Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
98 Mas a Revolta Não Vai Começar, Não?
Notas iniciais
Conselho
Denis Mizashi
Ele se sentou pacientemente na cadeira ao lado da mesa, com a chave em mãos. Ele a rodava entre os dedos. Não estava certo do que iria fazer, mas tinha de ser assim, não iria correr esse risco todo.
- Eu não vou para o Distrito 2. – ele disse por fim para André e Caio.
- Por quê? – André questionou.
- Vou levar a Meell para o Distrito 12, o Distrito-Hospital. Acho melhor deixá-la lá durante a Revolta.
- Deixar a Mellyne no Distrito 12 sem interferência nenhuma na Revolta? Você quer morrer? Ela nunca vai deixar. – André o encarou.
- Eu sei disso. Vou dar um anestésico forte para levá-la até lá. E então irei cortar o contato social dela. Assim será mais fácil.
- Ei, cara, você está ouvindo o que acabou de dizer? Você vai nocautear ela só pra levá-la ao Distrito 12?
- Eu sei, parece loucura, e 70% é loucura, mas... Estou desesperado. É ruim admitir isso, mas é a realidade. Não posso mantê-la segura, muito menos agora com o Presidente Snow...
- O que em o Presidente Snow? – Caio perguntou.
- Ele nunca deixou que ela ficasse frente a frente com ele. E vocês sabem que o Snow sempre pede algo diferente nos anos que ela é Idealizadora. Ele a chamou para conversar em particular. Estou temendo o pior... Odeio ser pessimista, mas por que ele a chamaria? E se ele descobriu a Revolta? E se ele sabe que ela é uma do Conselho?
- Não. Isso é confidencial. Nada que está dentro dessas quatro paredes sai. – André estava firme perante sua convicção.
- Não posso assegurar nada, mas... – Denis cerrou os punhos. – Tenho de acreditar nesses 30% de lógica...
- Denis... Você resolva seus problemas pessoais, mas a Mellyne é integrante do conselho, não vou permitir algo deste tipo! Enganá-la e prendê-la num Distrito afastado somente por... Por um mínimo de noção?
- Quando a Revolta acabar, ela saberá que fiz isso pois a amo. – ele disse, o confiante.
- Quando a Revolta acabar, ela vai querer matá-lo e torturá-lo. Prendê-lo e algo pior. Ninguém agüenta isso, Denis.
- A Meell me ama, e ela nunca vai querer me matar. Ela sabe que o que faço é por precaução.
André suspirou.
- Certo. Você se resolva com ela. Porém eu te garanto que isso não terá bom final.
º º º
Giulia
Giu saiu de seu quarto e viu Maju sorrindo na sala de TV. Ela se apressou em fechar a porta e ir assistir aos Jogos com a amiga...
- Caio? – ela se limitou á dizer.
- Ah, Giu, que bom que acordou! Eu e o Caio estamos vendo os Tributos. – ela disse alegremente. – Venha, sente-se conosco.
Giulia assentiu e se sentou entre Maju e Caio. Tentou ignorar o jeito extrovertido como eles conversavam. Era como... Se fossem melhores amigos desde sempre. Giulia se sentiu deprimida, porém colocou seus olhos na tela a televisão, vendo os movimentos e escutando os comentários dos homens das perucas coloridas (como Maju e ela chamavam).
- Olhe, Maria, eles estão falando do Carter. – ela chamou a atenção de Maria Julia.
- Oh. – Maju se sentou na ponta do sofá – Que excitante! Eles estão falando da luta dele contra o Felippe! Sim, meu garoto!
- Você que escolheu o Carter? – Caio perguntou, interessado.
- Sim. – concordou Maju. – O Carter, a Raquel e a Kaya.
- Que legal. Eu escolhi o Simbad, a Melissa e o Logan! – ele disse com um sorriso exagerado nos lábios.
Giulia suspirou, como se ninguém soubesse que eles tinham ajudado á escolher os tributos deste ano. Pelo menos os IC.
Ela morria de ciúmes quando alguém queria se aproximar de Maju e ter amizade com ela. Afinal, Maju era sua melhor amiga.
º º º
Mellyne Gomes
Como se não bastasse os tributos que ele escolheu, o Presidente Snow tinha mais exigências á fazer. Ele queria o dobro de monstros, ele queria menos suprimentos espalhados pelos lugares, ele queria que a Câmara de Tempo fosse acelerada, ele queria...!
- Quero, por último, que você mate treze tributos em um Banquete que irei fazer amanhã á noite. Você irá organizar o evento de cada morte.
- Treze? Mas é muito...
- Sim. – O Presidente concordou, rodando a rosa do terno. – E quero que doze deles sejam IC. Você sabe quem era meu favorito.
- Sim, sei. – Meell abaixou a cabeça. – O Jason.
- Isso. O Jason. E ele morreu por causa de Darin Astaroth, um tributo IC.
- Isso não é motivo do senhor descontar nos outros.
- Como?
Mellyne se xingou mentalmente. Com quem ela estava pensando que falava? O Presidente Snow não era acostumado á ser questionado.
- Não. Tudo bem. É só isso? – ela perguntou.
- Ah, sim, quase ia me esquecendo. Meu novo favorito é Acacia Carter. Trate bem ela.
