Your Hunger Games III - Fanfic Interativa

10 Nota: Aprenda Á Passar a Faca Nos Dedos


Notas iniciais
Desculpem a demora, é que eu estou no computador da minha prima.

Noah Christhurt

Você poderia chamar Noah de louco, maníaco, que estava delirando na sua vida e a jogando fora. E estava, ele sabia disso. Mas decidiu seguir assim. Ele pegava a mulher que queria, comia e depois jogava-a de volta para o mundo de piranhas. E esse ciclo se repetia todas as noites, até a Colheita, que fora anunciada três dias antes do esperado. Ele soube que teria de fazer uma parceria obrigatória com uma menina chamada Lucy Sant’Dio. Tudo bem, pensou, ele a comeria e depois iria continuar naqueles Jogos. Na verdade Noah não sabia porque tinha sido escolhido para os Jogos, mas vamos dizer que a Capital tinha olhos em todos os lugares, e poderiam escolher quem bem quisessem para isso. Noah pensou na coisa mais óbvia que qualquer Tributo pensaria: Treinar.

E então ele foi atrás dos melhores treinadores do Distrito 1, Kennan e Rubi. Até pouco tempo atrás os melhores eram Rubi e Jouro, mas o homem faleceu. A velhice fazia isso com as pessoas. E Noah sabia que iria morrer disso.

Noah ficou pensando em comer a tal Rubi enquanto ia para a Vila dos Vitoriosos, mas raciocinou melhor a achou que não chegaria á esse ponto...! Ela deveria ter uns noventa anos agora.

- Olá. – Ele parou enquanto ouvia a pessoa o cumprimentar. Ninguém nunca o cumprimentava, somente as piranhas que comia.

- Oi. – respondeu seco e continuou á andar, sem olhar na cara do infeliz.

Noah chegou ao Centro de Treinamentos dos Vitoriosos, onde ele se deparou com a seguinte cena: Uma velha, tentando colocar uma adaga na mão de uma menina de doze anos.

Ele sorriu.

- Olá, deve ser a tal Rubi. – ele disse, se aproximando. – Eu me chamo Noah, estou aqui para treinar, como a carta que me enviou dizia. Esta deve ser sua filhinha, é uma gracinha de...

- Cale-se! – a velha cuspiu as palavras em sua cara.

Noah observou de perto a menina loura e de cabelos finos e um rosto ainda mais delicado tentar erguer o instrumento de morte. Ela não levava jeito para matar. Talvez conseguisse ficar com uma faca ou um dardo tranqüilizante. Mas nunca uma arma grande como aquela. Noah á viu derrubar a arma inúmeras vezes, até que se cansou de esperar e segurou a arma, pegando-a do chão, e a segurando com força.

- Está vendo, menininha, é assim que se segura. Se você segurar certo no cabo, ela não vai cair.

A menina lhe olhou com uma interrogação na testa. Noah suspirou.

- Aqui. – ele deu a adaga á menina. – Coloque o dedão aqui, e os dedos separados, assim. Viu? Você conseguiu.

Os olhos azuis céu da menina brilharam.

Noah a olhou com mais atenção. Se caso tivesse mais uns três anos de idade ele iria jogar um chaveco, e teve certeza que ela seria a mulher mais bonita da face da terra quando crescesse. Mas balançou a cabeça, negando, ela era só uma garotinha, tinha de parar de pensar em mulheres.

- Sua filha é adorável, Sra. Rubi. – ele se virou para a velha, que olhava pensativa para os dois jovens ali.

Noah examinou a velha e a menina. A menina tinha energia, força e beleza. A velha tinha idade, maturidade e uma experiência que se podia ver pelos olhos. Ela tinha cabelos brancos e olhos claros que poderiam ter dados á menina. Mas Noah chegou á conclusão de que a menina não teria mais de nove anos. E a velha não poderia ter dado á luz á ela, ou poderia. Talvez a velha não fosse tão velha assim.

- Sua filha é adorável. – ele disse novamente. – Mas eu vim aqui pelo treinamento.

- Ela é sua parceira. – a velha somente disse.

- O que? Quem? – Noah sorriu.

- Lucy Sant’Dio é sua aliançada, Noah Christhurt.

- Essa daí é a tal Lucy?

- Sim.

- Haha, você deve estar brincando com a minha cara! Olha o tamanho dela, olha... Ela nem consegue segurar uma arma! Ela nunca treinou e nem matou ninguém! Como ela foi escolhida para os Jogos?

- Ela é filha dos maiores salvadores do Distrito 1, Selene Densverouix e Lucca Sant’Dio. E

- Espere, Densverouix...? – Noah tentou achar no fundo de sua mente onde havia escutado isso. – O prefeito?

- Sim.

- Ei, espere, eu não vou poder lutar na Arena com essa... Com essa menina! Ficar em duplas é para que um proteja o outro, ela nunca poderá me proteger, eu vou ter trabalho em dubro!

- Ter trabalho em dobro é sempre melhor. – a velha somente respondeu, com as de experiência. – Quando se possui mais atenção e cautela, sempre se consegue os melhores resultados.

