Notas iniciais
Boa leitura, Jujubas. Até lá embaixo.

Lucy Sant’Dio

Ela estava a ficar sentada. Esperando... Esperando... Esperado o nada. Ficar simplesmente sentada, olhando a cidade da Capital. Não havia nada para ser fazer ali. Com a sempre grande pilha de maçãs ao seu lado, o Sol banhando suas costas, a Lua beijando seu rosto, ela fazia trancinhas nos cabelos louros que lhe batiam nas costas. A lamparina estava do outro lado, enquanto ela se curvava para ver os carros nas avenidas movimentadas.

Sentada na frente da porta do paraíso. Que paraíso era aquele? Sem papai, sem mamãe, Lunna, vovô, vovó e Noah... Sua família! Era um paraíso de alguém solitário e Lucy não gosta de ficar solitária.

Fazia tanto tempo que ela não conversava com ninguém... Dois anos, este foi o tempo que ficou na arena.

Um papelzinho caiu do céu. Nele estava parabenizando-a por ter chego até ali. Agora eram dezenove... Lucy já tinha percebido que os papelzinhos não vinham todos os dias. E por isso tinha associado e agora tinha certeza de que eram dezenove dias reais que eles tinham mesmo ficado ali. Na arena eram dois anos, mas no mundo real eram dezenove dias. E daqui a pouco vinte. Somente vinte? Para tudo o que aconteceu...?

Lucy jamais olhava para o céu quando a insígnia aparecia. E se Noah tivesse morrido? Ela detestaria saber isso. Não sabia quem ainda estava vivo, mas o tempo que ficara ali fez com que ela pensasse melhor, e visse que não tinha muito porquê continuar viva. Além de todos seus amigos terem de morrer para isso acontecer, ela não via que diferença poderia fazer com a sua idéia idiota de “Solte as borboletas”. Lucy agora percebia o quanto tinha sido boba falando deste jeito. Era boba o tempo todo, e isso fazia dela uma criança boba. Noah tinha razão. Ela era uma menina mimada.

E Lunna... Lunna nunca tinha prendido Lucy no sótão para “seu próprio bem”. Ela só estava com inveja da menina, por ter o sobrenome Sant’Dio. Lucy não conseguia entender porque, sendo que Lunna era muito mais bonita e muito mais inteligente. Se fosse ela na arena, já teria ganho os Jogos...

À pouco tempo a Lucy me soltou. Eu não nada mais do que a alma dela. Uma parte mais madura de seu ser. Digamos que ela conseguiu conciliar a mim e a mente como um só, e agora ela vê o quão estúpida fora. E o quanto que sentia a saudade de Noah... Ah, que idiota, estava apaixonada por alguém anos mais velho! Alguém que a achava uma burrinha idiota. Que nem estaria pensando nela, em um momento como este. Lampejos do corpo de Noah sobre o seu e de como ele a aquecia invadiam sua mente, e ela se obrigava á ficar sã. Sua aljava não possuía mais flechas, tinha usado todas contra a Sereia Negla. Ela só tinha um arco e uma faca pequena de caça. A faca que Noah dera á ela para se defender... Tinha guardado aquela faca com seu coração dela. Tinha guardado aquela faca com seu coração nela... Agora esta frase me soa tão... Não sei. Ora, mas devo estar pulando partes da história! É a primeira vez que me deixando narrar, e eu tenho de ser boa o suficiente para conseguir o papel de narrador. Pois bem, voltando ao assunto...

Lucy rodava a faca nos dedos, como Rubi tinha ensinado. Como será que a velha estaria agora? Estaria olhando para ela, com orgulho por ser uma finalista, ou estaria jogando xadrez, fazendo tricô e brincando de bingo com os outros idosos?

Lucy sentiu os pelos da nuca se arrepiarem quando a porta atrás dela se abriu. Não se virou. Deveria ser algum tributo que conseguira chegar até lá. E se fosse Heikki? Ele iria poupar sua vida, não? E se fosse Mandy? Ela iria matá-la, com certeza. E se fosse Acacia? Um gelo percorreu o corpo de Lucy e ela se virou lentamente com a faca nas mãos trêmulas.

- Você? Aqui? – a pessoa perguntou.

