Notas iniciais
Capítulo dedicado á Jack White! Bom capítulo, Jujubas!

Simbad Somma

- E como é essa coisa de... Poder? – Simbad perguntou enquanto andavam.

- Ah... É legal. Eu ainda não usei muita coisa. – Kaya respondeu.

- E você consegue controlar os quatro elementos?

- Só eles.

- Mas ainda é muita coisa. Dá pra matar muito.

- Não se pode usar a magia da natureza para a morte. – Kaya interrompeu.

- Então não tem graça.

- É um presente dado da natureza para nós. Temos de tornar o mundo melhor.

- Mas qual a diferença entre uma bruxa e uma feiticeira?

- Bruxas mexem com magias negra, elas recebem o poder da natureza, mas não usam para o bem. Feiticeiras não mexem com magia negra.

- Certo. E você tem algum clã ou alguma coisa assim?

- Não. – Kaya enfiou as mãos dentro do bolso – Acordei na floresta Negra, só isso.

Simbad a observou, talvez ela estivesse escondendo algo, mas não demorou muito até ele excluir esse pensamento e se virar. Kaya inflamou suas mãos com fogo e ficou á espreita. Alguém estava seguindo eles. Simbad conseguia sentir. E então... O capitão dos recrutas. Ele tinha um sorriso enorme, e mais cinco homens recrutas atrás dele, prontos para matar Simbad e Kaya a qualquer momento.

- Ora, soldado, quando eu disse que vocês tinham privacidade, não quis dizer que poderiam ir o mais longe para transarem!

- Eu não transei com ela. – Simbad negou.

- Ele não é tão porco como você. – Kaya jogou na cara do capitão.

Simbad sentiu um misto de prazer e desconforto: Sim, ele era um cafajeste ainda pior que qualquer outro homem ali, e sim, Kaya o defendia mesmo assim. Simbad pegou em sua espada, mas os recrutas só estava com a atenção em Kaya, como se não vissem Simbad como um perigo.

- Ótimo, o soldado Somma não quis sua parte do pacote, então é a nossa vez. – o capitão deu um sinal, e os soldados recrutas tocaram os braços de Kaya, e no mesmo momento ela perdeu seu fogo.

Simbad mordeu a língua sem querer, e isso o fez gritar de dor, e, aproveitando a deixa, decepou o braço do cara que queria prender Kaya. Ele caiu, se jogando, e gritando enquanto tentava apalpar seu ombro, sem braço algum. Kaya inflamou suas mãos novamente, e tacou fogo no sujeito, que esperneou enquanto o fogo o consumia de pouco em pouco. O capitão entrou em ação e pegou Simbad pelas costas, mas ele ergueu o punho de sua espada e com o cabo bateu no olho do capitão, que o soltou rapidamente. Simbad segurou o punho de Kaya, a puxando para trás dele.

- Eu só posso usar parte do poder de pouquinho em pouquinho. – Kaya sussurrou para ele.

- Não use. – Simbad respondeu.

O capitão avançou, mas em uma surpresa um outro recruta escondido puxou Kaya e riscou uma linha fina em seu seio esquerdo, Kaya gritou de dor, e tentou acertar o recruta com a mão em chamas, mas só conseguiu segurar o rosto dele por alguns segundos, queimando e o deformando. O garoto de no máximo quatorze anos, um pouco maior que Simbad, segurou a parte queimada do rosto e investiu contra Kaya, que desviou de sua adaga e segurou seu pescoço, fazendo de lá sair fumaça. Um garoto tentou tirar as mãos de Kaya de sua pele, mas somente o que conseguiu foi queimar a ponta de seus dedos. Aos poucos a pele ia diminuindo, e a carne viva ficava nas mãos de Kaya, mas ela não desistia.