- Só poderão ter um vivo no final. E se nós surpreendentemente conseguíssemos sobreviver, o que eu iria fazer? Matar ela? Ela nem tem doze anos!

- Lucy fará doze anos daqui três dias. O dia da Apresentação dos Tributos.

- M-mas... Será injusto! – Noah gritou.

- Lucy, pegue as facas que eu lhe disse. – a velha o ignorou e se virou para a menina loura.

- Sim, tia Rubi.

Lucy saiu correndo enquanto ia para outro lugar mais afastado do campo de luta. A velha puxou o braço de Noah e disse com a dentadura cerrada:

- Se você relar um dedo nela eu corto sua cabeça. – Noah sorriu. – Corto. Corto mesmo. – a velha assegurou. E então um medo subiu Noah, assim que ele se lembrou: Ela já foi uma Vitoriosa. – Cuidei de Lucy desde que a mãe dela morreu como se fosse minha própria filha. Se você matá-la... Eu o mato. E você terá minha palavra.

- Ta, o que eu posso fazer com ela? – Noah deu de ombros. – Normalmente ela será morta na Cornucópia.

- Não. – a velha fixou o olhar na menina que voltava correndo com os braços cheios de facas de todos os tamanhos. – este ano não.

º º º

Noah riu pela milésima vez ao ver a menina com quem teria de lutar na Arena. Ele teve certeza que ela não duraria nem um minuto lá dentro. Cruzou os braços e ficou vendo ela tentar rodar as facas entre os dedos, como a velha dizia para fazer. Rubi era mais metabólica do que Noah pensava. Ela movimentava-se com graciosidade e força, como se já tivesse treinado inúmeros Tributos, e visto voltarem para o Distrito 1, como Vitoriosos.

- Eu treinei exatos 205 meninos e 146 meninas. – a velha contou aos dois. – E em todo esse tempo, somente dois não voltaram para casa. Sei como fazer vocês aprenderem as artes de uma determinada arma por sete dias. Esses três dias iremos ter treinamento intenso. Nos outros quatro que ficaremos na Capital irei ensinar as técnicas e os melhores movimentos da arma que vocês escolheram. Lucy já me informou que gostaria de aprender á usar facas. – Rubi olhou para a pequena que estava fazendo e refazendo os mesmos movimentos agora que havia conseguido mover a faca de um dedo para o outro. – Ela disse que queria fazer o que seu pai fazia.

Noah sorriu. Papai estava morto, hein, pequena? Infância difícil? Aquela menina não tinha idéia do que ele havia passado. Noah não teria dó de matar o pai de Lucy inúmeras vezes somente para ela poder sentir o mesmo que ele sentiu. Um ódio subiu seu corpo quando pensou nisso, e quis arrancar aquela faca das mãos da menina.

- Arco e flecha. – a voz da velha o tirou de seus pensamentos. – Lucy tem uma aptidão que pegou da mãe com facas e adagas.

- Aptidão? – Noah sorriu, sarcástico. – Ela mal consegue matar uma mosca com as palmas das mãos!

- Duvido que você conseguiria segurar uma arma duas vezes mais pesada que seus dois braços juntos. Lucy tem os braços finos e leves, fracos, o que dificulta, mas eu já á vi manejar uma faca de cozinha. Ela sabe fazer o que bem entender, e tem uma mira impecável.

- Prefiro a luta corpo á corpo. – Noah sorriu, ao se lembrar de como havia dado um trapo no cara que estava tentando pegar sua ex-namorada, no mês passado.

- Certo. – a velha disse. – Meu filho, Kennan, irá te ajudar. Eu ensinarei Lucy. Mas por hoje, iremos aprender o fundamental. – A velha se virou.

- Se você quiser saber se eu já bati em alguém, sim, eu bati já. – Noah se lembrou do homem dos cigarros. – E matei.

A velha não pareceu surpresa.

- Eu mato qualquer um. – Noah continuou. Poxa, impressionar sua mentora era muito difícil. Mas ele tinha de fazê-lo, pois assim ela daria mais crédito á ele do que á Lucy. – Posso matar seu filho, também.

A velha parou. Noah sorriu.

º º º

- E não, você não pode matar meu filho. – a velha abriu a boca.

Noah estava no chão, com a cara e a testa ardendo pelo impacto, enquanto Kennan estava ajoelhado em suas costas, o imobilizando. Lucy estava fazendo seu exercício de mover a faca de um dedo para o outro, o que deixou Noah ainda mais raivoso. Até quando teria de aguentar aquela gente? Queria suas piranhas, não aquela menininha neta do prefeito.

Noah desejou não ter nascido. Mais uma vez.

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Lucy Sant'Dio (pegáveu)

Notas finais
Gente, uma leitora (Mid) sugeriu que eu fizesse uma meta de reviws, e eu resolvi fazer! Lógico, não vou fazer de 1000 reviws, pois poderia ser impossível, já que as Fanfics das tenporadas passadas chegaram á 600 no máximo. Vou fazer uma meta de 550 reviws para esta fanfic, e então, me ajudam? Não consigo nada sem vocês, lindos! Então me apoiem!