Notas iniciais
Meu noote voltou! HAHA', que felicidade1

Meell Mizashi

- Hoje de noite eles tatuaram os braços de vocês. – contei. – Olhem.

Lucy e Noah ergueram as mangas de seus trajes e então viram. A tatuagem não era tão grande assim, e era negra, marcando a pele branca do pulso dos dois.

- É uma forma da Capital e eu identificar vocês. – informei. – Sou a Idealizadora Chefe, por isso tem IC embaixo do número 1. Fui eu quem escolheu vocês. E no de Felippe e Callie tem OS, que quer dizer Presidente Snow.

- Dá pra tirar depois dos Jogos? – Noah fez uma careta para a tatuagem.

- Não. Infelizmente. A Capital e os outros Idealizadores votaram para que fosse permanente, pra que vocês se lembrem eternamente dos Jogos.

- Que más pessoas... – Lucy disse, admirando sua tatuagem. – Ei, posso colorir em volta dela com canetinha rosa?

- Claro, Lucy. Faça o que quiser.

A menina sorriu e então saiu correndo para a recepcionista do Hotel, que já tinha virado sua amiga, e lhe emprestava várias canetinhas para colorir. Ela vestia um lindo vestidinho de boneca, seus cabelos estava soltos em cachos modelados, sua pele branquíssima, e as bochechas naturalmente rosadas. Os lábios com um batom rosa-claro e sapatilhas de bailarina. Ela era uma bailarina, com direito á tudo. As sapatilhas eram amarradas até suas panturrilhas e ela as vezes se atrapalhava para andar com aquilo. Ela parecia ser ainda mais nova.

Noah vestia algo muito diferente disso. Ele estava com um terno preto-brilhante e uma calça social preta, mocacins brilhantes. Sem camisa por baixo, ele arrancava suspiros, mas meu marido estava por perto, eu não podia dizer algo desse gênero...

- Então, que legal. – Noah comentou.

- Quando você estiver na carruagem, pisque para as meninas. – Gordinho disse. – E... Ah, não se esqueça de sorrir. Bem grande.

- Não acho que elas vão gostar dessas marcas aqui. – Noah apontou para o próprio peito, que estava recheado de cicatrizes e marcas horríveis.

- Isso só vai deixar você mais sexy. – falei.

- E vocês estarão aonde?

- Nós iremos estar aqui mesmo. Esperando vocês. Agora vá, fique perto da carruagem. Os tributos do Presidente Snow vão estar na frente de vocês, e você e a Lucy atrás. – falei. – Nós escolhemos você pois acreditamos em você, Noah.

- Não posso. A tampa é apertada demais. – ele abaixou a cabeça.

- Você não é tão duro quanto eu conclui. – disse. – Agora, peça ajuda.

Ele assentiu e então Lucy abraçou minhas pernas.

- Terei medo. – ela confirmou e então puxou Noah pela barra da camisa, arrastando-o até as Carruagens.

Cruzei os braços e então sorri.

- Nem vem, olha o tamanho dela. – Asukin disse. Revirei os olhos.

- Não estou pensando nisso, boboca.

- Me senti ofendido, deleta. – ele perguntou, passando seus braços em meu redor.

- Quer saber, vou até a sala de Idealizadores. – falei me afastando.

- Ei, que isso? Tem medo de mim, agora?

Sorri e dei de ombros, e continuei a andar até chegar ao Conselho Principal, onde estavam Clare, Nathália e Rufows. Clare, Natháliae e Rufows são meus ajudantes. Alguns são do Distrito 1, outros do 4 e assim por diante. Eles fazem parte de uma organização secreta chamada de Rebelde. Somos Rebeldes. Ok, eu estou ficando tempo demais na Capital, acabei de lembrar da nova novela deles: Rebeldes. Uma coisa um tanto... cômica para eles. Mas voltando ao assunto, Tanto Clare, quanto Nathália e todos os outros, são de Distritos aliados. Assim que conseguirmos transportar equipamento necessário para fora da Capital, nós iremos começar a Revolta. Mas antes temos de andar com eles. Respirei fundo e tentei parecer uma Idealizadora Chefe, mas era impossível. Qualquer um da Capital poderia mandar em mim, e principalmente o Presidente Snow, a quem eu nunca tive o desprazer de conhecer.

- E então? – Nathália perguntou. – Eles aceitaram?

- Não. – suspirei.

Nathália revirou seus olhos escuros, e então bateu impacientemente os dedos acostumados á amarrar redes.

- Que ótimo! A Capital nos odeia, e nem sabemos porque nos deixaram assumir o controle dos Jogos!