- Certo, vou me lembrar.
Mellyne se virou e andou calmamente até a porta, porém por dentro queria correr para longe daquele velho que lhe dava arrepios.
- E ate a Lucy Sant’Dio do jeito mais doloroso e cruel que você possa pensar. Quero que você mate ela, e seu cão de guarda.
- Cão de guarda?
- Noah Christhurt, é claro. – ele disse. – Agora vá, você tem de pensar muito para bolar treze mortes diferentes e trágicas.
Mellyne assentiu e voltou á se virar para a porta, porém desta vez não foi interrompida. Ela agradeceu mentalmente.
º º º
André Passos
André torceu para não fazer besteira, tomou coragem e bateu na porta do quarto de Giulia.
- Você já está pronta? O aerodeslizador vai partir...
A menina fez um barulho forte de algo caindo e isso despertou o desejo de ajudar em André. Ele abriu a porta sem pensar duas vezes. Giulia estava enroscada em um novelo de lã, com um livro de Percy Jackson nas mãos e chocolate quente espalhado pelo carpete.
- Está quente! – ela disse e então André percebeu que metade de sua camiseta estava molhada com o chocolate. Um gato miava e abanava o rabo em cima de sua cama. – Lolipop, quando eu te pegar você vai...
- Ele não fez por mal. – André disse, caminhando até ela, se segurando para não rir. – Ei, você gosta de Percy Jackson?
- Ah, na verdade só estou lendo porque minha amiga, Maju, falou que era demais. Eu prefiro Harry Potter.
- Sério? Nossa! – André sorriu. – Eu também adoro as duas séries!
- Ei, antes de começarmos á conversar, você pode me ajudar á sair daqui? – ela disse.
André sentiu suas bochechas vermelhas e se chamou de idiota mentalmente. O que ele estava pensando? Tinha de ajudar ela! Não de paquerar... Ele suspirou para si mesmo e então se pôs á desamarrar o novelo de Giulia. Quando terminou a menina deu um pulo e começou á correr do gato Lolipop por todos os lados, até ele sair do quarto.
- Ah, eu ainda te pego, seu danado...
- Ei, calma, o bichano não fez por mal. – ele se sentou na cama. – Acho melhor você trocar de roupa.
- Ah, sim... Que merda, eu estava sem sutiã...
André ergueu uma sobrancelha e prestou bem atenção. Sim, ela estava sem sutiã. E o chocolate deveria estar bem quente pois os...
- Ei, não olhe par aos meus mamilos! – ela gritou.
- Ah, hã, eu... Bem... – André se sentiu vermelho novamente, se virando de costas.
- Francamente, os homens são tão tarados!
Ele revirou os olhos. Francamente, as mulheres tem sempre somente uma opinião em relação aos homens...! André se intrigou. Ele não era tarado. Ele só tinha pensado em olhar pois ela tinha dito que estava sem sutiã, a culpa não foi dele! É um instinto, as mulheres tem de entender isso! Ele olhou para a janela, onde os prédios tampavam o céu. Seria tão bom ir á qualquer distrito, somente para poder admirar aquele céu azul, com nuvens branquinhas e um sol encantador... Ele sentia falta do Distrito 5...
- Pronto. – Giulia o fez voltar á terra e a realidade. – Roupa nova. Agora vamos.
º º º
Denis Mizashi
Ele a carregava com cuidado, enquanto andava para o aerodeslizador. Não iria junto, pois se ela acordasse iria convencê-lo á eliminar aquela idéia, e ele não iria permitir isso...
- Para onde está me levando?
Tarde demais. Denis fechou os olhos com força e então disse:
- Para o Distrito 12.
- Por quê? Estão precisando de mim?
- Você está precisando deles. A Revolta é perigosa demais.
- Você não está pensando em... – ela se desvencilhou dele. – Me solte! Eu não... Eu não acredito nisso!
- Está entendendo tudo errado, não é o que você está pensando...
- Então você não vai me colocar no Distrito 12, me privando da Revolta somente porque acha que vai me proteger?
- Ah... Bem... é...
- Você é tão... Ignorante ás vezes... Denis, você sabe que eu irei sair de lá custe o que custar.
- Não se eu pedir para eles te trancarem.
- Você tem coragem de... – ela cerrou os punhos. – Vamos lutar! Hein? Ou você ainda tem medo de mim?
- Nunca tive medo de você. Já se esqueceu o que aconteceu da última vez...? – Denis sorriu.
- Não vá se sentindo vitorioso por uma vitória. Sei que posso te vencer em qualquer hora e em qualquer lugar. E que tal aqui? Anda, vamos!
- Não vou te machucar.
- Não vai mesmo! – ela respondeu, ríspida.
- Certo, então vamos lutar. – ele disse, no mesmo tom. – Sabe, a Revolta está te fazendo se tornar uma pessoa bem fria, entende?
- Claro! Se ver milhares de crianças morrendo todos os anos por minha causa é bom, então eu estou me saindo muito bem nisso!
- Você é muito... Fraca emocionalmente! Pense, essas crianças estão se sacrificando por um país inteiro!
- Não! – ela gritou – Eu te odeio.
Denis desejou ter um arco e uma aljava em prontidão para ele. Porém estavam apenas no terraço do Hotel da Revolta...
Caio Amaral
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