- Como você conseguiu passar pelo Capitol?

- Foi fácil... Somente uns dias de luta... – Noah jogou os cabelos ruivos para o lado. – Essa fera é bastante teimosa... Como conseguiu chegar até aqui?

- Ele não me atacou.

- Por quê? – Noah ergueu uma sobrancelha.

- Porque eu tenho isto – Lucy mostrou a chave – Com isso nenhum monstro me ataca.

- Hum... Espertinha. – ele riu.

Ficaram em silencio pelo tempo que se seguiu. Lucy teve o impulso de pedir um abraço.

- Eu estou todo melado, onde tem um rio pra tomar banho por aqui? – ele perguntou.

Ela indicou o rio um pouco mais á longe e então se virou, para observar novamente o rio. Agora tinha um sorriso no rosto. Ele estava vivo...! Que bom!

Quando Noah voltou, vestido com a camisa de frio, ele se sentou ao seu lado e passou o braço em volta de seu corpo, e ela se aninhou nele.

- Então, Lucy...

- Estou aqui á cinco dias.

- Ah, e...

- A Arena está funcionando á dois anos, e no mundo real foram quase vinte dias.

- Lucy, você...

- Sim, eu estou respondendo todas as suas perguntas.

- Mas por quê?

- Porque você sempre respondeu as minhas, então eu acho que é justo responder até as perguntas que você não faz.

- Isso é interessante – ele admitiu.

Lucy soltou as tranças e deixou o cabelo abraçá-la. Ela estava feliz... Eu sei que já disse isso, mas tenho de intensificar, pois ela estava mesmo feliz...

- Noah, onde está a Mandy?

- Nós nos separamos. – ele mentiu – Acho que ela já morreu.

- Hum... A May também... E alguém mais morreu?

- Heikki e Lola – ele disse, sentindo seu peito apertado. – Ah, eu trouxe um amigo! – ele tentou sair do assunto.

- Amigo? – ela ergueu as sobrancelhas louras.

Noah abriu a porta e um lobo branco entrou por ela. Lucy abriu o maior sorriso de sua vida e o abraçou com força. Que fofinho... Ela passou a mão no lobo e o beijou e leve.

- Ele tem um nome – continuou Noah – Acho que é Lupi.

- Lupi? Perfeito!

Noah sorriu. Lucy estava feliz, ele estava feliz. Se conteve na vontade de agarrá-la e tê-la nos braços, e então sorriu passando a mão nas orelhas de Lupi. O lobo tinha surgido quando ele entrou no salão com as estátuas. Ele o ajudou á vencer e chegar até ali. Era um bom menino...

Tinha feito companhia á Noah.

- Ele gostou de você.

- Sim! – Lucy concordou, enquanto Lupi lambia sua bochecha esbranquiçada.

- Mas agora temos de chegar ao final. – Noah segurou o braço de Lucy e a puxou – Temos de lutar contra Acacia.

- Caci?

- Sim. Ela está viva e é a única no Labirinto. Se vencermos um combate contra ela, nós ganhamos. – ele passou delicadamente a mão por seus cabelos louros – Nossa, como você cresceu, Lucy.

Ele reparou a ondulação no peito de Lucy. Ah, ele se lembrou de quando a viu pela primeira vez: Tinha pensado que ela seria a mulher mais bonita do Distrito 1 quando crescesse. Mas ela nem precisava crescer. Agora tinha quatorze anos, e era linda. Noah pensou e calculou. Ele tinha vinte... Sua barba estava comprida e seus cabelos nem me digam! Ele tinha se acostumado com aquele mundo. Não conseguia se imaginar vivendo no real.

Foi nesse momento em que se inclinou e beijou os lábios de Lucy pela última vez.

Saíram pela porta do paraíso e nunca mais voltaram á vê-la.

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Eu tinha dado a dica desde o início.

Notas finais
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Por favor, recomendem! Temos sete recomendações, e gostaria de chegar á dez (nosso recorde foi de nove recomendações em todas as outras fanfics!! Vamos fazer da YHG3 uma fic de recordes!)
Muito obrigada por todo o apoio e o carinho que vocês tem por mim! Me sinto lisonjeada por vocês serem minhas jujubas.