- Acalme-se, Nath. – aconselhou a calma Clare. – A Meell deve ter tentado convencer os supervisores. Não é, Meell?

- Na verdade... – segurei meu braço fortemente e então balancei-os ao lado do corpo. – Eles ameaçaram me matar se caso eu retornasse com esse pedido.

- Mas então como vamos poder falar diretamente com o Presidente Snow? Você é a Idealizadora, eles tem de deixar você falar com ele! – Nathália exclamou.

- Eu não sei não, Nath. Talvez eles esteja somente com medo de nós. Ou então, estão nos observando. Mesmo assim, não há motivos para isso. Somos apenas seis dentro da equipe dos Jogos, e dois são somente câmeras-men.

- Certo. – Rofows concordou. – Eu vou voltar ao meu posto na base das câmeras.

- Tudo bem, e eu vou para o camarim, ver se as roupas e os cavalos estão indo bem. – concordou Clare.

Mas Nathália continuou com os braços cruzados, batendo o pé, impaciente. Ela assoprava o cabelo do rosto o tempo todo, e ficava com os dedos se mexendo de um lado para o outro.

- Quer me falar algo, Nathália?

- Eles me expulsaram da reunião dos Idealizadores! – ela exclamou. – Porque você pode entrar e eu não?

Ahn... Engoli em seco. Eu sou a Chefe, deve ser por isso. Mas nem de longe pareço chefe. Não se porque o Snow resolveu me colocar na liderança a partir dos últimos três Jogos. E o pior, em cada edição ele me manda uma tarefa diferente: Fazer chuva de meteoros, colocar piscinas de ácido por todos os lados, ou então dar uma crise de doenças intermináveis, somente para ver se eu estou disposta á fazer os Tributos sofrerem. Sou obrigada á aceitar. Mas por dentro eu quero é fazer aquilo com ele. Se caso nós conseguirmos no rebelar, o primeiro e único cidadão da Capital que deverá morrer será ele. Todos os outros são inocentes, não sabem o que realmente se passa na Arena. Os Idealizadores estão em uma reunião, e eu não fui chamada. Talvez por eu ser Mentora de um dos Tributos, eles resolveram me deixar administrando o Desfile, mas isso me magoa. Eu nunca pensei em começar a Revolta. Eu nunca quis uma Revolta, mas as coisas estão passando dos limites. São 100 anos de Jogos, e por isso o Presidente quis fazer o maior de todos os Jogos. Quis recordar toda a dor, todo o sofrimento, exatamente tudo. E então, entra a questão dos Tributos. Quantos? Ele disse que o dobro. Respirei e concordei. Os pares, ele disse que iriam ser escolhidos por mim e por ele. Eu somente concordei com a cabeça, como um cachorrinho treinado. Eu não o via, mas ele estava me vendo. Não sei como. E ai, a parte mais delicada, a Arena. O que? Ele respondeu: Panem.

O que eu poderia fazer? O Presidente Snow queria renovar o medo que tínhamos da Capital, por isso ordenou que a Arena fossem os 12 Distritos, só que com um detalhe: Em pedaços, destruído, replicas dos Dias Escuros.

Eu só pude assentir.

E agora, com Nathália aqui, me sinto fraca. Impotente. E é o que sou. Enquanto eu não estiver certa de que o que quero é a Rebelião, nada dará certo. Ela me olha como se eu devesse dar os devidos direitos de Idealizadora para ela. Mas eu não posso. Se eles não a quiseram na reunião, devem ter seus motivos. E o Presidente está ao lado deles, o que diminui ainda mais meu poder.

Suspirei.

- Me perdoe. – respondi. – Não posso fazer nada em relação.

- Ah, claro, a Idealizadora Chefe não pode! ? Eu deveria ser a Idealizadora Chefe! Tenho muita mais liderança que você!

- Certo. Quem esteve na Arena fui eu. Você está certíssima. – concordei com um aceno. – Tome meu lugar na reunião, eu vou tomar conta dos meus Tributos.

- Ahn... Desculpa... Fui grossa e pareci meio... Invejosa. Não foi o que eu quis dizer. – Nath bateu o pé, frustrada. – Ah, tem horas que nem eu mesma me entendo!

Somente sorri. Nathália tinha uma crise um tanto irritante de bipolaridade, mas nada que fosse realmente ruim. Na verdade era boa pessoa, fazia por merecer seu cargo de Idealizadora Medium.

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Nathália Polonia.

Notas finais
Pra quem não sabe, a Nath é a Mid! HAHAAHA', obrigada, Mid, por entrar na Fanfic! Beijos, linda! E beijos pra todo mundo tbm!