Já com Simbad a coisa estava um tanto mais acirradas. Ele manejava a espada muito bem, mas o capitão não era capitão somente por um título, ele era realmente muito bom. Simbad virou a lâmina, desferindo um golpe certeiro no braço do capitão, que somente soltou faíscas com os olhos e tentou cortar a cabeça de Simbad, que desviou com dificuldade. Ele viu Kaya com o canto do olho, e quando ela finalmente soltou o pescoço do garoto, ele já nem respirava mais. Ela se virou, e então tentou atirar as chamas no capitão, mas ela somente caiu de joelhos. Poder esgotado, pensou Simbad. Ele se virou contra o capitão, e então se protegeu com a espada de um golpe que o partiria em dois. Deu dois passos para trás, chegando perto de Kaya, e sentindo os braços dela envolverem sua cintura. Simbad se defendeu novamente, e atacou, indo para a lateral direita, mas puxando rapidamente a espada e desferindo um golpe de frente, algo que o capitão não esperava, e cortando sua pálpebra. Por pouco Simbad não o matava.

- Simb...- Simbad sentiu as mãos de Kaya tentarem se grudar em suas roupas, mas ela já tinha sido presa.

O capitão deu um pulo, passando pelo lado de Simbad e então colocando sue joelho sobre as costas de Kaya. Três soldados auxiliares do capitão tinham acabado de chegar, e estavam imobilizado Kaya, deixando-a de barriga nas folhas de carvalho secas. Ela tentava espernear, mas era impossível. Por fim, Simbad somente respirou fundo, erguendo sua espada.

- Corre, Simbad! Foge logo! – Kaya o interrompeu. – Sai daqui!

Simbad sabia que era isso que devia fazer, agora que os outros tinham suas atenções voltadas para a feiticeira, mas ele não queria... Por fim, deu ouvidos á voz da razão, e saiu correndo. Quando já estava fora da floresta negra, pôde ouvir os gritos e uma vontade insuportável de morrer, vindos da boca de Kaya, que agora deveria estar sofrendo nas mãos dos soldados. Simbad respirou fundo, e continuou sua corrida, até não conseguir ouvir mais os gritos da floresta. Ele conseguiu chegar á colina, no acampamento dos recrutas. Muitos olharam para ele e voltaram á fazer suas missões e coordenadas, outros nem se viraram para vê-lo. Simbad continuou á correr, até chegar á cerca do acampamento, ele a pulou e então continuou á correr, entrando em uma floresta mais arejada, onde encontrou um acampamento pequeno, com duas garotas. May, e Mandy. Elas o olharam, com curiosidade, enquanto ema suava e tentava tomar fôlego.

- O que foi, guri, fugindo da própria sombra? – Mandy perguntou.

- Coitado, deixe ele respirar primeiro, Mandy. – May riu. – Ei, pequenino, sente aqui conosco. Não quer um pouco de água?

- Desde quando você é generosa, May?

- Desde que eu encontrei uma pessoa mais fria que eu. – May riu da cara que Mandy fez. – Venha, Simbad.

- Você sabe meu nome! ? – o garoto exclamou.

- Claro que sei. – May revirou os olhos. – A Mandy quer que eu decore o nome de todos os tributos que foram escolhidos pela IC.

- IC? – Simbad perguntou.

- Idealizadora Chefe. – Mandy respondeu. – Você sabe, a mentora dos caras do 1.

- Sei. – Simbad concordou com a cabeça.

- Eles devem ta na vantagem. – May falou. – Quer dizer, a Idealizadora Chefe é mentora deles, não? Isso quer dizer que eles são... Os favoritos.

- Não concordo com você. Afinal ela me escolheu, não escolheu eles. – Mandy disse.

- E você não para de gabar disso. – May deu de ombros.

Simbad sabia que agora ele teria que agüentar horas e horas de conversa de menina...

\"\"

Floresta Negra

Notas finais
E foi assim que começou a aliança entra Mandy, May e Simbad. Mandem reviws, recomendem e favoritem! Próximo capítulo é o último dos treinos!