Notas iniciais
Eu mudei de ideia, não estava afim de escrever um capítulo do Nicholas. No próximo, quem sabe.

Conselho

Mellyne Gomes

- Então vai! Me mata!

Mellyne o olhou querendo que ele tivesse alguma reação, porém ficou imóvel e fechou os olhos fortemente.

- Você não quer me matar? Que tal eu vencer você, de novo?

- Vou te dar um sedativo se você não parar com isso.

- Certo. — deu de ombros. — E aproveita e me leva pro Distrito 12. Mas você pode ter certeza que eu vou arrancar sua cabeça dos seus ombros quando você voltar pedindo desculpas.

Denis sorriu — Pode apostar que quem vai se desculpar é você.... — Ele se aproximou de Meell e colocou algo em seu braço. O mundo escureceu para ela, que acabou sendo amparada pelos braços do marido, que cantarolava a música que sempre acalmou-a. [NAsu: Tribalistas — Velha Infância] Denis continuou á andar para o aerodeslizador, observando o rosto de Meell e tentando desvendar de onde tinha vindo aquele mal-humor e o seu ódio. Ele então se perguntou porque estaria fazendo aquilo. Era fato que seu eu era muito teimoso, mas será mesmo que ele estava certo em mantê-la em cativeiro? Suspirou. Ele não era de desistir fácil das coisas...

Mas e se... Tivessem razão? Será...?

Denis então contemplou aquele ato. Tinha sedado sua esposa, estava levando-a contra sua vontade para o Distrito 12 e tudo isso como se não tivesse sentimentos. Ele cerrou os punhos e tentou não parar no meio do caminho. O aerodeslizador estava perto, já.

- Sem elaa Revolta não vai ter graça, sabia?

Denis se virou, um tanto surpreso. Natália estava rodando sua chave nos dedos. Ele queria saber onde ela tinha encontrado aquilo... Então se lembrou que carregava Meell, e tentou arranjar uma desculpa, porém ele não era muito bom para isso.

- É ela quem escreve tudo. — Natália continuou — Praticamente é ela quem está no comando de nossos atos.

Denis piscou inúmeras vezes.

- Seu tique nervoso é um tanto estranho, sabia

Ele a encarou com raiva, ninguém podia falar de seu tique nervoso!

Denis cerrou os dentes e tentou não querer matar Natália ali mesmo. Afinal, quando ele e Meell tinham começado á agir tão estranhamente? Depois da gravidez? Ou quando o Presidente á chamou? Denis então soube o que o dava tanta vontade de tirar Mellyne dali: O fato do Presidente Snow poder fazer o que bem entender com ela. Ele se forçou á não deixar ela cair no chão, e então passou por Natália sem dizer nada. Agora não estava disposto á concluir sua meta.

Denis estava com raiva. Saiu do local carregando Meell, pisando duro e se quebrando mentalmente. Ele queria destruir cada tijolo que havia na Capital. Ele queria proteger sua mulher. Queria proteger sua filha. Pelo menos, achava que teria uma filha. Pelo menos, achava que conseguiria manter sua mulher. Achava que estava fazendo certo. Chegou aos seus aposentos, apoiando Meell no sofá e indo até a mini-adega que teria na cozinha. Ele precisava esfriar a cabeça com um belo copo de vinho! Se sentou no sofá, colocando os pés de Mellyne em cima de seu colo. Tentou fazer os cálculos. Ela só acordaria dali uma hora. Então se levantou e foi para o Centro de Comando. Descobriu que era melhor ter ficado no quarto. Os Patrocinadores estavam querendo despatrocinar Noah por ele ter abusado sexualmente de Lucy. Denis colocou as mãos na cabeça e disse que logo iria tomar providências, e que não era necessário aquele ato tão desesperado. Denis se sentou num banco dos Mentores e pegou 500$, escreveu um rápido bilhete á Noah, e o enviou á Arena. Logo Noah estava fazendo o que ele tinha mandado. Voltou para o quarto, onde Meell o esperava, acordada, com os olhos fixos no copo de vinho que ele tinha esquecido no sofá. Denis o pegou e deu um gole.

- Quer conversar? — ele perguntou.

- Não. — ela respondeu, simples e indiferente.

- Mas eu quero. O que o Presidente Snow pediu pra você, desta vez.

- Nada. — ela respondeu, ainda indiferente.

- Diga algo. — ele pediu. — Vamos...

Esperou pacientemente, porém parecia que o sedativo ainda estava fazendo efeito. Ele já tinha desistido, quando ouviu-a dizer:

- Ele quer que eu mate treze tributos. E o Noah e a Lucy.

- O que? — Denise se virou repentinamente, derrubando o vinho em sua camisa.

- Quer que seja no banquete que ele irá fazer amanhã á noite.

