Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
78 Mulheres é Que Tem Orgasmos, Né
Notas iniciais
Heikki Aaltonen
Take Over Control — Afrojack Feat. Eva Simons
Lola esticou o corpo.
- Ah, me sinto tão jovem...! – ela sorriu enquanto se espreguiçava.
- Você é jovem. – Heikki coçou os olhos – Onde estamos?
- Eu não... Eu não sei. – Lola se levantou.
Heikki se sentou e então olhou em volta. A sala era branca, e a iluminação era intensa. Heikki segurou a cintura de Lola e disse o que achava que era:
- A Arena.
- Certo, uma sala é a Arena.
- Talvez tenhamos de sair dela pra entrar na Arena. – Heikki supôs.
- Seria idiotice demais. – Lola deu de ombros – Vamos então encontrar alguma maneira de...
Lola deu um paço atrás quando viu a mulher encostada no fundo da parede. Ela segurou o braço de Heikki, e então se virou para ele, escondendo seu rosto do peito do garoto.
- Deve ser só uma imagem. – Heikki garantiu. – Ela nem é tão assustadora assim...
A mulher mudou de forma e então virou a avó de Lola.
- L-Lola... – Heikki gaguejou, chamando a atenção da menina.
- Vovó! – Lola gritou, e tentou correr até a parede, porém, assim que chegou á cinco metros de distância do lugar, a velha saltou e a atingiu no rosto com um soco.
Lola caiu de lado, e ficou esfregando a bochecha, tentando aliviar o ardido. Heikki não pôde aceitar aquilo, foi para cima da mulher e então a acertou na barriga, depois, com o cotovelo, deu uma batida oca no ombro dela.
- Heikki, é a minha vó! – Lola gritou.
- É uma miragem da sua vó. – ele disse entre os dentes.
A mulher mudou, e então Heikki estava diante do próprio pai. De repente suas cicatrizes começaram á coçar e arder. Ele olhou para as mãos. Grossas. Não! Ele já tinha matado aquele velho sarnento, aquele homem nunca mais o atormentaria, não...
- Mate-o. – ele ouviu a voz de Lola soar firme, com raiva.
Heikki juntou todos os seus sentimentos por aquele homem: Sarcasmo, ódio, tristeza, arrependimento, raiva, sentimentos mortais... Sua sequência de socos foi impressionante, porém ele demoraria muito para matar aquele monstro se apenas lutasse com ele corpo á corpo. Heikki procurou por algum lugar algo que o ajudasse á matar o bicho mais rapidamente. Então ele segurou-o pelo colarinho e então arrastou o “pai” até a mesa onde estavam uma garrafa-termica, uma lanterna e uma espada. Heikki julgou mais apropriado a espada, por isso a pegou e decapitou o pai, novamente. Heikki sentiu a energia o invadir. Ele se lembrou dos materiais que tinha utilizado para cortar todos os membros do corpo de seus dois irmãos...
- E um estilete para a genitália... – ele riu se lembrando do jeito enferrujado como o estilete estava...
- Heikki! – Lola o surpreendeu, pois o abraçou e perguntou se estava tudo bem.
- Claro. Eu matei ele pra você. – Heikki respondeu.
Lola torceu o nariz.
- Matar as pessoas pra dar de presente as outras não é muito bom...
- Ei, ele iria nos matar se eu não...
- Tudo bem. – Lola abriu um sorriso. – Por algum tempo eu até pensei ser mesmo minha avó. Embora a velha nunca teria coragem de dar um tapa na minha cara.
- Não, por que?
- Uma vez ela me deu um tapa, e eu revidei, fugi e só voltei pois estava com fome. – Lola contou. – Ela tem medo de que eu fuja novamente, por isso me mima e tenta fazer tudo o que eu quero. Ela nunca mais falou comigo com a voz elevada.
- Isso não é muito bem uma avó e uma neta devem ter na relação...
- Pensou que eu era uma... Garotinha assustada?
- Não, claro que não. – Heikki garantiu.
- Hum... – Lola o estudou. – Então, vamos?
- Sim, ele — concordou, e reparou na porta que não tinha ali antes.
º º º
- Corre. – Lola disse, enquanto os dois corriam de mãos dadas. – Você matou mais uma... Mais uma... – Lola disse, chorando, se lembrando da garota que Heikki havia matado.
- Me desculpe, Lola, mas só posso fazer isso para proteger você. – Heikki disse.
Lola enxugou as lágrimas e então parou brutalmente. Heikki achou estranho, porém logo viu o que ela estava vendo. Uma porta de ferro. Lola a tocou, e a porta se abriu. Heikki a puxou para si, rapidamente, porém eles não foram atacados. Lá dentro havia uma mesa branca saída do chão, com uma tigela sobre ela. Uma tampa de cristal a fechava. Lola se soltou de Heikki e entrou. Heikki segurou seu pulso fortamente.
- O que pensa que está fazendo? – ele interrogou.
- É só uma sala. Já conseguimos sair de uma, não? – ela lançou um sorriso. – Eu adoro um desafio, Heikki Aaltonen.
- Não quero arriscar sua vida, Lola. – Heikki disse, sincero.
- Pare de me tratar como uma criança. Como se você fosse meu pai e precisasse me proteger. Eu sei me virar sozinha. – ela falou.
Heikki não pôde fazer nada além de segui-la. Assim que entraram na sala, a porta desapareceu.
- Eu te disse, Lola! – ele se preparou para ser atacado, porém, nada aconteceu.
- Eu te disse, Heikki. Minha avó é médium, eu tenho algo assim no sangue. Sabe, eu tenho uma forte intuição... – ela disse, balançando sue cabelo.
- Médium? Você acredita nisso?
- Mas é claro! – Lola exclamou.
Heikki apenas deu de ombros. Não iria gozar de Lola, afinal ela era sua... Um lance seu.
- É bife! – ela exclamou. – Arroz e bife!
- O que? – Heikki se aproximou da mesa, onde Lola segurava a tampa. – Mas isso está... Quente!
- Sim! – Lola se virou e então o seduziu com o olhar. – Eu disse, acredite em mim, Heikki, que você se dará bem.
Heikki revirou os olhos. A sala começou á ficar mais quente, e então ele tirou a camisa. Colocou um punhado de arroz e deu uma mordida no bife, deixando o resto para Lola. Se sentou no chão da sala e então encostou a cabeça na parede.
- Óh, que deus grego eu tenho aqui. – Lola riu. – Coloque a camisa, se não eu vou ter orgasmos múltiplos.
- Mulheres tem orgasmos múltiplos?
- Não sei. – Lola se sentou ao seu lado, realmente incomodada por... Aquela visão. – Nunca tive.
- Hum...
- Você já?
- O que?
- Você já teve... Orgasmos múltiplos?
- São as mulheres que tem orgasmos, não?
- Ora, não sei. Não sou uma éxpert no assunto. – ela o encarou.
- Ei, nem eu. – Heikki se defendeu.
- Ah, por favor, me deixe ficar pertinho de você.
Heikki escondeu um sorriso de lado, e então envolveu Lola. Ela se aconchegou e então colocou a mão sobre o abdômen dele. Sentindo a pele.
- Sempre quis fazer isso. – ela riu.
- Por que não fez antes?
- Para não te assustar.
Heikki abriu um pequeno sorriso.
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