Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
29 Lei Mundial Do Noah: Preservativo, Só Se For Fora!
Notas iniciais
Noah Christhurt
Meu Universo é Você — Roupa Nova
E então. – Noah quase não conseguia mais pensar naquilo. – Ele estava ferrado.
- Não quero saber de meninas, não quero saber de televisão. O seu foco é vencer. – seu mentor disse.
- Olha, tem certeza que estamos nos Jogos, e não numa escola militar?
- Sem piadinhas idiotas e sem graça, também. – ele respondeu.
Noah revirou os olhos, enquanto olhava para Lucy conversando animadamente com sua mentora. Por que? Ela não merecia...
- Não vou dar moleza até você tirar 12 na avaliação. – o mentor continuou.
- Olha, não dá pra gente conversar como elas? – ele perguntou.
- Não. – o homem respondeu.
Noah suspirou.
- Você tem que aprender á ter paciência, Noah, e eu vou te ensinar isso. Não vou ser mole como a Lucy, você vai aprender isso ou pelo lado fácil, ou pelo difícil. – ele informou. – Mas você escolhe qual lado preferir.
- Ah, agora entendi, tudo isso é por causa da Lucy. – Noah sorriu sarcástico. – Se você quiser saber: Eu não vou matar ela, ok?
- Não é sobre isso. Você simplesmente tem de aprender á ser paciente. – ele disse. Sua rigidez perdendo forças.
- Seria mais fácil se você tentasse entender porque eu odeio tanto essa garotinha.
- Então me diga, Noah, porque a odeia tanto? – ele perguntou, calmo e paciente. Pronto para ouvir. Noah agradeceu por isso.
- Por que ela me chama de “moço”, ela fica me perguntando sobre tudo o tempo todo, ela é muito irritante, ela não consegue perceber que não queremos falar com ela. A Lucy é muito chata, ela... Tem idade mental de uma criança de três anos.
- Sim. É verdade. Ela foi criada e tratada como uma criança de três anos. É por isso que a escolhemos.
- O que? – Noah perguntou.
- Eu e a Meell. Nós escolhemos ela pois ela poderá passar a inocência e todas as perguntas que os Distritos tem, e isso trará conforto. E escolhemos você pois tem uma vida mais dura, é aproveitador e impaciente, como a Capital.
- Não me compare á Capital! – Noah respondeu.
- Vocês trarão a revolta. Assim como todos os outros tributos que escolhemos dedo á dedo. – seu mentor sussurrou.
Noah permaneceu quieto. Então era isso? Uma revolta? Ele estava ficando feliz...
- Então é só eu aturar a pirralha lá?
- Sim. – ele respondeu.
Noah espiou Lucy enquanto ela comia alguns bolinhos. Uma revolta em troca de agüentar a chatice dela... Certo! Ele sairia no lucro!
- Gordinho, você pode me ajudar aqui? – a mentora de Lucy pediu.
- Certo, já volto, Noah. Converse um pouco com a Lucy. Mostre que você mudou. – ele disse. E então saiu do vagão com sua patroa (é por isso que Noah nunca se casará).
Noah respirou fundo e então colocou os cabelos ruivos para trás das orelhas. Passou a mão na barba e então tomou coragem. Se sentou ao lado da pequena menina, e a observou por alguns minutos. Ela estava comendo. Assim que terminou de mastigar, olhou para ele de cara feia.
- O que foi? – Noah perguntou.
- Nada. – ela respondeu, tomando um gole do café, e logo cuspindo tudo na xícara. – Ah, que coisa ruim!
Noah riu. – Isso é café, não é para crianças.
- Você ainda acha que eu sou uma criança. – Lucy suspirou.
- Tá, você não é criança, mas também não é uma pré-adolescente de doze anos, Lucy.
- E você não é o garoto de dezoito mais legal do mundo. – ela concordou.
Noah sorriu. Paciência.
- Você tinha feito um desenho meu, posso ver? – ele perguntou.
