você é que vai se apaixonar por mim. E nada poderá tirar da sua cabeça o sabor dos meus lábios.

E saiu da sala.

Heikki se sentou, arrumando-se, no sofá. E começou a rir sozinho. Se apaixonar? Por ela... ? Quem aquela garota pensava que era para falar algo assim para Heikki Aaltonen? Não era só um beijo que o faria se apaixonar, nem dez mil deles. Heikki teria de ganhar confiança nela, e até agora Lola só fora imprevisível. Heikki suspirou e se sentou no sofá. Ele olhou para a tela. Passavam imagens dele na escola, e na mesma escola, Lola, correndo e conversando, rindo e paquerando meninos. Ela era popular, pelo que dava para ver, e todos amavam ela. Heikki não estava realmente na escola, ele só estava no portão dela, quase oculto, e conversando com os garotos da Gang que ainda freqüentavam a escola.

Ele ficou abismado viu que Lola passou por ele e sua cabeça seguiu em direção á ela. Ele lembrava que havia se fascinado com o perfume dela. Passou as mãos nos cabelos e então ouviu o comentarista dizer: “Foi este vídeo que chamou a atenção do Prefeito, Hallas”. Heikki pensou no assunto. Todos pensavam que Lola e ele tinham algo, que ele havia se interessado por ela por causa do simples levantar de sobrancelhas, e se...

Heikki sorriu e então disse a si mesmo:

- Tenho de começar á pensar nos lábios dela...

Notas finais
Mandem reviws para o Heikki!