Ela completo, agora olhando dentro de seus olhos.

- Quer saber o que eu vou fazer? — ela perguntou.

- Claro. — ele respondeu.

- Vou matar a Acacia. — Dise determinada. — E vou provar pra ele quem manda nessa...

- Não. — Denis a impediu de prosseguir com aquilo. — Você não pode matar a Acacia. Nem o Noah ou a Lucy. Temos de manter o máximo de tributos vivos, não importa se serão PS ou IC.

- Então o que eu faço? Mato os treze tributos?

- Não. — Denis disse. — Você não vai matar nenhum. Destrua o banquete.

- Como?

- Mande um aerodeslizador. Já se passaram seis dias. Não podemos mais fazer isso. Vamos resgatar os que pudermos e...

- É impossível, Denis. — ela disse, tristonha. — É impossível mandar um aerodeslizador para dentro do Labirinto. Parece que o Snow fez isso pensando exatamente que iríamos tentar fazer isso. Ele fez a Arena em um subsolo, para assim não ter com entrarmos lá. Não tem como fazer isso, não tem como mandar um aerodeslizador por maior que seja nossos créditos em dádivas...

Denis a observou.

- Certo. Então... Teremos somente um vencedor...?

- Acho que sim. Fracassamos...

º º º

Aliança dos Livres

Noah leu o bilhete. "Seja um homem". Ele encarou aquilo como uma ofensa de seu mentor. Então lembrou que ele não tinha sido um "homem" ao fazer aquilo com Lucy. Ele suspirou e então olhou para a menina. Ela estava tentando reprimir sua dor enquanto Lola lavava seus pés. Lucy não andaria por um bom tempo. O que aumentaria o fardo de Noah.

- Ei, Noah, vamos procurar alguns monstros? — chamou Heikki.

- Hum... Eu acho melhor não...

- Ora, vamos! A Mandy e a May vão junto!

Noah se lembrou de Mandy. Ele negou com a cabeça, novamente. Não queria mais ter envolvimento nenhum com ela. Ele se virou para Kaya e para Simbad. Simbad estava muito melhor depois dos cuidados milagrosos de Lola, e Kaya não conseguia esconder o seu ciúmes e a sua inveja. Os dois não se falavam á muito tempo. Noah se sentou perto de Kaya e tentou puxar um assunto.

- Ei, porque você e o pervertido não estão mais de falando?

- Porque eu sou uma idiota. — ela respondeu.

- O que você fez, idiota?

[NAsu:"Pervertido". Grande exemplo, você HAUEHAUEHUEHAUEHUAEHUAHUAHHEUAEUHAE ]

- Eu sou grudenta demais. — ela respondeu, se encolhendo.

Noah sorriu e a abraçou, confortando-a. Ele olhou por cima do ombro, e viu Simbad olhou indiscretamente para eles.

- O que o Simbad disse para você aquela noite, foi muito ruim...

- Sim... — Kaya disse, encostando a cabeça no peito de Noah. — Eu não consigo entender... Ele parece que não gosta de mim...

- Ah, ele gosta muito de você, Kaya.

- Não, ele não gosta.

- Todo mundo gosta de você. — ele disse, colocando sua franja loura para trás da orelha.

O rosto de Kaya corou, e ela olhou para seus olhos. Noah sorriu, ele sabia seduzir alguém. Se aproximou do pescoço dela, e roçou sua barba na pele de Kaya. Ela soltou um espirro, e ele riu alto.

- Você é mesmo única, Kaya! — ele disse alto o bastante para Simbad ouvir.

Kaya corou novamente. Será que ele estava dizendo aquilo de verdade? Ela se lembrou de como o toque da mão de Noah era quente. Reprimiu um espirro e segurou as mãos dele. Sim, estavam quentes... Kaya ainda se lembrava do cheiro dele na camiseta de frio. E de como ele tinha cuidado bem de Lucy.

Ela abriu um pequeno sorriso por Noah estar ali. Fechou os olhos e tentou dormir.

- Ei, Noah..

Kaya abriu os olhos, olhando para a pequena Lucy que se aproximava engatinhando com os joelhos e levantando os pés enfaixados paa que os mesmos não relassem no chão.

- Para... — ela pediu.

Noah riu baixinho, e estendeu o braço para a pequena loura. Lucy segurou a mão de Noah e ele a puxou. Se aconchegou no peito dele, e olhou diretamente para os olhos esverdeados de Kaya.

- Oi. — ela disse.

Kaya sorriu para a menina.

- Oi...

Ela era feliz ali.

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Notas finais
Gente, eu publiquei mais uma fanfic interativa onde eu não irei postar diariamente, como tento fazer na YHG. É somente uma Fanfic experimental, então se alguém quiser fazer parte dela, o site é esse:http://fanfiction.com.br/historia/372022/3049_-_Interativa