- Não. – Lucy mordeu seu bolinho novamente.
- Ah, por favor, Lucy...
- Tudo bem. – ela abriu um leve sorriso mas tentou disfarçar.
Lucy se levantou e então pegou a folha que estava debaixo de seu travesseiro.
- Aqui. – ela estendeu a folha para Noah.
Ele, por sua vez, olhou para o desenho e:
- Puxa! Está incrível, Lucy! Como você aprendeu a desenhar assim?
- Muitos dias em um sótão faz a gente ter somente isso para fazer. – ela contou.
- Sótão?
- É, a Lunna me prendia no sótão quando eu queria ir pra escola, mas ela só queria me proteger. – Lucy contou.
- Ela te prendeu no sótão?
- É, mas não foi tão ruim assim.
- Lucy, quantos dias você ficava lá?
- Três ou quatro dias, por que?
- Sem comida?
- Sim. Eu me acostumei. – ela sorriu, mas Noah só pode sentir nojo de Lunna, quem quer se fosse.
- E ninguém sentia sua falta?
- Não sei. Vovô estava ficando velho, mas era para o meu bem.
- Seu bem?
- É. A Lunna só queria me proteger, Noah.
- Certo. – Noah não aceitou essa afirmação.
Ele ficou avaliando a menina. Então Lucy não era assim tão mimada, certo?
Os mentores voltaram, e Lucy mostrou o desenho para eles. Sua mentora se sentou diante da mesa e então pegou um pouco do strogonoff que lá estava. Seu mentor ficou apenas observando-o, o que fez Noah ficar inquieto.
- E então, Lucy, gostando do seu companheiro? – ele por fim perguntou.
- Sim. – a garota respondeu. – Ele é legal.
- Sim. – ele concordou, olhando para Noah. – Muito bem, então. Agora, eu vou ver se estão servindo vinho em outro vagão.
- Vinho, Gordo? – a mentora virou a cabeça para ele, meio brava, meio impaciente.
- Sim, princesa.
- Da última vez você só ficou quieto depois de eu te dar um tapa.
- Não vou tomar tanto vinho desta vez. – ele garantiu e lhe deu um beijo na mão, se levantou e então saiu do vagão.
- Ah, ele é uma criança! – Meell exclamou.
Lucy riu, e Noah apenas assentiu ligeiramente.
- Não consegue aprender. – ela continuou. – E depois me pede filhinhos...! Dá pra acreditar? Estamos em Panem...!
- Isso é um fato um tanto perturbador. – Noah concordou.
- Ah, bebês são tão fofinhos...! – Lucy exclamou.
Sua mentora apenas sorriu e então colocou uma garfada na boca.
- Memê, — Lucy chamou. – Você disse que iria fazer trança no meu cabelo...
- Ah, vou sim. – Meell respondeu.
Noah se sentiu um tanto intruso naquele ambiente, por isso se levantou e então saiu, indo para o vagão-bar. Onde seu mentor estava a beber uma taça de vinho. Noah se juntou á ele.
- E então? – ele perguntou. – Aposto que ela falou mal de mim. – ele sorriu.
- Falou. – Noah concordou.
- Ah, toda mulher é igual! Quando a gente ta namorando elas são uns anjinhos, depois de assinar os papeis elas começam á achar um monte de defeitos na gente...!
- É por isso que nunca vou me casar. – Noah respondeu.
- Você vai sim, um dia. – seu mentor deu um gole no vinho.
- Não. Não vou.
- Vai, pode ter certeza. Uma delas vai te amarrar.
- Não, você não me conhece...
- Noah, eu te observei pelos últimos quatro anos. – ele respondeu, sério. – Sei que você dorme com uma mulher á cada dia, sei que você odeia preservativos, sei que você adora vodka e sei que você é estéril. Sei que você nunca terá um filho, e sei que você adora saber disso.
- Ta bem, você venceu.
- Eu sei. – seu mentor deu outro gole no vinho.
Meell
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